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sábado, 20 de julho de 2013

Morcego e a Irmandade II

A noite convidava ao passeio, depois de parar numa macieira e ter ratado várias maçãs, fiz-me ao céu. A lua estava espetacular e, ao longe, recortava-se a Mansão da Irmandade. Sorri ao recordar a última aventura com as shellans. Via-se luz nalgumas janelas e a curiosidade aumentava quando, ao aproximar-me, conseguia distinguir vultos: a Mary a despachar o Rhage para fora do quarto; o Vishous a fumar à janela; o Wrath a bufar à frente de uma pilha de papéis. Dei a volta para espreitar pelas outras janelas. Z beijava Bella à porta do quarto, vestido para sair; o Qhuinn a fingir que iniciava um strip só para ver o Blay a gaguejar ao telemóvel; o Fritz a entregar uma bandeja à Marissa, enquanto Butch se vestia; a Xhex a discutir com um John a gesticular a alta velocidade.
Parecia tudo calmo e tranquilo. Mais uma volta e vejo um automóvel, aliás, uma carrinha a vir na direção da casa. Tinha vidros fumados, não se via quem lá estava dentro e a matrícula era-me desconhecida. Pendurei-me num galho e aguardei. O veículo estacionou na porta da frente. Abre-se a porta do condutor e sai o Phury… Ahh… que os anónimos lhe estão a fazer tão bem… das outras portas começam a sair Escolhidas que nunca mais acabavam.
- Últimas indicações: quero olhos abertos e ouvidos atentos! – Phury falava calmamente, mas com firmeza. As Escolhidas ouviam. – Hoje será a oportunidade de conhecerem de perto a vida na mansão do nosso Rei. Algumas de vós já cá estiveram, mas a experiência de hoje será muito diferente.
Acenaram com a cabeça ao mesmo tempo. Cruzes! Estão bem treinadas!
Misturei-me nas saias de uma – panorama magnífico de uns glúteos masculinos redondos e firmes. – he he he – e entrei com eles. Mal a porta se abre, ouvi a voz do Butch a perguntar:
- Caralho! Tu dás conta do recado a essas todas, Phury?
- Senhor, o que é “caralho”? – Questiona uma Escolhida.
- E de que recado fala o guerreiro Butch, Senhor? – Questiona outra.
- Sim, Phury, explica que eu quero ouvir. – V já tinha fumado o que tinha a fumar e também já ali estava.
- E eu também quero ouvir… - era o Rhage que aparecia com uma sanduíche do tamanho de um boi e que, pelo que conseguia ver, devia ter mesmo um lá dentro. – Isto vai ser tão bom… - e ria-se como um alarve a ver-se a alface no meio dos dentes.
Phury tossiu.
- Meus Irmãos, o Wrath não vos informou de nada?
Eles olharam uns para os outros e abanaram a cabeça.
- Eu informo-os agora. – Wrath, no topo das escadas, tomou a palavra – Meus Irmãos, hoje, cada um de vocês os três vai ficar responsável por um grupo de Escolhidas e fazer uma visita guiada à mansão. – Ao ver a cara de pânico deles, acrescenta – e sim, vão-lhe responder ao caralho das perguntas todas e mostrar que ainda vos sobra um pingo de boa educação. O Phury vai sair com a Cormia e só regressa no final da semana. O responsável por elas sou eu e o primeiro que piar ou cometer uma argolada vai passar o resto da existência a responder a cartas por mim.
- Só vem daqui a dois dias?! – Quis confirmar Rhage.
- Nem que fosse daqui a dois meses. E acabou a puta da conversa. – Wrath dá meia volta e desaparece.
- Guerreiro, - pergunta uma Escolhida a Vishous – o que é “puta”?
- Sim, V, explica que eu quero ouvir. – Dizia o Phury já a caminho da porta da rua. – Boa noite, Irmãos. Escolhidas, fiquem bem.
Nem sei como contar o que aconteceu nessa noite. Vishous aterrorizou de tal maneira o grupo dele que as coitadas nem abriam a boca. Tentou subornar o Blay para as acompanhar, mas ele não caiu na esparrela. Resolveu não perguntar nada ao Qhuinn, não fosse o Irmão zangar-se. As do Butch acabaram a noite a falar como taberneiras. O polícia apelou ao coração de Z e ele, com a filha às costas, complementou-lhes o estudo da linguagem. As do Rhage estavam animadas, a Mary e a Beth tomaram conta delas, passaram toda a tarde a ver filmes parvos e a falar sobre as vantagens de não ser macho e a comer chocolates.
Para acabar a noite em beleza, juntaram-se numa salinha, já com a Jane e a Bella. Era a hora do chá e dos bolinhos. – Esta rotina já eu conhecia.
- Porque é que aquelas estão a olhar para nós como se as fossemos comer? – Pergunta Jane admirada.
- Porque o teu maravilhoso hellren esteve a explicar-lhes as vantagens de adquirir um conjunto completo de chicotes, mordaças e derivados. – Respondeu Beth a esconder a vontade de rir.
- Não posso…
- Podes, podes. – Completou Mary - E vais ouvir o resto. Se isso não chegasse, apareceu o Qhuinn furioso não sei com o quê e ele teve um ataque histérico e fez explodir a saleta do segundo andar. Com elas lá dentro.
- Coitadas… Mas não há problema. Bella, posso falar contigo? – E Jane segredou qualquer coisa ao ouvido da shellan do Z, deixando-a a rir às gargalhadas.
Estava a amanhecer, foi tudo para a cama e, como já era tarde para voltar para a gruta, dormi dentro de um jarrão no corredor das estátuas. Ouvi barulho durante o dia, havia movimentações na casa, mas eu não conseguia abrir os olhos. Acordo, finalmente, com um uivo terrível! Vishous! Era o Vishous!

Saio disparada em direção ao quarto dele. Os uivos continuavam, faziam gelar o sangue. Ó meu Deus, ó meu Deus, ó meu Deus. Entro no quarto e desato-me a rir. Ele estava encolhido a um canto cheio de medo. Em cima da cama, vestida de cor-de-rosa, estava a Nalla, sentada e a brincar com um peluche. Na parede havia um cartaz enorme que dizia: Tio Vishous, toma conta de mim. Não te esqueças de me mudar a fralda e de me preparar o leite. Não há mais ninguém na mansão e o meu pai diz que te corta o que ainda tens se, quando vier, eu não estiver feliz e satisfeita.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Diário de Nasan III

Saudações Amantes da Irmandade,

Aqui vamos a mais um pouco desta história de loucos! Sim eu sei, hoje é sexta feira e tal, mas pronto, eu sou amiga, e segundo me consta está acabar... pois é. Para o próximo fim de semana termina as histórias, pois mais ninguém me mandou nada :´( gente má

Envia a tua historia para o nosso email:  irmandadeadaganegra@gmail.com

Não sei quantos dias passaram, ou se foi só horas. Mas para mim, a cada minuto de tortura era anos, em que ali estava. Um dos meus olhos não abria, tal era o hematoma que tinha, os meus lábios feridos deviam estar um horror, por estar a gritar, gritos esses que deixei de dar depois, pois cada vez que o fazia, mais feridas abria. Deitar me de costas, era impossível, as dores eram excruciantes. A minha roupa ja tinha visto melhores dias, agora não passavam de farrapos, a blusa mal tapava os meus seios, não precisava de ver, sentia o frio do chão na minha pele, pois o soutien já não existia também. 
Tudo o que eu fazia agora, era pequenas viagens, entre o estar acordada e o inconsciente, quando o meu corpo insistia em apagar e quando me permitido. A fraqueza, pela falta de alimento e agua, e eu sabia, que mais dia menos dia, o meu descanso chegaria. Mas hoje? Hoje seria mais um dia de tortura, pois enquanto eu não convocasse a Beth, não teria fim. Mas mesmo que eu quisesse salvar a minha pele, mesmo que eu por mais que desejasse  e quisesse me salvar, terminar com aquele pesadelo. Era impossível por duas razões, não podia convocar a Rainha como ele insistia  aliás? Eu nem fazia a mínima ideia de como, segundo? Mesmo que eu a chamasse, eu sabia que nunca sairia dali com vida. Logo, só poderia desejar que o descanso chegasse, e rápido. As vozes alteradas, arrancaram me da minha divagação, é agora, já chegou mais um momento de terror penso para mim mesma. Quanto mais perto estavam as vozes, mais me apercebia de que eram gritos, gritos de horror. Toda eu gelei, e desesperada comecei a gatinhar e direcção ao canto mais escuro e tentei me meter de baixo da minha cama que tinha sido ali posta. A porta abriu de rompante e eu rastejei ainda mais para baixo da cama, as unhas cravadas no cimento, e as unhas a partirem da pressão. Os ferros desta a cravarem se mais na minha pele, e a dor foi tal que as lágrimas caíram pelo meu rosto e eu gritei de dor. Mas eu tinha de me esconder, não podia suportar mais uma dia de tortura, mais um dia de dor. Mas todas as minhas tentativas de me meter de baixo da cama são interrompidas quando uma voz conhecida me chega aos ouvidos.
-Virgem Escriva... - estas simples palavras vieram juntas com dor e horror, virei a cabeça de vagar e espreitei por baixo da cama na direcção da porta. Três homens de preto estavam parados a olhar para mim, não consegui ver muito bem quem eram, mas aquela voz não me era estranha, eu conhecia, afinal aquela voz, era a voz do homem que me tinha ameaçado no Natal.
-Z? -sussurrei e assim que prenunciei o nome, ele correu até mim. Quando as mãos dele entraram em contacto com a minha pele eu gritei, todo o meu corpo parecia que ia partir, ardia com o movimento, as lágrimas correram pela minha cara, desta vez com mais força.Os outros aproximaram-se e entrei em pânico, sentido as feridas da minha boca abrirem e o sangue a escorrer, tentei puxar Z mas sem sucesso, tentativa vã de o proteger.
-Está tudo bem, ninguém vos vai magoar. - diz uma voz forte, calma mas o toque de raiva estava presente.
-É o Wrath e Vishous. - sussurrou Z.
-Oh não, não... - choro em pânico - Não devias estar aqui! Sai daqui, por favor sai daqui.. -suplico a Wrath desesperada. - Se eles voltam, matam-te! 
-Shh, calma Nasan, está tudo bem, já acabou. - diz Vishous
-Não estão a entender! - grito desesperada - Ele quer o Rei, quer mata-lo! - o olhar de Wrath é simplesmente terrível  cada traço do seu rosto mostra que a morte está por perto e que será dolorosa.
-Ele não te fará mal, nunca mais. - confessa Wrath enquanto acaricia a caminha cabeça.
-Temos de sair daqui. - Diz Zsadist
-É, Butch e Qhuinn devem estar quase a deitar isto abaixo. - Comenta Wrath
-Desculpa, isto vai doer. - nunca tinha visto tanta dor na voz de Z - Mas temos de te tirar daqui.
-Espera... - wrath volta aproximar-se de mim e toca-me na testa... sinto me a cair na escuridão e tudo o que me vem a cabeça é um inutil protesto de como estou imunda.

domingo, 14 de julho de 2013

Diario de Nasan II

Saudações Amantes da Irmandade,

E chegou mais um Domingo...mais um dia de histórias *riso* Hoje é dia da MINHA história hahahaha. Aqui vai ela ^.^

Despertei com uma violenta dor na cara, ainda o meu cérebro não assimilava a causa da dor, quando outra dor irrompeu no meu rosto e um sabor salgado e metálico em invade a boca.
Abri os olhos de rompante e vi um dos meus captores levantar o punho na minha direcção. Desviei me rapidamente para o lado e cai de costas no chão, fazendo com que o ar dos meus pulmões saiam de um só golpe causado-me uma dor no peito.
- Estava a ver que não acordavas. - rosna o homem que me abordou no aeroporto.
A Raiva toma conta de mime numa reacção estúpida atiro-me ao Sr. Oxigenada mal cheiroso. Sou atirada contra a parede, a cabeça bate nesta e sinto algo liquido e quente a escorrer-me pela cara.
-O Que é que queres?!- grito no meio da dor, enquanto ele ri
-Armada em má? Ou és estúpida de nascença? Talvez as duas, não é mesmo? Dou-te um conselho grátis e não digas que não sou simpático,tem mais cuidado. Não nos serves para nada morta. 
-Oh que pena, então se calhar é melhor eu partir o pescoço, visto que não sirvo para nada assim! - gozo, o que sinceramente não sei como fui capaz.
-Cuidado humana, não abuses muito da sorte! - rosna ele
- Se isto é sorte - replico - Nem quero saber o que seria o meu azar - ironizo, mas perco o piu quando ele me agarra pelo pescoço
-Não testes a minha paciência. - rosna ele de uma maneira bem ameaçadora e atira me para cima d acama, ao qual eu estava deitada quando ele me acordou aos murros, como se eu não pesasse mais que uma embalagem de arroz.
- Quero que a convoques. - diz depois de um logo silêncio. Fico a olhar para ele e fico na duvida se ele fala comigo ou com alguém que eu não tenha visto ainda. Mas depressa sei que é para mim. Ele vira-se na minha direcção e aqueles olhos claros e sem vida, mostram um olhar louco e assassino. - Chama a rainha! 

-Chamo? Mas chamo como? - estou totalmente confusa e observo ele a caminhar na minha direcção e por instinto encolho-me toda na cama
-Tu sabes como! - grita, quase me furando os timpanos. - Vocês criaram uma ligação! Eu vi vocês juntas no natal. - comenta ele e eu fico ainda mais confusa. Não houve qualquer ligação, por amor a santa. E mesmo que tivesse havido, nunca a chamaria. Como se tivesse lido o meu ultimo pensamento diz.
-Se queres viver, vais chama-la e é já!
-Porquê?
-Porquê? Porque tendo Beth nas mãos o Rei virá e quando ele vier eu mato-o! - diz satisfeito da vida
-Não contes comigo, nunca irei chamá-la. - grito cheia de raiva
-Sabia que dirias isso, mas tenho uns meios persuasivos, verás. - sorri e a porta do quarto abre-se, entra um homem e ele empurra num carrinho metálico. Quando este se aproxima de mim, vejo o que está sobre o tampo da mesa, alicates, chicotes, alfinetes bem grossos. Dou um grito de horror só de imaginar o que irão fazer com aquilo.
O Senhor Oxigenada mal cheiroso sorri ao ver o meu horror e tira umas correntes de cima da mesa, quando caminha na minha direcção eu fujo, algo atinge as minhas costas, a dor é imensa e uma vez mais sou engolida pela escuridão.
Volto a despertar com algo gelado cair sobre a minha cabeça, agua gelada, é o que me despertou. Olho em volta e vejo que estou em pé, volto a olhar ao meu redor e para cima, as minhas mãos estão presas numas argolas com pequenos espigões, que parecem dentes de tubarão. Essa é a causa da dor nos meus pulsos, a pele a volta está em ferida e a sangrar.
- Chama a rainha. -diz uma voz ameaçadora atrás de mim
-Não, nunca - digo a custo, e algo duro atinge as minhas costas de novo, a dor é tal que grito em plenos pulmões, o que temo que estes saltem pela minha boca. Sinceramente não sei quanto tempo demorou a tortura, só sei que ao fim de cada sessão era solta e atirada ao chão como um saco de lixo.
A onde ficava, banhada no meu suor, sangue, lágrimas e algo mais que não vale a pena referenciar.
Ao fim de mais uma tortura, rezava a Virgem, Deus ou Deuses, quem quer que me ouvisse para me levar, pois já não aguentava mais.

domingo, 7 de julho de 2013

Um Homem de Sonho II

Saudações Amantes da Irmandade,

Hoje é mais um dia de histórias, e aqui está mais um pouco da história de Vina *riso*

Este texto é da nossa querida Etelvina Fonseca.

A noite chegou e com ela a espera do meu « amigo», pode-se considerar que é meu amigo. Já que não aconteceu nada entre nós, mesmo quando eu quis. Esperei junto a janela a ver se iria cumprir a sua palavra e viria mesmo ao cair da noite. Quando chegou dei um salto, e corri para abrir a porta.
-        Boa noooooiiiiiite, -  disse-lhe, ele estava espectacular. Vestido com um fato as riscas cinzentas, uma camisa preta de seda, com os primeiros botões abertos e uns mocassans – bem mas que, - estava lindo, abanei e cabeça - então entras ou queres conversa a porta. Entra eu fiz o jantar.
      Ele arregalou os olhos e com uma reverencia disse:
          -Cozinhaste para mim, sinto-me honrado.
-        Não é nada de especial, é só carne assada com batatas assadas.
-        Mesmo assim, cozinhaste da tua cozinha com as tuas mãos por isso deve estar perfeito. Pois foste tu a fazê-lo.
-        Não sejas parvo e vamos comer. Depois agradeces, primeiro experimentas, ok.
-        Ok.
   Sentamos a mesa e jantamos foi um jantar calmo, com uma companhia deliciosa. Depois de jantar comemos a sobremesa,bebemos o café e conversamos muito.
-        Qual é a tua profissão? - Perguntou ele.
-           Eu sou educadora de infância, adoro trabalhar com crianças. Principalmente com os meninos da cresce, poder mudar as mentes jovens do futuro. De as mimar de dar beijinhos.
      Quando parei de falar,Danger olhava-me com uma reverencia e uma adoração que não era normal num homem que mal me conhecia.
-        O que foi?-perguntei- Estou a falar demais não é. Sabes, quando começo a falar dos meus meninos, é um bocadinho difícil de parar. É que não posso ter filhos e também não tenho sobrinhos por isso trato as crianças como se fossem minhas. Eu sei que não são, não sou maluca. Mas sabes cada dia que os pais me confiam as suas preciosidades eu posso,  brincar,  aprender com elas, e a dar-nos alegria eu tento que seja especial para elas, para mim e para as minhas colegas.
-        Mas porquê?- perguntou – Deve ser difícil? Quero dizer para uma pessoa que gosta tanto de crianças não poder ter uma deve ser difícil? Não é?
-        Pois é,- encolhi os braços - em criança apanhei uma doença que me deixou estéril. Bom, mas agora falemos de ti. O que fazes da vida?
     Coçou a cabeça com um cabelo espantoso e disse:- Sou um soldado.
     Bem isso justifica a cena do parque. Mas espera, pensei.
-        Ontem,o que aconteceu com aqueles homens no parque? Os que te estavam a seguir? Eu lembro-me que lutaram, depois do clarão e de repente já lá não estavam. O que aconteceu? Ele arregalou os olhos.
-        Mas como? Ah pois esqueci-me de te apagar essa memoria, idiota -disse baixinho.
-        Apagar a memoria, mas o que estas tu a falar?
     Danger, respirou fundo e começou a contar a história mais incrível que alguém poderia contar. Uma cena de filme, só pode ser. Vampiros, inimigos, minguantes, raça vampira, extinção,...
-        Espera ai, tu és o quê? Eles eram o quê? Conta lá essa história como deve ser , eu não devo ter percebido como deve ser.
-        Sim percebeste, eu sou um vampiro, - mostrou as presas - Aqueles “HOMENS”como tu chamas são  minguante, os meus inimigos que perseguem a minha raça, eu e os meus irmãos lutamos com eles para a nossa preservação. São criaturas perigosas sem coração, que nos  perseguem para a extinção da minha raça.
     Pisquei os olhos umas quantas vezes, abanei a cabeça, depois gelei. Danger sorriu e mostrou as presas tão longas que mais pareciam duas adagas.
-        Espera ai estas a falar a sério. Mas como? Os vampiros são criaturas míticas, personagens de filmes não são reais – pôs se a minha frente, muito sério e eu gelei, – mas... se... tu... és um vampiro...porque é que ...não me...mordeste?
   Danger suspirou e disse:- Eu sou um vampiro sim, mas não me alimento de humanos. O vosso sangue é fraco e não nos dá os nutrientes que necessitamos para sobreviver. Ah, hum, como vou te explicar. Nós alimentamos das fêmeas da nossa espécie, por isso não tenhas medo de mim.
-        Não tenho medo.-Menti.
-        Tens sim consigo cheirar, é como o cheiro de madeira queimada no nariz.
-        Desculpa, mas é que nunca conheci, um vampiro antes e os estereótipos da tua raça estão bem presentes na minha mente.
Como seria ser mordida, será que iria doer. E como seria fazer amor com ele. Para com isso são só amigos lembra-te. Mas como seria, olhei para ele e qual o meu espanto, ele estava de pé com o volume atrás das calças tão grande que mete medo.
-        Beija-me. - Disse-lhe.
-        Já não tens medo de mim Vina, não, não tens.
    Num abrir e fechar de olhos pôs se a minha frente e esburrachou a sua boca na minha. Não foi preciso muito para a sua língua entrar em ação, explorando cada canto da minha boca. Quando parou, segurei-lhe na mão e levei-o para o sitio onde estava a minha cama. Depois de muitos tropeções e das peças de roupa que ficaram no caminho, lá conseguimos chegar ao quarto.
     Com cuidado Danger deito-me na cama, olhou me nos olhos e rosnou: Minha santa virgem, é isto que quero, MINHA.
    Dito isto, levou mão ou melhor boca a obra. Cobriu-me um mamilo com a boca e fez um trabalho de língua digno de ser apresentado e com isso quase me levou a loucura. Começou em um e depois foi para o outro, parou levantou-se e admirou a sua obra. Abriu o seu caminho com beijos e foi dar ao lugar onde estava carente dele.
-Abre as pernas para mim, Vina - disse ele, com uma voz rouca.
Não discuti, simplesmente, obedeci como uma boa menina. Ai o prazer que ele ma dava com um toque de língua no sitio onde chorava por ele, levou- me a loucura.
         - Vê, o que te faço minha fêmea. És muito saborosa este teu mel, que me escorrega na garganta. Sabes, qual o teu sabor? Sabes a manga madura, e adivinha é bom.
        A custo, levantei a cabeça para ver o que me fazia e admirar o seu trabalho. Uma vaga de calor invadiu-me e vim-me com a ajuda dele. 
           Com um movimento rápido, monto-me e como o fez. Veio-se duas vezes e eu vim-me com ele. Ao acabar, deitou se a ao meu lado.
  -És espectacular, foi incrível o que aconteceu. Nunca tinha tido tantos orgasmos numa só sessão. Bom foi raras as vezes que tive um orgasmo.- Mas o que eu estou a dizer, cala-te parva.
-                    Tu é que és maravilhosa.- Beijo-,maravilhosa,- mais beijo-, espectacular e deliciosa.
-                    Queres tomar um duche? Podemos tomar juntos?
Ele rosnou e levantou me no colo direito a duche, Danger sentou me na beira do duche e foi certificar-se se a água estava a temperatura ideal. Entramos no duche e lá fizemos amor mais duas vezes. Ahhhhh, com ele o prazer não tem fim. Ao acabarmos levou me de volta para acama e deu-me a noticia que eu não queria ouvir não naquele momento.
-                    Tenho que ir embora, está quase a amanhecer e não queremos que eu vire carvão.
-                    Mas porquê, não vás fica comigo. Por favor.
-                    Não me peças isso, - disse segurando a minha mão- tenho que ir antes que o sol nasça. Ou queres que eu vire carvão?
-                    Não, nunca. Eu sei que a minha casa não tem onde te abrigares do sol. Mas quando voltas,vou ter saudades tuas.
-                    Dã-me o teu numero eu ligo-te, posso?
-                    Claro que sim desde que não seja no horário de trabalho. Podes ligar-me na minha hora de almoço ou eu posso ir ter contigo, o que achas?
-                      Boooommmm, não era uma grande ideia pois não encontrarias a casa tão facilmente. Mas se quiseres, posso-te levar lá para conheceres os meus irmãos, o que achas.
-                    Os teus irmãos, será que eles iriam gostar de mim.
-                    Eu acho que sim eu já te amo e só te conheci ontem.
-                    Como, repete o que disseste?
-                    Eu, ahhh, amo-te.
Dito isso saltei para a frente e dei-lhe um beijo do tamanho do mundo.
-                    Eu também te amo.
-                    Agora tenho que ir, volto a noite para termos uma conversa cara a cara.
-                    Ok, mas vais-me ligar não é?
-                    Assim que chegar, Lellan. - deu - me um beijo e foi se embora.
Lellan mas que raio isso quer dizer bom agora é só esperar que me ligue. E ainda tenho umas horas até ir trabalhar. Vou dormir uma beka.



Então gostaram? Assim espero *riso*

*Nasan

domingo, 30 de junho de 2013

A fotojornalista e o Guerreiro

Saudações Amantes da Irmandade,
e hoje é dia de mais uma história enviada pelas nossas fãs.

Hoje deixo-vos com a história da nossa querida E.M

A fotojornalista e o Guerreiro

Como é habitual na minha rotina saí  agora do Jornal, a minha vida deixou de ter horários normais desde que sou fotojornalista, mas pelo menos faço o que adoro.
 Como não tem acontecido nada em Caldwel que seja relevante para a minha investigação decido passar pela esquadra para falar com um amigo de longa data. Com certeza que ele me dirá alguma novidade. Pelo caminho paro para comprar café pro pessoal, é sempre bom oferecer algo agradável quando vamos arrancar informações a descarada.
- Boa noite rapazes. Então como estão? Tenho café para todos!
- Olá Liz. Oh obrigada, é sempre bom beber algo que não seja esta agua de aquário que o capitão teima de chamar café.
Alec  veio imediatamente ter comigo, como me conhece muito bem já sabe ao que venho e não parece estar de bom humor. Compreendo-o ligeiramente, da última vez meti-me num grande sarilho por causa desta minha pequena e bizarra investigação.
- Não desistes dessa tua investigação sem sentido Liz? – Alec sempre foi o meu melhor amigo e depois de finalmente ter desistido de me conquistar a nossa relação tornou-se muito melhor.
-Oh vá la, sabes tão bem como eu que algo nesta cidade há muito tempo que não é normal! Sabes mais alguma coisa da velha casa que explodiu a umas semanas no bosque a alguns quilómetros daqui?
- Não detetive.
Ok vou ignorar o desdém colocado na palavra, não te esqueças é teu amigo Liz. Calma . . . Calma!
- Mesmo que soubesse não te poderia dizer nada, da última vez que arrancas-te uma pista ao pessoal terminas-te no meio de uma rusga a casas de crack.
-Quando vais parar de falar sobre isso? Já te expliquei tudo, a minha investigação levou-me até la, esses tipos não traficavam apenas droga, parecem que tinham algumas casas pela cidade e raptavam pessoas. 
Deus por vezes Alec é um casmurro que não leva a serio as minhas investigações. Não é apenas droga algo mais se passa naquelas casas!
- Mas nunca apareceu ninguém na secção de desperecidos que fosse eventualmente ligado a eles. Não os conseguimos acusar de nada. Tens de parar com isso Liz, não te posso proteger mais.
- Ok como queiras. Também nunca pedi a tua proteção Alec! Boa noite rapazes. Fiquem bem.
- Boa noite Liz. – Disseram todos em quase perfeita harmonia. – Olha as rugas mau feitio, o stress vai-te por feia, boneca – Gritou Alec do fundo da sala enquanto saia da esquadra.
- Vai pro caralho!!
Bem, como estava irritada decidi ir ao local da casa que foi pelos ares. Fica nos arredores da cidade. Com a minha mota devo demorar cerca de 25 minutos. Preciso do ar fresco e tenho a forte sensação que devo ir la está noite sem falta. São 2:15 da manha, estou acordada desde as 6:30, bolas amanha não saio da cama, vou aproveitar a folga ao máximo. Gelado. Cerveja. Pijama todo o dia. Sim é um bom plano.  
Ao chegar deixei a mota a uns 50 metros do local, não quero fazer barulho ao chegar, nunca se sabe se pode estar alguém por la. Guardo a chave no pequeno bolso esquerdo da minha mochila do equipamento fotográfico, levo-o sempre comigo.
Quando estava dentro do que sobrou da casa ouvi passos no exterior. Rapidamente deixei-me invadir pelo pânico, a minha respiração ficou descontrolada, passado uns minutos deixei de ouvir barulho no exterior e senti alívio, sai lentamente do canto onde me tinha escondido e com os joelhos e mãos no chão fui até a janela, dessa forma posso ver o espaço fora da casa.
- Porque não paras de te meter onde não és chamada? Desta forma tornas muito difícil  poder proteger-te?
Quando ouvi aquela voz que parecia que estava mesmo ao meu lado dei um grito e rastejei até a parede, todo o meu corpo tremia. Quando finalmente olhei  para o homem que estava frente a mim, o meu coração parou. Tem umas calças de cabedal preto, botas enormes de combate e uma t-shirt preta justa ao corpo que faz com que todos os seus músculos sejam visíveis, está fortemente armado.
O que mais me espantou foi o seu rostro, tem um ar feroz, mas é o homem mais belo que vi em toda a minha vida. Os seus olhos são verdes com uma incrível mistura de dourado, o seu rostro quadrado e lábios perfeitamente delineados criam um rostro duro mas ao mesmo tempo totalmente cativante. Tem o cabelo negro como a noite, cai pelos seus ombros e parece macio como veludo. Foi difícil, mas recuperei a compostura e consegui organizar os meus pensamentos.
 Proteger-me?! Oh Deus porque tinha de encontrar um psicopata que me quer proteger?! AH deveria ter dado ouvidos a Alec.
  - Se me fizeres alguma coisa tenho amigos na polícia que sabem que estou aqui. Não te vais safar facilmente. Eu sei que se passa alguma coisa manhosa nesta cidade?!
- Se eu quisesse fazer-te alguma coisa, já o teria feito Liz.
- Como sabes o meu nome?! Ouve la filho da mãe, se tentas tocar-me vais levar nas trombas!!
- Não gosto que me ameacem minha pequena Liz. Apesar que adoraria ver toda essa tua garra numa cama. La podes fazer comigo o que quisesses.
 O seu tom de voz é totalmente sedutor e encantador. Será que estar em perigo eminente sube a minha libido? Quando ele veio na minha direção não fiz nenhum esforço para fugir ou o afastar de mim.
- Adoro o teu cheiro. Já tinha saudades tuas. Não tenho podido estar perto de ti minha leelan.
- Hã?! És doido. – Pus toda a força possível nas minhas palavras, mas deixei de o conseguir, todo o meu corpo parece responder aquele homem.
- É incrível como sempre és tão mais forte do que eu. Estou a fazer um esforço por ser sedutor e tu ainda me resistes. Uma palavra tua e caio aos teus pés meu amor. Estou louco de desejo por ti.
Ao olhar para as suas calças vi a sua ereção e reparei que a sua respiração começou a ser ofegante. Todo a ar a nossa volta mudou e reina um intenso aroma a bosque noturno apos a chuva. Intenso, relaxante, misterioso.
- Eu conheço-te certo? Diz-me de onde? A Quanto tempo?
- Sim conheces, vi-te pela primeira vez a 6 messes numa noite quando fazias a mesma investigação. Ficas-te próxima demais do nosso esconderijo e fui eu quem recebeu ordens para te tirar do local . . . Agradeço a Virgem por essa noite. Desde esse momento eu sou teu.
 A minha cabeça parou de funcionar, todos os meus pensamentos ficaram turvos e apenas uma coisa surgiu no meu pensamento, apos perder toda a razão disse sem medo.
-Beija-me. Quero sentir-te. Agora.
Ele inspirou profundamente e num movimento rápido e delicado tomou-me nos seus braços. Antes de me tomar nos seus lábios parou por uns segundos, olhou-me profundamente nos olhos e disse num tom de voz baixo e doloroso.
- Amo-te. És o meu mundo. És minha e eu sou teu. Amo-te.
Antes que eu pudesse responder beijou-me. Primeiro foi suave e depois começou a exigir mais e mais, eu sem resistir deixe-me levar a exigir cada vez mais dele. A sua língua quente e húmida invadiu lentamente a minha boca, com suaves movimentos, quando respondi a sua invasão ele ficou mais feroz e todo o meu corpo tremeu. Em mim só existe desejo por aquele homem.
- Oh Virgem cheiras tão bem, consigo sentir o teu aroma. Sei que me queres.
- Não pares, quero-te dentro de mim, por favor.
Rapidamente  passei a estar debaixo dele, ele apoia-se nos braços e beija-me ferozmente. Eu absorvo cada momento, cada toque, cada aroma. Ele está a levar-me a loucura. Enquanto passe-o a minhas mãos pelo seu peito e abdómen ele levanta-se e finta-me.
- Deixa-me desarmar primeiro. Não te quero a mexer nas armas. Um risco desnecessário.  
Neste momento estou ofegante e imploro com todo o meu corpo por mais.
- Eu não faria nada contra ti. Não percebo o porque mas também és meu, fazes parte de mim.
Surpreendeu-me quando do fundo da sua garganta surge um rugido e sinto o aroma ficar mais intenso.
- Amo-te leelan.
Prosseguimos com os beijos e eu sem perder tempo tirei-lhe a t-shirt. Quando finalmente toco no seu peito suave e quente todo o meu corpo explode e sinto um calor emergir desde o meu ventre e explodi de prazer debaixo dele.
Voltou a rugir e deliciosamente tira o meu top, arranca o meu sutiã com os dentes e morde delicadamente os meus mamilos para depois os beijar demoradamente. Eu gemo e rodo as minhas ancas debaixo dele e sento a sua ereção palpitar, estou a dar-lhe prazer e isso faz com que me sinta maravilhosamente bem.
Levo as minhas mãos as suas calças e sem perder tempo desaperto o seu cinto e coloco a minha mão a sua grande ereção, começo lentamente a subir e descer a minha mão sobre o seu pénis. A sua respiração para por uns segundos e todo o seu corpo começa a responder ao meu toque, eu tenho poder absoluto sobre ele e adoro poder controla-lo dessa forma.
Lentamente enquanto me beija, começa a subir e descer lentamente as suas ancas sobre mim, posso sentir o peso da sua ereção sobre o meu sexo, estou molhada e não consigo aguentar muito mais tempo, o meu corpo deseja tê-lo dentro de mim, apesar de não saber se conseguirei, ele é grande. Quando já não aguento mais imploro por ele.
- Por favor entra dentro de mim, não aguento mais, estas a levar-me a loucura.
- Eu sei meu amor! Parte do meu prazer é saber que lentamente todo o teu corpo se prepara para mim. Mas primeiro quero provar-te, quero fazer-te vir com a minha boca.
Assim que ele diz essas palavras começa a percorrer de novo os meus seios e abdómen com suaves e delicados beijos. Quando chega ao meu sexo beija-me por cima das calças, mas rapidamente as puxa eu tento ajudar para tornar o processo mais rápido mas ele para-me.
- Se fores ansiosa demais terei de prender as tuas belas mãos, não quero apressurar este momento.  
Deus a imagens de ele prender-me as mãos e fazer de mim o que quisesse deixam-me doida de desejo. Tudo com ele é selvagem e delicioso.
- Não é uma má ideia.
Os seus olhos ficam selvagens com o desejo, com um forte puxão rasga as minhas cuecas e invade-me com a sua quente e molhada língua. Perco o controlo e grito de prazer, ele enterra a sua língua cada vez mais fundo dentro de mim, e a retira-a lentamente. Sinto os seus dedos macios escorregar para dentro de mim e deixo-me levar, expludo de prazer mais uma vez, tenho as mãos entrelaçadas nos seus cabelos e conduzo-o através do meu sexo. Não que ele precise de instruções, mas sim porque quero ter a certeza que ele estava aqui comigo e que não é apenas um sonho.
- Adoro-te, sabes tão bem. És tão doce e ao mesmo tempo intensa. Deixas-me louco podia passar o resto da minha vida a fazer isto.
Não consigo falar ainda tento normalizar a minha respiração e a força das minhas pernas. Lentamente deita-se por cima de mim outra vez e desta vez penetra-me. Quando entra em mim fá-lo lentamente, leva-me a loucura mais uma vez. Fecho as minhas pernas em redor das suas ancas e dessa forma ele consegue entrar mais fundo em mim, começo novamente a gemer de prazer e desta vez também ele. Num misto de gemidos e rugidos deixá mo-nos levar.
- Não consigo aguentar mais. És deliciosa.
Quando ele intensifica as suas investidas todo o meu corpo o recebe e responde a sua paixão, mas de súbito sinto que saí de mim antes de terminar.
- Não, quero que te venhas em mim, quero tudo de ti.
O olhar dele é de entrega total, de paixão, amor. Ceus nunca ninguém me olhou dessa forma. Eu amo este homem a ninha vida é dele, todo o meu ser é dele!
- Amo-te. . . Amo-te.
Volta a investir intensamente sobre mim, está cheio de paixão e amor. Beija-me como se o nosso mundo fosse terminar neste momento, quando se vêm, sinto todo o seu poder e amor fluir para dentro de mim. Neste momento o aroma dele tornou-se mais forte e invadiu-me, os dois partilhávamos agora a mesma essência.
Ao longo da noite deixá-mo-nos levar pela paixão mais duas vezes. Quando estávamos saciados e exaustos deita mo-nos entrelaçados, no silêncio da noite.
- Porque sinto que não é a primeira vez que isto acontece? O meu corpo conhece-te, eu conheço-te. – Sinto uma dor no peito que não consigo descrever.
- Não, não é a primeira vez que isto acontece. Perdoa-me por obrigar-te a esquecer-me sempre que estamos juntos.
- Não faças isso hoje, deixa-me ficar com as tuas memórias. Eu amo-te. 
Ele faz um gesto com sua mão e todas as memórias que tinha dele voltaram. Os meus olhos enchem-se de lagrimas e começo a chorar de uma forma nada feminina, pereço uma criança a quem tiraram o seu brinquedo favorito. Soluço e não consigo falar. A única coisa que faço é, abraça-lo com mais força, enterro a minha cara no seu peito e choro durante um tempo. Quando finalmente me acalmo, digo aquilo implorava por sair da minha boca e que sei que também ele quer ouvir.   
- Tive saudades tuas, Kale. Amo-te.
Ao ouvir-me dizer o seu nome todo o seu corpo reagiu as minhas palavras e o seu aroma voltou a emergir, a envolver-me. Sabia agora tudo sobre nos outra vez, como nos conhecemos a seis meses. Ele foi ter comigo quando me aproximei de umas instalações suspeitas nos arredores da cidade, assim que o conheci senti uma tremenda paixão por ele, parecia que estávamos destinados a conhecer-nos. Ele levou-me de novo para a centro na cidade, pela primeira vez alguém conduziu a minha mota além de mim. Paramos em frente ao meu prédio e sem pensar nas consequências convidei-o a subir e tomar um café para assim conseguir saber algo mais sobre ele e fazer progressos com a minha investigação.
Na seguinte noite ele voltou e sem me aperceber falávamos agora de tudo um pouco e estava totalmente apaixonada por ele. Passaram-se as semanas e como que por magia ele conseguia estar sempre ao meu lado quando eu me metia em problemas. Na noite da rusga na casa de crack fui salva por ele, só saiu do meu lado quando Alec chegou com o restante departamento de narcotráfico da polícia de Caldwel.
Numa noite em que ia partir mais uma vez para investigar ele tornou-se super protetor e não concordou comigo. Discutimos e saí na mesma, tinha mesmo de seguir a nova pista, deixei-o em minha casa e parti, senti o meu coração quebrar e afundar-se num vazio.
Tive alguns problemas no local e como que por magia ele apareceu la e defendeu-me. Trouxe-me para casa furioso e eu exigi que disse-se o que ele era realmente, porque é que tudo a sua volta era um mistério maldito mistério e como é que ele sabia sempre onde é que eu estava.
Ele disse-me tudo sobre o mundo dos vampiros, disse-me tudo sobre ele. Era um guerreiro vampiro. Disse que tinha um Rei que liderava a sua raça, que não respondia a sua autoridade, mas que também não era contra ele. Apenas era um guerreiro solitário numa sociedade liderada por um Rei cego e ameaçada por uns inimigos cruéis chamados de minguantes. Procurava vingança pela sua família que tinha sido morta nesse verão pelos minguantes. Tinha perdido todos os que amava por causa deles e agora estava sozinho.
- Não apagues as minhas memórias outra vez, não quero que voltes a ficar sozinho. Tens-me a mim agora. – Na minha voz deixei sair um suplico desesperado
- Não o farei, mas tens de me prometer não falar com ninguém sobre a nossa relação e parar com a investigação. Isso é um problema da minha raça e já estamos a tratar disso.
- Prometo. Fica comigo para sempre, por favor.
- Sim prometo. A minha vida sem ti não faz sentido és, minha leelan e eu serei para sempre teu.
Somos interrompidos pelo seu telemóvel. Ele atende sem me soltar. O calor do seu corpo é fantástico e calmante.
- Sim, eu vou. Trez já disse que sim. Ainda está noite falo com vocês sobre o que descobri. Diz ao Rev que pode contar comigo. Ok.
Desligou, a sua conversa foi curta como sempre que falava ao telemóvel. Infelizmente sei que ele tem de partir falta pouco para o dia nascer.
- Tens de ir, está quase a raiar o dia.
- Eu sei, mas não queria que isto terminasse já.
A sua voz soa abatida. Tinha de mudar o rumo da conversa com algo mais animado.
- Fico a tua espera para jantarmos juntos. Faço massa a carbonara que tu tanto adoras e que é a única coisa que sei cozinhar decentemente.
 Ele riu e a sua voz voltou a ser doce e profunda. Despedi-mo-nos com a promessa que ele voltaria. Regressei a casa, tomei banho, dormi e preparei-me para receber o meu amado outra vez. A minha alma encheu-se de alegria quando saio da cozinha com os pratos e vejo Kale parado na sala com uma garrafa de vinho na mão.
- Trouxe a bebida para acompanhar o teu delicioso jantar.
- Sabes que além do vinho deverias trazer uma sobremesa também?
- A minha sobremesa és tu. A seguir ao jantar gosto de algo doce.
Aquelas palavras trazem consigo a promessa de mais uma noite de paixão ao seu lado. Fico feliz, finalmente estamos juntos, sei que no futuro teremos problemas, mas lidarei com isso a medida que for necessário e com ele ao meu lado o mundo parece pequeno, sinto-me capaz de o enfrentar de cabeça erguida.

Gostaram? Assim espero, eu adorei

*nasan

terça-feira, 25 de junho de 2013

MorCeGo e a Irmandade

Como quem quer a coisa, dei por mim a sobrevoar a mansão da Irmandade, apanhei uma janela aberta e entrei. Depois de dar com o bendito corredor das estátuas que já estava a desconfiar que não existia, sigo por ali fora a dar às asas e encontro um bando de shellans todas palradeiras numa sala. Era a noite das fêmeas. Os machos foram à vida deles e elas bebiam chá e comiam bolos. Resolvi escutar o que diziam.

Marissa – Mas, afinal, porque é que não vamos ter com eles lá abaixo?
Jane – Tu sabes o que é uma noite de fêmeas?
Marissa – Sei, mas não podia ser com os machos?
Jane – Bella, segura-me que eu arranco-lhe os dentinhos.
Bella – Calma. A Mary conversa com ela e isto resolve-se.
Beth – É bem que resolva que eu estou capaz de me juntar à Jane.
Mary – Marissa, tu sabes a diferença entre macho e fêmea?
Cormia – He he he, sem desenhos ela não chega lá!...
Layla – Não me faças rir que estou grávida e ainda me sai a cria antes de tempo!
Marissa – Riam-se à vontade! Devem ter muitos motivos para rir. Uma dorme com um cegueta, outra tem um macho com um bicho às costas, a outra está com o bicho em pessoa e o Vishous nem pessoa é.
Payne – Ouve lá, mas tu queres que te espanque agora, ou mais logo?
Mary – Ela não falou do Manny.
Marissa – Pois não. Esse não conta. É irmão do meu Butch.
Jane – Ahhhh… tu és fina… e o V não é o melhor amigo dele? Não merece consideração?
Marissa – Pouca.
Jane e Payne – Pouca?!... Pouca porquê?
Marissa – Porque se não lhe desse os fanicos tantas vezes, eu não precisava de ver o meu Butch tão preocupado.
Jane (para a Bella, Beth e Mary) – e vocês não dizem nada? Insultam-vos os hellren e não dizem nada?
Beth – Quem diz a verdade não merece castigo. O Wrath é cegueta.
Mary – Sim. E o Rhage tem mesmo um bicho às costas!
Bella – E eu como não sou como o Rei, sei que o Z é um bicho.
Layla – Vocês estão bem?. E o Phury? Não entra nisto?
Marissa – O Phury é uma meretriz como tu, só não pode engravidar.
Layla – A quem estás tu a chamar meretriz?
Jane – Acho que foi a ti. Mas, afinal, o que querias que te chamassem?
Bella – Puseste-te a jeito…
Beth – E o Qhuinn aproveitou a posição!
Mary – Vocês não acham que o Qhuinn devia fazer parte da noite das fêmeas?
Cormia – Ou o Blay…
Payne – Do que conheço do meu irmão, até o Butch devia cá estar! Se calhar era por isso que a Marissa insistia em juntar-se a ele!
Jane – Pois era!

Não achei que aquilo estivesse a correr bem, até ver chegar a Ehlena e a Xhex.

Ehlena – Está ótimo, meninas! A gravação está perfeita. Vamos fazer como combinamos. Saímos todas, pomos o vídeo a passar lá em baixo. Entretanto vemos o que acontece.
Marissa – E se eles ficam furiosos?
Xhex – Estou cá eu!

Saem todas. E eu, cheia de curiosidade, vejo-as a sair a rir e aos abraços. Não me contive e segui-as. Foram-se esconder todas numa sala cheia de aparelhos e equipamento eletrónico. Devia ser do V, porque a jane também dominava a maquinaria. Nos monitores viam-se os machos sentados a beber e a fumar, a rir e a meterem-se uns com os outros, enquanto jogavam a não sei o quê, porque não se percebia o que era do sítio onde eu estava. Na televisão que tinham na sala, os machos começam a ver a gravação da discussão. Param o que estavam a fazer e ficam parados a ver e a ouvir.

Marissa – Mas, afinal, porque é que não vamos ter com eles lá abaixo?
Jane – Tu sabes o que é uma noite de fêmeas?
Marissa – Sei, mas não podia ser com os machos?
Butch – É assim a minha shellan. Não pode viver sem mim!
Rhage – É o que dá não conhecer mais nada!
Jane – Bella, segura-me que eu arranco-lhe os dentinhos.
Bella – Calma. A Mary conversa com ela e isto resolve-se.
Beth – É bem que resolva que eu estou capaz de me juntar à Jane.
Mary – Marissa, tu sabes a diferença entre macho e fêmea?
Cormia – He he he, sem desenhos ela não chega lá!...
V – Burrinha como é, só podia querer estar com um camafeu como tu!
Butch – Deixa lá que tu és um modelo de beleza!
Rhage – Eu sou!
Layla – Não me faças rir que estou grávida e ainda me sai a cria antes de tempo!
Marissa – Riam-se à vontade! Devem ter muitos motivos para rir. Uma dorme com um cegueta, outra tem um macho com um bicho às costas, a outra está com o bicho em pessoa e o Vishous nem pessoa é.
Qhuinn – Foda-se! A tua Marissa está inspirada!
Butch – Acho que ando a falar muito à beira dela, caralho!
Wrath – Ela que não se inspire muito…
Payne – Ouve lá, mas tu queres que te espanque agora, ou mais logo?
Mary – Ela não falou do Manny.
Rhage – A minha Mary está sempre atenta!
V – Alguém tinha que estar, despistado como és…
Marissa – Pois não. Esse não conta. É irmão do meu Butch.
Manny – Aprendam que eu não duro sempre!
Blay – É o que dá andar em boas companhias…
Jane – Ahhhh… tu és fina… e o V não é o melhor amigo dele? Não merece consideração?
Marissa – Pouca.
Jane e Payne – Pouca?!... Pouca porquê?
Marissa – Porque se não lhe desse os fanicos tantas vezes, eu não precisava de ver o meu Butch tão preocupado.
V – Dar o quê?
Rhage – Fanicos. Dá nas gajas. E em ti.
V – Vai à merda.
Rhage – Vai tu.
Jane (para a Bella, Beth e Mary) – E vocês não dizem nada? Insultam-vos os hellren e não dizem nada?
Beth – Quem diz a verdade não merece castigo. O Wrath é cegueta.
Wrath – Que merda é esta?
Mary – Sim. E o Rhage tem mesmo um bicho às costas!
Rhage – Um LINDO bicho, se faz favor.
Bella – E eu como não sou como o Rei, sei que o Z é um bicho.
Layla – Vocês estão bem? E o Phury, já agora? Não entra nisto?
Marissa – O Phury é uma meretriz como tu, só não pode engravidar.
Layla – A quem estás tu a chamar meretriz?
Wrath – Polícia, vamos ter uma conversa acerca da tua shellan. E não vais gostar.
Jane – Acho que foi a ti. Mas, afinal, o que querias que te chamassem?
Bella – Puseste-te a jeito…
Beth – E o Qhuinn aproveitou a posição!
Butch – Pois foi, meu rapaz! Agora atura-a…
Mary – Vocês não acham que o Qhuinn devia fazer parte da noite das fêmeas?
Blay – O Qhuinn o quê? Elas estão-se a passar!
Cormia – Ou o Blay…
Qhuinn – Eu vou-me a elas!
Payne – Do que conheço do meu irmão, até o Butch devia cá estar! Se calhar era por isso que a Marissa insistia em juntar-se a ele!
V – Ah, irmãzinha… a lucidez está do teu lado!
Butch – E o que queres tu dizer com isso?
Jane – Pois era!
Rhage – Chamou-te fêmea.
Wrath – Eu também ouvi.
Butch – Eu vou-lhes dar a fêmea!

A confusão instala-se, cada um a ver quem grita mais alto, as fêmeas encabeçadas por Xhex e pela Beth vão ter com eles. E eu esvoaço atrás.

Beth – Que bonitas figuras! Não haja dúvida!
WrathLeelan
Beth – Não te ponhas com leelans para mim. Estão satisfeitos agora?
Wrath – Mas…
Payne – Agora já sabem do que conversamos quando estamos juntas.
Mary – Sim. E da próxima vez que vos apanharmos a tentar escutar à porta, não há nada para ninguém durante um ano!
Rhage – Um ano?!...
Marissa – Um ano!
Butch – Tu também?
Jane – Claro! Ela anda neste mundo para aprender.
V – Vocês deram-se a este trabalho todo, só para isto?
Jane – Um ano, Vishous… Um ano…
Blay – E eu e o Qhuinn o que temos a ver com isto?
Bella – O teu Qhuinn foi um dos que apanhamos a semana passada a ouvir atrás da porta.
Qhuinn – Foi o Wrath que…
Wrath – Cala-te, filho, se queres continuar a falar grosso.
Qhuinn – Foi o Wrath que tinha sede e eu fui-lhe buscar água.
Manny – Mas há alguns machos que não estão aqui para se defenderem.
Ehlena – Não te preocupes com eles.
Xhex – Foi eu que apanhei: os maninhos gémeos mais o John e o Rehv.
Manny – E o que é que lhes fizeram?
Layla – Estão a montar o quarto do bebé.
Cormia – Com palitos.
Vishous – Só com palitos?!...
Jane – E paus de fósforo. Queres ir lá dar uma ajuda a queimá-los?
Rhage – Irmãos, isto não está fácil desta vez.
Vishous – Foda-se! Prefiro os minguantes…
Butch – Caralho, podes crer!


domingo, 23 de junho de 2013

Diário de Nasan - Parte I

Bem, vocês devem de se estar a perguntar, o que raio é que o "Diário de Nasan" tem a ver com a Irmandade. À primeira vista? Nada, não é? Mas enganam-se. É aqui que vou contar o meu pior pesadelo, e será através deste Diário, que vocês vão perceber o porque de criar este e partilhar com vocês.

Lembram-se de eu e a Cátia termos ido à Mansão da Irmandade no Natal? (Revê Aqui) Para eles deixarem uma mensagem para vocês? Depois disso, eu e a Cátia voltamos para Portugal e eu nunca pensei em regressar à Mansão tão cedo.

Até que recebi uma carta de Beth.

Olá Nasan,

Espero que ao receberes esta carta te encontres bem e feliz com os teus. Venho por este simples meio convidar-te a regressares a Mansão, para passares uma pequena estadia connosco, junto envio-te o bilhete de avião. Irei te esperar daqui a 2 dias no aeroporto.

Não aceito um não como resposta.

Até breve

Beth Randall


Fiquei completamente feliz, não cabia em mim de tanta alegria. Verifiquei o Bilhete e vi que a data de partida era amanha no voo das 2:40 da manha. Não perdi tempo, fiz a minha mala de viagem e no dia seguinte de manha fui comprar umas coisitas que estava em falta. Por fim, tendo tudo mais do que pronto, apanhei um taxi e dirigi-me ao aeroporto de Lisboa, ao fim de tudo pronto. Embarquei.

E, é aqui, quando o avião aterra que o pesadelo está prestes a começar. Não havia sinais da Beth, aliás... a Beth nunca iria ali estar a minha espera, nem nenhuma das fêmeas ou irmãos. Nervosamente agarrei na medalha que me tinha sido oferecida no natal pela Irmandade, nesta o símbolo era duas adagas cruzadas com as iniciais BDB.

Pouco depois de sair por aquelas portas enormes, caminhei até a rampa, onde varias pessoas estavam, umas com alguns cartazes, com nomes de Firmas, ou o nome do viajante para ser mais facil para este saber onde estavam os familiares ou colegas de trabalho. Olhei em volta, com passos pequenos para ver se via Beth, ou alguns dos irmãos, mas nada. A Cada passo que dava um nervoso miudinho tornou-se numa avalanche de nervos e medo a flor da pele. A espera de 10 minutos, passou para 30 minutos e aos poucos e poucos o aeroporto ia ficando mais vazio e todos os viajante já seguiam o seu caminho para casa ou o que fosse, caminhei até aos bancos metálicos e sentei-me olhando para a porta de saida do aeroporto na esperança vã de ver Beth a entrar.

- Calma Nasan, ela deve estar atrasada, nada de mais. - sussurro para os meus botões.

Olhei uma vez mais ao meu relógio e para minha surpresa vai ia com 45 minutos de atraso, agarrei na minha mala, a procura do telemóvel, e rezando para que o numero da mansão ainda estivesse neste.
Algo duro e frio me toca de lado nas costelas e reparo no homem que está praticamente em cima de mim e que eu nem me apercebi da sua presença. Olho para o rosto deste, ele sorri, é um sorriso frio e assassino, uns olhos claros e sem vida. O meu trepa pelas minhas costas acima deixando um rasto de gelo nelas.

- Não penses em gritar, nem nada de estúpido. Não queremos acabar já com a festa pois não? - inquire uma voz cavernosa e uma expressão tão aterradora que engulo em seco e todo o meu sangue parece ter fugido do meu corpo. Ele obriga-me a levantar e rapidamente me vejo rodeada por cinco homens, e sei que não tenho qualquer hipótese de fuga.
Quando saimos do aeroporto, sou forçada a entrar numa carrinha toda preta e sem saber como dou por mim a dizer, num fio de voz.
-Acredito que se enganaram na pessoa.
O que se tinha sentado a meu lado, ainda com a arma apontada as minhas costelas dá uma gargalhada, que mais parecia que se estava a engasgar.
-Não me parece Nasan.
O meu coração falha dois batimentos e o chão debaixo dos meus pés, parece que tinha fugido. A única coisa que me lembro foi agarra de novo na minha medalha que esta ao pescoço e pensar em Zsadist, e ele dizer que aquela medalha seria a minha protecção. Depois? tudo ficou escuro, pois fui engolida pela escuridão.

domingo, 16 de junho de 2013

Um Homem de Sonho

Saudações Amantes da Irmandade,
bem, para quem esteve com atenção na nossa pagina do facebook, foi lançado um desafio. Vocês, fãs, criarem uma historia, envolvendo a irmandade, envolvendo este mundo, de guerreiro maravilhosos. Hoje era para deixar uma parte do meu pequeno texto, mas decidi, partilhar uma dos fãs, para incentivar vocês a juntarem se e a enviarem as vossas historias para nós.

Este texto é da nossa querida 
Etelvina Fonseca.

Boas leituras!!


Um homem de sonho

Uma noite quente e húmida, resolvi ir dar um passeio e pensar numa formas de vingar de um monte de merda. Fui andando e andando quando dei por mim, estava num parque resolvi não parar ( mesmo sendo noite e haver tarados nos parques, medo).
A pensar na vida e frustrada como a merda, por o estupor do meu namorado me ter enganado. Pensando em vingança e como o fazer  pagar na mesma moeda, mas sem coragem para o fazer. 
Depois de tanto andar, resolvi acampar num banco para pensar na vida. Quando de repente  um homem espantoso passa a minha  frente a correr com outros dois no seu encalce. Com cabelo branco e a pele tão pálida que mete medo. Cheia de medo escondi-me  atrás de uns arbustos.
Com o frenesim da prosseguição não deram conta que estava alguém a presenciar este espectáculo HORRÍVEL. Pararam uns metros mais a frente. Braços voaram, cabeças rodaram e dois clarões tão intensos que me fez doer os olhos.
A luta acaba e o homem cai ao chão estava exausto e a sangrar. Com passos  pequenos, com cautela e tremula ( e não era de frio, mas sim de medo), fui ver o que se passava com o homem caído e a respirar pesadamente.
Ao chegar mais perto, qual o meu espanto se de longe era bonito de perto era lindo. Num salto pôs-se de pé. Mas com  tantos ferimentos como se movia.  Farejou o ar e de repente parou e olhou  na minha direcção,  eu gelei literalmente.
- Quem és tu, e o que fazes aqui. Merda não previ nenhum humano nas redondezas.
- Eu,eu, eu...
   -   Responde-me merda,- O telefone tocou- Já estou a ir, primeiro tenho que tratar de um assunto. Não, não é nenhum minguante.- E continuou a falar.
     Minguante, de que raio ele esta a falar deve ser o nome de algum daqueles homens, falando nisso onde é que eles estão.
 - Olha-me nos olhos!-disse.
        -    O que queres de  mim? - Ele olhou-me nos olhos e de repente a sua expressão mudou.
-        Os teus olhos, a tua cara, o teu odor- cheirou o ar- é espantoso.
-        Não chegues perto, ou eu grito.-desatei a correr, mas não cheguei longe ele estava mesmo ali a   minha frente. Uma pessoa não corre tão rápido, ou corre
-        Não te vou fazer mal,não tenhas medo.
     Por qualquer razão eu não tive medo e não corri mais. Nem quando ele chegou perto e deu-me um beijo que me fez tremer da cabeça aos pés.
-        Não tenhas medo,-disse ele com uma voz tão sensual- eu não te faço mal.
Eu quietinha,só movia os olhinhos, e lá foi ele, com os lábios quentes e macios mais pareciam veludo. - Quero entrar dentro e tanto que me doí o coiso só de pensar nas coisas que te quero fazer.
Bom e eu comecei a humedecer, mais parecia que um dique se abriu entre as pernas. AHHHHHHHHHHHHHHHHH, o que me está a acontecer, nunca me aconteceu nada disto. Bom, mas também nunca um  homem como este me olhou com desejo.
-        Devíamos ir para um sitio mais privado,- onde moras- podíamos ir para a tua casa?
-        Ééééééé, melhor não.-disse a tremer.
-        Porque não, desejas-me fêmea eu consigo cheirar o teu desejo. E sabes que mais,- chegou-se mais ao meu ouvido-. Cheiras bem.
Afastei me. Compões-te miúda disse para mim mesma, tu não o conheces de lado nenhum. Mas queria muuuuuuiiiiiiittttttooooo o que ele tinha para me dar.
-        Está bem se não queres não te vou forçar a nada fêmea.
-        Não me chames de fêmea,  tenho nome sabe!
-        Sim, mas eu não sei o teu nome fêmea,-disse ele com uma voz tão rouca que mal se percebia,- Eu chamo-me Danger.
Bom o nome é apropriado, ele era um perigo de tão lindo que era. Fiquei especada a olhar para ele . Quando disse:
-        Já  me vou embora, olha-me nos olhos. -Disse. Eu por outro lado em vez de olhar para os olhos,olhei para aquele corpo espectacular e a protuberância que tinha nas calças, estava tão excitado. - Espera, o que, para onde vais. Vamos conversar um pouco.
-        Está bem,como te chamas.
-        Bom eu chamo-me Vina.
-        Bom Vina, prazer em conhecer-te. O que fazes num parque escuro a noite, não tens medo.
-        Bom, não conseguia ficar em casa. O meu ex-boyfriend, enganou-me com uma ex-amiga minha. Cabra do cara......
-        Huhu, isso é marado feme..., – mandei-le um olhar ameaçador- Vina.
-        Pois é eu estou, estava a pensar numa maneira de me vingar mas, já não me interessa pensar mais neles, nem na vingança.
            Dito isso, não pensei em mais nada olhei para ele e senti um calor nas minhas entranhas saltei-lhe para a espinha. - Bom já chega de falar, passemos a acção.
-        Espera, não. Assim não, tu não estas a pensar com clareza. E quando acordares amanhã, não vou querer que te arrependas.
-        Não me vou arrepender, eu estava a lutar com o meu desejo, e adivinha eu também quero o que tu estás a oferecer.- Dito isso levei as mãos, a parte volumosa que ele tinha nas calças.
-        Não, - disse afastando-se.- Fica para a próxima, agora vamos só conversar.
     Fiquei desapontada, pelo que não tive, engoli um imprecaução e conversamos.

    Falamos durante horas. Sobre coisas importantes e sobre coisas menos importantes. Por momentos pensei, como é que estou sentada num parque escuro a conversar com um homem que não conheço de lado nenhum. A vida é mesmo engraçada, no inicio estava com medo agora, estou triste porque ele se quer ir embora. Acompanhou-me até a porta do meu prédio, com uma promessa que assim que a noite caísse ele iria fazer uma visita. Para conversarmos é claro.