Sobre nós

Seja bem-vindo! Conheça um pouco sobre o blogue.

Legado da Adaga Negra

Leia tudo sobre o novo livro da nova saga da IAN: "Beijo de sangue"

The Fallen Angels

Conheça a série Anjos Caídos.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

EXCERTO BLOOD KISS - MAIS SPOILERS



Boas!

Aproveitando a pedalada (mim é uma ciclista do caraças…), e porque prometi coisas a umas humanas, vim cá outra vez.

Não se habituem, porque isto não é Natal todos os dias. E eu sou morcego, não sou homem. O Natal não é quando um morcego quer, é quando um morcego pode.

A primeira coisa que trago é uma mini-teoria sobre o The Beast.

Aqui o bicho pensa que há quatro personagens absolutamente interligadas: Rhage, Mary, Dragão e Virgem. Vishous viu o Rhage morrer, mas não viu a morte de Mary. Acontece que ela morrerá quando o outro se finar. Eu acho que o Vishous vê o dragão a ser chacinado e parte do princípio que é a morte do Rhage, quando, na realidade é o dragão que vai à vida. O senhor dragão depende da Virgem que, até haver notícia, anda fraquinha de ossos e debilitada. Ou ela não consegue manter a maldição, ou dá-lhe uma coisa ruim e rara chamada bondade e o Rhage livra-se do encosto.

Ai, e como é possível chacinar o bicho? Para já, a única criatura com força para isso seria o Lassiter. Para mim era ouro sobre azul (literalmente… e com brilhantes todos fashion :D). Ainda não se viu a dimensão do poder de Lassiter, apesar de se insinuar várias vezes que é épico… e eu quero tanto, mas tanto que o próximo livro seja um delicioso “O Anjo Papudo” para me contarem todos os pormenores sórdidos daquela vida catastrófica de devassidão linguística…

Aqui entramos na teoria do livro seguinte. Cheira-me que pares Layla/Xcor e Assail/ Sola vão continuar em banho-maria. E, a menos que a senhora autora atire com um bombástico Throe a seguir (livro que se chamará “O Ruim” e que eu quero taaaaaanto ler…), tem que vir o Lassiter… Também vos digo que, se me aparece um lesbiquedo de duas Escolhidas, tenho um enfarte do microcárdio! Não tenho nada contra, mas mim quer taaaaaaaanto ver o Lassiter… e o Xcor… e o Assail… até o Throe quero! Sim, porque Vishous e Qhuinn era sorte a mais…

Chega de especulações. Se tiverem ideias, toca a partilhá-las!

Vem aí um excerto do Blood Kiss – tradução caseira made in morCegoland para abrir o apetite (Sim, vão salivar…) - de um certo telefonema que começa a ameaçar no capítulo 26, mas só acontece no 30… Nem o diabo se lembraria de tamanha crueldade… Coitadinha da Paradise… ou não!

Beijos Bons.

Uns beijos especiais para as minhas humanas tontas e um astronómico para a mia muzo, a maravilhosa Micas!

Obrigada pelos comentários e boa leitura!

morCeGo

sábado, 27 de fevereiro de 2016

EXCERTO DE BLOOD KISS - SPOILERS




Bom fim de semana!
Sim, eu sei, consegui surpreender-vos com esta visita fora de horas, não foi?
Sou um morcego muito manhoso!...
:D

Ontem, o mamífero estúpido aqui caiu na asneira de falar com as pessoas erradas. Este vício de falar com humanas tem de acabar! Para abreviar, cometi a parvoíce de dizer que vinha hoje ao blogue… burrinha mim! Pior, ainda, disse a outra humana que lhe atendia a pedidos! (Morcego totó que nunca mais aprende!) E tenho quase a certeza que até sei que pedido vem aí!... Juro que se envolver telefonemas do Craeg (Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!...) me vai dar uma coisa tão ruim que vou andar lelé para o resto da semana!

Bom. Isto foi ontem. E hoje? Que aconteceu hoje? Ora, faz sol e neva do lado de fora da gruta. Do lado de dentro, queima-se lenha, atura-se crias e cumpre-se com a palavra dada. Não me parece que esteja a correr mal o dia… O pior vai ser a noite… Prevê-se que não haja visitas fora de horas (O que está mal!...), que nenhum vampiro me venha raptar para praticar atos indecorosos obsceno-lascivos comigo (nem tenho uma expressão capaz de abarcar toda a amargura que me vai nas asas…), nem que a senhora escrevedora de livros salivantes me vá enviar o que para lá tem escondido em casa.
Pois é… misérias atrás de misérias… Abril nunca mais chega e mim está um farrapo de tanto desconsolo!
Ai, ai!

Vamos ao excerto, ok?

A tradução é da minha responsabilidade, mim apenas pretende abrir o apetite para que o livro seja lido (se é que em Portugal o vão editar… Ai!). Não é uma tradução profissional, mas está cheia de boa vontade e respeita o tom e conteúdo da versão original.

Se gostarem, digam qualquer coisa!
E beijos bons à mia muzo... saudades...
Dito isto, atirem-se ao excerto!

Beijos bons!

morCego


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

IMMORTAL - Gostinho 4

Saudações Amantes da Irmandade!

E aqui estamos nós, de novo, para mais um gostinho de IMMORTAL, simpaticamente traduzido pela nossa Nighshade.

Contudo, relembro que serão APENAS alguns capítulos do livro, o mesmo NÃO será traduzido na totalidade.

Uma vez mais vos relembro que a ideia desta tradução e cativar a vossa atenção para esta serie. Juntarmos mais e mais fãs para que assim, a nossa Editora lance este ultimo livro. Leiam, comentem, convidem a irmã, a cunhada, a tia, a prima, a mãe... quem vocês quiserem, para lerem esta serie de Anjos Caídos!

Boas Leituras


Anjos Caídos # 6
Immortal  Capítulo 4
 Sissy respirava ofegantemente, apesar de ter percorrido apenas a distância donde tinha a Harley estacionada e a entrada da porta das traseiras da velha casa. Por outro lado, no regresso a casa teve de se agarrar com unhas e dentes ao guiador da mota. Era isso ou perder completamente o controlo.Ou será que isso já aconteceu, mesmo tendo regressado inteira?- Então? - Como se Jim não tivesse ouvido da primeira vez. - Não tens nada a dizer?Jim inclinou-se para a frente e, calmamente apagou o cigarro.- Sissy...- Ela violou-te! - À medida que a cara de Jim empalidecia, ela batia com a porta das traseiras, fechando-os lá dentro. - Pensavas que eu não sabia o que ela te tinha feito? Todos vimos através das paredes! Eu vi quando eles... te magoaram. Como podes... - a voz dela quebrou-se. - Como podes estar com ela depois disso?Naquele momento, ela queria chorar, mas não cedeu. Como podia? Aquele lugar não era seguro para ela, mesmo que os dois "homens" que estavam à mesa, ambos silenciosos e quietos, fossem, alegadamente, anjos.- De que lado é que realmente estás? - Exigiu saber.Jim coloca as mãos sobre a mesa e apoia-se nos braços. Ao levantar-se, era claro o esforço que fazia para controlar o seu temperamento, e por um segundo, ela sentiu uma pontada de medo.Mas ela já tinha enfrentado o diabo uma vez. Portanto, não ia agora ficar com medo dele.- Como queiras, esquece o que ela fez contigo... ela assassinou-me! - Ladrou Sissy. - Essa cabra roubou-me a vida. Arruinou a minha família. Nada voltará ao mesmo e nada nunca mais estará bem... e tu andas a dormir com ela?A voz de Jim era baixa e profunda.- Adrian, precisas de sair daqui agora.O outro anjo estava em pé e fora da sua cadeira antes de a sentença ter acabado. E enquanto saía a coxear, Sissy ficava contente com a privacidade. Estavam merdas a acontecer, e não havia necessidade de uma audiência.Quando ficaram sozinhos, Jim olhou para ela.- Eu não queria que tivesses visto aquilo.- O que eles te fizeram ou os arranhões que ela te deixou no peito ontem à noite?- Ambos.- Tarde demais.Ele fechou os olhos, mas ela não tinha a certeza se era porque ele tinha arrependimentos... ou se era por estar a pensar no que lhe iria dizer.- Não te percebo. - Ela abanou a cabeça. - E talvez isso me faça ser ingénua...- Isto é guerra. - Ele interrompe.- Mas é doentio! - Ela grita de volta. - És nojento!Com um impulso explosivo, ele vira a mesa, fazendo voar o prato, espalhando as cadeiras.- Vou usar tudo o que puder ao meu alcance se significar ganhar! Inclusive eu!Sissy recua um passo, e bate contra o fogão. Alguma coisa em relação à raiva dele fez com que ela se controlasse um pouco.Depois de um longo momento de impasse, ela diz sombriamente.- Não espero que gostes. Ou vais-me dizer que os homens conseguem levantá-lo mesmo sentindo nojo por alguém? Não penso que a anatomia funcione assim, mas também, sou virgem, não sou? Portanto, o que sei eu?Jim respirava com força, os olhos azuis brilhantes, e não de uma maneira boa. Mas ele não ia magoá-la, apesar do que ele tinha acabado de fazer àquela pobre mesa, ela sabia no fundo da sua alma que ele nunca, nunca a magoaria.Pelo menos não fisicamente.Apesar de já a ter quebrado por dentro. Mesmo sem ter a certeza de como ele fez isso.- Eu odeio - disse ele entrecortadamente. - Mas utilizarei qualquer arma nesta guerra, até o meu corpo. Estamos entendidos?- Então, és um mártir e salvador ao mesmo tempo? Não sei, como disse, acho que os homens têm de gostar, não têm?- Não consigo fazer isto contigo. - Ele abanou a cabeça. - Não vou fazer isto contigo.- Como se não fosse assunto meu? Como se o resultado disto não me afectasse?- Não, da mesma forma como não tens direito a esta conversa. - Com ela a exclamar, a raiva apodera-se dele e olha para ela sem nenhuma emoção. - Tu és a razão porque perdi a última batalha. Não a Devina. Mas tu. Estava tão preocupado contigo que não me consegui concentrar, e os resultados foram desastrosos em muitos níveis. Portanto, não vou fazer isto contigo. Não posso. Eu... não posso.Ela encolheu-se.- Era comigo... que andavas distraído?- Foda-se, com a Devina é que não era.Jim praguejava ao endireitar a mesa como se não pesasse mais do que uma palha. Depois pegou no prato, encontrou o garfo encostado ao frigorífico velho, e levou os utensílios para o lava-loiça.- Tenho trabalho para fazer - disse ao sair.E foi isso.Pelo menos da parte dele.Sissy foi atrás dele, agarrando num dos seus braços antes que ele alcançasse as escadas do hall de entrada. Ela teve que exercer toda a sua força para fazer com que ele se virasse.- Eu não preciso que te preocupes comigo - falou com os dentes cerrados.- Okay, não o farei.Ela ocultou o seu estremecimento.- E em relação à Devina, isso é assunto teu.- Pois é.- Mas preciso que tu me deixes ajudar.- Oh, nem pensar. Não existe sítio para ti nesta...- Eu ganhei o direito de lutar quando morri na banheira dela. Por ter estado na parede dela. Eu ganhei o direito de estar envolvida nisto, Jim.- De maneira nenhuma.- Eu tenho de lutar pelos outros como eu. - Isso calou-o o suficiente para ela continuar. - Existem mais como eu lá em baixo. E eles merecem estar livres como eu. Portanto, ou tu me deixas ajudar a ganhar isto, ou vou atrás dela sozinha. Tu escolhes.- Não sabes o que estás a dizer.- Uma merda é que não sei.- Ela consegue ler o livro.Com o som da voz de Adrian, ambos se viraram para a porta da frente. Estava escancarada, e o outro anjo estava parado nas escadas da frente da casa, a olhar para a luz do sol.Como se soubesse que tinha a atenção deles, Ad vira-se para eles.- Se tu queres entrar e sair inteiro do Purgatório, vamos precisar dela. A não ser que queiras passar os próximos vinte anos a traduzir o livro no Google Translate, quando não temos esse tempo a nosso favor.- Que livro? - Jim exigiu saber.- O livro que poderá dizer aquilo que precisamos de saber.- Purgatório? - Interrompeu Sissy. - De que diabo é que estás a falar?***O arcanjo Colin sentou-se na margem do rio no Céu, a olhar para a água, com as mãos sujas. Na da direita, uma adaga de cristal descansava contra a sua palma, na da esquerda, uma garrafa de gin. Obteve ambos na tenda de Nigel do outro lado do relvado.A sujidade nas suas mãos devia-se às suas recentes tarefas.Ele tomou um longo gole do gargalo e apertou o cabo da adaga com mais força. Apesar de ser um imortal, ele podia funcionar como um humano se ele assumisse o corpo em que se encontrava agora.E isso significava conseguir sentir os efeitos do álcool, o cansaço nos seus ossos... e a loucura na sua mente.De todos os finais que tinha considerado para esta guerra, ele sentado sozinho e Nigel morto, não tinha sido um deles.Olhando para trás, no tempo da Criação, os arcanjos tinham sido tornados seres para servirem como guardiões do Céu e da Mansão das Almas. Todos os cinco tinham, deliberadamente, servido como um equilíbrio de qualidades, cinco dedos a bordo de uma única mão, cada um com um papel a desempenhar no funcionamento do equilíbrio: Byron, que era a alma; Bertie, que era o coração; Colin, a mente; Lassiter, o corpo.E Nigel, o cumpridor das regras, o líder de todos eles.Lassiter tinha sido a carta fora do baralho, e não resistiu muito tempo. Distraído com as suas ânsias corporais, meteu-se em sarilhos épicos e acabou banido, condenado a um determinado destino em que apenas Colin poderia ter uma noção vaga. Por outro lado, Bertie e Byron tinham sido fiéis e verdadeiros desde o início, agora, neste momento de crise, com Nigel morto, estavam atrás das paredes da Mansão, protegendo o que era necessário proteger.Nigel também não resistiu, e o facto de ter desistido era uma quebra na sua graciosidade que Colin se esforçava a entender o melhor que podia no meio de toda aquela tragédia.Teriam existido sinais de que ele não se apercebeu? Algum ponto de viragem em que Nigel se tivesse sentido sem um retorno possível?Era impossível não se sentir culpado... não sentir que tinha sido a sua mão naquela adaga quando o sangue prateado do seu amado foi derramado.Mais de metade dele tinha agora desaparecido. A melhor parte dele tinha desaparecido.E o Criador não estava preparado para intervir. Deus foi o primeiro com quem Colin foi ter em desespero. O segundo foi o tampo abaulado de mármore da mesa francesa de Nigel, com a bandeja de prata cheia de refinados licores.Colin tomou outro grande gole da garrafa, o sabor forte a arranhar a garganta e a fazer arder o estômago.Os seus olhos foram até à corrompida ponta da adaga. A luz ambiente do Céu entrou na lâmina clara e refractou das suas faces lampejos gloriosos de arco-íris.Ele havia limpo o sangue prateado da tenda de Nigel. Deus sabia, que naquele palácio coberto de seda, havia panos, mais que suficientes, por onde escolher.E depois havia retirado da parede um crêpe de Chine, e embrulhado o seu corpo.Fortalecendo-se com outro gole da garrafa, ele virou-se e sentiu as lágrimas nos seus olhos.A pira funerária que estava a um metro e meio do chão, tinha sido obtida de um velho carvalho que Colin tinha cortado à machadada, bem dentro da floresta.Um trilho irregular havia sido formado desde onde a árvore tinha caído até onde a pira funerária fora construída, o caminho a ser desfeito pelo arrastar do tronco e braças maciças. Para cortar a madeira, ele usou o punhal que tinha na mão e a força da parte superior do seu corpo, pregos tinham sido colhidos de um barracão atrás da Mansão das Almas, antigas placas quadradas de metal tinham sido embutidas no sítio certo com uma pedra.A pira funerária não era uma obra de arte, especialmente comparada com as antiguidades de requinte com que Nigel se tinha cercado. Realmente, o arcanjo tinha tido uma preferência por coisas bonitas, razão pela qual, segundo as palavras dele, se tinha sentido atraído por Colin.Não era um final digno para um arcanjo. Nada digno.Colin ficou sentado durante algum tempo, a beber e a pensar. Depois levantou-se e foi ter com o seu amante. A seda que tinha escolhido para embrulhar Nigel era de um azul francês, e tinha escolhido esta porque esperava que as manchas de sangue prateado não se notassem muito.Tinha tapado a cara de Nigel. Simplesmente não conseguia olhar para ele, porque as suas feições e coloração apresentavam ainda saúde, o que não oferecia nenhum conforto. Era tentação a mais, pensar que se esperasse tempo suficiente, e dissesse alguma combinação de palavras, a sua outra metade sentar-se-ia e falaria.Um engano. E esse optimismo ridículo e impotente tinha de ser colocado de parte.Primeiro, tinha de tratar dos restos mortais. E depois tinha trabalho para fazer.Colin estendeu a mão e aconchegou uma dobra de seda debaixo do corpo. O conceito de rezar, para um anjo, era um conceito estranho. Por um lado podia ir directamente ao Criador, portanto pedir desejos ou ter esperanças era desnecessário. Por outro lado, rezar estava tipicamente enraizado no desespero e no desamparo, e nem um nem outro alguma vez ele havia sentido.Empinou a garrafa sobre os restos mortais, derramando o líquido claro que Nigel havia sempre preferido, num fluxo constante desde a cabeça até aos pés; depois tomou outro longo gole, levantou a palma da mão e convocou calor. À medida que o pedido de energia avançou, as moléculas super-carregadas arderam numa explosão de chamas brancas, o sangue prateado e o gin a criarem uma plataforma de ignição.Ele recuou alguns passos. Continuou a beber.Fumo da cor da neve subia enquanto Nigel era cremado, e Colin, ao testemunhar o esvoaçar daquelas ondas brancas, pensou nelas como uma forma de rezar, ou pelo menos seria o que mais perto disso teria.Ele acabou sentado no chão com as pernas cruzadas. A cremação estava a demorar mais tempo que o previsto, mas ele só sairia dali até não restar mais nada a não ser cinzas.E depois iria resolver esta disputa com o Jim Heron.Com a mesma adaga que Nigel havia usado em si próprio.   Capítulo 5 - Precisamos dela. Que mais posso dizer?Enquanto Adrian esperava que Jim respondesse, ele mudava a distribuição do seu peso para o outro pé, na tentativa de aliviar a sensação de carne triturada da sua perna magoada. Sem êxito.Jim lança um olhar para as escadas que acabam de ser usadas por Sissy.- Eu não a quero envolvida nisto.- Sim, já o tinhas dito.Adrian olha em volta para a ausência total de sofás e cadeiras no salão principal.A coxear através do espaço vazio, ele caminha até à sala de estar que se encontrava do lado esquerdo. Quando é que se tinham mudado para lá? Há uma semana? Quinze anos? Sem dúvida que a casa tinha entrado no final da sua vida, com o papel de parede a enrolar nos cantos, os tectos manchados e descascados, velhos orientais vitorianos desgastados e desfeitos.Agora? Quando entrava na sala de estar, o veludo dos sofás, a seda dos cortinados, o bolor à volta das estantes e os topos das mesas envernizadas estavam todos num brinco, como se ele tivesse entrado num museu cuidadosamente preservado, cujas peças tinham mais de oitocentos anos. O mesmo acontecia com a cozinha que utilizavam, os electrodomésticos dos anos quarenta, de repente, a trabalharem como se fossem novinhos em folha, os móveis de fórmica a brilhar de fresco. No piso de cima era a mesma coisa, toda a renda dos cortinados e as colchas a terem os seus buracos remendados e os seus fiapos arranjados. Assustador como o caraças. Primeiro assumiu que era porque alguém, e não ele, que estava a limpar os objectos. Mas nenhum trabalho Dyson poderia restaurar uma carpete, reparar o revestimento de uma cadeira, substituir o estuque de uma parede.Mas, para dizer a verdade, existia muito mais com se preocupar.Ao respirar, o cheiro a fumo persistia no ar e ele olha para a lareira. O detrito carbonizado à volta dos troncos queimados parecia papel, como se alguém tivesse tentado queimar uma colecção de enciclopédias. Mas não, não tinha sido isso. Aquela merda eram os restos dos lençóis que tinham protegido as mobílias velhas. Sissy tinha arrastado tudo para a lareira e acendido o fósforo.O fumo danificou e chamuscou as paredes à volta da lareira, e a carpete com dois metros de largura e um metro de comprimento, apesar de ser a versão Botox com o seu tratamento anti-idade, tinha sido bem queimada num semi-círculo.Graças a ela, provavelmente, perderam o depósito inicial da casa.E porra, mas talvez Jim tivesse razão. Se Sissy andava numa de incendiária... com a viajem que Jim teria que fazer, tê-la tresloucada não iria ajudar em nada.- Porque é que lhe contaste? - Disse Jim da porta. - Que porra de merda foi essa?- Contar-lhe o quê?- Sobre a Devina e eu.Ad vira-se para ele.- Eu não...- Tretas.Ad inclinou-se para a frente apesar da sua anca protestar.- Vou falar claramente, eu não contei porra nenhuma sobre ti e a Devina. Achas que quero piorar ainda mais a situação?Jim entra na sala, movendo-se como um animal enjaulado.- Então, como é que ela soube...- Já o tenho.À medida que Sissy aparece com o livro, Jim congela e olha só para ela, e no silêncio tenso, a única coisa que surgiu na mente de Adrian foi: porque caralho é que estes dois, só por uma vez, não tinham uma oportunidade? Porque a junção parecia mesmo má neste momento. Jim, evidentemente, não tinha dito nada sobre o seu amante demónio. E Ad até podia ser um parvalhão, mas ele ainda sabia as palavras que saíam da boca, e com toda a certeza que não tinha deitado nada cá para fora.Só havia mais uma fonte de informação com tal conhecimento.- Agora, vão-me falar sobre o Purgatório - disse Sissy -, ou vão tentar descobrir as instruções sozinhos?Jim deitou para fora uma extraordinária corrente de asneiras e nada fez para partilhar alguma informação, mas deu a entender que alguns objectos inanimados estavam em perigo eminente de serem derrubados.Quando o salvador, finalmente se acalmou, Ad só lhe apetecia esfregar a cara com um pedaço de lixa. Porque, de certeza, seria menos doloroso do que tudo o que estava a testemunhar.Obviamente, era ele que teria de discursar.- Okay, nós temos um chefe...- Deus - interrompeu Sissy.- Não. Apesar do Criador ser uma grande parte de tudo. - Bem, 'duh' para isso. - A brilhante ideia de Jim é ir até lá e trazê-lo de volta.- Ele está morto? Pensava que éramos imortais.Ele não tinha entrado ali para se sentar? Escolheu um sofá e sentou-se com a graça de uma mochila a cair de uma mesa para o chão.- O nosso chefe já não se encontra na existência. Que tal assim?- Então, existe uma maneira de sair daqui? Quero dizer, desta vida... ou o que seja?- Não. - Ele pensou em Eddie, mas dada a expressão intensa de Sissy, ele decidiu ficar quieto sobre isso. Já havia muita coisa com que se tinham de preocupar. - O nosso chefe está no Purgatório, e isso é só uma forma diferente de inferno imortal.- Tem de haver uma maneira de fazer isto sem ela - rosnou Jim de um canto.Sissy encara-o com um olhar capaz de perfurar um cofre bancário.- Preferes perguntar à tua namorada? Talvez ela possa ajudar.O olhar de Jim queimou a atravessar a sala. Mas não disse nada, os nervos em franja a calá-lo.Ad sacudiu a cabeça. Meu, agora percebia como Eddie se tinha sentido quando ele e Jim se tinham atirado um ao outro.- Esse livro - disse Ad a apontar para o maldito -, tem alguma coisa sobre o Purgatório? É disso que precisamos de saber. Eu não consigo ler, o Jim também não. Eddie até poderia, mas esqueceu-se dos óculos de leitura no Céu.Sissy aproximou-se e sentou-se no sofá oposto, colocando o antigo volume na mesa baixa de café. O livro estalou quando o abriu, e um brilho subtil pareceu sair das páginas de pergaminho, como se tivessem luz própria.Okay, eis um livro que nunca iria para a lista do New York Times. Existia apenas uma cópia, e não era suposto estar nas mãos de anjos. Feito com a pele dos pecadores, a «tinta» supostamente provinha da ejaculação dos lacaios de Devina. Quem sabe como teria sido feito? O objecto era puro mal, por dentro e por fora.
Se a Devina soubesse que tinham aquilo? Não seria muito divertido.- Não tem índice - Sissy murmurou ao virar as páginas. A escrita era muito densa, era como se cada página tivesse levado com uma pincelada preta, de fazer doer a cabeça quando se olhava. - E, também não existe uma organização interna. Passei horas a lê-lo... e não tenho a certeza quão útil será em relação ao quer que seja.- Sinceramente, surpreende-me que consigas lê-lo de todo - murmura Ad.- Bem, tive Latim no secundário.- Isso é Latim?- Ou uma derivação. As boas notícias?! Quanto mais eu me debruço nisto, mas fácil se torna. - Sissy olha para Jim. - Portanto, diz-me o que queres e eu talvez possa descobrir alguma coisa.Jim parou numa das janelas que iam desde o chão até ao tecto e olhou para fora. Com a luz do sol matinal a bater na sua cara, ele parecia esgotado em vez de revigorado. E isso não abonava nada a favor deles. Ad aclarou a garganta.- Eu consegui sair porque fui libertado pelo Criador... graças ao Nigel ir ter com Ele.- Falas do Purgatório? - Perguntou Sissy.- Sim, falo.- Santíssima... espera, tu estiveste lá? - Sissy abanou a cabeça. - Caramba, de todas as coisas que pensava que eram inventadas... Devia de ter prestado mais atenção à catequese.- Como já disse, fui libertado pela vontade do Criador, e não tenho conhecimento de ninguém que tivesse saído de lá por conta própria. - Ad vira o olhar para o salvador. - Mas vou dizer isto... não terás muito tempo, Jim. No momento em que estiveres lá, começas imediatamente a ter sarilhos. O verdadeiro desgaste leva algum tempo, mas começas a perder-te logo ao entrares. Quando o Eddie me encontrou, estava perto de ser um caso perdido. Mais tarde, descobri que só tinha lá estado um curto período de tempo.- Foi assim que o Inferno foi para mim. - Disse Sissy calmamente. - Foi uma... eternidade.A sobrancelha de Jim começou a tremer e ele passou um dedo por ela.- Então, vais até lá para o trazer de volta, porquê? - Ela perguntou.- Não tenho escolha. - Murmurou Jim a remexer nos bolsos. Tirou um Marlboro e acendeu-o. - Ou trazemos o Nigel de volta, ou fico com o lugar dele. E depois disto tudo? Quero ser aquele que vai derrubar a Devina. Mas mais importante, é a coisa certa a fazer.- Porque dizes isso?- Eu matei-o. Não directamente, mas a sua morte é culpa minha, e mesmo sendo um soldado profissional, é algo com que eu não posso viver.Sissy encarou-o durante um longo momento. Depois mergulhou a sua cabeça no livro e voltou à primeira página.- Alguém tem um bloco de notas e uma caneta?***Horas mais tarde, ao folhear as páginas do antigo livro, Sissy sentia alívio por descobrir que as palavras escritas no denso texto eram fáceis de ler como um romance de Nancy Drew. O que não era tão bom, apesar da compreensão aumentar, era o facto de não encontrar nada sobre o Purgatório.A maioria das passagens pareciam ser divagações de uma mente perversa, os argumentos fracamente integrados e a focarem-se na natureza e composição das almas, nas origens da vida física, no esquema do Céu, no equilíbrio entre o pecado e a virtude.E as estatísticas eram, pura e simplesmente, esquisitas. Porque haveria de alguém se preocupar com o número de pedras de algum castelo no Céu? Com o nome de Mansão das Almas?E com isso, o bloco de notas de papel amarelo permanecia em branco ao lado do livro, a Bic azul por escrever. Mas mesmo assim, os «não chegar a lado nenhum» eram, de alguma forma, úteis. Desde que ela tinha estado concentrada no livro, que não tinha pensado em incendiar nada.Deixando sair um gemido, ela espreguiçou-se para trás e deitou um olhar para a lareira. Quando um ressonar suave se fez ouvir, ela olha para Ad. Ele estava apagado como uma luz, a cabeça para trás sobre as almofadas do sofá de veludo, a perna magoada esticada num ângulo errado com a bota virada de lado, como se os ossos se tivessem fundido de forma errada.Jim tinha saído uns dez minutos antes, levando consigo o seu mau humor.Sissy coloca o livro de lado, levanta-se e estala o seu ombro direito. Depois sai da sala de estar, com intenção de ir para a cozinha e comer qualquer coisa, mas os planos mudam quando apanha um lampejo vermelho na janela do outro lado da porta da frente.- Mas que...?Na verdade, o brilho vermelho emanava, aparentemente, de cada pedaço de vidro ao redor da casa.Ao correr para a porta, quase que arranca os pesados painéis ao abri-la.Era como se alguém tivesse lançado uma bomba de tinta na propriedade, e esta tivesse ficado congelada no local durante a queda-livre, formando uma cobertura à volta de tudo. Do outro lado da cortina vermelha de luz, ela conseguia ver o relvado feio, o sol do meio-dia, o passeio e a estrada... bem como Jim parado no lado esquerdo, a palma da mão dele levantada para cima e a brilhar ainda com mais intensidade, como se fosse a fonte da iluminação.- Jim? - Disse ela.Ele ergueu a cabeça e os olhos abriram-se. Depois de um momento, ele baixa o braço e atravessa a direito a barreira que tinha criado.- O que é isto? - Ela perguntou com admiração.- Mais protecção.- Do quê? - Como se ela precisasse de perguntar.- Devina. Ela já entrou aqui, pelo menos uma vez.Um arrepio trespassou-a.- Quando?- Na outra noite.Enquanto ele caminhava para o alpendre, ela pousava a mão no antebraço dele.- Em casa? Como?Jim afastou-se dela e riu-se amargamente.- Ela transformou-se em ti. Fixe, não?- O quê?- Ela era como tu, desde o teu cabelo, aos teus olhos, à tua... - O olhar azul dele foi até à boca dela e assim ficou até ele se desprender. Depois inclinou-se, o seu tamanho a superar o dela, os seus olhos cansados nada mais do que facas aguçadas. - Ouve, quando disse que não te queria envolvida nisto, foi por uma boa razão, okay? Não te quero perder de novo, e principalmente, não me quero distrair deste jogo por me preocupar contigo.Sissy franziu o sobrolho, pensando na...- Quando fui bater à tua porta - disse ela, completamente assustada. - E tu em estado de choque por me veres. Foi quando ela o fez. Não foi? Foi quando ela se transformou em mim.Ele afasta-se e começa a caminhar na direcção da casa. Ela agarra no braço dele novamente.- O que fez ela?No silêncio tenso que se seguiu, ela lembrou-se da forma estranha com que ele a tinha olhado quando abriu a porta, como se ele nunca a tivesse visto antes. E agora, ele estava a fazer o mesmo.Ela recusou-se a desistir.- O que foi que ela...- Queres saber? Aqui vai. - Ele inclina-se mais uma vez, o ar entre eles a ficar carregado. - Ela tentou seduzir-me. Estava semi-nua na minha cama, com o teu corpo, a tua pele, o teu aroma. E quase resultou, que pensas disso?Sissy piscava os olhos várias vezes à medida que o seu corpo registava calor, mas não de raiva. Não, desta vez era uma coisa inteiramente diferente.Desejo sexual. Do tipo que só tinha lido em livros, ouvido falar, visto no grande ecrã, mas que nunca, nunca havia sentido. Nem de perto. E ela compreendeu muito bem o que ele estava a tentar fazer. Estava a tentar assustá-la. Só que tinha falhado, pois sem se aperceber... tinha feito uma valente confissão.Ela pensou em Bobby Carne e no seu jeito engatatão. Jim estava longe dessa produção triste, ele era um homem, não alguém do secundário com ilusões de ser o Ryan Reynolds. E a ideia de que alguma vez Jim pudesse ter estado atraído por ela, mesmo que fosse mentira...Mas, o demónio transformou-se nela, não foi?Jim desviou o olhar primeiro.- Não me olhes dessa maneira.- De que maneira? - Disse ela numa voz rouca.- Oh, Jesus - ele murmurou. - Tu não sabes...- Jim...- Não, nem pensar, eu tenho de ir... Eu tenho mesmo de ir.Com pés pesados, ele caminhou até à porta aberta e marchou escada à cima, o enorme corpo dele a mover-se rapidamente e com poder. Momentos depois, ele estava fora da sua visão e ela ouve uma porta a bater no segundo andar.Houve uma tentação de persegui-lo. Abrir aquela porta. Descobrir... o que estava por detrás daquele olhar quente. Mas ela teve a sensação de que tudo o que conseguiria seria uma discussão.Ou talvez, algo que ela se calhar não conseguiria lidar.Ela pensou no demónio no cemitério, tão cheia de si, tão confiante. Ora, isso é que era uma mulher... entidade, o que fosse... que tomaria conta de um homem como Jim...Bestial, agora apetecia-lhe encontrar um isqueiro e pô-lo em bom uso.Em vez de ir atrás dele, ou dar numa de Stephen King e ceder à sua incendiária interior, ela foi até à barreira de protecção e colocou a mão. Como se o brilho fosse um ser vivo, avançou para ela, envolvendo a sua mão, continuando a avançar, ficando conectado até ela retirar a mão.Depois de brincar com a conexão mais uma vez, ela volta para casa e fecha a porta reforçada. Em circunstâncias normais, ela ficaria impressionada com o tamanho e altura daquele carvalho, mas nada mais era normal, e ela tinha a sensação de que podia confiar naquilo que Jim tinha feito, mais do que qualquer outra construção humana.Parada ao pé das escadas, ela perguntou-se que estaria ele a fazer no quarto. A única forma de obter uma resposta era descobrir por ela própria, e que embaraçoso seria se ela entrasse pelo quarto adentro e ele estivesse a despir-se... a fazer a cama... a dobrar a roupa.Oh sim, até porque ele tinha tempo para se preocupar com essas duas últimas tarefas.Além disso, não significava que ela fizesse alguma coisa que fosse mudar a conversa entre eles.Enquanto ficava onde estava, uma parte dela lhe dizia que, por acaso, até havia outras coisas que ambos podiam fazer, coisas que estavam relacionadas com aquele olhar dele. Porra, talvez estivesse na altura de perder a virgindade. E assumindo isso como verdade... ela não conseguia pensar num único homem, vivo ou morto, a quem se dar do que Jim.- Merda - suspirou.


Capítulo I

Capítulo II

Capítulo III

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

The Beast, mais um cheirinho

Olá pessoa!!!

Como vocês já sabem ontem a Ward colocou uma foto do The Beast aberto e eu tinha prometido tentar traduzir o que lá estava.

Aqui está a foto:




Aqui está o que consegui apanhar (o que vai aparecer a sublinhado são coisas que não tenho a certeza). Boas leituras. :)

O primeiro paragrafo não consegui ler o suficiente para traduzir, mas pelo o que percebi a Layla está a dirigir-se a algum sítio... Provavelmente o centro de treinos...

Empurrando a porta para sair, a…
Imediatamente ela deu um passo atrás.
De tal modo que o seu rabo bateu no painel que estava a fechar.
Do outro lado, um par de machos estavam de pé e em sentido. Expressões de tenção idênticas a marcas as suas faces.
E por idênticas, quero dizer exactamente iguais.
Eles eram gémeos.
Quando eles repararam nela, os gémeos recuaram como se tivesse visto um fantasma.
- Olha para o que fazes. – disse num grasnido.
A Layla virou a cabeça na direção do aviso. – Zsadist?
O Irmão com a cicatriz na cara caminhou até ela colocando o corpo, com todas aquelas armas, entre ela e os dois estranhos apesar de nenhum deles ter feito qualquer movimento hostil em relação a ela. E sem surpresas foi um bloquei muito eficaz. O tronco e os ombros do Zsadist eram tão largos que ela já não conseguia ver o par… o que era, claramente, o plano dele.
- Volta para lá com ele. – Ladrou Zsadist. – Antes que eu te coloque nesse quarto.
Não havia qualquer argumento, e abruptamente, os cheiros desconhecidos desapareceram como se eles tivessem, de facto, desaparecido do corredor.
- Eles não me fizeram nada. – disse ela – Na realidade, acho que se eu exclamasse: “Boo!” que eles poderiam ter fugido.
O Z olhou sobre o seu ombro. – Eu acho que devias voltar para o teu quarto.
- fui autorizada a esticar as pernas duas vezes por noite?
….  Gentilmente, mas firme, ele agarrou no cotovelo da escolhida e escoltou-a porta e até à cama. - Temos algumas visitas inesperadas, e eu para pessoas como tu.

Da segunda página não consigo ler muito, mas ao que parece ela pensou no Xcor (não sei porque), o Luchas ainda está em recuperação e ao que parece recebe visitas da Layla, tal como o Blay e o Qhuinn passam tempo com ela.
 Desculpem não conseguir sacar mais… Do que consegui traduzir eu acho que os gémeos que a Layla viu e não conhecia eram o Evale e o Ehric e vocês? Porque estarão no complexo? Será que o Assail foi gravemente ferido durante a “batalha” contra os minguantes?


Eu quero saber já!!!!

Agora vou-me que por aqui já está tarde e amanhã é dia de trabalho.

Fiquem bem e até à próxima actualização,
Sunshine ;)





terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Excerto The Beast (A Besta)

Boa tarde pessoal!!!

Espero que esteja tudo bem por aí que a partir de agora vai-vos dar uma coisinha má, no bom sentido. :P

Esta semana é a Semana do Romance (Romance Week) no Goodreads e por esse motivo a Ward colocou lá um excerto do primeiro capítulo do The Beast. Ano passado ela deixou o pessoal fazer questões (eu fiz e ela não me respondeu, ainda estou triste com isso... *beicinho*) este ano temos um excerto do novo livro, e espero que possa haver questões pra fazer e que ela responda às que quero fazer...

Hoje não vou colocar versões originais, apenas os links de onde as fui buscar...

----V.P.----Introdução----

A Besta!! (14º Livro da Irmandade da Adaga Negra)
da J.R. Ward

Nada é como costumava ser para a Irmandade da Adaga Negra. Alianças mudaram e linhas foram traçadas. Para Rhage, o Irmão com o apetite mais voraz, a vida era suposta ser perfeita com a Mary, a sua amada shellan, a seu lado. Mas ele não conseguia perceber o pânico e as inseguranças que o atormentavam. Quando ele se vê obrigado a reavaliar as suas prioridades, a resposta, quando ele a encontra, abala o seu mundo... e o da Mary.

Data de publicação: 5 de Abril (EUA)

Excerto que abre o apetite: "Fala-me à cerca de fazeres um sólido oito a oitenta. O traficante de drogas revelou-se um aliado para a Irmandade, cumprindo a sua promessa de cortar relações de negócios com a Sociedade de Minguantes entregando a cabeça do Minguante Mor (Forelesser) numa caixa aos pés de Wrath. Ele também divulgou a localização que a escumalha tem usado como QG (quartel - general). Eeeeee foi assim que toda a gente acabou lá."


----

A Introdução estava foi encontrada neste link: https://www.goodreads.com/blog/show/614-exclusive-excerpts-from-hotly-anticipated-books-by-j-r-ward-maya-banks onde também se encontra as introduções e os links para os excertos de outros dois livros, um da Maya Banks e outra da Lisa Kleypas.

E agora vamos ao excerto mais rechonchudo!!!

----V.P.----

Excerto retirado d' A Besta (The Beast) (Irmandade da Adaga Negra nº14) - Capítulo 1
por J.R. Ward

Escola de Brownswick para Raparigas, Caldwell, NY

Formigas debaixo da pele.

À medida que o Rhage transferia o seu peso de uma bota de combate para a outra, ele sentiu como se a sua corrente sanguínea chegasse a um estado de ebulição suave e as bolhas estivessem a fazer cócegas de baixo de cada fodido centímetro quadrado da sua carne. E isso nem era metade da coisa. Fibras musculares aleatórias falhavam por todo o seu corpo, os espasmos faziam com que os seus dedos tivessem contracções musculares, que os joelhos sacudissem, e os ombros se contraíssem como se ele estivesse prestes a ser usado como uma raquete de ténis em alguma coisa.

Pela milionésima vez desde que ele se materializara na sua posição, ele passou os olhos pelo o prado crescido e irregular à frente dele. Na altura em que a Escola de Brownswick para Raparigas ainda estava operacional o prado em questão era sem dúvida um relvado laminado que tinha sido bem cortado durante a primavera e o verão, desfolhado no outono e coberto de neve tão belamente como um livro de crianças durante o inverno. Agora, tinha um toque de campo de futebol vindo do inferno, cravejado e emaranhado com arbustos retorcidos que não poderiam fazer mais do que danos estéticos à região da virilha de um gajo, rebentos que eram feios, enteados deformados dos mais maduros dos carvalhos e bordos, e a erva grande e castanha de finais de Outubro que podiam fazer-te tropeçar como uma pequena cabra se se estivesse a tentar correr.

Da mesma maneira, os edifícios de tijolo que tinham providenciado e abrigado os espaços institucionais para os filhos privilegiados da elite, tinham envelhecido mal sem manutenção regular: janelas partidas, portas a apodrecer, portadas a fechar e a abrir com o vento frio como se os fantasmas não conseguissem decidir se queriam ser vistos ou apenas ouvidos.

Isto era o campus da Sociedade dos Poetas Mortos. Assumindo que toda a gente tinha arrumado as tralhas depois do filme ter sido filmado em 1988 e que ninguém tinha tocado na merda da coisa desde então.

Mas as instalações não estavam vazias.

À medida que o Rhage inspirava profundamente, os seus reflexos de vómito fizeram algumas flexões na parte de trás da garganta. Muitos minguantes estavam escondidos nos dormitórios e salas de aulas abandonados que era impossível isolar um cheiro individual isolado do todo fedorento que era capaz de entorpecer as fossas nasais. Cristo, era como meter a cara num balde com restos de peixe e inalar como se o mundo estivesse a ficar sem oxigénio.
Assumindo que alguém tinha adicionado pó de talco a todos as cabeças e entranhas de peixe com mais de um dia.

Para aquele toque final, que sabes qual.

À medida que a sua pele ia começar outro treme-treme, ele disse à sua maldição para aguentar os cavalos, e sim porra, ia ser deixado solto esta noite. Ele nem sequer ia tentar conter a desgraçada da coisa… não que tentar travá-la tivesse sido alguma vez bem-sucedido de qualquer maneira… e considerando que dar rédea solta à besta nem sempre é uma coisa boa, esta noite ia ser um benefício da ofensiva. A Irmandade da Adaga Negra ia enfrentar quantos minguantes? Cinquenta? Cento e cinquenta?

Era muito para aguentar, mesmo para eles… por isso, sim, o seu pequeno… presente… da Virgem Escrivã tinha vindo mesmo a calhar.

Por falar no diabo. Há mais de um século atrás, a Mãe da Raça ofereceu-lhe o seu sistema pessoal de repreensão, um programa de modificação de comportamento que é tão difícil, tão desagradável e tão opressivo que conseguiu, de facto, trazê-lo de volta e deixar de ser um completo cabrão. Cortesia do dragão, a não ser que ele gerisse os seus níveis de energia devidamente e moderasse as suas emoções, instalava-se o caos.

Literalmente.

No decorrer do ultimo século, ele tornou-se bastante bem-sucedido a garantir que a coisa não comesse os que lhe eram mais próximos e queridos, ou que os tornasse notícia dos jornais da noite com uma manchete do tipo: “O Parque Jurássico está Vivo”. Mas com aquilo que ele e os seus irmãos vão enfrentar neste momento… e o quão isolado o campus se encontra? Se tivessem sorte, o grande bastardo de escamas roxas com os dentes tipo serra eléctrica e uma fome desenfreada iria ter muito que comer. Apesar de, mais uma vez, uma dieta baseada apenas em minguantes era aquilo com que eles estavam à procura.

Nenhum irmão como refeição rápida, por favor. E nenhum humano como entrada ou sobremesa, muito obrigado.


Este último era mais devido à discrição do que à afeição. Já se sabe que aquelas ratazanas sem cauda nunca iam a lado nenhum sem duas coisas: meia dúzia dos seus evolucionariamente inferiores, noturnamente co-dependentes e cabrões de amigalhaços, e os desgraçados dos telemóveis. Meu, o YouTube é uma pedra no calcanhar quando se quer manter a guerra com os mortos-vivos debaixo do tapete. Durante cerca de duzentos anos, vampiros a lutar contra a Sociedade dos Minguantes do Ómega tem sido apenas assunto dos combatentes envolvidos, e o facto de que os humanos não conseguirem manter o nariz das suas competências essenciais de arruinar o ambiente e dizer uns aos outros o que pensar e dizer era apenas uma das razões pelas quais ele os odeia.


Caralho de internet.

Mudando de assunto para não perder as estribeiras demasiado cedo, o Rhage focou a visão no macho abrigado a certa de 6,10 metros dele. Assail, filho do Caralho-Mais-Velho, estava vestido de negro de comitiva fúnebre, o seu cabelo preto como o Drácula não precisava de camuflagem, a sua cara bela-como-o-pecado franzida com tanta força com vontade de assassinato que se tem que respeitar o gajo. Fala-me à cerca de fazeres um sólido oito a oitenta. O traficante de drogas revelou-se um aliado para a Irmandade, cumprindo a sua promessa de cortar relações de negócios com a Sociedade de Minguantes entregando a cabeça do Minguante Mor (Forelesser) numa caixa aos pés de Wrath.

Ele também divulgou a localização que a escumalha tem usado como QG (quartel - general).

Eeeeee foi assim que toda a gente acabou por cá, enterrados até aos tomates no mato, à espera que a contagem decrescente nos relógios sincronizados pelo V chegue aos 0:00.

Mas este ataque não era uma merda de uma aproximação de chumbo pesado ao inimigo. Depois de um número de noites… e dias, graças ao Lassiter, a.k.a. 00-buraco-no-c, que fez trabalho de reconhecimento durante as horas de luz… o ataque estava devidamente coordenado, programado e pronto para a execução. Todos os guerreiros estavam presentes, o Z e o Phury, o Butch e o V, o Tohr e o John Matthew, o Qhuinn e o Blay, tal como o Assail e os seus dois primos, Canino I e II.

Porque quem é que se importa com os nomes deles desde que apareçam armados até aos dentes e cheios de munição.

O pessoal médico da Irmandade estava também em ponto morto na área, com o Manny na sua unidade cirúrgica móvel a cerda de 1.6 km de distância e com a Jane e a Ehlena numa carrinha num raio de 3.2 km.

O Rhage verificou o seu relógio. Seis minutos e muda.

Quando o seu olho esquerdo começou a ter espasmos ele praguejou. Como raio é que ele ia aguentar a posição durante tanto tempo?

Mostrando as presas, ele exalou pelo nariz, soprando duas correntes gémeas de fôlego condensado que mais pareceram com o aviso da carga de um touro.

Cristo, ele não se conseguia lembrar da última vez que esteve assim tão eléctrico. E ele nem queria pensar à cerca do motivo. Na realidade, ele tem estado a evitar a coisa toda do porquê durante quanto tempo?

Desde que ele e a Mary tinham embatido naquela estranha situação complicada e ele começou a sentir-se…

- Rhage.

O seu nome foi sussurrado tão baixo que ele se virou, uma vez que ele não tinha a certeza se o seu subconsciente decidiu começar a falar com ele, ou não. Não. Era o Vishous… e devido à expressão do irmão o Rhage preferia que o cérebro dele estivesse a pregar uma partida. Aqueles olhos diamantinos estavam a projectar uma má luz.. E aquelas tatuagens à volta da têmpora não estavam a ajudar.

A barbicha era neutra… a não ser que a avaliasses em relação à moda. Nesse caso o cabrão era um travesti de proporções Rogaine.

O Rhage abanou a cabeça. – Não devias estar a colocar-te na tua posição…

- Eu vi esta noite.

Oh, merda, não, pensou Rhage. Não, não me vais fazer isto agora, meu irmão.

Virando-se noutra direcção ele murmurou, - Poupa-me o Vicent Price, está bem? Ou está a tentar ser o gajo que faz a narração dos trailers dos filmes?

Rhage.

- … Porque tens futuro nisso. “Num mundo… onde as pessoas precisam… de se calar e fazer o trabalho delas…”

- Rhage.

Quando ele não se voltou o V deu-lhe a volta e fulminou-o com o olhar, aqueles fodidos olhos pálidos, um par gémeo de explosões nucleares que diziam nuvem de cogumelos de trás para a frente. – Eu quero que vás para casa. Agora.

O Rhage abriu a boca. Fechou-a. Voltou a abri-la… e teve que se lembrar de manter a voz baixa. – Olha, não é uma boa altura para a tua merda um-oitocentos da sede psíquica…

O irmão agarrou-lhe no braço e apertou. – Vai para casa. Não te estou a foder.

Terror gelado correu pelas veias do Rhage, diminuindo a sua temperatura corporal… e mesmo assim ele negou com a cabeça. – Vai-te foder, Vishous. A sério.

Não, obrigado, pensou RhageDesampara-me a loja.

Ele não tinha interesse em testar mais da magia da Virgem Escrivã. Ele não estava…

- Vais morrer hoje à noite, caralho.

-------------

E acabou por aqui. Estava a ver que não, depois de se ter dormido mal e ter trabalhado o dia todo o cérebro fica meio perro, por isso demorou mais do que ao que queria... também era mesmo muito texto, mas mesmo assim não o suficiente...

E agora fiquei ainda mais ruída de curiosidade... mas por hoje já chega, que amanhã trabalho e já é tarde como o raio!!!

Aqui está o link de onde retirei o excerto original que usei para a tradução: 
https://www.goodreads.com/story/show/416159?chapter=1

E fico por aqui!!! Bom carnaval e divirtam-se.

P.s. - Se alguma coisa estiver mal avisem-me, que eu já estou a cair pro lado, mas não queria ir dormir sem terminar isto...

Até à próxima publicação,
Sunshine ;)