terça-feira, 4 de junho de 2013

BLAY / QHUINN - Lover Reborn e Lover at Last SPOILERS

Antes de pormos as leituras em dia, queria dizer umas coisas:

1ª coisa - Quem, como a nossa A., quiser apresentar a sua opinião, pode E DEVE fazê-lo. No entanto, em vez de colocar nos comentários, é preferível que mande um e-milío, ou para a irmandade (ver algures pelo blogue), ou para mim (morcego.notivago@gmail.com), ou para a Alex (que também não se deve importar, mas não tenho o endereço dela e estou a falar de cor). Nós publicamos e fica mais melhor bom. Ai, mas eu só quero fazer um comentário e tenho vergonha de ver o meu nome

2ª coisa - A Viviana fez anos ontem e ela pode optar entre a publicação de ontem e a de hoje para escolher a prenda!

3ª coisa - A menina Alex que nem pense em armadilhar-me a gruta ou pôr minas anti-morCeGo na minha entrada. Telefonei ao V e ele disse-me dos teus planos diabólicos (claro que a conversa foi em inglês com sotaque americano, porque se aquilo fala muitas línguas, nunca ninguém lhas ouviu!). A partir de hoje o Z vai-me patrulhar a área e zelar pela minha segurança! Ora toma!

4ª coisa - Boas leituras e beijos bons.


SPOILERS___SPOILERS
Lover Reborn e Lover at Last




[Depois de Blay dizer a toda a gente que Qhuinn deu uma coça no Xcor por ele ter atentado contra a vida de Wrath - Lover Reborn]



Mal o viram entrar pela porta, calaram-se todos. Como se a sala tivesse um comando e alguém os tivesse desligado.
Qhuinn estacou. Deu uma vista de olhos a si próprio no caso de ter alguma coisa indecente à mostra. Olhou para trás na eventualidade de alguém importante estar a descer as escadas.
Depois olhou para todos, a pensar no que estava a falhar….
Na grande e gritante ausência de som e de movimento, Wrath apoiou-se no braço da sua rainha e gemeu enquanto se punha a pé. Tinha uma ligadura à volta do pescoço e parecia um bocado pálido, mas estava vivo… e, com uma expressão muito séria, Qhuinn sentiu estar a ser fisicamente embrulhado.
O rei pôs a mão do anel de diamante negro da raça no seu próprio peito, mesmo no meio, sobre o coração… e devagar, a custo, com a ajuda da sua shellan, dobrou-se pela cintura.
A fazer uma vénia a Qhuinn.
Quando o sangue lhe fugiu do cérebro e Qhuinn se perguntava que caralho estava a fazer o vampiro mais importante do planeta, alguém começou a bater palmas devagar.
Clap. Clap. Clap!
Outros juntaram-se, até que toda a assembleia, Phury e Cormia, Z e Bella e a bebé Nalla, Fritz e o resto do pessoal… Vishous e Payne e os respetivos companheiros, Butch e Marissa e Rehv e Ehlena… todos lhe batiam palmas com lágrimas nos olhos.
Qhuinn abraçou-se e os olhos desencontrados olhavam para todo o lado e para lado nenhum.
Até que pararam em Blaylock.
O ruivo estava do lado direito, a aplaudir como os demais, os olhos azuis luminosos de emoção.
Afinal, ele havia de saber o quanto significava uma coisa assim para um miúdo todo fodido com um defeito congénito cuja família não quis para não ser envergonhada nem socialmente ostracizada.
Ele havia de saber como era difícil aceitar agradecimentos.
Ele havia de saber o quanto Qhuinn queria fugir das atenções… apesar de estar comovido para lá do possível com a honra imerecida.
No meio de tudo o que não conseguia suportar, ele simplesmente olhou para o seu velho e querido amigo.
Como sempre, Blay foi a âncora que o impediu de ser arrastado.



Wrath é grande! Blay é bom! Qhuin é... ahhhhhh...





[No Zero Sum Iron Mask, depois de Qhuinn ter dito a Blay o que sentia por ele – Lover at Last]]


Blay engoliu em seco quando Qhuinn voltou a fitar a parede de garrafas atrás do bar.
Abrindo a boca, Blay tinha tenções de dizer alguma coisa, mas em vez disso reviu o monólogo outra vez de princípio a fim. Jesus Cristo…
E apercebeu-se de algo.
Se sou gay, porque é que tu foste o único macho com quem estive?
De repente, o sangue fugiu todo da cabeça de Blay à medida que decifrava a verdade nas palavras que ele tão rudemente interpretou mal. Aquilo significava… que aquela noite quando ele…
- Ó Deus, - disse em voz baixa.
- É assim que estou, - disse o guerreiro com maus modos. – Queres um copo…
As palavras saltaram-lhe da boca:
- Já não estou com o Saxton.
Qhuinn virou a cabeça pela segunda vez. De certeza que não tinha ouvido que…
- O quê?...
- Acabei com ele, tipo, há duas semanas.
Qhuinn sentiu os olhos a pestanejar várias vezes.
- Porque… espera, não percebo.
- Não estava a funcionar. Já não funcionava há bastante tempo. Quando ele regressou naquela noite depois de ter estado com outra pessoa? Já não estávamos juntos, por isso ele não me traiu.
Por uma qualquer ideia louca, tudo o que Qhuinn pode pensar foi do Mike Myers a dizer, Ex-squeeze me? Fermento?
- Mas eu pensei… espera, vocês pareciam muito felizes. Matava-me cada vez que… pois.
Blay encolheu-se.
- Desculpa, menti.
- Meeeeerda, quase que o matei.
- Bem, estavas a ser um cavalheiro pouco ortodoxo. Ele sabia.
Qhuinn franziu o sobrolho e abanou a cabeça.
- Não fazia a mínima ideia de que vocês os dois não… bem, já disse isto.
- Qhuinn, tenho que te perguntar uma coisa.
- Força. - Partindo do princípio que se podia concentrar.
- Quando estivemos juntos… naquela noite… e depois disseste que tu nunca… tu sabes…
Qhuinn esperou que ele continuasse. Como não continuou, não fazia ideia do que Blay queria dizer…
Ah, aquilo.
Qhuinn não podia acreditar, mas sentiu-se a corar e a ficar quente.
- Pois, aquela noite.
- Bem, tu nunca…
Considerando tudo o que ele ali despejou, aquele pormenorzinho parecia de somenos importância. Para além disso, a verdade era a verdade.
- Foste o primeiro e único macho com quem estive assim.
Silêncio do outro lado. E depois,
- Ó meu Deus, desculpa, eu…
Qhuinn interrompeu logo as desculpas desnecessárias.
- Eu não me arrependo. Não existe mais ninguém que eu quisesse que me tirasse a virgindade. Lembramo-nos sempre do primeiro.
Parabéns, Saxton, filho da puta sortudo.
Outro longo silêncio. E quando Qhuinn olhou para o relógio e ia sugerir fazer uma pausa naquele constrangimento, Blay falou.
- Não me vais perguntar porque é que eu e o Saxton nunca daríamos certo?
Qhuinn revirou os olhos.
- Eu sei que não foram problemas na cama. Foste o melhor amante que tive e não consigo imaginar o meu primo a pensar de outra forma.
Filho da puta do caralho de merda do Saxton.
Ao aperceber-se que o outro não dizia nada, Qhuinn olhou para ele. Os olhos azuis de Blay tinham um brilho estranho.
- Que foi? – Ó pelo amor de Deus. – Está bem. Porque é que tu e o Saxton nunca dariam certo?
- Porque eu estava, e estou, absolutamente e completamente e totalmente… apaixonado por ti.
Qhuinn ficou de boca aberta. Como os ouvidos começaram a zunir, pensou que não tinha ouvido bem. Aproximou-se.
- Desculpa, o que é que tu…
- Hey, baby, - Interrompeu uma voz feminina.
Do lado direito dele, uma mulher com um decote suficientemente grande para encher duas saladeiras encostou-se-lhe ao corpo.
- Gostarias de ter uma companheira de…
- Desaparece, - Ladrou Blay. – Ele está comigo.
De súbito, a espinha de Qhuinn endireitou-se: estava mais do que claro pelo fogo azul e frio que os olhos de Blay disparavam que o tipo se preparava para arrancar o pescoço daquela mulher se ela não desaparecesse depressa.
E isso era…
Fenomenal.
- Ok, ok, - Pôs as mãos ao alto a render-se. – Não sabia que estavam juntos.
- Mas estamos, - silvou Blay.
À medida que a mulher com a ex-brilhante ideia fugia, Qhuinn virou-se para Blay, consciente que o choque era visível.
- Estamos? – Sussurrou ao ex-melhor amigo.
Com a música a bombar, e uma sala cheia de estranhos apinhados à volta dele, com o empregado a servir bebidas e as raparigas a trabalhar, com outras mil vidas a passar por eles… o tempo parou para ambos.
Blay agarrou na cara de Qhuinn, aquele olhar azul a aquecê-lo enquanto lhe fitava o rosto todo .
- Sim. Sim, estamos.
Qhuinn quase lhe saltou para cima, estreitando a distância entre os lábios e beijando o amor da sua vida uma vez, duas… três vezes… apesar de não fazer ideia do que estava a acontecer, ou se era realidade ou se estava para morrer.
Depois de todo aquele sofrimento, estava exausto de alívio, mesmo que fosse temporário.
Quando se separou, Blay franziu o rosto.
- Estás a tremer.
Seria possível que não estivesse a imaginar?
- Estou?
- Estás.
- Não quero saber. Eu amo-te. Eu amo-te tanto tanto, e lamento não ter sido macho suficiente para o admitir.
Blay calou-o com um beijo.
- És macho que chegue agora, o resto é passado.
- Eu só… Deus, estou mesmo a tremer, não estou?
- Estás. Mas não faz mal… eu estou aqui.
Qhuinn encostou a cara a uma das mãos do macho.
- Estás sempre. E sempre me tiveste… e ao meu coração. À minha alma. Tudo. Só gostava de não ter demorado tanto tempo a admiti-lo. Aquela minha família… quase me matou. E não foi só graças àquela Guarda de Honra.
O olhar de Blay afastou-se. E as mãos penderam-lhe.
- Que foi? – Exclamou Qhuinn. – Disse alguma coisa errada?
Ó Deus, ele sabia que isto era bom demais para ser verdade…
Durante um longo período, Blay simplesmente olhava para ele. Mas depois o macho estendeu-lhe a mão.
- Dá-me a tua mão.
Qhuinn obedeceu instantaneamente, como se a ordem de Blay lhe controlasse melhor o corpo do que o cérebro.
Quando uma coisa lhe escorregou no dedo, assustou-se e baixou o olhar.
Era um anel de sinete.
O anel de sinete de Blay. O que o seu pai lhe dera logo após a transição.
- És perfeito tal como és. – A voz forte de Blay. – Não há nada de errado contigo ou com o que sempre foste. Tenho orgulho de ti. E amo-te. Agora… e sempre.
A visão de Qhuinn turvou-se. Mesmo.
- Tenho orgulho de ti. E amo-te. – Repetiu Blay. – Sempre. Esquece a tua antiga família… agora tens-me a mim. Eu sou a tua família.
- Só conseguia fitar o anel, ver o brasão, sentir o peso no dedo, ver como a luz refletia no metal precioso.
Toda a vida desejou um assim.
E quem diria?... para não variar, como sempre, Blay foi quem o concretizou.
Quando Qhuinn começou a chorar, sentiu-se puxado para um grande e poderoso peito, braços fortes a abraçá-lo e a segurá-lo. E ,de seguida, vindo de nenhures, uma especiaria sombria ergueu-se, o cheiro… o aroma de vinculação de Blay – a coisa mais bonita que alguma vez lhe entrara pelo nariz.
- Tenho orgulho de ti, e amo-te. – Disse Blay novamente, aquela voz familiar a separá-lo de todos aqueles anos de rejeição e julgamento, a dar-lhe não só a corda da aceitação a que se agarrar, mas também uma mão de carne e osso para o conduzir através da escuridão do passado…
A caminho do futuro que não necessitava de mentiras nem de pedidos de desculpa, porque o que ele era e o que eles eram, era ao mesmo tempo extraordinário e nada de fora do normal.
O amor, apesar de tudo, era universal.
Qhuinn fechou a mão com força, e soube que nunca tiraria aquele anel.
- Sempre, - murmurou Blay. – Porque a família é algo de permanente.
Meu Deus, Qhuinn chorava como um mariquinhas. Mas Blay não parecia importar-se minimamente… nem julgar.
- Sempre, - ecoou Qhuinn com dificuldade. – Sempre…


 Sem comentários:  És perfeito tal como és.  Não há nada de errado contigo ou com o que sempre foste. Tenho orgulho de ti. E amo-te. Agora… e sempre.



6 comentários:

Ok,quando fizer um comentário mais longo eu enviarei um e mail com as minhas modestas sugestões e os meus modestos comentários. Estes também servem para dinamizar o blog e pôr mais pessoas a comentar porque elas existem.
Este excerto do Lover Reborn foi um dos mais marcantes e lindos,mas há uma cena no Lover at Last que excede tudo! :)
O outro excerto do Blay e do Qhuinn é a coisa mais linda que se pode ler e até o coração começa a acelerar quando se lê e parece que estamos ao lado deles a assistir! :)
Parabéns pela tradução!
Boas leituras!
*.*

Estas frases, meteram-me a rir durante bastante tempo xD:
- "Parabéns, Saxton, filho da puta sortudo"
- "Filho da puta do caralho de merda do Saxton."
- "Desaparece, - Ladrou Blay. – Ele está comigo" (lindo menino :3)
- "Estás sempre. E sempre me tiveste… e ao meu coração. À minha alma. Tudo. Só gostava de não ter demorado tanto tempo a admiti-lo. Aquela minha família… quase me matou. E não foi só graças àquela Guarda de Honra." (adoro quando o Qhuinn é profundo)
- "És perfeito tal como és. – A voz forte de Blay. – Não há nada de errado contigo ou com o que sempre foste. Tenho orgulho de ti. E amo-te. Agora… e sempre." (fiquei com uma lágrima ao canto do olho)

Faço uma vénia ao Blay ele merece. E devo admitir que adorei-o a reclamar o seu lugar xD. Opá, não li o livro, mas por aquilo que vocês andam a postar, para mim este é sem dúvidas até agora o melhor capítulo para mim.

Tão fofo! O Qhuinn merece, mas uma dúvida essencial...
Spoiler alert:
O Zero Sum não tinha ido pelos ares?

Estou a sonhar com o Zero Sum! É o Iron Mask... Linda Viviana atenta!

O V é um traidor! Quando o apanhar vai levar com o chicote no traseiro! Não tem nada que andar a revelar os meus planos maléficos!
Parece que só posso confiar no meu Qhuinn, é o único que não me trai! (A não ser com o Blay, mas nós concordamos em ter uma relação aberta) :p

Sim, também podem falar para a minha pessoa se quiserem, nem que seja a insultar!

alex-nason@hotmail.com

é um e-mail apenas dedicado a isto portanto eu respondo a tudo ;)

Lindas meninas...AMEII!!!! Qhuinn a corar, Qhuinn a chorar, Blay a marcar territorio (não gostei tanto mas enfim...). Tão fofos e tão meigos!!! Adoro . E , menina MorCeGo nada de monopolizar os "nossos" irmãos..que quer isso dizer? Z e V para ti??? Primeiro foi o Qhuinn , agora estes dois...Ai ,ai acho que estás mesmo a precisar de um castigosito...
Beijos

P.S. Parabéns Viviana!!