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Legado da Adaga Negra

Leia tudo sobre o novo livro da nova saga da IAN: "Beijo de sangue"

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sábado, 31 de dezembro de 2016

Newsletter de Dezembro

Olá pessoal!!!

Desculpem o atraso a traduzir isto... Mas este mês tem sido corrido porque vou trocar de emprego e de região de Portugal e tive que resolver uma carrada de assuntos e não tive tempo, nem cabeça, para traduzir a Newsletter de Dezembro até agora...

Mas isso acaba hoje!!!

Já a tenho aqui! A Newsletter de Dezembro saiu na mesma semana que a versão original do Blood Vow (Jura de Sangue - saiu em inglês no passado dia 6 de Dezembro) que eu estou a ler e que vou ver se consigo começar a traduzir alguns excertos para vocês. ;)

Nightshade, lembras-te da ideia que me deste que comunicar a minha teoria à Ward? Pois bem... deixei-lhe mensagem no chat do FB e não obtive resposta!!! T.T (Não tinha outra maneira de deixar recado, por isso deixei aqui. xD)

Agora vamos ao motivo deste post!

---V.P.---
Quando escreves uma série ao longo de dez ou onze anos, tu mudas e evoluis como escritor. É inevitável… tornas-te melhor a escrever (ou pelo menos esperas que sim), gravitas em direção a diferentes gradientes e ângulos nas histórias, e personagens diferentes chegam-se à frente e exigem tempo de antena. A série da Irmandade da Adaga Negra é aquela pela qual eu sou mais conhecida como escritora, e eu estou muito orgulhosa da maneira como os livros começaram como o tradicional romance paranormal mas maturaram numa mistura de romance e ficção geral.

Contudo, ainda com presas. E couro preto.

Os primeiros três livros da série, Na Sombra da Noite (Dark Lover), Na Sombra do Dragão (Lover Eternal), e Na Sombra do Pecado (Lover Awakened), focam-se primeiramente no herói e na heroína e na viagem deles para trabalharem juntos e ultrapassarem os obstáculos para chegar ao seu verdadeiro amor. Eu amei escrever esses livros. Estava a tentar desvendar quem eu era como autora, ainda a tentar habituar-me ao planeamento da história, e, no geral, a esticar as minhas asas. Estava aterrorizada, e exaltada, e então as pessoas encontraram os livros e eu fiquei espantada.

E depois aconteceu o Na Sombra do Desejo (Lover Revealed). Butch O’Neal, o polícia humano que na verdade era mestiço, trouxe com a sua história a Profecia do Dhestroyer, e, de repente, uma nova construção do mundo começou a aparecer na série. Cada livro ainda estava centrado na história amorosa, mas à medida que a história continuava, o que se estava a passar em Caldwell, Nova Iorque e na comunidade vampírica e no trono do Wrath começou a apresentar conflitos externos para igualar o romance principal. Como a autora da história, isto era excitante e muito divertido de escrever, mas alguns escritores sentiam falta dos bons velhos tempos.

Bem-vindos ao Legado IAN! Os livros do Legado são um spin-off (livros paralelos) da série maior IAN, e eles são os tradicionais romances paranormais. Centrados na nova colheita de recrutas que irão ajudar na guerra, as histórias passam-se no centro de treino da IAN e no terreno enquanto as fêmeas e os machos que estão a aprender a lutar se apaixonam. Adoro escrever histórias de amor, e os livros do Legado são focados no herói e na heroína a encontrarem o seu caminho juntos: apesar das histórias serem no mundo da Irmandade, o foco é nas relações e nos altos e baixos que acontecem a caminho do FPS (Felizes Para Sempre).

Mas há mais! A outra coisa que os livros do Legado fazem é oferecer aos leitores a oportunidade de ver os seus Irmãos favoritos em Acão mais uma vez. E à medida que a série da IAN continua, há tantas pessoas amadas nos livros, mas não há espaço suficientes nas páginas para deixar que o pessoal tenha novidades e revisitar antigos heróis e heroínas. Nas ofertas do Legado, a Irmandade trabalha com os recrutas e isto fornece uma grande vitrina para trazer o Rhage, o Zsadist, o Butch, o V e o Phury, e os outros, de volta à ribalta.

Eu quero, mesmo, ter uma longa carreira no mercado editorial, e a maneira para fazer isso, eu acho (eu espero), é eu desafiar-me constantemente e adaptar-me. O que eu adoro relativamente à combinação dos livros da IAN e a série do Legado IAN é que sou capaz de oferecer duas diferentes sombras do mundo vampírico. Eu quero fazer os leitores felizes, e corresponder às necessidades das pessoas que são tão leais e solidárias com os meus livros, e acredito que estas duas séries fazem-no, e não é uma situação de “um ou o outro”. O que descobri é que o pessoal colaram-se a ambas as séries e isso é mesmo muito gratificante e excitante!

Para além disso, em ambos, recebem presas. E couro preto.

#acerteiemcheio

Para acabar, eu queria mesmo agradecer-vos pelo vosso apoio. Sem os meus leitores a colocarem o seu dinheiro que custou a ganhar onde conta, eu não seria capaz de fazer o que eu amo como trabalho. E agora, eu tenho que delinear o próximo livro da IAN… vejo-vos entre as páginas!

J.R. 

---V.O.---
When you write a series over the course of ten or eleven years, you change and evolve as a writer. It’s inevitable—you get better at writing (or at least you hope you do), you gravitate toward different slants and angles in stories, and different characters come forward and demand air time. The Black Dagger Brotherhood series is the thing I’m most known for as a writer, and I’m really proud of the way the books started as traditional paranormal romance, but have matured into a mix of romance and general fiction combined. 

Still with fangs, though. And black leathers. 

The first three books in the series, Dark Lover, Lover Eternal, and Lover Awakened, are focused primarily on the hero and heroine and their journey to work together and overcome the obstacles to their true love. I loved writing these books. I was trying to figure out who I was an author, getting my sea legs under me when it came to plotting, and generally just stretching my wings. I was terrified, and I was exhilarated, and then people found the books, and I was astounded. 

And then Lover Revealed happened. Butch O’Neal, the human cop who turned out to be a half breed, brought with his story the Dhestroyer Prophecy, and suddenly, world building began to come forward in the series. Each book was still about a central love story, but as the stories continued, what was going on in Caldwell, NY and the vampire community and Wrath’s throne began to present external conflicts to equal the main romance. As the author, this was exciting and super fun to write, but some readers missed the good old days. 

Welcome to the BDB Legacy! The Legacy books are a spin off of the larger BDB series, and they are traditional paranormal romance. Centering on the new crop of trainees that is coming in to help with the war, the stories take place in the BDB training center and also out in the field as the males and females who are learning to fight fall in love. I love writing love stories, and the Legacy books are really about a hero and a heroine finding their way together: although the stories are in the world of the Brotherhood, the focus is on a relationship and all the ups and downs that take place on the way to an HEA. 

But there’s more! The other thing that the Legacy books do is give readers a chance to see their favorite Brothers in action once again. As the BDB series continues, there are so many beloved people in the books, but not enough page space to let folks get updates and revisit former heroes and heroines. In the Legacy offerings, the Brotherhood works with the trainees and this provides a great showcase to bring Rhage, Zsadist, Butch, V and Phury, and the others, back in view. 

I really want to have a long career in publishing, and the way to do that, I think (I hope), is to constantly challenge myself and adapt. What I love about the combination of the BDB books and the BDB Legacy series is that I’m able to offer two different shadings on the vampire world. I want to make readers happy, and meet the needs of the people who are so loyal and supportive of my books, and I believe these two series does that- and it isn’t an either/or situation. What I’ve found is that folks have hopped on both sets of books and this is really gratifying and exciting! 

Plus, in both, you get fangs. And black leathers. 

#nailedit 

In closing, I just really want to thank everyone for their support! Without my readers putting their hard earned money where it counts, I wouldn’t be able to do what I love for a living. And now, I have to outline the next BDB book—see you in between the pages! 

J.R.
---

E bom!!! Por hoje é tudo! Esperos que em breve comecemos a ter mais novidades!

Fiquem bem e tenham umas boas entradas!
Sunshine ;)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Blood Vow - Capítulo dois

Olá pessoal!!!

Como vai isso?

Antes de começar Feliz dia das Bruxas!!!! (Happy Halloween!!!!!) Adorava que se festejasse por cá... *faço beicinho*

Agora às coisas importantes! Este é o capítulos dois do livro Blood Vow (Jura de Sangue) da nova saga spin-off da Irmandade: Legado da Adaga Negra! Este capítulo, como disse no post anterior tem spoilers do The Beast, por isso quem odiar spoilers com todas as forças é melhor dar meia volta e ir fazer outra coisa qualquer....

O livro Blood Vow sai a 6 de Dezembro deste ano nos EUA. E antes que me perguntem não sei quando é que vai sair no Brasil nem ainda temos confirmação de que a saga vai sair em Portugal, por isso, se alguém da Leya estiver a ler, por favor que digam alguma coisa sobre o assunto. ;)

Estão avisados, por isso não reclamem depois!!!!


SPOILER!!!




SPOILER!!!




SPOILER!!!



Capítulo dois

Mansão da Irmandade da Adaga Negra


- O que é isso?

Quando a filha do Rhage falou, ele congelou com a sua arma a meio caminho do coldre debaixo do seu braço. Por um instante ele pensou em fingir que não a tinha ouvido… mas isso não o ia levar a lado nenhum. Nos cerca de dois meses em que ele e a Mary têm a Bitty, ambos aprenderam que ela era muito inteligente e tenaz como o raio.

Normalmente, ele adorava essas duas características definidoras. Mas quando isso o levava a descrever os aspetos técnicos de uma máquina de matar de calibre quarenta à sua menina de treze anos? Passo. Ele desejava que ela tivesse um crânio vazio e DA*.

-Ah….

Ele olhou para o espelho que estava a cima da cómoda, a rezar para que ela tivesse mudado a sua atenção para outra coisa, qualquer outra coisa. Nope, Bitty ainda estava sentada na cama mova dele e da Mary, a que estava na suite do terceiro piso e a qual tinha sido, graciosamente, desocupado para que eles os três pudessem ter quartos colados. A menina era mesmo muito pequena, os seus braços e pernas esqueléticos eram o tipo de coisa que fazia com que ele quisesse mudar-se para os trópicos em vez de viver a norte do estado de Nova Fodidamente Congelada. Raios, mesmo de baixo de lá correspondente ao peso de uma pessoa, ela parecia tão frágil.

Mas delicadezas acabavam aí. Os olhos castanhos dela eram tão diretos como os de um adulto, velhos como uma cadeia montanhosa, perspicazes como os de uma águia. O cabelo escuro, grosso e brilhante dela, que caiam a baixo dos seus ombros, quase da mesma cor que os da Mary. E a sua aura, a sua… qualquer coisa, força vital, espírito, alma… eram tão tangíveis como a sua forma física parecia quase efêmero.

Ele tinha orgulho no facto de que, quanto mais tempo ela passava com eles, mais ela emergia. Mas não como uma flor. Como o caralho de um carvalho.

Maaaaaaaaaaaaaaaas isso não significava que ele queria entrar nas específicas do trabalho dele a matar minguantes com ela. E não. Também não estava mesmo interessado na conversa dos passarinhos e das abelhas**. Pelo menos eles teriam mais doze anos para se preparar para isso.

- Pai? – ela incentivou

O Rhage fechou os olhos. Ok, todas as vezes que ela o chamava assim, o coração dele ficava demasiado grande para o peito dele e este sentimento surreal de ganhar-a-lotaria nascida a toda a sua volta. Levava-o de volta para mesmo antes de ele e a Mary terem acasalado e ele teve a oportunidade de lhe chamar shellan pela primeira vez.

Pura e completa grandiosidade.

- O que é? - encorajou Bitty.

O brilho rosa pastilha-elástica feliz esbateu-se enquanto ele colocava a arma e prendia a presilha a cima do rabo. – É uma arma.

- Eu sei… que é uma arma. Mas que tipo?

- Uma Smith & Wesson quarenta.

- Quantas balas é que tem?

-Suficientes. – Ele pegou no seu casaco de couro e sorrio. – Ei. Pronta para a noite de cinema quando eu voltar?

- Porque não queres falar-me sobre a tua arma?

Porque se tu fores o público, eu não consigo separar o que eu faço com ela de uma discussão sobre os seus aspetos. – Apenas não é assim tão interessante.

- Contudo é o que mantem vivo, não é? – Os olhos da menina pequena fixaram-se nas adagas negras que ele mantinha no coldre no peito dele, com os cabos para baixo. – Tal como as tuas facas.

- Entre outras coisas.

- Então isso é interessante. Pelo menos para mim.

- Olha, e que tal se falarmos à cerca disto quando eu e a tua mãe estivermos aqui os dois? Tu sabes, tipo, mais logo?

O seu primeiro pensamento foi:

MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARY!

A sua Mary, como uma terapeuta treinada… que tinha tratado o Z com todos os seus demónios, por amor da Deus… podia lidar com isto muito melhor do que qualquer lutador cabeça oca como ele. Mas a sua shellan estava no Lugar Seguro, a trabalhar, e ele sentia que não era certo telefonar-lhe e possivelmente interrompe-la com algo que não fosse um sangramento arterial, ou uma casa em chamas. Apocalipse zombie. Bomba-A# atras do complexo.

E, está bem, talvez se eles não tivessem mais cheescake.

À excepção de que ele precisava de ganhar coragem. O que é que se estava a passar agora? Isto era merda de pai, e ele não tinha só se alistado exactamente para este tipo de conversas difíceis quando ele e a Mary começaram o processo de adopção, ele não queria mesmo ter que admitir tão cedo que ele não conseguia lidar com o trabalho.

Ok, nota para mim mesmo: Encontrar um curso online em como ser pai. De certeza que tem que haver um currículo para este tipo de coisas.

- Estou apenas preocupada, - disse ela. – É assustador para mim, está bem?

Jesus, era assustador para ele também. Ele tinha muito mais para perder com ela na vida dele.

O Rhage aproximou-se dela e ajoelhou-se. A Bitty tinha enrolado os braços à volta dele e os seus olhos estavam firmes, como se ela não fosse aceitar uma dose de balelas.

Abrindo a boca, ele…

Fechou-a. E ponderou o que é que ele precisava de fazer para reiniciar o cérebro. Talvez batê-lo contra a parede?

- Sabes o meu carro? – ele ouviu-se dizer.

À medida que a Bitty acenou ele viu-se a imitar o Puskar Nepal até ele desmaiar com o contacto pé-testa: de todas as coisas que o seu subconsciente, ou o raio que estava a comandar o seu programa, para “cuspir”, ele foi com o seu GTO?

- Bem, tu sabes quando eu estava a tentar ensinar-te a conduzir?

Sim, Bits, mesmo antes de aquelas crianças atacarem a Mary e tu descobriste que eu tenho um dragão como alter ego? Ah-Ah, bons tempos, bons tempos.

Deus, ele queria vomitar.

Quando ela voltou a acenar ele disse: - Lembras-te de quando estavas a tentar perceber as engrenagens, o volante e os travões? A andar de um lado para o outro, uma e outra vez, até conseguires fazer bem?

- Sim.

- Tu sabes como eu conduzo aquele carro?

- Oh, sim. – Agora, ela sorriu. – Rápido. Muito rápido e é divertido. É como um foguete.

- Então, um dia, quando a fores conduzir tão bem como eu a conduzo. Vais saber onde as engrenagens estão pela sensação, e vais saber trabalhar a embraiagem e o acelerador sem precisar de pensar. E se alguém se meter à tua frente, vais reagir tão rapidamente e com tal confiança, que nem te vais aperceber de pensar nisso. Se alguém carregar abruptamente nos travões, tu vais mudar de faixa instintivamente. Vais sentir os pneus em hidroplano na autoestrada à chuva e tu irás saber soltar o acelerador, mas não carregar no travão. E tudo isso vai acontecer porque vais praticar, praticar, praticar num carro que é mantido em topo de forma.

- Vou praticar. Para poder conduzir melhor.

- Certo. Mesmo que as pessoas à tua volta conduzam perigosamente, tu vais estar ciente e focada, e treinada para lidar com qualquer coisa que venha na tua direcção. – Ele colocou a palma em cima das suas adagas, em cima do coração. – Eu tenho estado lá fora a lutar por um século, Bitty. E tudo o que levo comigo para o campo… as armas, o equipamento, o suporte em forma dos meus irmãos… tudo isso está feito de modo a manter-me seguro. É um sistema perfeito? Não. Mas é o melhor que se pode obter, eu prometo-te isso.

Os braços da Bitty desenrolaram-se e ela olhou para baixo. A pulseira rosa e verde que ela tinha no pulso era feita de contas lapidadas que brilhavam como pedras preciosas reais. Mexendo a coisa às voltas e voltas, ela respirou fundo.

- És… bom nisso? Quero dizer, a lutar?

Deus, ele desejava ser um contabilista. Ele desejava mesmo. Porque se ele fosse um protetor de bolsos – triturador de números, ele não teria que dizer a um inocente que ele era excelente a matar coisas.

- És? – ela incentivou.

- Sou muito bom a manter-me a mim e aos meus irmãos a salvo. Sou tão bom nisso, que eles querem que eu ensine pessoas mais novas como fazê-lo.

Ela voltou a acenar. – Era isso que eles estavam a dizer. Na Última Refeição na outra noite. Eu ouvi as pessoas a falar sobre tu e dos outros Irmãos ensinarem pessoas.

- É para lá que eu vou agora. Enquanto tu ficas aquei com a Bella e a Nalla, eu vou encontrar-me com a turma dos recrutas em Caldwell para lhes mostrar como manterem-se seguros. #*

A Bitty inclinou a cabeça, o seu cabelo castanho a cair sobre o ombro. E ele deixou-a olhar para ele o tempo que ela quisesse. Se isso o fizesse um bocado atrasado para o trabalho, quem é que se importa.
- Deves ser mesmo muito bom nisso para seres um professor.

- Eu sou. Eu juro-te, Bitty. Sou eficiente e não tomo mais riscos do que aqueles que absolutamente tenho que correr para fazer bem o meu trabalho.

- E a besta vai-te manter seguro, não vai.

O Rhage acenou. – Tens mesmo que acreditar nisso. Tu viste-o. Sabes como ele é.

Ela sorriu, alegria a substituir a preocupação. – Ele gosta de mim.

- Ele ama-te. Mas ele não ama as pessoas que se tornam agressivas comigo.

- Isso faz-me sentir melhor.

- Bom. – Ele levanta a palma, e ela dá-lhe mais cindo, e ele diz: - Nunca vais ficar sozinha, Bitty. Eu prometo-te.

Nesse momento, enquanto ele tentava aliviar toda e qualquer ansiedade dela… e a sua, para todo o efeito… ele quase disse com a única coisa que a Bitty não sabia à cerca dos seus pais adoptivos. Sim, o seu novo cota tinha um dragão a viver debaixo da pele, mas a sua nova mãe tinha um segredo ainda mais chique.

A Mary um tipo único de imortal. Graças à Virgem Escrivã… e isso ainda se mantinha verdadeiro, apesar da mahmen do V já não se encontrar ao comando… a Mary não envelhecia, e podia escolher quando é que ela ia para o Vápido. Era um presente inestimável, que protegendo esta família de uma maneira que as de outras pessoas não tinham.

Contudo o Rhage manteve-se calado em relação a isso. Apesar do conhecimento poder ter ajudado a Bitty neste momento, ele sentia que era uma informação que devia ser a Mary a partilhar, não ele.

- Nunca vais ficar sozinha, Bitty. – Repetiu ele. – Eu juro-te.

***

Enquanto a Mary se sentava atrás da sua secretária no Lugar Seguro, ela pousou a mala e tirou a parka. Estendendo o braço, ela puxou para cima a manga da sua camisola de gola alta e sorrio à pulseira rosa e verde que brilhava no pulso dela.

Ela e a Bitty fizeram pulseiras a condizer numa outra noite, as duas sentadas na mesa de cozinha do Fritz na mansão, um kit para fazer jóias espalhado por todo o lado, e uma grande quantidade de caixas de plástico transparentes que continham contas iridescentes merecedoras de estar num arco-íris. Elas falaram de tudo e mais alguma coisa, cumprimentaram cada pessoa que entrou na cozinha, e dividiram um saco de Combos e um Mountain Dew.*# Elas também fizeram um colar para o Rhage, uma pulsei de cores diferentes para o Lassiter, uma trança para a Nalla brincar. Até o Boo tinha aparecido e se enrolado para as observar, os olhos verdes do gato preto a inspecionar tudo.

Numa mansão cheias de coisas valiosas? Aquele tempo que elas passaram juntas tinha sido a coisa mais preciosa e insubstituível.

Olhando para lá da secretária, a Mary estendeu o braço e apanhou a fotografia da Bitty tirada há duas semanas atrás, quando a menina andava a tirar selfies com o telemóvel do Rhage. A Bit estava a fazer uma cara estranha, o cabelo escuro dela penteado para trás até que ela se parecesse com algo saído de uma banda de glam metal saída dos anos oitenta.

E de facto, o Lassiter estava atrás à esquerda a fazer a sua melhor impressão de Nikki Sixx.*#*

Lágrimas inesperadas picaram os olhos da Mary. Em toda a sua vida, ela nunca tinha esperado ser uma mulher que tinha fotos da filha na sua secretária de trabalho. Nah,  essa estranha pessoa abençoada e hipotética, aquele fêmea sortuda que tinham um marido e família, e férias pelas quais esperar, e coisas caseiras no seu pulso? Isso sempre tinha sido outra pessoa, um desconhecido cuja realidade era algo que vias na TV ou nos anúncios da Maytag**#, ou que se ouvisse na mesa ao lado num restaurante.

Enquanto comias sozinho.

A Mary Luce era a enfermeira para a mãe doente que tinha morrido horrivelmente e muito nova.

A Mary Luce era uma sobrevivente de um cancro que a tinha deixado infértil após a quimio. A Mary Luce era um fantasma na periferia, a sombra que passava, sem ser notada, por uma sala, uma alegoria de onde tu não querias ir parar.

Com a excepção de que a vida deu-lhe uma reviravolta na melhor maneira possível. Agora? Ela estava exactamente onde ela nunca se tinha atrevido a sonhar estar.

E sim, este destino inesperado veio com uma não tão pequena dose de PSPT+. Raios, às vezes, quando ela acorda ao lado deu seu maravilhoso marido vampírico? E especialmente agora, quando ela ia de pé ante pé até outro quarto para verificar como a Bitty está após a caída da noite? Ela esperava acordar, de volta ao pesadelo que era a sua vida.

Mas não, pensou ela enquanto pousava a foto. Isto era a vida real. Aqui e agora era a história que ela estava a viver.

E era… maravilhoso. Cheio de amor, família, e felicidade que a fazia sentir como se o sol vivesse no centro do seu peito. +*

Todos eles eram sobreviventes, ela, o Rhage, e a Bitty. Ela da sua doença. O Rhage da maldição com que ele teve que viver. A Bitty do abuso doméstico inimaginável que ela e a mahmen dela tinham sofrido às mãos do pai biológico dela. As três vidas deles começaram por se interseptar aqui, no Lugar Seguro, onde a Bitty e a mahmen dela vieram à procura de abrigo. E depois a mãe da Bitty morreu, deixando-a órfã.

A oportunidade para acolher a menina tinha parecido boa de mais para ser verdade. Às vezes ainda parecia.

Se eles conseguissem passar depressa pelo período de espera de seis meses, a adopção seria finalizada e a Mary poderia respirar fundo. Pelo menos não haviam nenhuns familiares a reclamá-la. Apesar do que a Bitty tinha dito inicialmente sobre um tio, a mãe dela nunca tinha mencionado que tinha um irmão ou tinha divulgado algum tipo de relação de sangue, nem durante a chegada, nem durantes as sessões de terapia subsequentes. Notificações postadas em grupos fechados do Facebook e do Yahoo não produziram nada até agora.

Que seja vontade de Deus que continue dessa maneira.

Antes que se esquecesse, A Mary entrou na rede de computadores, o coração dela a começar a bater contra as suas costelas, uma descarga de mal disposição a nascer no corpo dela. Em relação às redes sociais, ela era pior que amadora, a anti-Kardashian… e, contudo, todas as noites, mas apenas uma vez por noite, ela entrava no Facebook.

E rezava para que não encontrasse nada.

O grupo de FB que ela verificou era um especialmente dedicado a vampiros, a sua lista fechada estava restringida a membros da raça. Criada por V depois das incursões*+ e moderado pela equipa do Fritz, a câmara de compensação era uma oportunidade para o pessoal se contactar à cerca de tudo relativamente a localização de casas-seguras… sempre em código… a vendas de garagem.

Observando os post das últimas vinte e quatro horas, ela exalou rapidamente. Nada. O alívio fez com que o seu gabinete andasse à roda… pelo menos até ela ter ido verificar o grupo do Yahoo. Receita para Crock-Pot*+*. Grupo de tricotar vai ter um encontro… Removedor de neve para venda… questões sobre onde arranjar o um computador… Também nada.

- Graças a Deus. – ela sussurrou enquanto colocava um pequeno visto no calendário de parede. Quase final de Dezembro, o que significava que já se tinham passado quase dois meses. A partir de Maio? Eles podiam continuar em frente.

Enquanto o coração dela saída da taquicardia, ela perguntou-se como raios é que ela ira aguentar isto mais ou menos umas cento e trinta vezes. Mas ela não tinha mais nenhuma escolha. As boas notícias é que ela se conseguia limitar a esta verificação uma-e-única-vez-por-noite. De outra maneira ela estaria no telemóvel a cada quinze minutos.

Porém, ela tinha que ser justa para quem quer que fosse que pudesse estar por aí. Extinguir direitos parentais em relações de sangue era uma coisa séria, e sem precedentes modernos na raça vampírica que se podessem seguir, ela, a Marissa, como directora do Lugar Seguro, o Wrath, o Rei Cego, e o Saxton, o principal conselheiro do Rei, tiveram que desenvolver um processo que proporcionasse um período de notificação adequado.

Contudo, as emoções não tinham um período de espera, e mães e pais que amavam os seus filhos não podiam abrandar a velocidade dos seus corações.

Como se a Marissa pudesse ler mentes, a fêmea colocou a cabeça dela na entrada. – Alguma coisa?
A Mary sorrio à chefe dela e a uma das suas queridas amigas. – Nada, eu juro, eu nunca estive tão excitada para a chegada de Maio.

- Eu sempre tive um bom pressentimento sobre isto, sabias?

- Eu não quero “amaldiçoar” +*+ nada, por isso vou-me manter calada. – a Mary focou-se no calendário mais uma vez. – Olha, eu não vou estar cá amanhã à noite. A Bitty tem um exame físico marcado.

- Oh, é verdade. Boa sorte… e é muito chato teres que ir tão longe até ao Havers.

- A Dra. Jane disse que ela não tinha o conhecimento básico apropriado. Pediatria para vampiros é uma especialidade, aparentemente.

A Marissa sorriu gentilmente. – Bom, o meu irmão pode ser complicado para mim, pessoalmente, mas eu nunca questionei a sua habilidade para fornecer um bom tratamento aos pacientes dele. A Bitty não poderia estar em melhores mãos.

- Eu preferia, realmente, apenas mantê-la connosco na clínica do centro de treino. Mas no final do dia, o que é melhor para ela é a única coisa que nos importa.

- É isso que significa ser um bom pai.

A Mary olhou para a sua pulseira. – Amém.

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*DA – Défice de Atenção

** de onde vêm os bebés

# - Bomba atómica

## - adolescente que bateu com o próprio pé na cabeça 134 vezes seguidas

#* - eles já passaram a aulas de campo? O.O

*# - Combos:  Marca de salgadinhos / Mountain Dew: Bebida gasosa

*#* - baixista de compositor de bandas de glam metal, heavy metal e hard rock

**# -Marca/Companhia de máquinas de lavar

+ - Perturbação de Stress Pós-Traumático conhecido como PTSD

+* - essa comparação é estúpida… raios de sol até ainda ia, porque são quentinhos, mas o próprio sol é uma fornaça!!! Ela ia ficar carbonizada de dentro pra fora… Já desabafei, continuem a leitura. :P

*+ - está-se a referir a “raids” que foi quando o Lash comandou os minguantes para assaltarem e matarem e afins as casas de vampiros da glymera. Não me lembro que termo usaram e não tenho os livros comigo, por isso se for outro termo desculpem. :3

*+* - mas de uma panela de cozedura lenta

+*+ - amaldiçoar não é exactamente a melhor tradução para jinx, contudo não há uma que se enquadre na frase. Jinx é quando alguém quer muito alguma coisa e ao falhar dela a coisa acaba por não acontecer (a mim acontece-me sempre!!! É horrível!!!)

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Para quem quiser, tem aqui o link de onde tirei a versão original:

Bem... Para aqueles que ficaram, o que é que acharam?

Eu já sei que vai dar sarilho, porque vai aparecer o tal tio, mas mal posso esperar para saber como é que a história se vai desenvolver e com quem é que a Bitty vai ficar!

Por hoje é tudo...

Fiquem bem pessoal e até à próxima publicação,
Sunshine ;)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Blood Vow Virtual Signing e mini-excerto

Olá pessoal!!!

Tudo bem? (Espero que sim)
Pois é! A partir de hoje vai estar aberto as "inscrições" para a Assinatura Virtual (Virtual Signing também conhecido como V.S.)

Eu fui ver, e comprar o livro para o mandarem para cá fica a 60 e tal dólares e ainda posso ter problemas da alfandega... eu queria... mas acho que vou esperar que me apareça a capa original no Book Depository e mandar vir de lá... Bem mais barato, não pago portes, nem conversão de euro a dólar...

Hoje, para celebrar a abertura do V.S. a Ward deu-nos um pequeníssimo excerto que já está na página de facebook do blog mas que eu achei que ficaria bem aqui também. ;)

---V.P.---
- Eu sabia que virias atrás de mim. - disse ela rudemente.
- E eu sabia que estarias à espera.
Ela levantou o queixo. - Não esta à espera.
O Axe gostava da maneira como o maxilar dela estava rígido como se ele a estivesse a enervá-la. Mas depois ela sorrio. - Se sabias que eu estaria à tua espera, porque é que não te despachaste?
- Tu vales a pena.
Ela abriu a boca como se estivesse à espera que ele dissesse outra coisa e tinha uma resposta preparada. Abanando a cabeça, ela sorrio mais um bocado e olhou para outro lado. - Isso não é uma linha de uma publicidade de cabelo?
- Sei lá eu.
Blood Vow, pág.54

---V.O.---
“I knew you would come after me,” she said roughly.
“And I knew you’d be waiting.”
She kicked up her chin. “I wasn’t waiting.”
“If I hadn’t rushed out here, you would have.”
Axe liked the way her jaw set like he was pi&&ing her off. But then
she smiled. “If you knew I’d wait for you, why did you rush?”
“You’re worth it.”
She opened her mouth as if she had expected him to say something
else and had something prepared. Shaking her head, she smiled some more as she glanced away. “Isn’t that a line from a hair ad.”
“I wouldn’t know.”
-BLOOD VOW, pg. 54
----

Neste mini-excerto temos uma interacção do Axe, um dos recrutas da Irmandade que muitos poucos devem conhecer com a Elise, o interesse romântico dele que vai ser uma personagem completamente nova neste livro.

Mal posso esperar para saber como é que ela é e como é que vai ser a história deles.

Por hoje é tudo (até porque não há mais nada), por isso...
Fiquem bem e até à próxima publicação,
Sunshine ;)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

2º Slice of Life da Newsletter da Ward + Sinopse Completa do Blood Vow

Olá pessoal!!!!

Tudo bem?

Finalmente saiu a Newsletter de Outubro e para além da Slice of Life temos a sinopse completa do Blood Vow!!! Go Ward!!!

Agora vamos ao que vocês querem, está bem... ;)

Primeiro a "Fatia da Vida" na versão tuga.
“Fatia da Vida” de Outubro
29 de Setembro de 2016
Por: J.R. Ward
Traduzido por: Sunshine

Mais uma vez com sentimento, Parte 2
a.k.a Vishous Não É O Meu Animal Espiritual
Enquanto estou à frente do Vishous na sala de Bilhar, sou relembrada de algo que li há algum tempo atrás que dizia que a fobia mais comum que os humanos têm é a de falar à frente de um grande número de pessoas. Aparentemente, também é um pesadelo que o pessoal tem de tempo em tempo? O que eu acho interessante à cerca dos dois é que, enquanto eu tenho uma quantidade grande de falhas de ignição neurológicas defeituosas com as quais eu tenho que lidar frequentemente, uma das poucas falhas que não possuo é a de falar publicamente.
O que eu não gosto? Conversas mano-a-mano, intimas… e raios, e enquanto o V me dá aquele olhar superior dele, aqueles olhos de diamante estreitos e fixados em mim, sou relembrada precisamente do porquê de eu não gostar de conversas intimas. À medida que ele me olha lá de cima, é como se ele estivesse dentro do meu cérebro, a ver as fendas que eu não me dou ao trabalho de examinar, a maquinar algum tipo de rearranjo de mobília mental, a vagar por lá e ligar as luzes a seu bel-prazer.
Na verdade, eu sinto como se uma faca gama* estivesse a fatiar finamente a minha massa cinzenta. É tão mau, que eu preferia estar numa cocktail party- e isso já quer dizer muita coisa.
-Não, não és o meu favorito. – limpo a minha garganta enquanto o corrijo. – E eu estou aqui para ver o Lassiter. Talvez eu irei apenas… un, o Fritz está? – Espera, eu já disse isto. E eu já tinha visto o mordomo. – Eu podia, ah…
Yup, a única maneira em que isto piora é com ele a sorri para mim agora. O que significa que ele está a fazer uma das duas coisas: 1) ele está a apreciar todo o embaraço a que me estou a submeter; ou 2) ele está a imaginar-se a apagar aquele cigarro na minha cavidade ocular, ou algo do género. #bonstempos
Posso ir para casa agora, penso para mim mesma…
- Eu não sei porque não o admites.
Aquele arrastamento que era quase sotaque Europeu de leste desenrolava através dele; parte inglês, parte francês, com algum alemão enfiado lá no meio. É devido a ele ser um membro da aristocracia por nascimento… apesar de eu achar curioso que ele tenha as vogais altivas e as consoantes arqueadas da glymera considerando que ele nunca passou muito tempo perto deles. Sem dúvida que foi por ter estado na Irmandade todos estes séculos… pensando bem, eu não iria excluir a hipótese de a Virgem Escrivã ter entrelaçado a fala soar como realeza europeia a um filamento de ADN específico no seu programa de criação não extinto.
- O meu favorito é o Z. – Assumi. Apesar de, nesse momento, a citação da caixa de chocolates Forest Grump passa pela minha cabeça: Os Irmãos, não se pode escolher só um. Espera, talvez fosse uma publicidade das Lays? Oh, Deus, estou a ficar maluca. – Sempre foi o Z para mim.
- Ainda bem que ele não sabe. - V dá uma passa no cigarro e segura o fumo nos pulmões. Falando, em seguida, ao mesmo tempo que exala. - Ele odeia pessoas que se chegam demasiado perto.
A minha fúria aumenta, mesmo sabendo que era isso que o Vishous queria. - Não sejas... - Vou mesmo dizer isto? Un, yup. - Não sejas um m€rdas.
- Oh, eu não lhe vou dizer. - Ele apaga o cigarro enrolado num cinzeiro da Hermes que estava balançado na borda da mesa de bilhar. - Eu não acredito que pensavas que iria fazer isso.
- Sim, claro. Porque és um grande humanitário.
- Nem por sombras.
- Por isso entendes a minha preocupação.
- Nope. E, estás a ver, esta é mais um exemplo de como tu falhas o alvo. Tu, por mim podias ir à m€rda. O meu Irmão, por outro lado? Não estou interessado em alarmá-lo. E a última é o motivo de eu ficar calado.
- E ainda perguntas porque não estás no topo da minha lista.
- Nunca. Porque é uma mentira. Contudo, eu acho curioso que não consigas ser verdadeira.
- Estamos a ir em círculos aqui.
- Não, nós temos estado parados.
À medida que ele indica com a mão os nosso pés que estão, de facto, solitários.** Eu realmente, seriamente, totalmente... quero dar-lhe uma joelhada nos tomates- ou no único tomate que ele ainda tem. Mas eu não sigo à frente com o impulso, mais porque, conhecendo a minha sorte, eu iria falhar e partir a minha rótula na parte de baixo da mesa. E convenhamos- apesar de nenhum dos Irmãos ter alguma vez levantado as suas mãos contra mulheres ou fêmeas... será que quero mesmo testar essa teoria com o Sr. Irritadiço?
- Não sou irritadiço.
- Importas-te de sair da minha cabeça? -Expludo.
Eeeeeee é assim que tem sido entre nós os dois. Constantemente. Todas as cenas. E o porquê de Na Sombra do Sonho (título português do Livro do Vishous) eu ter tido a pior experiência de escrita da minha vida.
- Aproveita o teu anjo, - murmura o Vishous enquanto ele pega no cinzeiro e vira-me as costas. – E os teus delírios.
- Eu não sou maluca. – Grito para as costas dele.
- Tu passas todos os dias a falar com personagens ficcionais.
- Se fosses ficcional, não me punhas doida como me pões! Tu farias aquilo que te era dito e terias tento nas tuas maneiras!
Nas ombreiras ornamentadas do arco para a entrada, ele olha por cima do ombro e alça a sua sobrancelha. – Quando eu quiser que implores, eu digo-te.
- Vais fazer com que beba!
Ele não volta a olhar para trás. Ele apenas vai através do vestíbulo com o seu estupidamente ridículo, estupidamente mal cheiros hábito mauzão- que na realidade cheira fantasticamente- e a sua atitude mais-sagrado-que-você- apesar de que, para ser justa, ele é descendente de uma divindade- e o seu desgraçado, odiador de Apple, dominador, dominante-
Espera, onde é que eu ia?
Com um resmungo, encosto o meu rabo não existente na beira da mesa de bilhar e esfrego os meus olhos. Eu não bebo nada alcoólico desde que eu tinha, tipo, dezanove anos, e nada, mas nada, me vai fazer pegar em nada com álcool. Honestamente, sempre pensei que o sabor era horroroso, mas eu também não quero perder as calorias, e mais do que os dois anteriores, eu não gosto mesmo nada de ficar embriagada. Mas BOLAS, ele faz-me querer apenas…
Bem, eu não sei o quê, mas é grande, sujo e provavelmente envolve atirar bolos como um episódio de I Love Lucy.
O pior de tudo? O pior, pior de tudo? Ele está certo. De baixo de todas as discussões e das coisas difíceis… Eu adoro-o perdidamente. Ao ponto de que, se eu tivesse que escolher favoritos, eu teria que admitir que a baixo do Z, tipo, mesmo a baixo do Zsadist, separados pela largura de um fio de cabelo… está aquele horror com uma barbicha, e das tatuagens na fronte, e aquela porcaria sabichona, superior e elitista. Eu realmente não consigo explicar o porquê de eu ter uma afinidade assim com algo que me enche a paciência desde modo- masoquismo? Inseguranças? Porque eu sempre me sinto como se tivesse que mostrar o meu valor com ele e este é o tipo de coisa que eu acho irresistível? Ou talvez seja por eu ser o tipo de pessoa que não tem tendência de ser enfrentado, espicaçado, incitado… e eu tendo a gostar e a respeitar o pessoal que me enfrentam de frente.
- Eu acho que também gostas de mim. – Eu respondo-lhe, mesmo que ele não me possa ouvir. – Eu acho.
- És de Beantwon***, porque não haveria de gostar?
Eu salto e gaguejo, e foco no Butch que está na ombreira e relaxo com o alívio. – Oh, és tu.
O Butch entra na sala de Bilhar e está maravilhosa esta noite, vestido num fato de seda azul escuro que diz Monte Carlo e não Las Vegas. A sua camisa branca-gelada está aberta no colarinho e ele cheira como uma amostra de revista, alguma coisa deliciosa e muito cara. E, oh, aqueles olhos cor-de-avelã. Sabes, uma vez conheci um rapaz que tinha olhos cor-de-avelã como os do Butch- ele tocava no grupo Fort Ticonderoga Fife & Drum Corps#, e ele era um mauzão com uma cara de morrer. O pão perfeito para um crush de verão para uma rapariga de dezasseis anos, especialmente naquelas vestimentas da América Colonial.
- Então ele acabou de sair, huh. – O Butch inclinou a cabeça por cima do ombro a indicar a porta. – O meu rapaz, V, quero eu dizer.
- Então sentes o cheiro do fumo.
- Sim, a sair dos teus ouvidos. – O espertalhão sorri, expondo o dente da frente lascado. – Eu sempre sei quando vocês os dois ficam num espaço fechado juntos. Ele volta para o computador e joga World of Warcraft durante horas.
Eu encolho-me. É um bocado complicado pensar que eu tenho qualquer tipo de efeito no Vishous. – A sério?
- Sinhe. Atão com’ tens passado?##
Eu adoro o sotaque de Boston. Faz-me pensar no Good Will Hunting, uma dos meus filmes favoritos. E também do The Town, outro dos meus grandes fav (olá, Bem Affleck nu com tatuagens).
- Estava bem até.- não, eu estou bem. – Digo. - O Fritz vai trazer-me scones. O que poderia estar errado, verdade? Vais à igreja?
- Daqui a bocado, yup.
Eu penso na sua cruz de ouro enorme, e na sua fé… e depois, por alguma razão, lembro-me dele naquele carro perto do rio, a fazer sexo com aquela empregada de bar enquanto o sol nascia sobre o Hudson. Lembram-se disso? Quando ela queria que ele lhe dissesse que a amava e ele disse? Deus, aquilo foi triste. Mas a luz estava prestes a raiar na vida dele- ele só tinha que passar por alguns desafios complicados primeiro. Quem iria pensar que o tipo espectacular do Sul de Boston era um parente do Wrath. De doidos.
- Hey, posso perguntar-te uma coisa? – Quando ele acena e sorri, eu penso, wow, as coisas sempre foram fáceis entre nós os dois. – Costumas ver o Jose de la Cruz, o teu antigo parceiro nos homicídios?
Uma mudança apodera-se da cara do Butch, as feições a estreitarem-se. E eu abruptamente senti-me culpada por perguntar. Apesar disso, eu não vou retirar a questão, e eu espero, pacientemente, pela sua resposta…
Continua no Próximo Mês!
*Tratamento radioactivo controlado informaticamente
**Também não percebi...
***Outro nome que se dá a Boston, EUA
# Banda de música militar
## Tentativa de fazer algum tipo de sotaque, desculpem qualquer coisinha… :P

Que acharam? Não foi nada do que eu estava à espera... e depois apareceu o Butch... Será que ela vai "correr" a mansão toda antes de aparecer o Lassi?

Quem quiser pode ver a versão original AQUI!!!

E agora vamos à sinopse do Juramento de Sangue (Blood Vow). :)
----V.P.----
A Irmandade da Adaga Negra continua a treinar os melhores dos melhores para se juntarem a eles na batalha mortal contra a Sociedade Minguante. Entre os novos recrutas, Axe demonstra ser um lutador astuto e perverso- e também um solitário isolado devido a uma tragédia pessoal. Quando uma fêmea aristocrata precisa de um guarda-costas, Axe aceita o emprego, apesar de ele não estar preparado para a atracção animal que deflagra entre ele e a pessoa que ele jurou proteger.
Para Elise, que perdeu a sua prima directa num assassinato brutal, a atracção perigosa de Axe é cativante- e possivelmente uma distracção para a sua dor. Mas, à medida que eles se entranham mais fundo na causa da morte da prima dela, e a sua conexão física desenvolve para algo muito maior, Axe tem receio que o segredo que ele mantém e a sua consciência torturada os vá separar.
Rhage, o Irmão com o maior coração, sabe tudo sobre auto-punição, e ele quer ajudar o Axe a atingir o seu pleno potencial. Mas quando uma chegada inesperada ameaça a nova família da Mary e do Rhage, ele encontra-se de volta às trincheiras, a lutar contra o destino que irá destruir todo o que lhe é mais precioso.
À medida que o passado de Axe vem à tona, e o destino parece que se está a virar contra o Rhage, ambos os machos devem chegar mais fundo- e rezar para que o amor, em vez da raiva, seja a lanterna deles na escuridão.
----V.O.----
The Black Dagger Brotherhood continues to train the best of the best to join them in the deadly battle against the Lessening Society. Among the new recruits, Axe proves to be a cunning and vicious fighter—and also a loner isolated because of personal tragedy. When an aristocratic female needs a bodyguard, Axe takes the job, though he’s unprepared for the animal attraction that flares between him and the one he is sworn to protect.
For Elise, who lost her first cousin to a grisly murder, Axe’s dangerous appeal is enticing—and possibly a distraction from her grief. But as they delve deeper into her cousin’s death, and their physical connection grows into so much more, Axe fears that the secrets he keeps and his tortured conscience will tear them apart.
Rhage, the Brother with the biggest heart, knows all about self-punishing, and he wants to help Axe reach his full potential. But when an unexpected arrival threatens Rhage and Mary’s new family, he finds himself back in the trenches again, fighting against a destiny that will destroy all he holds most dear.
As Axe’s past becomes known, and fate seems to be turning against Rhage, both males must reach deep—and pray that love, rather than anger, will be their lantern in the darkness.
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Mais uma coisa pela qual eu mal posso esperar... E vocês?

E por hoje é tudo que eu tenho que ir dormir (já devia estar na cama há que tempos... xD)

Fiquem bem e até à próxima publicação,
Sunshine ;)