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quarta-feira, 31 de julho de 2013

COISAS DA IRMANDADE


Elou, pipal! (inglês de praia)
Estava a ver que não arranjava um buraquinho para cá vir!

Meninas Denise e Patrícia, abusadoras perversas de morcegos indefesos, a discussão ainda não apareceu e não sei se aparecerá. (eu a fazer-me de difícil e de esquisita mete-nojo)

Hoje vou arrumar um assunto maravilhoso que tem a ver com o Lassiter e o Vishous. Vamos voltar ao fórum e acabar esta parte.

Recordando:
Lassiter foi baleado para salvar Wrath.
Está ferido em parte incerta.
O último local onde esteve estava armadilhado.
Vishous irritou o Wrath


Como estou aflitinha da vida, deixo a treta por aqui.

Beijos bons

ATENÇÃO À LINGUAGEM DESTAS CONVERSAS

SPOILERS PARA ALGUNS

terça-feira, 30 de julho de 2013

SPOILERS - Lover at last

Venho, publicamente, manifestar a minha indignação!
Porque é que um morcego tão jeitoso como eu tem de trabalhar?
Porque é que não tem direito a subsílios para ficar na gruta?
Eu, neste fim de semana, ouvi falar de subsílios de recessão social. Se pensarmos que, socialmente, a coisa está cada vez mais deprimida para o meu lado, porque é que não me dão aéreos de borla para eu poder ficar mais tempo no convívio? Se tenho de trabalhar para os ter, onde fica o social? Não fica, não é?
É sempre a mesma história… para uns, há tudo. Para o morceguito, não há nada.
E férias?
Piu, piu.
Se me dessem férias, andava com elas ao pescoço para mostrar aos outros que também tinha. E acham que as largava, ou que as escondia numa gaveta, ou as guardava num cofre? O tanas! Se não as tivesse no pescoço, havia de fazer pulseiras e anéis com elas e não haveria diabo neste mundo que mas tirasse!
Com a brincadeira, já é terça-feira. O calor regressou (Uau, que saudades que eu tinha de andar a colar e a ofegar todo o dia…) e as previsões no meu posto de trabalho são as piores possíveis, por isso, antes que piore e a atividade sísmica comece, deixo-vos uma das partes que eu mais gostei do Lover at Last.
E escusam de salivar, porque não tem sexices.
Beijos bons!

SPOILERS ____ SPOILERS
Lover at Last

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Wook com - 25% em TODOS os livros

Viva Amantes da Irmandade!


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domingo, 28 de julho de 2013

Um homem de Sonho IV [Ultimo]

Saudações Amantes da Irmandade,

Como está a correr o vosso domingo? Espero que bem, hoje deixo-vos o ultimo capitulo da história de Vina.
Boas Leituras :)          

 Eram 3 e meia de manhã, quando Danger apareceu ao meu lado. Acordei, com um beijo na nuca e uns braços enormes a volta minha cintura.
-        Boas noite leelan.
-        Boa noite, meu amor.Como foi a tua noite.
-        Normal, lutei, corri, patrulhei as ruas com os meus irmãos,-sorriu- mas queres mesmo falar sobre a minha luta ou queres.- Beijou-me profundamente-. Estou a pensar em mil e uma coisa que podemos fazer antes do sol nascer.
-        Hummmmm, sim. Eu também.
       Fizemos amor longa e demoradamente. A melhor noite da minha vida, bom segunda se pensarmos na noite anterior. Quando terminamos fiquei tãããããoooo saciada e inerte.Ufa demais, respirei fundo e pensei que no dia seguinte não trabalhava.
-        Amanhã é sábado, não preciso de acordar cedo, não queres passar aqui o dia. A sério, eu ponho umas mantas nas janelas e o sol não vai entrar eu prometo.
-        Ai sim, não tens que ir trabalhar então vem comigo. -Disse com um sorriso.-Posso telefonar ao Fritz e ele vem nos buscar, a sério eu já falei com o meu rei e ele concordou e a Marissa ficou muito contente com a perspectiva de as crias terem actividades para fazerem. Tu sabes, para esquecerem-se dos problemas. Vens,
        Pensei, pensei e pensei mais um pouco. Ele franziu a testa e disse- Se não queres ir eu percebo.
-        Não meu amor, eu quero ir já dei a carta de despedimento e a minha patroa mandou me embora. Disse uma data de disparates e no final disse que se eu quiser não precisava aparecer mais.-Sorri.- Só não te tinha dito para não te aborrecer, eu ia buscar as minhas coisas na segunda-feira.-Fungue, e com os olhos cheios de lágrimas disse.- E para me despedir dos meninos,-desate a chorar, ele disse uma palavras que eu não percebi.
-        Oh leelan, o teu sofrimento é como uma adaga que me corta o coração. Cada lágrima tua é como balas cravadas no meu peito, não chores pelo amor da Virgem Escrivã.
-        Desculpa, mas tu sabes que eu adoro os meu meninos,- funguei mais uma vez- desculpa meu amor.
-        Merda, não tens que pedir desculpa leelan, vou ligar ao Fritz.
      Enquanto ele ligava, eu arranjei umas mudas de roupa umas fotos, uns livros, uns dvd`s e estava pronta. Saímos, com a promessa que depois ele trataria da venda da casa, de arrumar as minhas coisas e eu iria me despedir das crianças.Olhei por cima do ombro e disse.
-        Passei por muita coisa nesta casinha. Sabes,há  muito tempo que estou sozinha não tenho ninguém.-Abanei a cabeça- Não tinha, agora tenho-te a ti.
-        E não te esqueças disso.- Deu me um beijo demorado antes de entramos no carro. Um senhor muito distinto, com muitas rugas e um sorriso amável no rosto abriu-nos a porta .
-        Boas noites suas graças, podemos ir o sol não tarda a nascer.- Disse com um sorriso.
-        Sim Fritz, mas primeiro. Esta é a Vina, leelan este é o Fritz, o nosso Doggen. Ele cuida da casa.
-        Oh, sim está bem.- Estiquei lhe a mão mas ele vez uma vénia.
-        Vamos, não queremos mesmo apanhar sol, não é meu senhor.
-        Sim,sim Fritz, - piscou-me o olho e conduziu-me para dentro do carro.
        A viagem correu calma com ele sempre abraçado a mim. Não falamos, não namoramos e não fizemos nada. Quando chegamos o meu espanto.
-        Deus do seu, todos os santos e a virgem santa. Mas isto não é uma casa é uma mansão.E que mansão.-Danger sorriu.
-        É, pensando assim, a casa é muito bonita.
-        Sim, pois casa! Mansão queres tu dizer.
        Entramos com o Fritz a mostrar o caminho, se de fora era linda dentro era espectacular. Era má-gi-co, com muitas cores. Danger segurou me na mão e subimos a escadaria fomos dar a uma porta fechada, ele bateu uma voz poderosa veio do outro lado.-
        --Sim entra irmão.
        --Meu rei como te  tinha dito, aqui esta a minha fêmea,-puxou me para que ficasse de frente para ele, tinha um cão ao seu lado. Sim um golden retriver lindo, com uma arnês. Espera, pensei é cego, não pode ser.
       --Bons dias fêmea, vai morar aqui connosco. Seja bem vinda. -Disse- Irmão vai instala la ou se quiseres deixa-a com as fêmeas, estão na cozinha a comer alguma coisa assim, vai começando a ambientar-se com elas. E nós vamos ter uma reunião com os outros irmãos,-bateram a porta-, que acabaram de chegar, entrem.-De repente a sala começou a ficar pequena, os irmãos eram muito grandes.
            --Estão lá todas,-assentiu com a cabeça- vamos , ou queres ir para o meu quarto?
            --Não, gostaria de as conhecer, então vamos.- Seguro-me na mão e lá fomos nós, descemos as escadas, passamos por uma sala de jantar espectacular. Entramos na cozinha. E sim lá estavam elas sentadas numa bancada uma delas tinha uma crianças nos braços.
        --Bons dias fêmeas, esta é a Vina vai morar connosco. E a minha shellan.- Todas arregalaram os olhos excepto duas que fizeram um sorriso aberto.
          --Sim Danger, ela é linda seja bem vinda, eu sou a Beth.
-     A rainha,-disse ele deu me um beijo e disse- tenho que ir depois venho-te buscar.- Beth sorrio.
-      Olá, vou te apresentar as fêmeas,- assenti com a cabeça , e lá começou a apresentar uma a uma, Mary, Jane,Bella ( com o bebe ao colo), Marissa, Cormia, Xhex, NoOne mãe da Xhex.
Prazer em conhece-las, parece que vou morar e trabalhar convosco.  Estou muito feliz, adoro trabalhar com crianças.
-      Sim o Irmão Danger disse que sim e que ias ficar sem trabalho. -Disse a Marissa.
-      Eu é que me despedi, não dava mais para continuar a trabalhar lá. A minha patroa, nos tratava mal e achava que os meninos só serviam para lhe dar dinheiro, ou seja que as salas eram armazéns de crianças.
-      Essas pessoas não tem coração,-Disse a Mary-, olha eu sou humana como tu e a Jane bem ela é um caso a parte mas também é humana ou era.-franziu a testa- Ainda não tinha raparado ela era translucida, mas o que era ela, arregalei os olhos. Será que é um fantasma. Ela olha para mim e sorrio.
-      Não tenhas medo, eu não faço mal a ninguém, sou a drª Jane.
-      Eu não tenho medo,-menti, Bella chega-se a frente.
-      Gostas de crianças. - sorrio- Então quero te apresentar a Nalla.
-      Mas que princesinha tão linda- disse- parabéns tens uma menina linda. Posso, posso pega-la. Adoro crianças, não é a toa que trabalhava com elas.
-      Eu também trabalhava com crianças com autismo,-disse a Mary- gostei muito.
A conversa continuou, até os homens aparecerem na cosinha e as levarem. Danger apareceu e deu me um beijo no pescoço.
-      Vamos, - esticou a mão- vamos para o meu quarto.
-      Hummm, sim quero.
Dirigi-mo-nos para o quarto, quando chegamos ele olhou me nos olhos e disse.
-      Acasala comigo,-arregalei os olhos, e ele continuou a falar- sim, casa comigo. Queres-franziu a testa eu estava imóvel como o dia em que nos conhecemos. Mas desta vez não foi de medo mas de espanto.
-      Mas porquê, quero dizer não é que eu não queira é só que tu não me conheces. Tu sabes que eu não te posso dar filhos pelo menos não de uma maneira normal.
-      Não faz mal -disse- o futuro vemos depois, agora eu quero acasalar contigo. É só dizeres que sim, que organizamos uma festa. Espera, tu queres casar numa igreja, como os humanos fazem podemos arranjar isso. O Butch, o hellren da Marissa é humano e casou na igreja, nós arranjamos maneira, arranjo um anel de noivado e casamos.
-      Não!-ele paralisou- Quero dizer não quero casar numa igreja, acho que não é necessário, mas quero acasalar contigo.Sim, acho que agora sim vou ser feliz. Vou ter o trabalho dos meus sonhos, estou com o homem dos meus sonhos vou ter a vida que sonhei . Se estiver a sonhar não me acordes por favor, se não eu morro de desgosto.

     Danger deu me um beijo bom e profundo e ai vi que não era um sonho. Mas o homem sim é dos sonhos de qualquer mulher.

sábado, 27 de julho de 2013

Um homem de sonho III

Saudações Amantes da Irmandade,

saudades da Vina? Espero que sim, este é o penúltimo capitulo desta história, amanha...virá o ultimo *sorriso*   obrigada a Etelvina Fonseca por esta maravilhosa história :)


Acordei por volta das 9 horas, banho,pequeno almoço,escovar os dentes e trabalhar. O movel tocou. Era ele, com um sorriso respondi.
         -Olá, estava a pensar que já me tinhas esquecido. Já chegaste? Chegaste bem? Porque é que só me ligaste agora?-Disse séria.
         -Uou,uou,uou. Mais de vagar, uma pergunta de cada vez fêmea. 1º sim já cheguei, 2º cheguei bem, 3º só liguei agora porque houve uma complicação cá em casa.
         -Sim, que tipo de complicações, é muito grave? Não é nada contigo, pois não?
         -Não, não é nada comigo, é só um irmão ferido, nada de mais . É o pão nosso de cada dia cá em casa.
         -Mas acontece muito? Quero dizer os ferimentos,  tu ficas muitas vezes ferido?E qul a gravidade dos ferimentos? Merda, desculpa, mas eu fico preocupada contigo. Não te quero ver ferido.Lá estou eu outra vez, desculpa.
-        Não faz mal, eu gosto que te preocupes comigo, sinto-me um gigante quando te preocupas comigo. O que estás a fazer agora minha fêmea?
-        Vou trabalhar, acabei de entrar no carro,  mas descansa não esta em movimento, e tu o que andas a fazer?
-        Estou deitado, já tomei banho e agora estou deitado a pensar em ti. Hum, estou a pensar no que fizemos durante a noite. Gostaste leelan? Porque eu adorei e quero mais, estou louco para que chegue a noite. Ah espera bolas, hoje vou ter que ir fazer a ronda por isso, vou ter que ficar pouco tempo contigo.
-        Oh, - fiquei triste, queria que ele ficasse comigo a noite toda – vais ter que ir lutar, eu não quero ficar longe de ti já estou com saudades tuas . Hum , e sim quero mais. Só de pensar fico cheia de desejo.
-        Hummmmm, parece que estou a sentir o teu cheiro. Estou a ficar duro só de pensar. A que horas sais do trabalho, por volta das 8 horas começa a escurecer. Eu posso estar contigo até a meia noite, o que achas.
-        Bom eu saio as sete e meia, se tu vens as oito dá para fazer o jantar o que queres comer hoje. Eu faço uma lasanha que comer e chorar por mais. O que achas? Queres jantar comigo, queres que eu cozinhe para ti, meu amor?
-        Repete o que disseste leelan?
-        O quê? Queres que eu cozinhe para ti meu amor?
-        Eu gosto de te ouvir chamares de amor.
-        Sim, não me achas parva. Sabes o meu ultimo namorado, não gostava que eu falasse assim. Acho que ele tinha vergonha de mim,  por ser negra e não ser tão bonita. Acho que só gostava que cuidasse do filho dele, bom eu também gostava e o pequenito também. Mas  não me ligava, não gostava que eu lhe telefonasse. Já não saiamos nem fazíamos o amor. Mas o que eu estou a falar, falemos de outra coisa.
-        Não eu estou a gostar de te ouvir. Esse teu ex – amante era um grande anormal, tratar uma fêmea como tu dessa maneira se o apanhasse a minha frente arrancava-lhe a cabeça  e depois de tudo ainda ter-te enganado, estou a ficar furioso.- Grunhiu.
-        Não vale a pena, falarmos desse anormal. E eu não quero que sujes as tuas mãos com aquele monte de merda. Bom meu amor, tenho que ir trabalhar, já estou atrasada. Até logo.
-        Bom leelan, até logo não te quero atrasar. Vai ter com as tuas crianças, mas sabes que eu estou com ciumes deles.
-        Não sejas parvo, são apenas crianças e nem são minhas de verdade, é só por algumas horas. E eu amo-te. Quero dizer adoro as minhas crianças mas tu és diferente. Tu és meu e só meu.
-        Eu também, amo-te e gosto que queiras que eu seja teu.
      Dito isto, desliguei e  fui directo para o trabalho, ele é que me ligou na hora de almoço. Falamos muito, sobre tudo e mais alguma coisa. Assuntos importantes e menos importantes.Quando o dia acabou fui ao supermercado comprar o jantar para o meu Homem. Mas que coisa, menos de 24 horas e já estou caidinha por ele. Se não der certo, vai doer como a merda. Deus faz com que ele não me magoe como o meu ex-namorado.
      Acabei de fazer o jantar mesmo a tempo era oito e meia e lá estava ele. Danger era uma presença no meio da minha sala, era tão grande quero dizer eu tenho 1,76 mas ele deve chegar aos 2,10. Dei-lhe um abraço e ele baixou a cabeça para me dar um beijo.
-        Tive saudades tua.-Disse ele.
-        Hum, eu também tive saudades tuas meu amor. Estás com fome, porque eu estou faminta.
-        Estás triste, não estás com boa cara, leelan.
-        Não é nada, é só coisas do trabalho.
-        Conta-me? Eu quero saber?
-        Sabes, está a acabar o ano lectivo e os meninos da minha sala vão todos para o jardim de infância. Sabes normalmente as educadoras e as auxiliares, mudão de sala juntamente com as crianças mas a minha patroa não quer que eu vá. Hoje tive que leva-los para a outra , quando os deixe choraram tanto que me partiram o coração. Tive a chorar até á pouco. Não gosto desta situação, não gosto de vê-los chorar, a sofrer sabes. Faz-me chorar e sofrer. Mas lá estou eu a falar dos meus problemas em vez de me concentrar em nós.
-        Leelan. Não gosto que estejas a sofrer.
-        Deixa, eu,... (solucei e ele me abraçou com os braços fortes e eu senti-me protegida). Sabes eu acho que me vou embora, discuti com a minha patroa ela só pensa em dinheiro não nas crianças. Ela acha que aquele espaço tem que ser um deposito de crianças e não um espaço de convívio ou de aprendizagem, por ela... lá estou eu a falar de mais, vamos jantar antes que tenhas que ir embora.
-        Não, tu tens que desabafar e eu estou aqui para te ouvir e te dar colo. Tu estás a dizer que vais deixar o teu trabalho, para onde vais?
-        Não sei, vou ficar desempregada, nesta altura os quadros dos infantários já estão completos. Não sei o que faço da minha vida. Ainda tenho algum dinheiro guardado, dá para me aguentar durante algum tempo.
-        Vem morara comigo, sim na mansão. Eu falo com o meu rei de certeza que ele vai deixar. E tu podes ajudar a Marissa no lugar seguro, ela tem lá crianças que precisam de actividades.
-        Lugar seguro o que é isso?
-        É um lugar onde fêmeas e as suas crias vão para se protegerem dos hellrens que os maltrata. É um sitio protegido onde eles não então, se sabem o que é seguro para eles.
-        Morar contigo? Será que irias aguentar ficar comigo, e as minhas manias?
-        Claro que sim és linda, e adoraria aturar as tuas manias e as tuas merdas. Eu amo-te minha leelan.
-        Mas olha lá, o que é que quer dizer essa palavra, leelan? Não me estás a chamar um nome feio pois não?
-        Não, meu amor.Quer dizer meu amor, minha amada na minha língua. Agora vamos jantar e depois vamos arrumar as tuas coisas para irmos embora.
-        Embora, não espera eu ainda estou empregada, e ainda falta duas semanas para as minhas crianças mudarem de sala. E eu,... eu quero estar com eles até se mudarem. Depois despeço – me, prometo.
       Dito isso, ele acenou e disse que assim poderia falar com o rei, e teríamos tempo para arrumar as minhas coisas com cuidado e pôr a minha casinha para vender.
-        Hum, a tua lasanha tem muito bom especto e cheira bem. Vamos ver o sabor.
-        Espero que gostes, é a minha especialidade lasanha de atum, com uma salada de tomate, sobremesa fiz uma mousse de manga, - revirou os olhos – sim fiz a pensar em ti. Sim e na noite de ontem.
       Jantamos conversamos, quando acabamos, bocejei.
-        Estás cansada? - acenei -  Então vou te dar um banho e depois vamos deitar-te, queres?
-        Siiiiim, - disse arrastando as palavras.
       Ele deixou-me na casa de banho, dizendo que não iria aguentar e não me montar. Tomei um duche rápido,seque-me, vesti-me na casa de banho e ele ajudou – me a deitar, dormi passado pouco tempo, com a promessa que voltaria antes do sol aparecer no horizonte para que eu me certificasse que estava bem.

       Disse uma palavras que não percebi, deu- me um beijo e foi para a noite .


*Nasan

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Storm

Saudações Amantes da Irmandade!!!!
Dia de mais histórias ! Desta vez, esta pequena história foi nos enviada pela nossa querida AnyOne. Beijinhos!!!

STORM

Novembro, noite gelada, a neve cai sem parar. Saí de casa, apesar do frio gelado que se fazia sentir, mas não me sentia bem. Sentia-me enclausurada dentro da minha própria casa, precisava respirar. Nem que fosse o ar gelado da meia- noite.
Resolvi dar uma volta pelos arredores do meu bairro, não me queria afastar muito, pois as noites ultimamente têm sido, no mínimo, diferentes do habitual. Muitas coisas estranhas estão a acontecer. Na semana passada, um corpo sem cabeça foi encontrado ao pé do rio. Há dois dias atrás, outro corpo decapitado foi encontrado num beco escuro atrás da discoteca da zona. Ninguém viu nada, para variar, claro. Mas estes dois corpos tinham algo em comum. O quê? Além das cabeças cortadas e até agora não terem sido encontradas? Ambos os corpos, do sexo masculino e ambos caucasianos, tinham uma tatuagem sui generis, no mínimo. Duas adagas negras espetadas numa estrela vermelha e lágrimas de sangue a escorrerem pela estrela abaixo… perturbador e inesquecível.
Como sei tantos pormenores acerca destes crimes? Sou polícia de homicídios na minha cidade, Londres. Desde que sou polícia, há cerca de sete anos, já presenciei vários crimes, alguns deles ainda não resolvidos, poucos felizmente, mas nenhum como este. As pessoas começam a ficar assustadas, desconfiadas de todos, os políticos querem resultados e ver o mais rapidamente possível a situação resolvida para acalmar a opinião pública.
A imagem destes dois corpos decapitados não me sai da cabeça e ainda não percebi o porquê. Já vi piores, mas estes estão realmente a mexer comigo. Talvez porque a precisão com que foram cortadas as cabeças me faça lembrar um ato cirúrgico, rápido e certeiro.
Mas que merda! O que foi isto?!
Virei-me para ver o que estava atrás de mim a fazer barulho. Com a mão na minha pistola, que estava no bolso do meu blusão de cabedal preto, esperei que algo ou alguém aparecesse, mas nada. Ninguém. Até que ouvi novamente um barulho e perguntei:
- Quem está aí? E desta vez já com a arma apontada para o que me pareceu uma sombra. Uma grande sombra. Hmm…
- Não devias andar sozinha à noite, miúda. Não a estas horas.
Respondeu-me a voz. Uma voz sombria, num tom baixo e muito sensual. Senti um arrepio da espinha até ao pescoço, e não querendo mentir, pareceu-me que os meus cabelos compridos e pretos, apesar de estarem presos num rabo-de-cavalo, se eriçaram, ou pelo menos tentaram.
Foge! Disse-me a minha voz interior. Perigo! Corre! Mas eu não me mexi. Queria ver o rosto daquela sombra.
Aquela gigantesca sombra aproximou-se de um candeeiro e então pude vislumbrar um pouco do seu perfil. Alto, muito alto, ombros largos, cabelo pelos ombros, negro como a noite, solto e em ondas. Os olhos, de que cor são os olhos? Não consigo ver. Ainda… Vestia calças pretas de cabedal, t-shirt preta muito justa e um blusão de cabedal preto, por sinal muito parecido com o meu, só que na versão masculina. Hum…interessante.
Aproximou-se ainda mais.
- Miúda, é melhor pousares essa arma. Não vais precisar dela. Pelo menos não esta noite. Não comigo.
Mas isto foi uma promessa? Hum… espera lá! Mas ele tem uns caninos enormes! Ou é impressão minha? Devo estar com visões, só posso.
- Miúda…
- Eu tenho nome! Disse já irritada por me estar a tratar sempre por miúda.
- E então qual é? Ainda não tive o prazer de o ouvir, mi…
- Mary! O meu nome é Mary, Mary AnyOne.
- Bem,  Mary AnyOne, gosto do teu nome. Mas antes que me perguntes o meu, queres por favor, baixar a merda dessa arma! SÓ, POOR FAVOOR!
Só então é que me apercebi que até agora ainda não tinha parado de lhe apontar a arma. Defeito de profissão, acho eu.
- E porque faria eu uma coisa dessas? Eu ainda não sei se não és nenhum assassino.
- Não, eu não sou nenhum assassino e também não sou aquele que decapitou as cabeças daquelas duas pobres criaturas com uma linda tatuagem de duas adagas espetadas numa estrela e…
-Desculpa?! Mas como raio sabes tu disso? Essa informação não passou para os meios de comunicação social. Só quem está dentro do departamento é que sabe!
- Eu sei! E não estou dentro do teu departamento. Disse com um ar de quem estava a falar a sério e a quem também essas mortes, de alguma forma, o estavam a perturbar.
Depois sorriu. E mais uma vez hipnotizei a olhar para aqueles dentes aguçados e só depois reparei na cor dos olhos. Verdes. Verde-esmeralda. O verde mais lindo que alguma vez vi e com um brilho tão intenso que parecia cegar.
- Mas… disse com algum esforço para me voltar a concentrar, como sabes dessas informações? Trabalhas lá? É que eu nunca te vi. Em que esquadra trabalhas?
- Eu não trabalho em nenhuma esquadra, aliás eu não tenho um patrão, trabalho por conta própria, por assim dizer, mas posso dizer que me dedico ao mesmo que tu.
- E isso é o quê? já agora. Disse eu já impaciente.
-A apanhar os maus da fita.
E voltou a dar aquele sorriso sexy que me fez estremecer da cabeça aos pés! Bolas!! Agora não! Não te vais interessar por um desconhecido, no meio da noite e que ainda por cima não sabes o nome dele!! Não outra vez!!
Mas ele é TÃO lindo! Respondi à minha voz interior que neste momento me estava a irritar profundamente.
- OK! Apanhas os maus da fita. E por acaso, o senhor que apanha os maus da fita, tem nome?
- Só depois de pores a pistola dentro do blusão é que te digo!
- Merda! Ok, ok! Já está arrumada. Mas juro, que se me tentares fazer alguma coisa, levas uma joelhada nessas tuas jóias de família que nunca mais terás descendência alguma!!
- Ah!ah!ah!ah! riu-se e eu estremeci mais uma vez. Aquele riso, tão poderoso e tão, tão…
- Corajosa! Gosto. Muito. Michael.
- Como?!
- O meu nome é Michael. Michael Storm.
- Ahh… bonito nome, apropriado.
-Apropriado? Porque dizes isso?
- Porque parece que passou uma tempestade por cima de mim, neste momento. Que varreu todos os meus pensamentos lúcidos. Agora não consigo pensar com clareza, estou baralhada, como depois de uma tempestade, percebes? Perdida. Confusa.
- Mas vocês humanos não dizem que ‘depois da tempestade vem a bonança’?
- Porra! Humanos?! Mas o que queres dizer com isso?
Encolhendo os ombros disse:
- Ó desculpa, é uma forma de expressão que se usa de onde eu venho.
- E isso é onde?
- Não interessa. Mas voltando ao ditado, não é verdade?
- Da tempestade e da bonança? Disse ainda um pouco confusa com o que tinha sido dito anteriormente. Humanos
- Sim.
- Não estou a ver onde está a bonança? Está frio como o raio, até consigo fazer fumo branco com o vapor da minha respiração, mais um bocado e podemos anunciar que habemus papam nesta merda de cidade! E ainda não parou de nevar! Os crimes ainda não foram resolvidos, por isso não estou a ver onde está a merda da bonança!
- Chiça!! Calma miúda!
- Não me trates por miúda! O meu nome é Mary!!
- Ok!Ok! disse ele aproximando-se de mim com os braços ao alto em sinal de rendição.
Meu deus! Que corpo! Engoli em seco.
- Está bem, Mary. Mas sabes onde está a bonança? Disse agora quase encostado a mim.
- Onde? Respondi, sem saber bem ao que respondia, nem porque respondia…
- Sou eu a tua bonança. Tenho-te observado estas últimas noites, sei que não consegues dormir a pensar nestes crimes. Sinto o teu sofrimento.
Disse ele com uma voz tão profunda e tão preocupada, que parecia que me conhecia há já muito tempo e que me queria proteger. Estranho.
De repente abraçou-me. Apertou-me tão forte que senti o seu corpo duro e musculado junto do meu. Quase desfaleci. Meu deus! Que homem!
Sem hesitar, com uma mão puxou-me o cabelo para trás, e com a outra levantou-me o queixo, baixou-se e deu-me um beijo tão profundo e tão apaixonado e tão demorado que quase fiquei sem poder respirar.
Atordoada, ao fim perguntei:
- Porque me beijaste? Tu não me conheces!
 Franzindo o sobrolho, perguntou com uma voz baixa e preocupada.
- Mas não gostaste?
- Ahh…sim…mas…
- Eu conheço-te, Mary. Há muito tempo que te observo e tu ainda não sabes, mas um dia, tu ainda vais ser minha. Minha!
- Tua?! Convencido, hein?
- Não, querida, realista.
Depois de me dar outro beijo, mais suave, um beijo como o de um amante que se despede com um até já, desapareceu na noite, da mesma forma como apareceu, do nada.
- Ei!! Michael? Nada… Storm? Nada
Estranho… minha… esta palavra não me saía da cabeça e nem o homem que a dissera. Tenho que o encontrar novamente. Definitivamente TENHO que o encontrar.
 Que noite! Porque é que não trouxe o cão a passear? Sempre era mais normal! Ah…espera! Não tens cão!Dahh… Pois, talvez seja altura de adotar um cão ou um gato ou um periquito…  ou… um HOMEM…
- Merda!



 *Nasan



quinta-feira, 25 de julho de 2013

SPOILERS – Lover at Last





Dia dedicado ao gangue das ávidas, ao bando que quer levar o morceguito à exaustão, são elas as Patrícias, Denises, Vivianas, Margaridas, Nasans e derivados.


Se o que trago hoje, não trouxer consolação a nenhuma das insaciáveis… desisto!

Faço como uns e outros e demito-me… Irrevogavelmente… mas a sério…

A Nasan que faça remodelações e que se governe.

Tenho dito!

Boas leituras e beijos bons.


(Se não aparecer segunda-feira é porque consegui, FINALMENTE, um dia livre – e eu compenso-vos a seguir… he he he)


SPOILERS ________________ SPOILERS

Lover at Last



quarta-feira, 24 de julho de 2013

SPOILERS – Lover at Last


Que posso eu dizer que não tenha já dito?

Esta é a parte em que eu vos faço um sermão com missa cantada:

Quantas vezes é preciso dizer que para aparecerem coisas de interesse neste blogue, é preciso darem ao dedinho e pedirem? (Pedir a tradução completa do Lover at Last não é pedido, é ABUSO) Ok, não querem comentar no blogue: facebookem. Não sou assim tão difícil de encontrar! Posso não facebookar todos os dias por escrito, mas facebooko com os olhinhos para ver se há sugestões… E agora até há um chato neste blogue! Está do vosso lado direito. Já viram? Inventem um nome (Maria dos Anzois, Alcoólico António…) e espetem lá coisas. Também há e-mílios… Qualquer dia, ainda vos dou a morada da gruta!

Ai, ai, ai!

Curiosidades minhas:
Porque é que se riem da minha infelicidade? Serei um saco de pancada?
E que história é essa, Srª Nasan, de ter o Qhuinn a secretariá-la? Queres que eu te espanque? É por isso que ele não me aparece na gruta? Não partilhar os lucros é forma de tratar os subalternos como eu?
Porque é que a Santa Padroeira dos Morcegos não me atende as súplicas? Eu nem tenho tempo de pecar!... Nem oportunidade…Sou praticamente uma santa, aliás, eu sou uma mártir!
Como é que ainda ninguém comentou o livro da Payne? Meu Deus, o meu Vishous parece um hotspot... hot… hot e nem uma palavrinha? Analfabetaram-se?

Enfim, hoje é mais um dia de trabalho para mim e de pequeno entretenimento para vocês. É quarta-feira, o sol brilha, prevê-se 33º para a minha terra (menos mal...), o ar condicionado está ligado e a minha garganta ressente-se, é lua cheia…

Preparei um miminho para todos os sedentos de coisas boas. Espero que gostem.

E vai servir de intervalo na indução do meu Qhuinn-tentação-dos-demónios.
E não quero saber se ficam a chorar! É bem feito! Eu quero férias e o Qhuinn na gruta à minha espera e ninguém me dá nadinha! Para os outros? Tudo. Para o morCeGo? Nada.

Boas leituras.
Beijos bons.



SPOILERS______SPOILERS

Lover at Last





terça-feira, 23 de julho de 2013

SPOILERS - Lover at last



Descobri hoje porque é que este país não funciona!

E estou indignada!

Fui ao registo civil toda lavadinha e cheirosa para não dar mau aspeto. Chego lá, espero a minha vez, aproximo-me do balcão e peço-lhes a certidão que desejava. Começaram logo com o não pode ser, está maluca, vai ao médico e não me deram nada.
Pedi o livro de reclamações, aquilo não era maneira de tratar um bicho lindo como eu. Não mo queriam dar, porque blá blá blá morcego, blá blá blá está parva, blá blá blá chamamos a polícia. O fim do mundo em cuecas!
Recusei-me a sair de lá e chamaram os gajos das fardas. Expliquei-lhes a situação e começaram a rir como uns perdidos e mandaram-me de volta para a gruta. Acham que me escoltaram até lá? Era o escoltas! Também não os queria… um até bigode tinha! Cruzes! O único pelo-facial-man que me podia escoltar era o meu V... E com ele havia de uivar e tudo... ahhh... uhhh...

Estão a ver porque é que estamos tão mal?
Vai um morceguinho amoroso pedir o único documento que o morcegão meu chefe disse que me garantia férias e não mo deram!
Não entendo! Qual é o problema deles? Eu pago impostos! Eu sou linda! Eu tenho direito à minha certidão de óbito! Sim, porque o meu morcegão chefe disse que sem essa certidão não havia descanso para ninguém.
E agora?
Agora, toda furiosa, abri o Lover at Last e, para ter um consolo, abri-o no capítulo 69… he he he… Ai, que bem escolhido!

Boas leituras.
Beijos bons.

Desculpas antecipadas pela tradução – esbarrei com muitas expressões que nem me dei ao trabalho de ver como se traduziam decentemente… mas as ideias estão lá. E o conteúdo também.




SPOILERS____ SPOILERS

Lover at Last
Excerto do Capítulo 69




segunda-feira, 22 de julho de 2013

SPOILERS LOVER AT LAST


Estou naquela fase da minha vida em que não distingo o fim de semana dos restantes dias.
Algo de muito errado se está a passar.
Julgo chamar-se cansaço.
Encomendei um caixão na sexta-feira e estou prestes a inaugurá-lo: vou dar uma festa com comes e bebes (mais bebes que comes), música e fogo-de-artifício. Ao menos haja diversão no funeral, porque para lamentações basta-nos a existência!
E digo-vos, se me tombar, vou apanhar uma borracheira fenomenal! E está tudo convidado!
Sim, sim, estou meia depressiva. E a delícia de pensar num descanso eterno como a quem sai o euromilhões não abona a meu favor.
Ainda tinha esperanças de ser visitada por um macho que me distraísse, mas a coisa não correu bem e o trabalho agarrou-se a mim como uma lapa. Eu bem que o tentei enxotar, mas aquilo é persistente.
Quanto aos machos… Nadinha. Népias. Zero. Nicles batatóides.
Que desilusão!
Anda um morcego da fruta a pensar que ser vampiro chupa-sangue é o que está a dar, que são muito vivaços e dinâmicos…
Burrinha!
A minha gruta parecia um cemitério abandonado. Nem uma alminha penada veio ter comigo para me convidar a sair. Nem um zombinho com planos de me arrancar à papelada! E eu a sonhar com vampiraços! Nem os mortos quiseram saber de mim, quanto mais os de sangue na guelra…

Ai, ai!
Minha gente, é segunda-feira.
As minhas férias tardam em aparecer (são como os machos jeitosos – precisamos de um e … pois!...)

Espero que gostem do que vos trouxe!

Beijos bons.


SPOILERS__________SPOILERS
Lover at Last



sábado, 20 de julho de 2013

Morcego e a Irmandade II

A noite convidava ao passeio, depois de parar numa macieira e ter ratado várias maçãs, fiz-me ao céu. A lua estava espetacular e, ao longe, recortava-se a Mansão da Irmandade. Sorri ao recordar a última aventura com as shellans. Via-se luz nalgumas janelas e a curiosidade aumentava quando, ao aproximar-me, conseguia distinguir vultos: a Mary a despachar o Rhage para fora do quarto; o Vishous a fumar à janela; o Wrath a bufar à frente de uma pilha de papéis. Dei a volta para espreitar pelas outras janelas. Z beijava Bella à porta do quarto, vestido para sair; o Qhuinn a fingir que iniciava um strip só para ver o Blay a gaguejar ao telemóvel; o Fritz a entregar uma bandeja à Marissa, enquanto Butch se vestia; a Xhex a discutir com um John a gesticular a alta velocidade.
Parecia tudo calmo e tranquilo. Mais uma volta e vejo um automóvel, aliás, uma carrinha a vir na direção da casa. Tinha vidros fumados, não se via quem lá estava dentro e a matrícula era-me desconhecida. Pendurei-me num galho e aguardei. O veículo estacionou na porta da frente. Abre-se a porta do condutor e sai o Phury… Ahh… que os anónimos lhe estão a fazer tão bem… das outras portas começam a sair Escolhidas que nunca mais acabavam.
- Últimas indicações: quero olhos abertos e ouvidos atentos! – Phury falava calmamente, mas com firmeza. As Escolhidas ouviam. – Hoje será a oportunidade de conhecerem de perto a vida na mansão do nosso Rei. Algumas de vós já cá estiveram, mas a experiência de hoje será muito diferente.
Acenaram com a cabeça ao mesmo tempo. Cruzes! Estão bem treinadas!
Misturei-me nas saias de uma – panorama magnífico de uns glúteos masculinos redondos e firmes. – he he he – e entrei com eles. Mal a porta se abre, ouvi a voz do Butch a perguntar:
- Caralho! Tu dás conta do recado a essas todas, Phury?
- Senhor, o que é “caralho”? – Questiona uma Escolhida.
- E de que recado fala o guerreiro Butch, Senhor? – Questiona outra.
- Sim, Phury, explica que eu quero ouvir. – V já tinha fumado o que tinha a fumar e também já ali estava.
- E eu também quero ouvir… - era o Rhage que aparecia com uma sanduíche do tamanho de um boi e que, pelo que conseguia ver, devia ter mesmo um lá dentro. – Isto vai ser tão bom… - e ria-se como um alarve a ver-se a alface no meio dos dentes.
Phury tossiu.
- Meus Irmãos, o Wrath não vos informou de nada?
Eles olharam uns para os outros e abanaram a cabeça.
- Eu informo-os agora. – Wrath, no topo das escadas, tomou a palavra – Meus Irmãos, hoje, cada um de vocês os três vai ficar responsável por um grupo de Escolhidas e fazer uma visita guiada à mansão. – Ao ver a cara de pânico deles, acrescenta – e sim, vão-lhe responder ao caralho das perguntas todas e mostrar que ainda vos sobra um pingo de boa educação. O Phury vai sair com a Cormia e só regressa no final da semana. O responsável por elas sou eu e o primeiro que piar ou cometer uma argolada vai passar o resto da existência a responder a cartas por mim.
- Só vem daqui a dois dias?! – Quis confirmar Rhage.
- Nem que fosse daqui a dois meses. E acabou a puta da conversa. – Wrath dá meia volta e desaparece.
- Guerreiro, - pergunta uma Escolhida a Vishous – o que é “puta”?
- Sim, V, explica que eu quero ouvir. – Dizia o Phury já a caminho da porta da rua. – Boa noite, Irmãos. Escolhidas, fiquem bem.
Nem sei como contar o que aconteceu nessa noite. Vishous aterrorizou de tal maneira o grupo dele que as coitadas nem abriam a boca. Tentou subornar o Blay para as acompanhar, mas ele não caiu na esparrela. Resolveu não perguntar nada ao Qhuinn, não fosse o Irmão zangar-se. As do Butch acabaram a noite a falar como taberneiras. O polícia apelou ao coração de Z e ele, com a filha às costas, complementou-lhes o estudo da linguagem. As do Rhage estavam animadas, a Mary e a Beth tomaram conta delas, passaram toda a tarde a ver filmes parvos e a falar sobre as vantagens de não ser macho e a comer chocolates.
Para acabar a noite em beleza, juntaram-se numa salinha, já com a Jane e a Bella. Era a hora do chá e dos bolinhos. – Esta rotina já eu conhecia.
- Porque é que aquelas estão a olhar para nós como se as fossemos comer? – Pergunta Jane admirada.
- Porque o teu maravilhoso hellren esteve a explicar-lhes as vantagens de adquirir um conjunto completo de chicotes, mordaças e derivados. – Respondeu Beth a esconder a vontade de rir.
- Não posso…
- Podes, podes. – Completou Mary - E vais ouvir o resto. Se isso não chegasse, apareceu o Qhuinn furioso não sei com o quê e ele teve um ataque histérico e fez explodir a saleta do segundo andar. Com elas lá dentro.
- Coitadas… Mas não há problema. Bella, posso falar contigo? – E Jane segredou qualquer coisa ao ouvido da shellan do Z, deixando-a a rir às gargalhadas.
Estava a amanhecer, foi tudo para a cama e, como já era tarde para voltar para a gruta, dormi dentro de um jarrão no corredor das estátuas. Ouvi barulho durante o dia, havia movimentações na casa, mas eu não conseguia abrir os olhos. Acordo, finalmente, com um uivo terrível! Vishous! Era o Vishous!

Saio disparada em direção ao quarto dele. Os uivos continuavam, faziam gelar o sangue. Ó meu Deus, ó meu Deus, ó meu Deus. Entro no quarto e desato-me a rir. Ele estava encolhido a um canto cheio de medo. Em cima da cama, vestida de cor-de-rosa, estava a Nalla, sentada e a brincar com um peluche. Na parede havia um cartaz enorme que dizia: Tio Vishous, toma conta de mim. Não te esqueças de me mudar a fralda e de me preparar o leite. Não há mais ninguém na mansão e o meu pai diz que te corta o que ainda tens se, quando vier, eu não estiver feliz e satisfeita.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Diário de Nasan III

Saudações Amantes da Irmandade,

Aqui vamos a mais um pouco desta história de loucos! Sim eu sei, hoje é sexta feira e tal, mas pronto, eu sou amiga, e segundo me consta está acabar... pois é. Para o próximo fim de semana termina as histórias, pois mais ninguém me mandou nada :´( gente má

Envia a tua historia para o nosso email:  irmandadeadaganegra@gmail.com

Não sei quantos dias passaram, ou se foi só horas. Mas para mim, a cada minuto de tortura era anos, em que ali estava. Um dos meus olhos não abria, tal era o hematoma que tinha, os meus lábios feridos deviam estar um horror, por estar a gritar, gritos esses que deixei de dar depois, pois cada vez que o fazia, mais feridas abria. Deitar me de costas, era impossível, as dores eram excruciantes. A minha roupa ja tinha visto melhores dias, agora não passavam de farrapos, a blusa mal tapava os meus seios, não precisava de ver, sentia o frio do chão na minha pele, pois o soutien já não existia também. 
Tudo o que eu fazia agora, era pequenas viagens, entre o estar acordada e o inconsciente, quando o meu corpo insistia em apagar e quando me permitido. A fraqueza, pela falta de alimento e agua, e eu sabia, que mais dia menos dia, o meu descanso chegaria. Mas hoje? Hoje seria mais um dia de tortura, pois enquanto eu não convocasse a Beth, não teria fim. Mas mesmo que eu quisesse salvar a minha pele, mesmo que eu por mais que desejasse  e quisesse me salvar, terminar com aquele pesadelo. Era impossível por duas razões, não podia convocar a Rainha como ele insistia  aliás? Eu nem fazia a mínima ideia de como, segundo? Mesmo que eu a chamasse, eu sabia que nunca sairia dali com vida. Logo, só poderia desejar que o descanso chegasse, e rápido. As vozes alteradas, arrancaram me da minha divagação, é agora, já chegou mais um momento de terror penso para mim mesma. Quanto mais perto estavam as vozes, mais me apercebia de que eram gritos, gritos de horror. Toda eu gelei, e desesperada comecei a gatinhar e direcção ao canto mais escuro e tentei me meter de baixo da minha cama que tinha sido ali posta. A porta abriu de rompante e eu rastejei ainda mais para baixo da cama, as unhas cravadas no cimento, e as unhas a partirem da pressão. Os ferros desta a cravarem se mais na minha pele, e a dor foi tal que as lágrimas caíram pelo meu rosto e eu gritei de dor. Mas eu tinha de me esconder, não podia suportar mais uma dia de tortura, mais um dia de dor. Mas todas as minhas tentativas de me meter de baixo da cama são interrompidas quando uma voz conhecida me chega aos ouvidos.
-Virgem Escriva... - estas simples palavras vieram juntas com dor e horror, virei a cabeça de vagar e espreitei por baixo da cama na direcção da porta. Três homens de preto estavam parados a olhar para mim, não consegui ver muito bem quem eram, mas aquela voz não me era estranha, eu conhecia, afinal aquela voz, era a voz do homem que me tinha ameaçado no Natal.
-Z? -sussurrei e assim que prenunciei o nome, ele correu até mim. Quando as mãos dele entraram em contacto com a minha pele eu gritei, todo o meu corpo parecia que ia partir, ardia com o movimento, as lágrimas correram pela minha cara, desta vez com mais força.Os outros aproximaram-se e entrei em pânico, sentido as feridas da minha boca abrirem e o sangue a escorrer, tentei puxar Z mas sem sucesso, tentativa vã de o proteger.
-Está tudo bem, ninguém vos vai magoar. - diz uma voz forte, calma mas o toque de raiva estava presente.
-É o Wrath e Vishous. - sussurrou Z.
-Oh não, não... - choro em pânico - Não devias estar aqui! Sai daqui, por favor sai daqui.. -suplico a Wrath desesperada. - Se eles voltam, matam-te! 
-Shh, calma Nasan, está tudo bem, já acabou. - diz Vishous
-Não estão a entender! - grito desesperada - Ele quer o Rei, quer mata-lo! - o olhar de Wrath é simplesmente terrível  cada traço do seu rosto mostra que a morte está por perto e que será dolorosa.
-Ele não te fará mal, nunca mais. - confessa Wrath enquanto acaricia a caminha cabeça.
-Temos de sair daqui. - Diz Zsadist
-É, Butch e Qhuinn devem estar quase a deitar isto abaixo. - Comenta Wrath
-Desculpa, isto vai doer. - nunca tinha visto tanta dor na voz de Z - Mas temos de te tirar daqui.
-Espera... - wrath volta aproximar-se de mim e toca-me na testa... sinto me a cair na escuridão e tudo o que me vem a cabeça é um inutil protesto de como estou imunda.