quinta-feira, 25 de julho de 2013

SPOILERS – Lover at Last





Dia dedicado ao gangue das ávidas, ao bando que quer levar o morceguito à exaustão, são elas as Patrícias, Denises, Vivianas, Margaridas, Nasans e derivados.


Se o que trago hoje, não trouxer consolação a nenhuma das insaciáveis… desisto!

Faço como uns e outros e demito-me… Irrevogavelmente… mas a sério…

A Nasan que faça remodelações e que se governe.

Tenho dito!

Boas leituras e beijos bons.


(Se não aparecer segunda-feira é porque consegui, FINALMENTE, um dia livre – e eu compenso-vos a seguir… he he he)


SPOILERS ________________ SPOILERS

Lover at Last





O coração de Qhuinn disparou. Os olhos saltavam de um lado para o outro, não acreditava que isto era…
Mas… como era possível? Considerando a linhagem e o defeito, não era legalmente possível uma pessoa como ele…
De repente, veio-lhe a imagem de Saxton a trabalhar na biblioteca durante todas aquelas noites.
Foda-se…
Tantas perguntas: Porquê eu? Porquê agora? E o John Matthew, cujo peito já tinha, por artes mágicas, a marca da Irmandade?
Enquanto o pensamento trabalhava, sabia que tinha de responder, mas, merda, não conseguia…
Com uma súbita clareza, pensou na filha, revivendo a imagem que vira à porta do Fade.
Qhuinn olhou novamente para cada um dos capuzes. Que irónico, pensou. Há praticamente dois anos, uma Guarda de Honra de túnicas negras foi-lhe enviada para se certificar de que ele sabia que a sua família não o queria. E agora, estavam aqui estes machos que o vinham introduzir num tipo diferente de família – e isso era tão forte como o sangue.
- Diabo, sim, - disse ele. – Perguntem-me.
 (…)
Qhuinn não fazia ideia de onde estava.
Antes de saírem do quarto, deram-lhe uma túnica negra e instruções de pôr o capuz, fitar o chão e manter as mãos cruzadas atrás das costas. Não devia falar a menos que lhe dessem ordens em contrário e ficou evidente que o modo como agisse faria parte do julgamento.
Nada de se armar em parvo ou em mariquinhas.
Tudo bem.
A primeira paragem depois de descerem a escadaria foi o Escalade do V; soube pelo cheiro a tabaco turco e pelo som do motor. Viagem curta, lenta. Depois disseram-lhe para sair, ar frio a introduzir-se por baixo do capuz da túnica e da bainha.
Os pés descalços atravessaram um pedaço de terra fria de gelo, congelada, depois terra compacta sem neve. Pela acústica, era óbvio que seguiam por um corredor ou talvez uma gruta?... Não andou muito até o obrigarem a parar, ouviu uma espécie de portão a abrir, e viu-se num declive. Pouco depois, foi obrigado a parar uma segunda vez, ouviu-se um outro sussurro, como se uma barreira qualquer estivesse a ser eliminada.
Agora tinha mármore macio por baixo dos pés. E aquela merda era quente. Também havia uma fonte de luz suave – velas.
Deus, o coração soava-lhe alto aos ouvidos.
Depois de alguns metros, puxaram-no novamente para parar, então ouviu a toda à volta o ruído de tecido. Os Irmãos despiam-se.
Queria olhar para cima, saber onde estavam, descobrir o que faziam, mas não o fez. Tal como lhe disseram, manteve a cabeça baixa e os olhos no…
Uma mão pesada aterrou-lhe na nuca e a voz de Wrath ecoou na Língua Antiga.
- És indigno de estares onde agora te encontras. Assente com a cabeça.
Qhuinn assentiu.
- Diz que és indigno.
Na Língua Antiga, ele respondeu,
- Sou indigno.
Em volta, os Irmãos deixaram escapar um grito explosivo na Língua Antiga de desacordo que o fez agradecer por os ter ali.
- Embora indigno, - continuou o rei, - desejas tornar-te outro esta noite. Assente com a cabeça.
Ele assentiu.
- Diz que desejas tornar-te digno.
- Desejo tornar-me digno.
Desta vez, o grito tremendo dos Irmãos foi de aprovação e apoio.
Wrath continuou:
- Só existe uma forma de te tornares digno, que é do modo justo e certo. Carne da nossa carne. Assente com a cabeça.
Qhuinn assentiu.
- Diz que desejas ser carne da nossa carne.
- Desejo tornar-me carne da vossa carne.
No instante em que a voz se desvaneceu, iniciou um cântico, as vozes graves da Irmandade uniram-se até formarem um acorde perfeito e uma cadência perfeita. Não se juntou, porque ninguém lho tinha dito para fazer – mas quando alguém se aproximou dele, e alguém se colocou atrás dele, e todo o grupo começou a balançar lado a lado, o corpo seguiu o ritmo.
Movendo-se em conjunto, tornaram-se num só, os ombros poderosos a deslocarem-se para trás e para a frente ao ritmo do cântico, o peso deles a balançar – o alinhamento deles a começar a mover-se para a frente.
Qhuinn começou a cantar. Não fazia tenções, mas aconteceu. Os lábios abriram-se, os pulmões encheram-se e a sua voz juntou-se às demais…
No momento em que o fez, começou a chorar.
Abençoada a merda do capuz.
(…)
Uma mão no ombro fê-lo parar.
O cântico e o movimento pararam, os últimos tons a desaparecerem.
Alguém se agarrou ao braço dele e conduziu-o em frente.
- Escadas, - disse a voz de Z.
Subiu uns seis degraus, e depois foi em linha reta. Quando o pararam, foi com o peito e os dedos dos pés contra o que parecia ser uma parede de mármore da mesma espécie de pedra de que o chão era feito.
Zsadist afastou-se, deixando-o ali.
O coração começou a martelar-lhe o esterno.
A voz do rei era forte como um trovão.
- Quem propõe este macho?
- Eu, - respondeu Zsadist.
- Eu, - ecoou Tohr.
- Eu.
- Eu.
- Eu.
- Eu.
Qhuinn teve de pestanejar várias vezes enquanto, um por um, todos os Irmãos falaram. Caralho, cada um dos Irmãos o propôs.
Até que veio o último.
A voz do rei ressoou alto e claramente:
- Eu.
Foda-se, precisava de pestanejar mais.
Então Wrath continuou, o sotaque aristocrático da Língua Antiga apoiada pela força de um guerreiro:
- Com base no testemunho dos membros da Irmandade da Adaga Negra reunidos, e sob proposta de Zsadist e Phury, filhos do guerreiro da Adaga Negra Ahgony; Tohrment, filho do guerreiro da Adaga Negra Hharm; Butch O’Neal, relação de sangue da minha linhagem; Rhage, filho do guerreiro da Adaga Negra Tohrture; Vishous, filho do guerreiro da Adaga Negra conhecido por Bloodletter; e da minha enquanto Wrath, filho de Wrath, consideramos este macho diante de nós, Qhuinn, filho de ninguém, uma nomeação apropriada para a Irmandade da Adaga Negra. Como está em meu poder e liberdade fazê-lo, e como é adequado à proteção da raça, e ainda, como as leis foram alteradas para garantir que é certo e justo, eu renunciei a todos os requisitos de linhagem. Podemos agora iniciar. Virem-no. Revelem-no.
Antes que alguém se aproximasse, Qhuinn endireitou os ombros e conseguiu limpar rapidamente os olhos – assim, era outra vez um macho quando o viraram e lhe tiraram a túnica…
Qhuinn parou de respirar. Estava em cima de um estrado e a gruta que tinha à frente estava iluminada com uma centena de velas negras, as chamas criavam uma sinfonia de suave luz dourada que tremeluzia nas paredes toscas e se refletiam no chão brilhante.
Mas não foi isso que lhe prendeu a atenção: mesmo à frente, entre ele e o tremendo espaço iluminado, estava um altar.
No centro tinha uma caveira enorme.
A coisa era antiga, o osso não era branco como os dos recentemente falecidos, estava escurecida pela pátina envelhecida do sagrado, do reverenciado.
Aquele era o primeiro Irmão. Tinha de ser.
Quando os olhos se desviaram, ficou boquiaberto de espanto: no chão, a olhar para ele, estavam os portadores vivos da grande tradição. A Irmandade estava de pé, ombro com ombro, os corpos despidos dos guerreiros a formar uma parede tremenda de carne e músculo com a luz das velas a brincar sobre a sua força e poder.
Tohr conduziu Wrath pelo braço até às escadas que Qhuinn tinha acabado de subir.
- Encosta-te e agarra-te às estacas, - ordenou Wrath enquanto o escoltavam até ao altar.
Qhuinn obedeceu sem hesitar, sentiu os ombros e o rabo a embater na pedra e as mãos a tocar num par de sólidas estacas com saliências.
Quando o rei ergueu o braço, Qhuinn soube súbita e exatamente como cada um dos Irmãos arranjou a cicatriz em forma de estrela no peitoral: uma antiga luva de prata estava presa na mão de Wrath, farpas marcavam os nós dos dedos da coisa e dentro do punho estava o cabo de uma adaga negra.
Com o mínimo de ruído, Tohr estendeu o pulso de Wrath por cima da caveira.
- Meu senhor.
O rei ergueu a lâmina, as tatuagens ritualistas que delineavam a sua linhagem refletiram a luz brilhante – tal como a lâmina afiada assim que cortou a pele.
Sangue vermelho emergiu e caiu num copo de prata que tinha sido inserido no topo da caveira.
- A minha carne, - proclamou o rei.
De seguida, Wrath lambeu a ferida para a fechar. Depois, o macho enorme, com o seu longo cabelo negro, o bico de viúva e os óculos escuros, foi conduzido até Qhuinn.
Mesmo sem a ajuda da visão, Wrath de algum modo sabia exatamente como os corpos de ambos estavam posicionados, a altura de Qhuinn e onde a cara dele estava…
Porque o rei agarrou fortemente o maxilar de Qhuinn. E com uma força brutal, atirou-lhe a cabeça para trás e para o lado, expondo-lhe a garganta.
Agora ele sabia para que serviam o caralho das estacas.
Com um sorriso cruel, Wrath expôs umas presas terríveis, umas como Qhuinn nunca antes tinha visto.
- A tua carne.
Num ataque relâmpago, o rei atacou sem misericórdia, perfurando a veia de Qhuinn com uma mordidela brutal, seguindo-se uma série de dilacerantes sucções que eram engolidas uma atrás da outra. Quando finalmente retraiu aqueles caninos, passou a língua nos lábios e sorriu como um senhor da guerra.
E chegou a hora.
Não foi preciso dizer a Qhuinn para se agarrar como um filho da puta. Confiando nas mãos, fincou os ombros e as pernas pronto para o que vinha.
- A nossa carne, - rugiu Wrath.
O rei não se retraiu. Com a mesma precisão infalível, fechou o punho dentro da luva antiga e bateu com ela no peitoral de Qhinn, o impacto daquelas farpas foi tão intenso, que os lábios de Qhuinn estremeceram com o ar que lhe saiu dos pulmões. Viu estrelas durante uns instantes, mas, quando recuperou, viu nitidamente o rosto de Wrath.
A expressão do rei era de respeito – e de total ausência de surpresa, como se Wrath esperasse que Qhuinn aguentasse como um macho.
E prosseguiu. Tohr foi o seguinte, aceitando a luva e a adaga, dizendo as mesmas palavras, ferindo o braço, sangrando para a caveira, atacando a garganta de Qhuinn, batendo com tanta força como um camião. Depois foi Rhage. Vishous. Butch. Phury. Zsadist.
No final, Qhuinn sangrava das feridas na garganta e no peito, o corpo coberto em suor e só não estava no chão por causa da puta da força com que se agarrava às estacas.
Mas ele não queria saber do que mais lhe iriam fazer; havia de se aguentar de pé, independentemente do que lhe fizessem. Não fazia ideia da história da Irmandade, mas estava capaz de apostar que nenhum daqueles tipos se tinha ido abaixo durante as induções – não se importava de ser o primeiro nalgumas coisas, mas não na falta de tomates.
Para além disso, até agora não esteve mal, pensava: os outros Irmãos estavam a rodeá-lo a rirem-se de orelha a orelha, como se aprovassem completamente a forma como ele estava a lidar com aquela merda – e isso só lhe aumentava a determinação.
Com um aceno, como se lhe tivessem dado uma ordem, Tohr conduziu o rei de volta ao altar e passou-lhe a caveira. Elevando o sangue recolhido bem alto, Wrath disse:
- Este é o primeiro de nós. Saúdem-no, o guerreiro que deu origem à Irmandade.
Um grito de guerra irrompeu da Irmandade, a combinação de vozes a trovejar na gruta; então Wrath aproximou-se de Qhuinn.
- Bebe e junta-te a nós.
Sim. Senhor.
Numa súbita onda de força, agarrou na caveira e olhou diretamente para as aberturas oculares ao levar o copo de prata à boca, Abrindo caminho para o estômago, despejou o sangue garganta abaixo, aceitando os machos dentro dele, absorvendo-lhes a força… juntando-se a eles.
Em volta, os Irmãos rugiam a sua aprovação.
Quando terminou, devolveu a caveira às mãos de Wrath e limpou os lábios.
O rei riu profundamente no seu peito extenso.
- Vais querer agarrar-te outra vez a essas estacas, filho…
Eeeeeeeeeeeeeeeee isso foi a última coisa que ouviu durante um bocado.
Como um relâmpago vindo dos céus e a perfurar-lhe a cabeça, foi atingido por uma súbita explosão de energia que se sobrepôs aos sentidos. Saltou para trás, encontrou as estacas e segurou-se quando o corpo começou a entrar em convulsões…
Fazia tenções de se manter consciente.
Mas, infelizmente… O turbilhão era demasiado intenso.
Quando o corpo estremeceu, e o coração falhou e o cérebro se desfazia em fogo-de-artifício, Bum! Apagaram-se as luzes.





Agora já sabem o que se passa na MINHA gruta!
He he he
Sou morceguinho pequenino, mas muito fino!...

Ok, podia ter usado o termo caverna… mas não era a mesma coisa…


Qhuinn… olé, olé… Qhuinn… olé, olé…

3 comentários:

opá, eu já sabia que isto acontecia, mas ao ler é outra coisa completamente diferente, estou tão orgulhosa do Qhuinn *.*, adoro quando ela chora de felicidade, pois é a coisa mais querida que pode existir...
Morcego, depois desta mereces o teu descanso ;)

Que fiz eu? ;P
Anyway... GO Qhuinn! *salta a abanar os pompons* XD

MorCeGuinho Lindo e maravilhoso realmente ganhaste o teu descanso. Vai, vai linda que eu deixo. Descansa, recarrega baterias e traz mais coisinhas boas para as meninas.
Estou a ler o livro da Payne e até ando...dormente!!!! Vai e aproveita. Beijos. E , claro que este excerto está otimo e faz querer ...mais!!!!