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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

E sai mais um pack de cerveja -

Saudações Amantes da Irmandade!!!!

E estamos nós com a nossa lindíssima Barhbara Hillock,Divirtam-se e boas leituras!!!!!! Yehhhh

O barulho de passos á entrada da cozinha atraiu a atenção de Butch, enquanto este fechava a porta
do frigorifico.
-Então meu, vieste-te abastecer?- perguntou Rhage olhando para o que Butch tinha na mão.
-Ficamos sem cervejas no Fosso. Então o que é que fazes?
-Estava a tentar ver se a maquina das pipocas fazia-as com caramelo mas, não estou a conseguir.
Olha, já agora, podes-me dar uma ajuda?
-Na boa! Vamos lá ? És servido de uma cerveja?
-Claro que aceito...
Na grande sala de cinema, as embalagens espalhadas pelo chão eram testemunhas das várias
tentativas de Rhage. Butch olhou para tudo aquilo e assobiou baixinho:
-Vamos tratar disto rápido antes que o Fritz veja e lhe dê uma comoção.
Agarrando nas instruções de uma das embalagens, conseguem após algum esforço colocar a
máquina a funcionar.
-Pronto, faz bom proveito!!
E dito isto, Butch agarrou nas restantes latas de cerveja , e saiu da sala em direcção ao Fosso. Ao
dirigir-se para as escadas, pelas portas abertas do escritório via-se que Wrath estava com ar de quem
precisava de uma pausa. Assomando á soleira da porta, Butch bateu com os nós dos dedos na
ombreira.
-Pode-se?
-Ei meu, que andas a fazer?
-Vim buscar umas cervejas para abastecer o frigorifico do Fosso.
Olhando preplexo, Wrath não pode deixar de comentar:
-Mas, não estás um pouco desviado da tua rota?
-Pois , tive de acudir ao Rhage que estava a fazer a máquina das pipocas passar um mau bocado.
-Qualquer dia ainda nos incendeia aquilo...-Wrath abana a cabeça- Então , mas tens ai uma
cervejinha, é ?
-Toma e faz bom proveito.-Butch riu-se , e deixando a lata em cima da secretária , saiu do
escritório.
Quando já ia a meio da grande escadaria, risos femeninos chamaram-lhe a atenção, cruzando-se
com Beth e Mary.
-Ora um muito bom dia minhas senhoras! Como estão hoje?
-Olá Butch, tudo bem? Olha, eu e a Mary, estamos a pensar ir escolher uns movéis armazenados na
cave para o Lugar Seguro. Podes-nos dar uma ajudinha, se faz favor?
-Mas, claro! Fico sempre contente por poder ajudar no vosso trabalho!
Já se encontravam na base das escadas, quando Marissa se lhes juntou.
-Oh, olá meu amor, iamos agora ao armazém...
Enlançando-a, Butch deposita-lhe um beijo nos lábios e acrescenta:
-Já sei, e vou-vos dar uma ajudinha. -sorri-lhe enquanto recomeçam todos a dirigirem-se para lá.
-Que trazes ai? Uma cerveja geladinha? -sorri Beth.
-São servidas minhas senhoras?
-Claro!-respondem em coro. E rapidamente o pack das cervejas fica mais leve. Butch olha para a
ultima e resolve as acompanhar.
Sem se darem conta, o tempo na escolha dos movéis foi mais longo do que o esperado. Após terem
separado tudo o que era necessário, Butch acompanhou-as á sala de chá. Após as respectivas
despedidas, quando ele olhou para o relógio , teve de novo de assobiar baixinho. Já estava bastante
atrasado e até estava admirado por Vishous ainda não ter telefonado.
Nova visita á cozinha, novo pack de cervejas providenciado. Saida rápida em passo rápido e já
estava quase a entrar no corredor que conduz ao Fosso, quando um chorrilho de palavrões vindo da
sala de jogos o deteve. Após um momento de hesitação e de soltar mais um suspiro, Butch dirigiuse
para lá para averiguar o que se estava a passar. Sentado no grande sofá, rodeado de embalagens
de aperitivos abertas e já meio vazias, Lassiter tentava colocar o canal pretendido na grande
televisão. Os vários comandos encontravam-se em monte em cima da mesa de apoio. Butch abanou
a cabeça e intrepelou-o:
-Então anjinho pirilampo, o que se passa? Estás a tentar desorientar a televisão?
Outra colectânea de palavrões segui-se antes que Lassiter consegui-se explicar o que pretendia.
-Ora bem, deixa-me cá ver isso! -dito isto Butch, sentou-se no grande sofá ao lado dele, pousando o
pack de cervejas em cima da mesa. Ainda foram precisos uns minutos para coordenar os vários
botões. Mas, um grito de alegria surgiu quando se conseguiu o objectivo.
-Muito obrigado meu! Agora vou aproveitar para fazer uma maratona de um dos meus programas
favoritos. Bem , vejo que tens ai umas cervejas. Queres trocar uma, por umas embalagens de
aperitivos?
-Mas, isto já está tudo meio comido! -respondeu-lhe horrorizado Butch.
-E então? Não tenho nenhuma doença transmissivél!
-Se o Vishous sonhasse que lhe levava alguma coisa que já tinha passado pelas tuas mãos, ainda
acabava a dormir na rua! Toma lá uma cerveja e não repitas o que acabaste de dizer. E isto se
queres continuar inteiro por aqui...
E á medida que Butch se afastava da sala ainda conseguia ouvir os protestos de Lassiter, e não pode
deixar de sorrir. Que anjo danado!
O som de passos pesados desviou-lhe o olhar para a grande escadaria. Em passo de corrida John e
Qhuinn desciam-na com um ar bem determinado.
-Aonde vão rapazes?-perguntou Butch com um ar divertido.
-Vamos fazer um joguinho no centro de treino com o Blay.-responde-lhe Qhuinn. John ao reparar no
que Butch tinha na mão, não pode deixar de gesticular:
-Olha, uma dessas para cada um é que ia bem com o nosso joguinho...
Butch olhou para o ar expectante de ambos e não conseguiu deixar de lhes fornecer as latas.
-Divirtam-se rapazes que eu tenho de levar o resto para o Fosso.
E mais uma vez cada um seguiu o seu rumo. Ao entrar no Fosso, para variar, encontrou Vishous
rodeado dos seus brinquedos. Este levantou por momentos os olhos dos ecrans e com um rosnado
comentou.
-Então meu?! Tiveste de ir apanhar a cevada para fazer a cerveja?
Suspirando Butch pousou no bordo da secretária as duas latas de cerveja restantes.
-Nem imaginas...
-Bem, e ao fim deste tempo todo só trazes isto? -resmungou Vishous.
-Para a proxima trago também os saquinhos de aperitivos...-murmurou entredentes Butch, enquanto

se afastava.


*Nasan

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Diário de um Morcego - Barhbara Hillock

Saudações Amantes da Irmandade!!!

Hoje vou deixar-vos algo suculento...oh sim, a nossa querida e misteriosa Barhbara Hillock, enviou-nos mais uma pequenina história...e vejam só...... parece que há Morcegadas no ar hehehehe

Boas Leituras


Mas que labuta constante é a minha vida. E hoje, especialmente estava a ser um dia complicado.
Tentei refugiar-me na Forja pensando que aquele Guerreiro de temperamento forte não fosse para lá
trabalhar. Estava fazendo uma análise aos meus pensamentos de olhos fechados quando o som forte
dos seus passos me trouxe de volta à realidade. Assim que o vi pegar no aço temperado e no martelo
a dirigir-se à bigorna, as minhas poucas esperanças desvaneceram-se. Tentando não dar nas vistas
saí pé ante pé. Quando me aproximava da porta , a sua voz fez-me tremer:
-Agradecia que não tornasses a passar por aqui! E para a próxima não serei tão cortês... Pelo canto
do olho observei o seu olhar diamantino e escapuli-me o mais rápido que pude.
Entrando na zona de serviço, lembrei-me de procurar algum sossego dentro da grande despensa.
Fiquei contente quando descobri um canto na prateleira de cima entre os frascos dos pêssegos em
calda e dos legumes em pickles. Após um longo suspiro e de me colocar numa posição confortável,
voltei às minhas deambulações de pensamento. Devo ter perdido a noção do tempo que a única
coisa que me lembro a seguir foi o barulho do material de cozinha a ser usado. Quando a porta se
abriu e antes de ligarem o interruptor sai na direcção do corredor das instalações da lavandaria. 
A esta hora estariam a preparar a Primeira Refeição e como tal, contava encontrar o meu merecido
descanso. Ao entrar na sala das máquinas , o calor que lá se fazia sentir era tão agradável que a
minha alma derreteu ante a perspectiva. Os rumores das vozes e dos sons rítmicos do uso das
porcelanas e dos talheres chegavam-me ao longe. 
E foi com espanto que dei por uma grande agitação dentro da casa das máquinas. Uma doggen
enchia rapidamente uma máquina de lavar roupa. Aparentemente tinha-se entornado bastantes
líquidos na toalha de mesa. Um clamor de vozes alteradas chegou-me aos meus ouvidos sensíveis.
Sem conseguir resistir à minha curiosidade fui-me aproximando da fonte dos sons. No grande átrio
três dos Guerreiros e o Anjo discutiam efusivamente. A animação era tanta que mal percebi do que
falavam, Apenas consegui compreender que o Anjo estava a defender o seu ponto de vista,
enquanto os outros o contra-atacavam. Fiquei perplexa ao realizar que falavam de um programa de
televisão!.. Da próxima vez que o Anjo for para a sala de jogos vou espreitar o que é que ele gosta
tanto de ver no grande ecrã. 
O som de passos fortes de corrida irrompem pela porta por baixo das escadas. A saída dos três
guerreiros mais jovens é precedida de fortes gargalhadas e palmadas nas costas. Aparentemente o
treino deles tinha corrido bem. Após troca de cumprimentos acabam todos por se dirigir para a sala
de jogos. Não tardou a que o som alto da televisão e o bater das bolas de snooker se fizesse ouvir.
Bem, ainda não seria desta que iria verificar o que é que o Anjo gosta de assistir.
Olhando em volta , pensei em dar um pulo ao escritório do Wrath. Por lá costuma ser sossegado,
apenas o lento desfolhar das folhas de trabalho. Mas, ao aproximar-me vi que as portas estavam
bem fechadas. Bem , por aqui , também não teria muita sorte. Já perdida de cansaço, percorri todo o
corredor das estátuas, na esperança de encontrar um dos quartos com a porta aberta. O desespero
tomou conta de mim, ao verificar que tal não existia. Tendo chegado ao final do corredor dei meia
volta e palmilhei o caminho de retorno. O escritório continuava fechado. Ao descer as escadas
passei ao lado da saleta que as senhoras da casa usam para tomar chá. Os risos femininos
acompanharam o meu percurso. 
Onde?? Mas, aonde iria eu poder descansar um pouco?
Um pensamento me assalta ...na biblioteca! Claro!! Nunca ninguém vai para lá. Apresso o passo,
contente com a minha clarividência. E eis que ao contornar a esquina e ao me aproximar vejo a
Mary e o Zsadist sentados numa das mesas. Raios!! Devem estar a ter uma das suas lições. E pelo
aspecto vai demorar...Oh que desgraça de vida a minha!!
Nenhum sitio para repousar os meus pensamentos! Mas, será que nesta noite ninguém vai sair de
casa e fazer-se silêncio? Basta!!... Para grandes males, grandes remédios! 
Lentamente um pensamento começa a surgir na minha mente. Para haver silêncio, só os preciso
tirar de casa. Para os tirar de casa, apenas preciso de provocar uma pequenina manobra de
diversão...Perto do tecto a um canto do corredor que dá acesso à cozinha, há uma caixa de
electricidade que têm a tampa um pouco solta. Voo na direcção da cozinha e entre os talheres que se
encontram na bancada para arrumar escolho um que é pontiagudo e com cabo em madeira.
Astuciosamente, evito que me vejam. Trabalho rápido e com afinco e é com satisfação que
exponho os fios. E agora qual escolher? Bem, visto não me conseguir decidir, danifico os que me
estão mais próximos. A minha alma exulta ao constatar que os meus esforços estão a ser bem
sucedidos. 
Rapidamente toda a zona da cozinha fica às escuras, prolongando-se pelo rés-do-chão. A confusão
instala-se entre as fêmeas e os doggens. Os Guerreiros mantêm a calma e conduzem toda a gente
para fora. Em poucos minutos o silêncio preenche a escuridão. Dando pulos de alegria vou-me
finalmente refugiar na biblioteca. Isto vai-os manter ocupados durante alguma tempo. Ajeito-me no
meu cantinho preferido e preparo-me para o meu merecido descanso.
-Ainda bem que já se restituiu a electricidade! E conseguiram descobrir o que originou?- Ouve-se a
voz de Beth.
-Minha menina não sei como explicar. Perto da caixa danificada encontramos um garfo de
churrasco. Não percebemos como foi lá parar e quem chegaria tão alto para provocar aquele
estrago. 
-Mas, falta alguma coisa?
-Não menina! Se me der licença, vou retornar aos meus serviços. -Responde Fritz, fazendo uma
vénia antes de sair.
Parada no meio da biblioteca, Beth perde-se nos seus pensamentos. Pelo canto do olho presente um
pequeno movimento. Ao olhar com atenção fica estupefacta.
-Oh meu bicharoco alado! Como é possivel que estejas aqui tão quieta no meio desta confusão?-
Pegando na morcego com muito cuidado, trá-la para o seu colo.- Uhmm, olhando com atenção ,
acho que terei de dizer ao Fritz para não te dar tanta fruta...Estás a ficar redondinha e preguiçosa!! -
Ri-se Beth.



Barhbara Hillock


Bom Fim de Semana

*Nasan

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Reunião

Saudações Amantes da Irmandade!!!

Saudades minhas? Nop? Sim já contava com isso *beicinho*
Mas apesar de vocês não me quererem e não sentirem a minha falta, eu sou boazinha e deixo-vos mais um fantástico texto da nossa querida, fantástica e maravilhosa...... Barhbara Hillock

Boas leituras!!



O som das badaladas do grande relógio da entrada entra pela porta entreaberta da biblioteca, chamando a atenção de Beth que de bloco e lápis na mão, volta-se e diz:
-Bem, meninas daqui a pouco os nossos rapazes estão a chegar. É melhor começarmos a apontar as conclusões do que temos estado a falar. Jane que achas da disposição das instalações médicas que a Cormia desenhou? Tens algo mais a acrescentar?
-Beth e Cormia eu penso que...- E nisto é interrompida pela entrada súbita de Bella.
-Desculpem o atraso! A minha princesinha estava difícil para adormecer....- Sentando-se na cadeira e olhando para o que estava espalhado pela mesa- Em que posso ajudar?
-Ah...nós agradecemos a tua ajuda mas, sentes-te confortável por deixares a Nalla sozinha? Atenção duvido que aqui dentro lhe aconteça algo de mal! Mas....
Pousando no meio da mesa um pequeno objecto redondo e branco, Bella , responde:
-Se ela chuchar no dedo, eu irei ouvir aqui!
-Muito bem pensado Bella!- Respondeu-lhe Jane. -E sendo assim vamos continuar. Eu acho que as medidas das instalações são as adequadas, mas, seria melhor ampliar um pouco a sala de limpeza e esterilização. Há equipamento de grandes dimensões para colocar nessa zona.
-E em relação aos vestiários? - Pergunta Cormia.
-Para o que precisamos é suficiente . As salas de tratamento estão bem dimensionadas. Da minha parte não vejo mais nada a acrescentar.
Marissa volta-se para Mary e questiona-a:
- E em relação ás salas de acompanhamento psicológico , o que achas?
-Eu penso que será necessário apenas uma, a mais espaçosa onde possamos colocar dois sofás e algumas almofadas pelo chão para as crianças se sentarem. E também me lembrei de colocar umas pinturas alegres nas paredes.
-Mas, que ideia tão acolhedora, Mary!
-Marissa, podíamos usar a outra sala mais pequena, para instalarmos uma mesa e cadeiras para fazer um gabinete polivalente. Podíamos fazer aí o aconselhamento jurídico. Beth devias perguntar ao Saxton se conhece alguma advogada competente da nossa raça, que se queira juntar e ajudar na nossa causa.
-Já estou a apontar Mary! -Responde Beth, escrevendo no bloco.
-Em relação á segurança, devíamos estudar bem a localização das saídas de emergência.
-O meu irmão- diz Bella - quando eu vivia sozinha mandou fazer um túnel que começava na casa e saia bem longe, numa saída dissimulada. E era uma cave pequena, com essa extensão deve-se pensar em mais de uma saída.
-Por breves momentos Bella para. Disfarçadamente Mary pousa-lhe a mão no ombro e ela continua. -Ah pois, podíamos perguntar à Xhex, o que ela pensa ser melhor para o nosso caso. Também temos de ter atenção ao que há em redor, em termos de edifícios, de modo a não haver impedimentos no caso de ser necessária uma fuga.
-Bem pensado Bella, mais uma coisa para eu indagar. -Responde Beth , enquanto aponta mais uma
tarefa no bloco. -Marissa, e o que achas dos quartos?
-As dimensões são razoáveis para se colocar uma cama para a mãe e outra para a sua cria. Acho importante cada quarto ter a sua própria casa-de-banho. Para as fêmeas que chegam é importante um pouco de privacidade. Em termos de imobiliário, devíamos procurar no armazém aqui da Mansão, para ver se há algo que possamos usar de linhas simples. Não nos podemos esquecer de ter de reserva um ou dois beliches, para o caso de haver mais de uma cria a vir com a mãe.
O tilintar da porcelana e o aroma de chá precede a entrada de Fritz na biblioteca. Todas olham para a entrada, e o coro de exclamações ilumina a face do doggen.
-Minhas Senhoras, achei que já estavam aqui á muito tempo, e que de certeza que estariam necessitadas de uma pequena pausa. Se for preciso mais alguma coisa, por favor, é só pedir, que trarei imediatamente.

-Oh Fritz!! O que seria de nós sem ti!! -Sorri-lhe Beth- Bem, vamos aproveitar o chá enquanto está
quente. Venham dai meninas!!
Cada uma pega na sua chávena. Enquanto beberica o seu chá, Mary sugere:-Eu acho que por uma questão de contenção e custos mas também de favorecer a auto-estima, devíamos limitar os elementos da equipa de limpeza no mínimo. Seria interessante envolver as fêmeas que procuram abrigo na confecção das refeições e manutenção do espaço. Não iriam ajudar na ala médica, claro. Mas, se as ocuparmos com algo para fazer com as mãos, será mais fácil não estarem sempre a pensar no que as trouxe até nós. E a ideia que tenho é que a maioria vive isolada nas suas casas, tendo muito pouco contacto com outros elementos da raça, que não sejam os elementos da família.
-Isso é uma grande verdade Mary- Responde-lhe Marissa- E infelizmente tenho a minha própria experiência para confirmar.
-Bem, o Boo já esta no inicio das escadas à espera!! -Ri-se Beth. -Já não devemos ter muito mais tempo, mais alguém se lembra de algo para acrescentar? De toda a maneira assim que tivermos o resto das informações que precisamos, devíamos nos encontrar. Podemos contar com a tua
disponibilidade Cormia para vires ter connosco?
-Sempre que for preciso, Beth. Achas que vou perder uma oportunidade de estar com vocês! -
Cormia sorri efusivamente.
-Escusado será dizer que o Vishous se irá encarregar de colocar todos os detectores necessários.-
Sorri Jane.
-Já estávamos a contar com isso. Não há melhor do que ele para essa tarefa e também sei que...
-MARY!!- A voz de Rhage ecoa pela entrada, parando a conversa.
Mary, despede-se a rir e sai da biblioteca para os braços do seu amado. Num instante o grande átrio
fica cheio de vozes masculinas. Uma a uma , elas vão saindo da biblioteca para lhes dar as boas-vindas.
Descendo as grandes escadas Wrath acompanhado de George passa por todos e cumprimenta-os.
Ao chegar á porta da biblioteca apenas Beth se encontra lá, ainda arrumando as plantas e o bloco de
apontamentos.
-Correu bem a reunião, leelan? -Enquanto se aproxima dela, beijando nos lábios e de cada um dos lados do pescoço. -Tive saudades tuas!....
-Ah sim nallum? E o que pensas fazer em relação a isso?- Sorri Beth e nisto vê o George ser empurrado por mãos invisíveis para fora da biblioteca, a porta fechar-se atrás dele e o trinco ser trancado.
-De certeza que me irei lembrar de algo!! -Sorri-lhe Wrath, mostrando as presas...


*Nasan

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O jogo

Saudações Amantes da Irmandade,

como tem passado? Eu estou furia, furiosa..porque? Ora porque um livro de deveria chegar em 24horas e nada, pelos visto o senhor só gosta de meter papelinhos a dizer que ninguém está em casa quando EU estive o tempo todo a espera!!! E agora só segunda feira é que eu posso  ir levantar o meu bebezinho Na Sombra da Vida!!!! *com vontade de matar alguém, de forma lenta e dolorosa!!*

Mas para acalmar os nervos.... deixo-vos esta históriazinha enviada pela nossa querida Barhbara Hillock 

Boas Leituras e bom fim de semana


E.....Butch apanha a bola no ar.
Rhage bloqueia-o.
Butch lança por cima para Vishous.
Quinn intercepta e é derrubado por Phury.
John assobia do outro extremo.
Quinn lança-lhe a bola.
John recebe e devolve para Butch.
Butch é bloqueado por Manny, finta-o e passa para Quinn que está mais perto.
Quinn é derrubado por Rhage e fica por baixo dele. Ele consegue manter a bola e lança para John
que se aproxima pela direita.
John envia para Butch mas é interceptado por Blay que lança para Manny.
Manny para Rhage..
Rhage isolado, faz umas fintas...e Vishous chateia-se e tira-lhe a bola.
Vishous para Butch.
Butch para John que impaciente não para de assobiar.
John para Quinn..
Blay intercepta e devolve para Phury.
Phury sofre tentativa de bloqueio por parte de Butch mas, finta-o e lança para Rhage.
Rhage isola-se...
A campainha da porta toca e Fritz vai abrir. Xhex entra e trocam cumprimentos.
Rhage lança para Manny...
E é interceptado por...Xhex que bate a bola no chão...
Todos param e começam a protestar:
-Vá lá Xhex, sabes bem que não dá para jogar contigo-diz V.
-Ouve, passa a bola , se faz favor- reclama Butch.
-Eu adorava-te derrubar mas depois teria que prestar contas ali ao John- diz a sorrir Rhage.
Por cima do coro de vozes em protesto, ouve-se os assobios estridentes e o bater do pé de John.
Xhex espeta o dedo do meio em frente da cara de Rhage, passa a bola para John e sobe a escadaria
em passo de corrida.
-Bem, apesar de não ir contente, ao menos devolveu-nos a bola!- ri Rhage- Continuemos!...
John passa para Quinn.
Quinn lança para Vishous.
Vishous para Butch...
Phury intrecepta e lança para Manny.
Manny é derrubado por Butch que envia a bola para Vishous....
O som de uns passos pesados descendo a escadaria e o palrar de um bébé captam-lhes a atenção. A
bola ficou sozinha a saltitar no chão, quando todos rodeam Zsadist que desce com a Nalla abraçada
ao seu pescoço. Assim que ela vê a bola começa a babulciar e a apontar com a mãozinha.
-Oh, pequena Nalla, tambem queres jogar? O tio ensina-te quando cresceres...- sorri Rhage,
fazendo-lhe uma festa na mão.
-Não , eu é que lhe vou explicar como se joga- contraria Butch.
-A minha sobrinha está cada vez mais linda!! -comenta embebecido Phury.
E todos cobrem de atenção a pequena cria. Concentrados na sua expressão e sorriso não se
aprecebem que Bella desce a escadaria acompanhada por Beth que trás o Boo ao colo.
-Ora, eu a pensar que já estariam na cozinha...Olá a todos! - cumprimenta-os Bella.
-Mas, que grande divertimento estão a ter rapazes!! -repara Beth a rir- Mas, por favor , não partam
nada senão o Fritz fica desgostoso!...
Após mais uns minutos de conversa, finalmente a Nalla é levada para a cozinha e o atrio volta-se a
encher dos barulhos do jogo.
Butch capta a descida de Xhex e assobia. Quinn agarra a bola e todos se afastam e encostam-se á
parede esperando que ela passe. John vêm ao seu encontro e acompanha-a á porta de saida. Ficando
de costas para o resto do grupo, que finge não acompanhar a conversa, John pergunta algo a Xhex.
-Claro hellren , aguardo-te no local e á hora do costume- ouve-se Xhex a responder enquanto
deposita um beijo rápido em John. Mesmo antes de sair, olha de sobrolho carregado para o resto do
grupo. John fica a vê-la desaparecer através da porta e quando volta para o átrio traz um grande
sorriso estampado no rosto.
-Bem, como é que é? Voltamos ao jogo? Este átrio hoje está mais concorrido que supermercado ao
fim-de-semana. - comenta Butch.
Um coro de exclamações dá-lhe a resposta e o jogo recomeça rapidamente. Longos minutos passam
, com todo o grupo completamente focado no jogo. Vários doggens e o Fritz atravessam o átrio. A
bola sai disparada, passa mesmo ao lado de Wrath que desce com o George e bate nas escadas.
Todos param!..
- Mas, que merda é esta? Não se consegue trabalhar nesta casa com esta barulheira! Mas será que
ninguem têm nada para fazer? Phury, não era para estares no Rancho ao pé da Cormia e das
Escolhidas? E tu Vishous não tens nada para pesquisar na net? E Butch não há pistas nenhumas para
investigar? E Manny não é necessário fazer o inventário do material médico que está armazenado?
Olha , já agora, leva o Rhage para te ajudar. E vocês os três rapazes, é melhor irem verificar os
armários de armamento no ginásio. Quinn deixa-me a bola! E mexam-me esses vossos traseiros!!
Os passos ecoam ao sair do átrio , junto com os resmungos, á medida que cada um toma a direcção
que lhe tinha sido destinada. Wrath fica sozinho com o George ao lado, na base da escadaria e com
a bola na mão. Finalmente, a unica coisa que se ouve é o tic-tac do grande relógio de entrada e o
leve adrejar da cauda de George.
Wrath olha para o seu guia e suavemente pergunta-lhe :
-Estás a fim de um pouco de brincadeira?
Um leve latido, confirma-lhe a resposta. Wrath senta-se nas escadas e com cuidado retira o arnês de
trabalho do George. Assim que este está livre, lança-lhe a bola e ouve o barulho das suas patas no
chão, o som da derrapagem, o abocanhar, e a corrida de regresso. Wrath sente a alegria do seu cão e
quando lhe lança de novo a bola, inclina a cabeça para trás e o som das suas gargalhadas sonoras
ecoam pelo grande átrio...

Barhbara Hillock

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Emma

Saudações Amantes da Irmandade,

FELIZ ANO 2014, e hoje, começamos pela PRIMEIRA *yehhhhhh* publicação no blog... vocês lembram se das Histórias/Contos aqui no blog? Pois bem, a nossa Barhbara Hillock, mandou-nos algo delicioso para nós... aqui está *sorriso*


O barulho da madeira a crepitar no fogo, veio trazendo gradualmente a consciência. Um cheiro a terra fresca, fez-lhe cócegas no nariz. Todo o corpo lhe doía. Quando tentou colocar os pés no chão , teve um acesso de pânico....Estava nua!!...

Fazendo um esforço para perceber onde se encontrava, as imagens vieram-lhe à cabeça em flash.....A casa a arder, a sua casa....Os corpos da sua família caídos pelo chão, os gritos, o cheiro a queimado...Homens pálidos a os atacar. O seu pai e irmãos a tombar.....Sangue nas suas mãos, o seu sangue.....e uma presença enorme , escura que se aproximava....

O barulho de um toro a cair na lareira, trouxe-a de novo á realidade. Estava numa divisão ampla, com pouca mobília, sentada numa espécie de cama enorme coberta com peles de animais. Não havia janelas, e apenas uma porta ao fundo. Apesar de ter uma decoração espartana, tudo estava impecavelmente limpo e arrumado. Junto á lareira, uma panela alta tapada. Ao levantar-se teve de se apoiar á parede que estava próxima. Procurou pelas suas roupas, e apenas encontrou roupas masculinas de tamanho muito grande....Novo acesso de pânico, onde estaria ela, e como tinha vindo ali parar?

O som de passos abafados por cima da sua cabeça, o descer nas escadas, fê-la ver de um local para se esconder. Mas, não havia por aonde....Acabou por voltar a ir para a suposta cama, onde agarrou numa das cobertas e se tapou.

Não tardou a que a porta se abrisse e uma figura muito alta, de ombros largos e toda vestida de negro....A figura que ela se lembrava...

-Vejo que já despertaste. Como te sentes?- Ouvi-se uma voz grave- Estás com fome? Procura naquele armário algo para vestires....

Ele continuou a andar pela divisão, colocou sopa em dois pratos, e depois pousou-os na mesa, junto com um naco de pão.

-Senta-te para comeres...-Enquanto empurrava o prato na direcção dela.

Ela sentou-se a medo, e quando ele olhou para a lareira, pode ver as suas feições. Com o rosto de linhas duras, olhos verdes claros, e cabelo preto. Ela nunca tinha visto ninguém assim e apesar da situação em que se encontrava, não pode deixar de se sentir fascinada com a figura que tinha em frente.

-Quem és tu? Como vim aqui parar?- Perguntou num sussurro.

-Chamo-me Angher...e é melhor que comas , antes que fique frio...

-Angher? Que nome estranho.....Mas, eu gostava...-E foi subitamente interrompida.

-És favor de comer, antes que esfrie... Vou ter de me ausentar por um pouco. Fica á vontade. Aproveita para comer e descansar, vais precisar. - Dito isto, saiu da mesa, levando o prato, lavando-o e deixando-o a escorrer. Na porta, voltou-se e olhou para ela. Um calafrio percorreu-lhe as costas. Ao sair, ela ouviu a porta a ser trancada.

E agora o que é que seria dela?


O frio da noite envolveu-o quando saiu. Que raio tinha ele feito em ter trazido esta humana para os seus aposentos? De imediato vieram-lhe á mente as imagem dela, no meio dos escombros da casa dos seus pais, com os membros da sua família espalhados e moribundos. Foi a expressão no seu olhar, a expressão de quem não baixa os braços perante a maior das adversidades. O olhar de luta de um guerreiro que ela tinha, que o fez salva-la, após ter destruído os minguantes que a rodeavam. Caída no chão, coberta de sangue, com as roupas rasgadas, mas, ainda tendo na mão o machado de lâmina curta com que se tinha estado a defender....Ele não lhe conseguiu voltar as costas. E agora o que é que iria fazer com ela.? Quanto mais tempo ela permanecesse com ele, mais difícil seria apagar-lhe a memória. E além disso ela iria para aonde? Tudo o que era da sua família estava destruído, e ela sozinha....

Apesar de inicio difícil, o convívio foi-se tornando melhor. Os dias, as semanas, os meses  passaram, e ela passou a cuidar dele, dos seus aposentos...a pouco e pouco a entrar no seu mundo. Era fácil conversar com ela, e o seu jeito foi-o cativando. E sem quase dar por isso, tornou-se fácil partilhar com ela , a sua vida, a sua mesa e a sua cama.

Uma inquietação foi-lhe gradualmente carregando o semblante e após ele insistir sobre o que se passava, ela finalmente abordou o assunto.

-Eu estou-te imensamente grata por me teres salvo, e por me tratares com me tratas. Mas, desde que a minha família foi atacada e destruída, nunca mais sai daqui. Será que haveria a possibilidade de tornar a ver o local onde vivi?

Sentindo-se desconfortável com o pedido, mas não podendo recusar-lhe o pedido: -Percebo a tua inquietação mas, tenho receio de não ser seguro. Mas, também não consigo dizer-te que não. Iremos   lá ao cair da noite.


Uma súbita alegria inundou-a, ia finalmente sair dali para ver como estava o mundo lá fora. O tempo que tinham passado juntos , tinha sido em todos aspectos extraordinário. Ele que no inicio parecia ser feito de pedra, a pouco e pouco foi amaciando, tratando-a com gentileza  e carinho. Até que esse sentimento foi progredindo para muito mais, para algo que ela nunca tinha imaginado acontecer-lhe. O tempo que passavam juntos era soberbo. E mesmo depois de ter tido conhecimento do que ele era realmente, não a fez mudar de opinião, nem quebrar a confiança que ela tinha nele.

Após se ter agasalhado, ele abriu-lhe a porta e saíram juntos. O ar estava ameno, como costuma estar na Primavera. As árvores em flor, e o tapete de erva espesso. Ela olhava para tudo extasiada. Já se tinha esquecido de como era. Caminharam em silencio através do bosque, até que chegaram ao local onde tinha estado a casa da sua família. Ao ver , como tudo tinha ficado, ela sentiu uma onda de choque. Pouco restava dos escombros da casa. Caminhando em direcção ao pomar, viu uma serie de cruzes por cima de pequenas elevações....As campas da sua família...Ajoelhando-se deixou as lágrimas escorrerem livremente pelas suas faces. Sentiu o contacto gentil da mão dele no seu ombro e olhou para cima. A expressão de compaixão que lhe vi no olhar, fê-la ter esperança no futuro, já que nada podia fazer para mudar ao passado.

Enquanto caminhavam de volta para casa, a parando junto ao poço, ela inclinou-se para retirar um pouco de água. Ele afastou-se para dar uma volta pelo perímetro. Um ruído de ramos a partir pôs-lhe os sentidos em alerta. A única coisa que ela viu antes de começar a correr para avisar Angher foi uma face pálida, e em seguida sentiu uma dor muito forte no tórax, e sentiu-se a cair no chão.

O ruído dos ramos a partir, o barulho dos passos dela, e o silvo no ar da flecha que se foi alojar no meio do tórax, foram rápidos e sucessivos. Desmaterializando-se junto ao Minguante, e após uma rápida luta, afundou-lhe a adaga no meio do tórax, enviando-o para o seu Criador.

Quando chegou finalmente ao pé dela, ela ainda respirava , mas tinha perdido muito sangue.

-Aguenta-te, vou levar-te para onde te podem tratar, vai tudo correr bem..vais ver....aguenta-te por favor.

-Sinto as forças a me abandonar. Acho que não vou conseguir....mas, ouve-me …ouve-me por favor.   Obrigado...obrigado por tudo! Por me teres salvo da outra vez, por me teres dado estes meses de vida maravilhosos.....Eu amo-te Angher, ...eu amo-te...-E a voz sumiu-lhe....

Com ela nos seus braços, e o corpo a arrefecer, a fúria tomou-lhe conta do peito. Isto não era para ter acabado assim. Ela foi mais uma vitima inocente na guerra que ele tinha abarcado. Acabou por a enterrar ao pé da família, debaixo de uma amendoeira, cujas flores lhe iriam fazer lembrar a sua tez, branca , ligeiramente rosada. E na cruz que lhe pôs á cabeceira escreveu...

#Emma#



Barhbara Hillock

*Nasan

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um dia calmo na Mansão

Saudações Amantes da Irmandade,

Saudades de mim??? Não? Eu sei, estou habituada *riso* Ora bem, e porque me enviaram uma historiazinha/conto, para o email. e porque eu AMEIIII e digo-vos... nada....é o que parece *gargalhada* Obrigada a Barhbara Hillock que nos enviou a sua pequena história, querida, ansiamos por mais ;)

Aqui vai ;)

Morcego, não leves a peito sim? *gargalhada*

Hoje estava a ser um dia calmo.....

O grande relógio da entrada marcava uma hora para a Ultima Refeição, e dentro de pouco tempo os Irmãos deveriam estar a regressar. Talvez não fosse má ideia ficar pela entrada, para ir sabendo das novidades em primeira mão.

Não tardou muito e a grande porta da entrada abriu. O primeiro a chegar foi o Rhage, passou por mim a caminho da cozinha, chamando efusivamente pela sua Mary. Nunca vi ninguém sempre tão desesperado por calorias. Se bem... que suspeito que era outro tipo de alimento que ele precisava, porque logo de seguida vi os dois a virem de lá em direcção à grande escadaria. Pronto, e decididamente eles precisavam de um quarto... Na base das escadas, contra a parede e ignorando que não estavam sozinhos, Rhage bloqueou com o seu corpo o de Mary. No silêncio do átrio só se ouvia a respiração e os gemidos dela. Uma das mãos de Rhage tinha subido para a nuca dela e a outra aprisionava um dos seus seios. Com uma das presas percorreu-lhe o pescoço, enquanto lhe sussurrava e só parou na sua boca, para afundar-se nela. De onde estava não era dificil de adivinhar o estado de excitação de ambos. De repente, talvez pressentindo a minha presença, Rhage olhou-me, piscou-me o olho, agarrou ao colo Mary e desapareceram escada acima. Aqueles dois tinham um grande assunto para acabar.

Ainda estava a recuperar desta visão, quando a porta de entrada se abriu novamente... e o cheiro da brisa do oceano precedeu a entrada de Marissa. Como a gosto de a ver! Uma visão de outro mundo. E então agora que anda vestida com aqueles fatos de executiva, tem um ar tão decidido e confiante. Apesar de continuara a não simpatizar com o Butch, tenho um carinho especial por Marissa. Ela passou por mim, fez-me um grande sorriso e no seu habitual passo apressado foi em direcção ao Fosso.

Visto que só tinham passados uns minutos, desde que estava à entrada, resolvi matar o tempo indo dar uma volta pelos corredores. Ao passar à porta do escritório de Wrath, as portas estavam fechadas e o pobre do George cá fora. Para variar o Warth e a Beth deveriam ter algum assunto muito importante e confidencial para tratar. E pelo barulho que se pressentia, estaria capaz de lembrar ao Fritz que verificasse a mobília. O rangido que se ouvia de vez em quando sugeria uma verificação de parafusos ou de óleo.

Continuava a minha deambulação, admirando o que estava em redor quando me chegou ao nariz um cheiro fétido, a mofo a ao apurar os ouvidos, apercebi-me de um leve adrejar de asas. Mas, que raio seria isto?

De passo apressado e sem fazer barulho aproximei-me de onde vinha o som.  Ao entrar no corredor das estátuas, vi ao fundo qualquer coisa a esvoaçar e a dobrar a esquina. Quando a contornei tive uma visão horrorosa, um morcego... um morcego preto, peludo e mal-cheiroso. Corri o mais que pude e preparava-me para saltar e atacar quando aquele bicharoco horroroso escapuliu-se pela janela que estava entreaberta no fundo do corredor. Irritado e andando de um lado para o outro não me apercebi da chegada de Vihsous:

-Outra vez aquela morcego danada. Estou farto das intromissões dela. Fizeste um bom trabalho a enxota-la!

Dito isto voltou-me costas e seguiu direito para a sala de refeições.

O meu peito estava inchado! Um elogio do Vihsous! Uau!

Segui-o até ao fundo das escadarias onde já se tinham juntado quase todos os Irmãos e as suas shellans. O coro de vozes a algumas gargalhadas ecoavam pelo grande átrio. E era tão bom assistir a isto tudo! Estava tão distante nos meus pensamentos, que não dei por todos terem ido para a sala de refeições. Perto de mim, Beth parou e disse-me:

-Então Boo, o que estás aqui a fazer sozinho?  Anda eu levo-te....

Pegando em mim ao colo e acariciando-me a cabeça não pude deixar de pensar........

“Hoje estava a ser um dia calmo...”


*Nasan

sábado, 7 de setembro de 2013

A Força do Amor VIII

Saudações Amantes da Irmandade!
e já estamos no fim de semana!!!! Amanha o meu merecido descanso... e para vossa infelicidades hoje é o ultimo "capitulo" desta história... e então? Gostaram? Querem mais? Peçam a Francisca que escreva mais históriazinhas para nós hehehehe

Boas leituras


Meses depois

- Bom dia, meu hellran. – disse despertando-o com um beijo. Dormiste bem?
- Muito bem – puxou-a mais para si. E tu?
 - Lindamente, mas estou esfomeada. Como que concordando o seu estômago emitiu um pequeno rugido.
Ambos riram em uníssono. Blake saltou da cama e deu mais um beijo na sua shellan.
- Volto já.
Saiu do quarto e começou a descer as escadas da casa onde agora viviam. Já no andar de baixo dirigiu-se à cozinha.
 Enquanto procurava por algo que fosse digno de alimentar a sua amada shellan deu por si a recordar-se de como as coisas tinham mudado para eles.
 Santa virgem, antes de saírem da mansão Wrath, o rei cego tinha querido falar com eles mais uma vez. O rei decidiu recompensá- los pois o macho que Blake ajudou era irmão da rainha e um dos outros era um Irmão. Assim Blake, Dante, Vlade e Drake foram convidados para lutar ao lado da Irmandade da Adaga Negra.
O que para eles era ouro sobre azul, podiam fazer o que mais gostavam e em que eram realmente bons, lutar, e ao mesmo melhorar a sua vida. A propósito, era por isso que os outros três andavam insuportáveis e raramente paravam em casa ultimamente.
Com um sorriso voltou ao presente e concentrou-se na sua tarefa. Acabou por levar fruta, torradas, doce, café fresco e as bolachas favoritas de Anne.
Com tudo pronto dirigiu-se para o quarto, quando ia a sair da cozinha o choro de um bebé ecoou pela casa. Pelos vistos não era só a sua shellan que estava com fome, o seu filho Ethan também.
Blake apressou-se escada acima, quando entrou no quarto Anne estava ao pé do berço tentando tranquilizá-lo, pousou o tabuleiro e foi até junto da sua família.
 - Que se passa pequenino? – disse enquanto acariciava a mãozinha que o agarrava com força.
  O contacto acalmou-o e fê-lo esboçar um pequeno sorriso. Depois de Anne dar de mamar ao seu filho, Blake alimentou a sua shellan. No fim Annabelle recostou-se no abraço do seu hellran, ambos olharam o seu filho agora adormecido.

Assim vendo a sua família toda reunida, segura e bem Annabelle recordou-se das palavras que a sua mahamen lhe dizia. No fim de contas, o maior tesouro de todos vai ser sempre o amor.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Força do Amor VII

Saudações Amantes da Irmandade,

e enquanto eu faço esta publicação, tenho uma amostra de gato a morder-me os dedos dos pés!! Fantástico!!! *riso* Prontos para mais um pouquinho da história enviada pela nossa Francisca?

Boas Leituras!

Annabelle ofegava. Blake foi abrindo um caminho de beijos e gemidos por entre a sua barriga e quando chegou ao seu centro beijou-a profundamente. Annabelle gritou, Blake lambeu-a, chupou-a e penetrou-a com a língua fazendo-a tremer e gemer de satisfação. O seu hellran fez uma pequena pausa para lhe roubar um beijo. Annabelle sentia-se embriagada.
Depois Blake voltou a concentrar-se, voltando para o seu centro e sugando o mel que lhe oferecia de um trago. As suas presas roçaram-no e morderam-no levemente fazendo-a atingir o clímax novamente. Num gesto desesperado Annabelle obrigou o seu tronco a soerguer-se e entrelaçou os dedos nas suaves ondas louras do seu cabelo puxando-o para a sua boca.
 - Não aguento mais nallum preciso de ti dentro de mim agora. – disse num suspiro.
Como sempre ele fez-lhe a vontade, penetrou-a tomando-a por inteiro, selvaticamente devido à saudade e à angústia de terem estado separados durante tanto tempo, mas ainda assim com uma paixão arrebatadora. As investidas começaram lentas mas depressa se tornaram rápidas e mais rápidas, até que atingiram o clímax ao mesmo tempo.
O apelo do sexo era grande mas rapidamente se tornou subserviente a outro, o de sangue. Annabelle inclinou o pescoço sob as almofadas expondo a garganta.
- Toma de mim, nallum.
Não precisou de pedir duas vezes, a investida de Blake foi rápida e elegante, certeira como a de um leão. O seu hellran tomou o inebriante vinho que lhe oferecia entre gemidos e sofregamente. Depois foi a vez de Annabelle. Acabaram deitados abraçando-se, ela com a cabeça sobre o seu peito ouvindo o seu coração.
 - Tive tantas saudades tuas nalla, mais uma vez desculpa-me eu não queria que passasses por isto.

 - Não há nada que perdoar, vocês acabaram por não ter escolha, mas por favor não voltes a fazê-lo. Só a simples ideia de que poderia nunca mais voltar a ver-te, todo este tempo sem ti… a frase foi interrompida por um soluço e uma elegante mão fez o seu queixo erguer-se, pequenas pérolas transparentes desceram o seu rosto.

 - Oh nalla… disse beijando-a e abraçando-a fortemente. – Shh está tudo bem. – os soluços ficaram mais audíveis e compassados – Eu estou aqui.
 - Eu não iria suportar se algo de mal te acontecesse, se tu… se tu… eu amo-te e não posso viver sem ti.
 - Eu também te amo nalla e também não conseguiria viver sem ti, viver sem vocês. – disse mimando o pequeno alto do seu ventre.
 – Anne, o meu caminho estava coberto pela escuridão até te encontrar mas depois tu apareceste e a luz da lua desceu sobre mim guiando-me para sempre. - Amo-te, e vou amar-te sempre. – disse olhando-a nos olhos.
     - Eu também te amo muito, meu hellran.
E beijaram-se profunda e apaixonadamente.    

……………….


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A Força do Amor VI

Saudações Amantes da Irmandade,

e como está a correr a vossa semana? A minha está de loucos para variada...nada de grave *riso* tenham uma boa quinta feira e muitas leituras!

Annabelle estava em choque. Eles estavam com a irmandade e vivos. A sua vida, a sua razão de existir ainda respirava. Annabelle tremia como varas verdes agachada e encostada à parede, abraçou-se e chorou, chorou como nunca tinha chorado antes e rezou em agradecimento à Virgem por tê-los protegido e mantido vivos todo este tempo.
Quando se conseguiu acalmar arranjou-se o melhor que pôde e esperou que o doggen a viesse buscar. Às sete em ponto entrou num carro de vidros fumados. O doggen foi muito amável e a viagem foi calma mas longa.
Quando finalmente chegaram Annabelle deparou-se com uma mansão enorme que se fosse tão bonita por dentro como era por fora devia ser espetacular. Quando entraram Annabelle não queria acreditar, a mansão era linda claro, tinha uns frescos no teto espetaculares e a mobília era antiga mas extraordinariamente bela perfeitamente harmonizada com o estilo atual da casa. Contudo Annabelle não viu nada disso, a única coisa em que reparou foi num macho enorme com cabelo louro ondulado que lhe dava à altura dos ombros, um rosto perfeito e olhos castanhos cor de mel. O seu Blake.
Num instante estava na entrada do vestíbulo da mansão e no seguinte nos braços do seu hellran beijando-o com sofreguidão e abraçando-o com tanta força como se o quisesse esconder debaixo da sua pele.
Ao sentir sua cara enterrada no seu longo cabelo castanho, a sua pele, o seu cheiro, o seu toque ao ouvir o som da sua voz, ao sentir-se refém do seu abraço os seus olhos marejaram-se de lágrimas que rapidamente foram afastadas com as pontas macias de uns dedos logos.

 - Desculpa nalla, por favor perdoa-me nós ficamos feridos, eles ajudaram-nos mas tinham de ter a certeza de que lado estávamos, e até lá não podíamos falar com ninguém… 
O que ia dizer ficou a meio.
 - Ei então e nós não temos direito a nada?! – perguntaram os seus irmãos em coro. Ao vê-los Annabelle correu para eles e abraçou os três ao mesmo tempo.
 - Se me voltam a fazer isto juro que nunca mais vos perdoo.
 - Fica prometido, maninha. E ficaram os quatro abraçados por um tempo.
Depois de uma longa conversa com o rei e a irmandade que esclareceu tudo definitivamente. Annabelle e Blake foram conduzidos a um dos muitos quartos a mansão. Assim que a porta se fechou com uma ordem mental o aroma a especiarias escuras da vinculação de Blake encheu o ar. Blake amou- a longa e demoradamente com a paciência, o carinho, o desejo próprios de um amante. Como se quisesse sentir o sabor de cada centímetro do seu corpo. Começou com as mãos percorrendo a cariciando a sua pele como se fosse seda, muito lenta e cuidadosamente. Teve o cuidado de não lhe dar logo o que queria, percorrendo com a ponta dos dedos as zonas mais sensíveis, deixando-a sentir apenas um pouco o que tronava tudo mais excitante.
Annabelle fechou os olhos, as suas mãos tornaram-se garras sobre os lençóis, aquele jogo do toca e foge estava a matá-la, sentia-se a arder.
O nome de Blake ecoou pelas paredes do quarto e o seu hellran levantou os lábios dos seus peitos com os olhos brilhantes, luxuriosos fixos nos seus.
 - Estás a gostar nalla?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Força do Amor V

Saudações Amantes da Irmandade,

Bem!!!!!!!!!! Vocês estão a gostar disto han?! *riso* sim, está excelente, caramba eu adoro receber as vossas histórias...e entrar na vossa cabeça. Vocês fazem excelentes trabalhos!!!! Parabens Francisca, continua assim, e manda nos mais. A malta agradece *riso*


Boas Leituras!

Quando o rei mencionou a sua shellan Blake pensou também na sua e no seu filho, como estariam eles?
 - Não tem de agradecer, meu senhor.
Quando tudo ficou silencioso Blake disse – Apesar de tudo eu sei que vocês não confiam em nós, mas eu gostaria de pedir-vos uma coisa: - Gostaria de poder falar com a minha shellan. Ela já está sem notícias minhas e dos irmãos há meses e pelo que a médica disse eu vou ter de continuar aqui por uns tempos, ela espera a minha cria, estou preocupado com ela. Por favor – implorou.
Ninguém disse mais nada, os Irmãos saíram e Blake ficou sozinho.
O rei, os Irmãos, John e Blay seguiram até ao escritório.
 - O que acham que fazemos com eles?
 - Eu acho que não são aliados do Xcor, eles passaram por muito e tudo o que contaram bate certo.
 - Com tudo o que se passou, no atentado a Wrath no outono e com Layla, Xcor não ia arriscar tudo, tentando o mesmo truque duas vezes. Além disso o tal Blake salvou a vida do John.
 - Sim se não fosse ele a esta hora provavelmente eu estaria num caixão – disse John por linguagem gestual.
 - Meu senhor, disse Vishous. – Tal como pediste investiguei tudo o que podia sobre eles. Quando os pais deles morreram a glymera fez com que ficassem sem nada. Eles não têm nada contra nós.
 - Meu senhor, disse Thor – Eu acho que devíamos contactar a shellan dele, ela deve estar preocupada.

 Wrath beijou Beth e assentiu. – Muito bem então. V tu ficas encarregue de a trazer até nós, combina tudo com o Fritz.
****
Aquele maldito relógio devia estar avariado parecia que não andava de todo. Quantos dias mais já teriam passado?
A passagem do tempo sem Blake era insuportável. Os minutos pareciam dias, os dias semanas, as semanas meses e os meses anos.
Annabelle levantou-se e dirigiu-se à pequena mesa, pegou no telefone, ia marcar o número de Blake quando o telefone tocou.
 - Estou, Blake nallum, como estás? Onde é que estás? Estás ferido? Os meus irmãos estão bem? Uma torrente de perguntas saiu disparada, só alguns minutos depois é que Annabelle notou que não era Blake que estava do outro lado.
 - Quem és tu? Onde é que estão o meu hellran e os meus irmãos? – disse com uma voz furiosa.
 - Eu sou Vishous filho de Bloodletter guerreiro da Irmandade da Adaga Negra e o teu hellran e irmãos estão connosco. – Nós queremos levar-te até eles. Está pronta ao por do sol um dos nossos doggens irá buscar-te.
- Espera, não desligues! Por favor – suplicou. – Diz-me eles estão bem, eu quero dizer estão… a última palavra saiu a custo – vivos?
 - Sim – respondeu a voz do outro lado e desligou.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Força do Amor IV

Saudações Amantes da Irmandade!

Prontos para mais uma leitura? *riso*

A médica saiu rapidamente, a enfermeira cujo nome era Elehna continuou o exame. Blake ouviu vozes de surdina.
- Como é que ele está?
 - Bem, e acho que podem falar com ele, mas não o cansem muito.
 - Obrigada Jane. Nós só queremos confirmar o que disseram os irmãos dele. Já vigiamos a casa deles. Descobrimos que vivem de maneira simples e a única pessoa que encontrámos foi uma fêmea…
Algum tempo depois a voz ganhou corpo. Um macho enorme com olhos azuis brilhantes, corte militar vestido de cabedal entrou no quarto.
 - Olá, eu sou Thorment, filho de Harm. Como te sentes?
- Bem, mais ou menos senhor.
- Qual é o teu nome civil?
 - Blake senhor, filho de sangue de Ethan.
O guerreiro assentiu.
 - Ouve, com certeza sabes que a guerra está cada vez mais perigosa. Com tudo o que aconteceu no outono neste momento qualquer ameaça que recaia sobre o nosso rei deve ser imediatamente neutralizada e eliminada. Compreendes isso, não compreendes?
Blake assentiu.
       - Muito bem. Então vou fazer-te a mesma pergunta que fiz aos teus irmãos. Trabalhas para o Xcor?
 - Não – respondi firmemente, esperando que acreditasse em mim. – Eu não trabalho para esse tal Xcor nem para ninguém. Luto para vingar a minha família e a família da minha amada shellan que foram assassinadas nos ataques do verão passado.
 - Muito bem. Então explica- me o que aconteceu. – exigiu.
 - Nós saímos para lutar, como fazemos quase todas as noites…
 À medida que ia explicando tudo o que se tinha passado outros Irmãos, incluindo aquele que tinha ajudado, foram entrando no quarto. Um deles tinha um longo cabelo que lhe caia pelas costas, usava uns óculos de sol pretos, estava vestido com cabedal também negro e era conduzido por um cão de pêlo louro. O rei.
Quando o rei entrou todos se calaram incluindo Blake. Depois o rei falou.
 - Soube que te sacrificaste para ajudar um dos meus guerreiros – disse com voz imperiosa e autoritária.
De seguida voltou a frisar o que o guerreiro Thorment tinha dito sobre a guerra e o tal Xcor.
 - Eu não trabalho para esse Xcor. – disse Blake. E repetiu toda a história que tinha contado ao Irmão.

 - Ainda assim – continuou o rei interrompendo-o - ajudaste o irmão da minha amada shellan e por isso agradeço-te.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Força do Amor III

Saudações Amantes da Irmandade,

sim eu sei, hoje é segunda feira... e vocês perguntam. "Oh Nasan, mas isso não era só as sextas, sábados e Domingos. O que aliás...tu não publicaste NADA no Domingo?" Sim meus amores, era assim mesmo. Mas...como eu disse e repito, traduções não são comigo. As ideias que tenho em mente, não as posso meter em pratica ainda pois aguardo a resposta da editora.... e assim sendo... irei publicar durante a semana mas histórias. E enquanto isso, a minha mente já anda a divagar e a pensar e muito mais por fazer.... sinceramente? espero as vossas sugestões!!! E referente ao Domingo? É o dia de descanso.... e atenção para o meu filhote

Mais um pouquinho da história enviada pela nossa Francisca!

Boas Leituras!

Os pensamentos de Blake foram interrompidos pelo som da porta a ser aberta uma fêmea de cabelos louros, olhos cor de mel vestida comum fato de enfermeira entrou e notou que ele estava acordado.
 - Oh, que bom, está acordado. - Como se sente? – disse enquanto verificava as máquinas.
 - Com algumas dores, mas nada de especial – disse mentindo.
 - Pois claro – disse com um meio sorriso – eu vou buscar a Doutora Jane para vermos como está. 
A enfermeira voltou pouco tempo depois com outra fêmea também loura, mas esta tinha olhos verdes e um ar meio espectral.
 - Olá eu sou a Doutora Jane, fui eu quem o operou.
 - A cirurgia correu bem e também parece estar a recuperar bem e veja-mos… a ferida também está a cicatrizar bem. – disse enquanto me examinava.
 - Doutora?
 - Sim?
- Pode dizer-me há quanto tempo estou aqui? Quantos dias passaram?
- Ok - disse ela com voz apreensiva. – O que é que recordas do acidente?
 - Lembro-me que estávamos a lutar contra os minguantes, então apareceram três Irmãos, estávamos sob fogo cruzado e um dos Irmãos ia ser alvejado no peito. Depois eu lancei-me para o desviar da trajetória da bala e fui atingido, a partir daí não me lembro de nada.
 - Muito bem está aqui há alguns meses, a cirurgia foi delicada, perdeu muito sangue e esteve inconsciente durante muito tempo.
 - E como é que estão os meus irmãos?
 - Os ferimentos deles foram mais superficiais e eles estão bem, mas foram mantidos aqui por ordens do rei.
 - Nós não… o que a médica ia dizer foi interrompido e a mesma voz de há pouco chamou-a do lado de fora.

 - Jane? – disse a voz.


*nasan

sábado, 31 de agosto de 2013

A Força do Amor II

Saudações Amantes da Irmandade,

hoje, é mais um dia...e mais um pouco da história enviada pela nossa Francisca!

Boas Leituras!

- Está tudo bem com eles, está tudo bem com eles. Não entres em pânico, não entres em pânico.   
Era a milionésima vez que repetia isto para si mesma enquanto andava de um lado para o outro, gastando ainda mais o soalho da velha casa em que agora viviam. Acariciou o alto redondo do seu ventre.
 - Está tudo bem com o teu pai e os teus tios, não é?   
Cansada acabou por sentar-se no gasto sofá que enchia, com outras poucas mobílias a pequena sala. Acabou por ficar mesmo em frente ao retrato da sua família.
Querida virgem, como tudo tinha mudado desde o verão passado, a sua família foi uma das muitas afetadas pelos ataques, os seus pais foram mortos. Quando tudo aconteceu ela estava com Blake e os seus irmãos estavam lá fora, nas ruas de Caldwell.
Infelizmente com a morte do seu pai tudo tinha acabado, era graças à sua linhagem e ao seu sangue que ela e os seus irmãos sempre tinham sido tolerados, a sua mãe era mestiça o que aos olhos da glymera era motivo de escárnio, discriminação, rejeição. Assim perderam tudo. Blake não provinha de uma família rica o que aos olhos deles, também era motivo suficiente para ser colocado de lado. Mas, para ela, ele era um resistente.
No fundo, não sentia falta de nada disso. Nem dos bonitos vestidos, nem das joias, nem das festas. Sentia falta sim, dos seus pais e dos doggens. Do seu carinho, dos mimos das alegrias e tristezas típicas de uma família, até das discussões com os seus irmãos. Mas principalmente sentia falta da sua mahmen dos abraços e do colo quando estava triste e dos conselhos quando não sabia o que fazer.
 - Gostava tanto que tivesses aqui comigo para viver este momento – disse enquanto olhava a imagem da sua mahmen e começava a chorar novamente.
Pensativa e temperamental recordou todos os bons momentos que tinham passado juntas e acabou por lembrar-se do que lhe costumava dizer quando era pequena e as coisas não lhe corriam bem.
Tenta alcançar o que julgas ser impossível, luta por tudo o que queres, aceita os desafios do destino e procura entre as dificuldades o maior tesouro que a vida tem, o amor.

 Era isso tinha de acreditar, do fundo do seu coração que eles estavam bem e que iam voltar… enxugou as lágrimas que lhe desciam pelo rosto com determinação, não podia perder mais nada. Levantou-se, agarrou no telefone e marcou o número de Blake mais uma vez... Ouvir de novo a sua voz no atendedor não a surpreendeu e fez com que as lágrimas voltassem.