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Legado da Adaga Negra

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The Fallen Angels

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Blood Kiss - Apetitoso!

Saudações Amantes da Irmandade!

Hoje trago algo ÚNICO! E agradeço a nossa Nightshade.

E aproveito para passar a mensagem da Nighshade para vocês:

" Olá fãs da Irmandade. Foi com muito gosto que traduzi este excerto do livro Blood Kiss, para vos aguçar a curiosidade e mostrar à editora que vai valer a pena editar o Legado da Adaga Negra em Portugal. Portanto comentem e opinem para conseguirmos isso. Nasan, obrigada por esta oportunidade.
Espero que gostem :) "






Blood Kiss


(...)

Desculpa... estão a fazer o quê?
Butch ao falar, olhou para o grupo só de machos, sentados à volta da mesa da sala de jantar da mansão. Nenhum dos Irmãos nem nenhum dos soldados se estava a rir ou a falar alto. O bando de figuras tristes falhadas estava apenas sentado em frente de pratos meio comidos e copos de vodca, bourbon e uísque por beber como um conjunto de cães bassett hounds que perderam os seus anti-depressivos.
Não era o que esperava encontrar ao chegar mais tarde à Última Refeição.
Quando Marissa lhe havia enviado uma mensagem a dizer que estava com as fêmeas, pareceu ser boa ideia adiantar as tarefas em relação aos alunos.
Não abancar neste tipo de funeral só porque as senhoras estavam a fazer um projecto.
- Olá? - Exigiu. - Perderam a audição ou alguma coisa?
Wrath inalou como se estivesse prestes a anunciar a morte de um familiar.
- Elas estão a fazer uma noite de cinema.
Butch revirou os olhos e sentou-se na sua cadeira. Sim, era um bocadinho esquisito sentar-se sem a sua Marissa ao seu lado, mas pelo amor de Deus, não era nada que necessitasse de Prozac. Para além disso, ele estava contente que a sua mulher tivesse amigas.
- Elas estão a ver Magic Mike - disse alguém.
- Isso é um show para crianças? - Ele recostou-se quando Fritz colocou um prato fumegante de cordeiro à sua frente. - Obrigado, oh, obrigado, sim, adoraria uma bebida. Vou querer um Lagavulin com gelo...
Butch parou de falar quando reparou que a mesa inteira de machos olhava para ele.
- Que é?
- Não ouviste falar sobre o Magic Mike? - Perguntou Rhage.
- Não. - Ele recostou-se novamente ao ser-lhe entregue a bebida. - Obrigado. É como o Barney?
- É sobre strippers - contrapôs Hollywood.
Butch franziu o sobrolho enquanto baixava o copo dos seus lábios.
- Desculpa?
V saiu da despensa com a bolsa do tabaco, um pacote de papel de enrolar, e uma carranca como se alguém tivesse tirado as pilhas do seu brinquedo sexual favorito.
- Gajos nus - murmurou Vishous ao sentar-se no sítio onde Marissa costumava ficar. - Rabos ao léu. E são humanos. Cristo, é como estar a ver um bando de cães.
- Com fio-dental - desdenhou outro.
Butch resolveu beber desta vez, engolindo o ardor, aceitando o calor no seu estômago. Okay, muito bem, foi com surpresa que viu que tinha bebido até o copo ficar vazio, mas bem, ele tinha muito em que pensar. 
Por um lado, o facto da sua shellan estar a ver um filme com as suas companheiras não ser um problema, mesmo que algum nudismo estivesse envolvido.
Por outro lado, querer encontrar o quadro eléctrico que desligava a energia daquela parte da mansão. 
Incendiar o DVD. E o ecrã.
E levar a sua companheira para a cama só para lhe mostrar todos os truques que ele tinha a mais do que algum actor em... ah, Deus, em fio-dental?
- Está tudo bem - ouviu-se dizer ao pedir a um doggen outra bebida. - Quero dizer, primeiro que tudo, elas amam-nos... e segundo, não é como se fosse para adultos...
- Eles mostram uma bomba peniana - disse Lassiter com um largo sorriso, como se estivesse a ajudar. - E ao vivo. Sabem, está no pénis e estão a bombear...
Vishous saca da adaga e aponta a coisa à cabeça do anjo caído.
- Continua a falar assim e faço-te um penteado novo. De olhos fechados.
Lassiter deu uma gargalhada: - Okay, como queiras, grandalhão. Pensei que tivesses mais mojo do que te chateares com este tipo de coisa. És assim tão inseguro?
- Queres insegurança? - Disse V. - Eu dou-te a...
- Okay, okay - interrompe Butch. - V, deixa lá isso. Está tudo bem, é óptimo... que elas estejam a divertir-se. Que há de errado com isso? Não é como se estivessem a dormir com o gajo.
- Tens a certeza? - Lassiter ri-se. - Não achas que elas podem fantasiar com...
O rosnado colectivo que se fez ouvir por parte da Irmandade foi tão alto, que conseguiu abanar os cristais do enorme candelabro pendurado sobre a mesa. E o anjo caído podia ser um idiota, mas não era estúpido.
Movendo-se devagar, como se múltiplas armas estivessem apontadas nele, ele coloca as suas mãos em submissão.
- Desculpem. Como queiram. Eu paro antes que esses lamentos que vocês, bando de idiotas, fazem me matem.
- Uma escolha inteligente - diz Butch secamente. - Não que me importasse de te bater neste momento. Não que seja específico para este momento.
Lassiter voltou a comer, a enfardar comida na boca.
Os Irmãos não foram tão rápidos a fazer um reset, os olhos semicerrados e as presas ainda apontadas à boca descarada do anjo.
- Vá lá, rapazes, está tudo bem. - Butch corta um pedaço de cordeiro e enfia-o na boca. - Mmm. Delicioso.
Na realidade, aquilo sabia a cartão, mas ele deu um show de «Mmmm's». No entanto, não conseguiu continuar.
Dois minutos depois, empurrou o prato cheio e acariciou o segundo uísque.
- A sério. Elas deviam de ter alguma independência. Elas não têm que estar presas às nossas coxas, e ouçam, a vida aqui gira em torno de nós. Já é tempo de fazerem algo só para elas. A sério. Isto é óptimo.
Ao lado dele, V acende um gordo cigarro enrolado à mão.
- Ai é? Gostas da ideia da Marissa ver o material de outro macho?
- Não é para adultos... - Quando a voz se quebrou, ele aclarou a garganta. - Quero dizer, não pode ser... não, não é...
- Já verifiquei - murmurou Rhage. - Elas têm os DVD's todos, provavelmente estão a ver as versões alargadas e sem as cenas cortadas.
- Então os strippers não são circuncisados? - Lassiter colocou as mãos dele no ar novamente quando o segundo rosnado foi ainda pior. - Jesus, vocês são tão sensíveis.
Butch abana a cabeça e decide que o anjo fica por conta dele.
- Então, sim, quero dizer, algumas viravoltas, um ou dois músculos. Não é nada para ficarmos chateados. Fritz, posso ter outra bebida?
O mordomo apressou-se a pegar no copo vazio.
- Alguém gostaria de sobremesa? Temos gelado caseiro e Petit Gâteau.
Butch olha para Hollywood.
- Que dizes, meu?
Quando Rhage só se limitou a girar o seu ginger ale no copo, Butch pragueja e diz ao Fritz: - Este aqui vai querer, mesmo que mais ninguém queira.
- Traz-me a sobremesa. - Disse Rhage.
Fritz faz uma vénia com o copo de Butch na mão.
- Com certeza, senhor. Eu mesmo irei prepará-lo...
- Não. Quero a sobremesa inteira. O bolo todo e o gelado todo.
Eeeeeeeeeee foi assim que Hollywood acabou por ter uma audiência rabugenta a testemunhar o seu consumo de quinze pequenos bolos de chocolate e cinco litros de gelado de baunilha.
Era como ver tinta a secar, excepto não haver cheiro químico e a sala ser da mesma cor antes e depois. 
As boas notícias era que o álcool estava a fazer o seu trabalho, a mente a ficar enevoada, o seu corpo a ficar dormente e ao mesmo tempo excitado.
- Posso ter outra? - Perguntou a um doggen que estava a tirar o último prato com restos de chocolate. - Muito obrigado.
Quando o seu copo regressou, ele empurra a cadeira para longe da mesa.
- Vou-me embora. Tenho trabalho a fazer.
Não queria ofender ninguém, mas ficar entre aquela vibração só o fazia sentir ainda mais deprimido. Mais disto e começaria a fazer tranças no nó corrediço.
Ao sair, ele pára no grande vestíbulo. Olha para as escadas. Tenta imaginar a sua Marissa a cobiçar algum actor em roupa interior.
- A sério. Está tudo bem. Bom para ela.
Ele tira o telemóvel e selecciona as mensagens. Hesitando, pensa em enviar qualquer coisa, para a lembrar...
Uau.
Na sua interacção humana, ele nunca teria dado a mínima para algo como isto. Marissa não era só o amor da sua vida; ela era uma fêmea de valor que nunca o iria trair. E, olá, não era como se ela fosse dar entrada num motel barato com um gajo, pelo amor de Deus. Ela estava com as suas amigas tal como ele quando estava com os dele.
Isto era ridículo.
Ele não era do tipo ciumento...
O som de botas de combate a aproximar-se fez com que olhasse por cima do ombro. Era Rhage, e o Irmão tinha um copo a efervescer com Alka-Seltzer na sua mão. 
Hollywood olha para as escadas. E raios o partissem, ele estava a pensar exactamente no mesmo que Butch.
- Vou para cima - anunciou o tipo.
- Vá lá, espera, espera. - Butch agarrou naquele antebraço enorme e apertou. - Não podes, simplesmente, aparecer lá.
- Porque não? 
- É noite de mulheres.
- Então, arranjo um vestido.
- Caralho, Rhage. A sério?
A seguir, estavam com eles V, John Matthew e Tohr. E toda a gente, incluindo Wrath... e até Manny, que apesar de ser completamente humano, estava ali junto com o resto das caras tristes.
- Nós não vamos lá para cima - anunciou Butch. - Vamos jogar bilhar, embebedarmo-nos e falar das matanças que tivemos naquele ataque em Brownswick. Vamos ter uma noite fantástica... ou dia, o que seja. Agora agarrem nos testículos e vamos começar a comportarmo-nos como machos.
***
- Ele tem talento. Só estou a dizer.
À medida que a Dra. Jane falava, a audiência cativada concentrava-se no grande ecrã em total e absoluta concordância.
Payne soltou outro dos seus famosos assobios.
Xhex praguejou e atirou outro Milk Duds para a imagem, gritado: - Foda-se, filho, tu percebes dessa merda! Percebes mesmo!
Marissa só se ria. Ela não conseguia decidir o que era mais divertido, os filmes ou a companhia... provavelmente a companhia. Apesar de, tinha que admitir, os humanos serem uma boa visão.
E depois era tempo para mais uma ronda de assobios e uivos.
Ela não era capaz de se lembrar da última vez que se riu assim tanto. Havia alguma coisa em estar com as raparigas que faziam as piadas serem más e boas ao mesmo tempo, rindo mais alto.
E também lembrou-a de como era bom ser aceite por ser exactamente como era, sem expectativas externas sobre ela, sem défices que não se tinha voluntariado a ter. Sem julgamentos, só amor.
Mais um número de tipos nus que eram quase tão escaldantes como o seu macho? Sem problemas.
Quando a ultima cena acabou e os créditos começaram a rolar, elas bateram palmas como se os actores as pudessem ouvir.
- Podes-me ensinar a assobiar assim? - Perguntou alguém a Payne.
- Basta colocares dois dedos nos lábios e soprar - respondeu ela.
- Isso não é uma deixa de um filme? - Alguém entrou na conversa.
- Eles vão fazer um terceiro...?
- Magic Mike Ginormous...
- Temos que ver o primeiro e o segundo novamente como preparação... temos que ter uma tradição de apoiar...
- Alguém viu recentemente Nove semanas e Meia...?
- O que é isso...?
As fêmeas levantaram-se das poltronas e espreguiçaram-se na sala com luzes esmorecidas e sem janelas, as costas a estalar e os ombros a descomprimir. Marissa sentiu uma necessidade de se meter na conversa, de dizer alguma coisa profunda e com sentido, só para reconhecer o espaço onde estava. Mas não saíram as palavras certas.
Em vez disso, disse: - Podemos fazer isto outra vez?
No entanto, talvez fosse mesmo aquilo que ela queria dizer.
Bem, quem diria, a galeria encheu-se de elogios empolgantes tão altos como os assobios nas cenas de dança, e a ideia de que este tempo especial não era só para uma vez, fê-la sentir-se aliviada.
- Penso que para a próxima precisamos de uma maratona de Chris Pratt.  Guardians of the Galaxy - disse Beth.
- É o tipo com o irmão? - Perguntou Bella.
- Esse é o Hemsworth. - Respondeu alguém.
Ao saírem da galeria, Marissa amarrotou a caixa vazia de Milk Duds e atirou-a fazendo pontaria no caixote do lixo. Abruptamente, apercebeu-se que não conseguia esperar para ver Butch, e não por causa de todas aquelas cenas de corpos meio nus. Ela sentia saudades dele, o que era ridículo, considerando que nenhum deles tinha ido para lado nenhum.
Ao caminhar para a porta, passando pela máquina das barras de chocolate, ela sorria quando abriu...
- Meu... Deus - disse ela a encolher-se.
O corredor estava cheio com os machos da casa, os Irmãos e soldados e Manny, sentados no chão encostados à parede, as pernas esticadas, cruzadas nos joelhos ou nos tornozelos.
Aparentemente, houve bastante bebida envolvida, garrafas vazias de vodca e uísque espalhadas à volta deles, copos nas mãos ou apoiadas nas coxas.
- Isto não é tão patético como parece - disse o Butch dela.
- Mentiroso - disse V. - É exactamente como parece. Acho que vou começar a tricotar.
À medida que as fêmeas apareciam, cada uma delas registava choque, descrença, e depois uma irónica diversão.
- Sou só eu - lamentou um dos machos - ou acabámos de realizar a nossa castração em massa?
- Acho que resume esta merda toda - alguém concordou. - A partir de agora vou usar tanga debaixo das calças de cabedal. Alguém se quer juntar a mim?
- Lassiter já usa - disse V levantando-se e indo ter com Jane. - Olá.
E foi altura de reunião de grupo.
À medida que os outros pares se encontravam, Butch sorriu enquanto Marissa se aproximou dele e ajudou-o a levantar-se do chão. Ao abraçarem-se, ele beija-a num dos lados do pescoço.
- Estás sem amor por mim agora? - Ele murmurou. - Porque sou um mariquinhas?
Ela encosta-se a ele.
- Porquê? Porque ansiavas ir atrás de mim enquanto via um filme obsceno com as minhas raparigas que não era assim tão obsceno? Eu acho - e agora prepara-te - que és muito fofo.
- Ainda sou todo macho.
Ao esfregar o corpo contra o dele, ela deixou sair um «mmmm» ao sentir a erecção dele.
- Sim, já deu para perceber.

(...)


Só me resta dizer... 

EU QUERO!!!!!!!!!!! Pelos Santinhos da Leitura, este livro promete! Eu quero, mas quero tanto que chega a doer!

Grupo Leya..... tragam este menino lindo, fofinho e único até nós!!!! Please!!!!

*Nasan

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

IMMORTAL - Queremos fãs, queremos o livro

Saudações Amantes da Irmandade! 

Estamos de volta para vos aguçar mais um pouco a curiosidade, e quem sabe, assim conseguir arranjar mais fãs para os nossos preciosos "The Fallen Angels". Esta saga conta com 5 livros já editados em Portugal, intitulados como: Cobiça, Desejo, Inveja, Êxtase e Possessão. Contudo a saga foi cancelada devido a pouca aderência que teve por parte dos leitores. Ficando assim o IMMORTAL por editar. Nós fãs desta saga "Os Anjos Caídos", da escritora J.R.Ward, a autora da nossa fantástica Irmandade da Adaga Negra, queremos aguçar a vossa curiosidade em relação aos livros anteriores, assim como que comprem os mesmos. Quem sabe assim, conseguiremos que a Editora lance este ultimo livro, por nós fãs, tão esperado.

Agradecemos esta tradução, que foi feita pela nossa "Nighshade".

Quero alertar também, que não será publicado aqui no blog a tradução toda deste livro. 
Como referi, pretendemos apenas e UNICAMENTE conquistar mais fãs. Por isso peço-vos, comprem os livros anteriores, e vamos mostrar a nossa estimada Editora Quinta Essência, que temos fãs. Que ansiamos por este ultimo livro. Divulguem o mais que poderem, incentivem amigos e familiares a ler. Apresentem esta saga a todos os conhecidos. E juntos vamos mostrar que há fãs. Que com trabalho, divulgação e dedicação conseguimos mostrar esta fantástica saga aos leitores de Portugal, e juntar ainda mais fãs. 

Anjos Caídos # 6

Immortal  Capítulo 3 Raiva era o combustível que Sissy tinha nas veias enquanto disparava através das ruas suburbanas de Caldwell, guinando a Harley para a esquerda e para a direita, a grande velocidade, passando por postes de iluminação e intersecções, um hospital, algumas lojas, uma escola... Apesar de não registar nada.Não registou o SUV que ela ultrapassou nem a carrinha de entregas em que quase bateu. Não registou os pedestres que saltavam para trás nem o gato preto que pulou para a sua frente.Tudo em que conseguia pensar era em chamas... aquelas que ela tinha começado dias atrás no salão da mansão. Vermelho, laranja, amarelo, a lamber para fora da lareira, alimentadas pelos lençóis empoeirados que ela tinha arrancado das mobílias e atirado para o forno que criara. O calor na sua cara a chamuscar as suas sobrancelhas e pestanas, a picar os seus poros. Os ecos daquela luz bruxuleante a manchar a sua visão. Ela com desejo de mais, mais, mais...Foi Jim que a tinha impedido de continuar antes que as coisas piorassem e ficassem descontroladas.Pelo canto do olho, ela registou um padrão, um que fazia parte do mundo real, e não do que tinha em mente.Era um gradeamento. Um gradeamento de ferro forjado, preto lustroso e com três metros de altura.Atrás do qual estavam sepulturas.O cemitério Pine Grove.Como é que tinha vindo parar nesta parte da cidade? Bem, quando não se tinha um destino, um tanque de gasolina e uma máquina podiam-nos levar para qualquer sítio. No entanto, não significava que se tinha de lá entrar.E ela realmente queria continuar, só que não foi isso que a Harley fez. Os portões estavam abertos porque já passava das oito horas, e à medida que ela os atravessava, o estômago contorcia-se.A paisagem de campas cinzentas, estátuas de anjos branco-pérola e cruzes, fê-la pensar na tatuagem da Ceifeira que Jim tinha nas costas.E isso, naturalmente, fê-la lembrar-se das marcas de unhas no peito dele.Ainda ia a praguejar, a fazer uma curva larga e a subir uma pequena colina... quando encontrou o seu próprio túmulo. A travar, surpreendeu-se por ter conseguido ir ter ao sítio certo. O cemitério era um labirinto em que tudo era o mesmo e ela só lá tinha estado uma vez.Quando os seus restos mortais foram enterrados.Engraçado, ela sempre teve medo de ser enterrada viva, aquelas histórias de Edgar Allan Poe, de pessoas a arranhar as entranhas do caixão, a assustá-la verdadeiramente. Agora? Percebia que não tinha valido a pena preocupar-se. Teria feito mais a seu favor não correr tanto por gelado no Hannaford.Desligando o motor, desmontou a mota e atravessou a estrada. A erva primaveril era de um verde brilhante e fresco, e, açafrões e túlipas despontavam para o sol, os seus rebentos pálidos a procurarem e a encontrarem calor, as flores quase a surgirem e a verem o mundo. Teve cuidado para não as pisar ao caminhar para o túmulo que tinha o seu nome e as datas.Os zeladores tinham feito um péssimo trabalho ao colocarem os rolos de relva por cima da sujidade solta, o comprimento um pouco torto, um deles com a relva mais curta.Ela imaginou a missa do seu funeral na Catedral St. Patrick. A mãe a chorar. A irmã. O pai. Ela viu os seus trabalhos de arte expostas no átrio... e aquele zelador que tinha sido simpático... e todas as pessoas, novos e velhos, que tinham ido prestar homenagem.De repente, foi difícil de respirar.Ninguém merecia o destino dela.E quanto mais ela ficava ao pé da sua sepultura, mais se convencia da desvalorização da virtude. Se ela não fosse uma virgem, nada disto teria acontecido. Em vez disso, estaria naquele momento a preparar-se para os exames finais ou estaria no estúdio da sua professora favorita de arte, a Sra. Douglass. Provavelmente, deveria ter cedido ao Bobby Carne quando estava no secundário, apesar de ele ter uns braços como se fossem tentáculos e uma língua que mais parecia uma esponja...Do nada, outra imagem de Jim apareceu, desta vez quando ela bateu na porta do quarto dele na manhã anterior e ele tinha demorado a abri-la. Com o cabelo despenteado e meio vestido, só com aquelas calças largas penduradas nas curvas pélvicas. E olhado para ela... de uma maneira que nunca tinha feito antes.Se ela não soubesse, teria jurado que tinha sido da maneira como um homem olha para uma mulher...- Okay, precisas de parar - disse em voz alta.Deus, ela não conseguia acreditar que, no meio disto tudo, ele tinha uma namorada. E que se estava a importar com isso.O que ela precisava era de se concentrar em libertar os outros como ela, aqueles que não pertenciam lá em baixo, os pobres coitados que tinham sido sacrificados e reclamados por causa da sua virtude.Nesta bela manhã primaveril, ela precisava de pôr de lado aquela raiva absurda, voltar para aquela casa e sentar-se com aquele livro antigo que Adrian lhe tinha dado. Ela tinha de descobrir uma maneira, um escape, algum espaço de manobra, para puder corrigir o mal que a arruinou, da melhor forma possível para os outros como ela...Era difícil de dizer quanto tempo esteve ali até se aperceber de que não estava sozinha. Tal como o gradeamento de ferro tinha, gradualmente, chegado até ela, também a presença que estava na sombra debaixo das árvores de cedro do lado esquerdo.Uma mulher. Com um longo cabelo castanho e roupas justas. E ela olhava para Sissy de forma directa como se esperasse que fosse notada.A mulher conseguia estar deslocada naquele sítio. Ela era como uma modelo numa sessão fotográfica, e quando ela se aproximou conseguiu, de alguma forma, evitar que os saltos de agulha se enterrassem na terra e a fizessem tropeçar. Na verdade, era como se ela estivesse a flutuar...?O instinto de Sissy começou a rugir, a mente dela a fazer conexões e conclusões que eram horríficas, esta não era uma estranha, e a fêmea, ou lá o que era, não estava, definitivamente, deslocada naquele cemitério.Foge!, uma voz interna gritava. Foge, sai daqui. Agora!Mas não. Ela não ia fugir; ela não ia ceder. Ela iria permanecer de pé firme, sobre o símbolo do porquê que ela precisava de lutar.- Então, tu sabes quem eu sou. - O demónio disse quando chegou perto.- Pareces diferente. Mas sei.O demónio parou do outro lado da sepultura, os olhos pretos a brilhar.- Tu pareces exactamente o mesmo.O tom seco indicou que não era um elogio. Também, não se conseguia ser a maior fonte de maldade no mundo, se se fosse uma miúda porreira.- Eeeeeeee? - Sissy levanta o queixo. - Tens alguma coisa a dizer?- Não piques o que não deves, menina.- O que vais fazer? Matar-me? Já estive lá.O demónio inclinou-se para a frente, a sombra a escurecer o granito da campa.- Como se isso fosse a única coisa que conseguisse fazer.- Ameaças não me assustam. Tu não me assustas. - Disse Sissy com um encolher de ombros.E era verdade, apesar de estar sozinha num cemitério com o espectro do mal. A sua raiva interior era como um tipo de poder, e era só dela.O demónio endireitou-se nos seus saltos-altos e cruzou os braços. Depois sorriu, o que era, de alguma maneira, ainda mais perigoso.- Não queres saber como passei a noite passada?- Não.- Não te censuro. - O demónio flectiu as suas mãos, as suas longas unhas vermelhas a brilharem à luz do sol. - Acho que te iria aborrecer.A imagem do peito de Jim arranhado apareceu na mente de Sissy como se tivesse sido plantada deliberadamente.Oh... Deus. Não...- Jim é um amante incrível. - O demónio alcançou e massajou o pescoço como se estivesse rígido. - Muito agressivo. Sinceramente, acho que não seria assim contigo. Não que tenhas algo com que se possa comparar, obviamente. É preciso ter-se uma certa... pujança... para se acompanhar um homem como ele.Sissy podia sentir o sangue a fugir-lhe da cabeça, o mundo a virar nos seus eixos, o céu a girar à volta dela.- Não acredito em ti.- Não? Pergunta-lhe. E fá-lo sabendo que ele está apaixonado por mim.- Tretas! Ele luta contra ti.- Queres saber como ele ficou com este trabalho? Eu escolhi-o. Eu e o Nigel, aquele arcanjo simplório, unimos as nossas cabeças e fizemos a escolha... e a razão foi porque Jim se enquadrava nos meus parâmetros. Ele tem muito de mim. Ele tem maldade dentro dele, bem enterrada naquela sua superfície. E isso vai prevalecer sobre o que, sem dúvida, estás a fantasiar. No fim de tudo isto, independentemente de como ou quando acabar, ele vai ficar comigo.Num instante, a fúria de Sissy ferveu, forte e feia, mais uma vez, tomando o seu corpo, o coração, a alma. E a visão daquele sorriso malicioso fê-la positivamente violenta.A voz do demónio baixou, tão baixa que pareceu deformar.- É isso mesmo, Sissy. Acertaste... em tudo o que pensas, o ódio que sentes... Jim chamou o meu nome a noite toda, Devina, Deviiiina... e isso deixa-te furiosa. Eu posso dar-lhe coisas que tu não podes, e isso consome-te viva. Vai com a raiva, menina... não sejas a maricas que foste em vida. Na morte - o demónio inclinou-se novamente para a frente - sê forte.Naquele ponto, a audição de Sissy enguiçou, e apesar de as suas orelhas terem parado de trabalhar, de alguma maneira ainda conseguia ouvir o que o demónio dizia, à medida que imagens de sangue a ser derramado piscavam na mente dela.Pela terceira vez, alguma coisa invadia a consciência dela. Um som ritmado, repetitivo, cada vez mais alto.De repente, a cabeça do demónio virou-se.- Oh, por amor de Deus.Sissy olhou e teve de olhar novamente. Era o cão de Jim, e o vira-lata desgrenhado e coxo chegava atravessando a erva, de orelhas em pé, o focinho curto levantado para cima como se estivesse a dar uma lição.O demónio recuou um passo.- Ouve-me bem, rapariga. O Jim não é para ti. - Aquele sorriso voltou. - Consigo sentir a tua raiva daqui, e é uma coisa linda. Melhor que um homem que não podes ter, acredita. Inspira e acolhe, deixa-te levar. Sê forte. Deixa-te levar, rapariga... sê forte e não te deixes vencer.E com isto o demónio foi-se embora, sem puff ou fumo vagaroso no sítio onde esteve, sem uma centelha de luz a extinguir-se do nada, apenas ar como se nunca ali estivesse estado.Mas isso não era verdade, pois não? No fundo dos recantos do cérebro de Sissy, aquelas palavras repetiam-se, a voz do demónio como uma semente plantada em terreno fértil. Deixa-te levar, rapariga... sê forte.Onde estava o cão? Sissy procurou, olhando em redor.No entanto, só restava ela. Ela e a sepultura dela. E aquela raiva.Jim Heron estava a dormir com o inimigo. E não como no filme de Julia Roberts.Sacana.***- Desculpa, mas que merda é que acabaste de dizer?À medida que Adrian colocava os ovos no prato e dizia mais imprecações, Jim acende um Marlboro e inala profundamente.- Desistir.- Deixa ver se percebi. A Devina aparece e diz-te, 'que tal desistir-mos?' - Ad avança para a mesa. - E tu acreditas nela. Isso foi antes ou depois de ela ganhar a batalha?- Só estou a dizer o que ela me disse.- Então vocês os dois no más e depois? Achas que o Criador não vai ter uma opinião?- Acalma-te. Não estou a dizer que acredito.- Óptimo. Porque se não, além de idiota também serias estúpido.- Vou considerar isso um elogio. - Jim exalou uma coluna de fumo. - E ela disse-me outra novidade. Diz que agora o Nigel está morto, espera-me uma promoção.- Desculpa?- É o que eu sei. - Jim recostou-se e olhou para o tecto, que teve todo o tipo de lascas de tinta há cerca de uma semana atrás. Agora? Parecia que tinha sido lixado, alisado e levado com uma pintura nova. - É impressão minha ou esta casa anda, do género... a rejuvenescer sozinha?De início, ele tinha assumido que as coisas pareciam melhorar porque tinham uma rapariga ali e Sissy andava a limpar. Mas nos últimos dois dias, as mudanças que surgiram foram estruturais, nada que se explicasse com uma limpeza de pó.- Espera, espera, como assim, uma promoção?Jim encolheu os ombros.- Com o Nigel morto, é suposto que seja eu a tomar o lugar dele.Ele visualizou o arcanjo sentado com aqueles três elegantes companheiros dele, a beberem um bom chá inglês no Céu. Depois imaginou-se a ele próprio sentado, a passar os scones e o açucareiro com o mindinho esticado e as pernas cruzadas no joelho.Oh sim. Está-se mesmo a ver.Adrian mexeu-se na cadeira, fazendo-a ranger com o seu peso.- Não sabia que isso constava nas regras.- Que bela surpresa. - Jim inalou mais uma vez. - Precisamos de verificar esta informação. Alguma ideia de como começar?- Sim. - Ad voltou a comer. - E ele está morto no sótão.Houve um período de silêncio durante o qual Ad veio a tornar-se membro do Clube Limpa-pratos. Quando acaba, ele afasta-se da mesa, agarra no pescoço com as duas mãos e espreguiça-se.- Talvez... devíamos fazer uma viagem ao Purgatório.- Como é que é? - Perguntou Jim incrédulo.- Essa merda sobre não se ir para o Céu se cometeres suicídio não é treta nenhuma. Acredita.Ao clarear a garganta como se fosse falar demais, Jim pergunta:- Estás a dizer que o Purgatório existe?- Estive lá, comprei a T-shirt. Blá, blá, blá.- Como é que conseguiste sair?- Eddie.Jim endireitou-se na cadeira.- Estás a dizer-me que o Eddie entrou lá e voltou a sair? Contigo?- Espera lá. - O tipo estendeu as mãos em sinal de stop. - Só estava a armar-me. É que nem penses. Tu és o nosso rapaz de ouro, ou lá o que sejas, e o Eddie condenou-se ao fazê-lo. Além disso, e sem ofensa, ainda andas a aprender, e isso é uma viagem arriscada, e ambos sabemos o que acontece quando te distrais.Aquelas declarações teriam feito Jim violento... excepto pelo facto de que ele tinha chegado às mesmas conclusões, e era por isso que ele estava ali e não atrás de Sissy. Por mais que o magoasse, ele precisava de ganhar e precisava, de alguma maneira, manter a posição dele, mesmo com o Nigel morto. Se pudesse prevalecer, e evitar tornar-se num arcanjo, então depois da grande vitória teria a eternidade para ajudar Sissy. Todavia, agora era guerra e estavam em crise.Além disso, as batalhas chegavam cada vez mais depressa. Quarenta e oito horas. Talvez setenta e duas, e poderia concentrar-se só nela.- Tenho de ir até lá e trazê-lo de volta.- Jim, enlouqueceste?!- Que outra opção tenho? - Jim semicerrou os olhos. - E se a Devina estiver certa e eu tiver que suceder ao Nigel? Não posso deixar que isso aconteça. Não confio em mais ninguém para fazer isto. Eu posso ganhar isto, Ad. Eu posso ganhar isto.Tudo o que tinha de fazer, era olhar para trás para ver como tinha passado a noite. Devina tinha uma fraqueza crucial... e era ele. Ela não tinha sugerido que desistissem por medo de perder, mas sim porque não queria perder o contacto com ele. Se não desistisse, aparentemente, teria que substituir Nigel e ela não queria lutar com mais ninguém a não ser com ele. Que se fodam as regras, que se fodam os arcanjos, à merda com o Criador. Devina era um parasita, viciada em posse e ele era o alvo número um.E ela iria levar essa fraqueza com ela para o seu túmulo.Porque ele iria escoltá-la pessoalmente até lá.Adrian percorreu a cara de Jim com a pupila que funcionava, e Jim permaneceu perfeitamente quieto. Estava preparado para qualquer escrutínio, porque sabia, bem dentro da sua alma, o que precisava de fazer... e como iria fazê-lo.- Ad, - murmurou - eu consigo fazer isto.O outro anjo quase conseguiu esconder os tremores que assolaram as suas mãos. Mas o suave tique que se mostrou no seu olho magoado não era uma coisa que se pudesse esconder.- Não, não podes.- Quem te pôs nessa situação, Ad. Como é que superaste. - Não eram perguntas, porque ele sabia a resposta. - Devina entrou dentro de ti, não foi? Ela entrou dentro de ti de alguma forma, e tu não aguentaste. Por isso levaste com uma bala ou cortaste os pulsos ou enforcaste-te...- Atirei-me de um penhasco. - A voz que interrompeu estava tão rouca, que parecia 90% feita de ar. - Eu, ah... Tinha feito um acordo com ela para salvar alguém.Jim esperou que a história continuasse. Quando isso não ocorreu, ele disse:- O que aconteceu?Ad aclarou a garganta e tapou a cara com aquelas mãos a tremer.- Eu fiz um acordo para salvar alguém e entreguei-me àquele demónio. Estive naquela mesa dela durante... pareceram anos. Eddie disse-me mais tarde que tinha sido o equivalente a duas noites terrestres. Quando regressei, após ela libertar-me, nunca mais fui o mesmo.De forma assustadora, as memórias de quando Jim esteve lá, desceram e invadiram-no, enevoando-lhe o cérebro. Ele sabia exactamente do que Ad estava a falar. Também ele tinha estado naquela mesa.Foi assim que o seu caminho se tinha cruzado pela primeira vez com o de Sissy. Depois de ele encontrar o corpo dela.- Pensava que estava bem. - Ad abanou a cabeça. - Não estava. Aguentei, mais ou menos uma semana. Depois disse uma desculpa qualquer ao Eddie à cerca de ir para um lugar qualquer. Eu ia matar-me com uma arma, mas sou um anjo, certo? Quis morrer a voar. Por isso saltei e não fiz nada em relação a isso... o desfiladeiro tinha cerca de 230 metros de profundidade. Bati com força e foi o que bastou. Segundos depois, merda... pensava que tinha sobrevivido. Afinal, acordei no Purgatório, pensava que era cinzento por causa da luz da lua.Por fim, Ad baixa as mãos. Ambos os seus olhos estavam vermelhos das lágrimas que ele não deixou cair.- O Eddie foi até lá por causa de mim, mas foi também a razão de sairmos de lá. O Criador tem uma obsessão em relação ao amor. - Ad olhou para as mãos que ainda tremiam. - Quero dizer, Eddie sacrificou-se por mim, e isso é amor, certo? Não na forma romântica... mas da forma séria. Então sim, quando Nigel foi ter com o Criador e falou por nós, foi isso que usou. Nigel conseguiu um tratado que nos libertou um mês antes de tu chegares. Ficámos livres para te vermos nesta guerra. É a nossa penitência.- Então podes ajudar-me a encontrar o arcanjo e trazê-lo de volta.- Talvez a Devina esteja a aldrabar. É sabido que ela não tem problema nenhum em mentir...- Então podes ajudar-me - repetiu Jim.Ad abana a cabeça de novo.- Jim, é realmente uma má ideia.- Mas podes levar-me até lá, não podes?- Não, isso é contigo.Quando os seus olhos se encontraram, Jim sabia exactamente do que ele estava a falar.- Mas podes ajudar-me a sair de lá.- Não, não posso. Não me ouviste? Não depende de nós, companheiro. - Ad olhou para o tecto. - A tua saída só pode ser providenciada pelo Criador.Jim podia senti-lo a recuar, e isso não podia acontecer.- Ouve, seria uma extracção. Nada mais, nada menos. Achas que não fiz extracções antes? Vou até lá, apanho-o, e trago-o de volta.- Não sabes de que raio estás a falar.- Tem de haver uma maneira. - Jim bateu com o punho na mesa, fazendo saltar o prato e o garfo. - E mesmo que a Devina esteja errada? O Céu será mais forte com Nigel. Colin está completamente passado da cabeça desde que o sacana se foi, e Bert e Ernie...- Queres dizer Albert e Byron.- Sim, como queiras. Chama-os Mozart ou Beethoven, que eu estou-me a cagar. Os dois estão enfiados da Mansão das Almas, fechados lá dentro, enquanto o Colin se está a desintegrar. E não digo isto hipoteticamente. Eu fui até lá depois de regressar a casa ontem à noite. Tudo o que falta é a Devina conquistar o sítio, e depois teremos mais um conjunto de problemas que não precisamos. Diabo, nem o Criador consegue controlá-la, e ela não segue as regras, isso é com toda a certeza. O que achas que vai acontecer?- Mas, e se eu não te conseguir trazer de volta? Então, e depois? Ou ainda não pensaste nisso?- Se for o caso, tu assumes.- Não segundo as regras.- As regras que se lixem. Tu tomarás conta das coisas porque é isso que homens como tu e eu fazemos.- Nessa óptica, tu poderias subir e ser o Nigel, neste momento, e deixar-me tomar conta do próximo que te substituísse. Poupa a viagem ao outro lado e evita o risco de ficares lá preso.- Mas eu sou a razão porque o Nigel morreu. - Disse Jim a apontar o polegar para o seu peito. - Eu fiz isto. A culpa é minha. Se tivesse feito as merdas de forma diferente... mas isso já não interessa. Quero emendar essa morte, e a única maneira de o fazer é ir buscá-lo. Eu pago as minhas dívidas, Ad. Ouviste-me?Adrian esfregou a cara.- Acho que poderá existir uma maneira de te tirar de lá.- Vês, eu sabia que isto ia resultar.- Eu não disse isso.- Como queiras. Eu não sou de desistir. Mesmo que a Devina não mentisse, eu não desistiria disto. Eu avanço com armas e dentes. Primeiro, trazemos o Nigel de volta. Depois vamos caçar a Devina ao seu covil, vamos tirar aquele espelho dela, e vamos vencer estas duas últimas batalhas. Este é o nosso plano. E vamos executá-lo.- E sobre a próxima alma?Jim abriu a boca para responder mas não conseguiu. A porta das traseiras da mansão abriu-se completamente como se tivesse sido aberta por uma forte ventania.- Tu andas a foder com ela?! - Cuspiu Sissy.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Já temos data!!

Saudações Amantes da Irmandade!!!

Hoje tinha uma excelente noticia no meu email.... conseguem adivinhar? Não?

Ok ok eu digo!!

Dia 2 [DOIS] de FEVEREIRO 2016 já estará nas livrarias.......



Isso mesmo! Os Sombras!!!

Eu estou mortinha!!! A roer as unhas, a desejar e suspirar para ter este menino nas minhas mãos. E vocês? 


Aiiii quase já o sinto, é só fechar os olhos, e posso sentir os pequenos relevos da capa, o cheiro a papel e tinta, o peso dele. 
AIIIIIIIIII Minha santa das Piriquitas encaloradas! Alguém que me abane e abane, porque estou fora de mim!

Uma delicia para os olhos, um regalo para a alma!

*Nasan

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Página do The Beast, prenda de Ano Novo dada pela Ward

Olá!!!

Antes de mais nada bom ano novo!!! Espero que todos tenham tido umas boas festas e que este ano seja melhor que os anteriores.

Dia 1 de Janeiro a Ward partilhou com os fãs no facebook uma foto de uma página do novo livro da Irmandade, The Beast (A Besta). Ela já estava na parte da revisão, por isso suponho que o livro já esteja todo escrito e só falta ajustar.

O livro está previsto sair no início de Abril nos EUA, por cá... provavelmente só para o ano...

Tal como a nossa Morceguinha já li o Blood Kiss e ADOREI!!! O Lassiter de está matar a rir, mas é tão fofo!!! O resto do pessoal também está impecável, há uma evolução na relação do Butch e da Marissa, há novas personagens (não muitas, mas os suficiente para quererem saber mais). Vou contar os segundos até que se lembrem de traduzir em portugal e que seja publicado. E também para que chegue Dezembro e a Ward lance o segundo volume do Legado... (Tanta coisa que quero pra ontem e que nunca mais chega... *suspiro*)

Mas voltando ao tópico original... Eu já vos mostrei a página, partilhando directamente da página da autora e como ninguém, para além da Rute, comentou fiquei desanimada e não voltei a pegar nela. Pois para que é que adianta dar cabe da vista a traduzir "docinhos" se ninguém os vais ver? E dar cabe da vista é mesmo o termo correto, a Ward tirou a foto de tal modo que não dá para ver o que está escrito sem zoom, e com zoom pouca coisa se percebe por estar desfocado. E como não sou expert, nem percebo nada de programas de alteração de imagem não consigo melhorar a coisa...

Por isso vou tentar traduzir o que consigo ler, mas se ficar entre-cortado é porque não se percebe o que está escrito, para além disso há algumas coisas que deduzi tendo em conta o que está antes e depois, mas outras não consegui.

Em primeiro lugar, aqui está a foto, para aqueles que não nos seguem pelo face.
 

E em segundo, aqui está o que consegui "traduzir", boas leituras:


--- V.P.---

…..
Aparentemente o Irmão não estava ciente de ter….. Mas o Butch e o resto do pessoal ….. e o bófia aproximou-se do Tohr ….
- A matança pode … -disse Butch - … podemos levá-lo connosco. Podemos falar com o bastardo para obter informação, depois disso ele é todo teu, Tohr, mais ninguém, para além de ti, vai dar o golpe final.
Phury acenou em concordância – O V tem razão. Se o matares agora nós perdemos informação. Sê lógico à cerca disto, Tohr.
Vishous olhou à volta. Eles os quatro tinham voltado ao … com a ideia de esfaquear o máximo que conseguissem de volta ao Ômega e fazer o máximo de limpeza que conseguissem, mas esta pequena descoberta mudou os planos originais.
-Butch, leva-o de volta no Hummer. Agora. – V abanou a cabeça a Tohr – E não, não vais com ele como reforço.
- Estão a perceber tudo errado. – disse Tohr severamente.
- Estamos? Tens noção que tens uma adaga na mão? Não? – Quando o Irmão olhou para baixo com alguma surpresa, o V abanou a cabeça. – Não penses que sou aquele que está de cabeça quente. O chui trata disto.
- Vou chamar o Qhuinn e o Blay. – disse Butch enquanto tirava o telemóvel para fora – Quero-os comigo.
- E é por isto que te amo. – Murmurou V enquanto mantinha os olhos no Tohr.
O Irmão ainda não tinha guardado a adaga. E não havia problema com isso. Assim que o Xcor estiver de saída, o V iria garantir que o Tohr colocasse aquele impulso assassino em bom uso.
Algum tempo depois o Blay e o Qhuinn materializaram-se e ambos soltaram palavrões quando viram a cara feia e marcada por cicatrizes que estava virada para cima, sem ver, no corpo desmaiado.
O Butch algemou o Xcor rapidamente e, de seguida, ele e o Qhuinn transportaram o Bastardo como um saco de batatas em direção do monstro completamente preto e à prova de balas que tinha…

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E pronto, a página acaba aqui. Assim que tiver mais informações do The Beast ou do segundo livro do Legado partilho convosco. E agradecia se pudessem dar algum feedback, às vezes parece que estou a trabalhar para as moscas ou só para a chefinha Nasan...

Agora vou deprimir para outro lado, que preciso fazer umas actualizações.
Até à próxima publicação,
Sunshine ;)