segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Lover Reborn: A Cerimónia do Fade - 1




Bom dia!

Antes de começar a disparatar, deixem-me dizer à Margarida Ladeira que gostei que também me quisesse adotar. E que também será sempre bem-vinda à minha gruta. Ok. Já somos cinco: mim, Viv, Nasan, Bea e Margarida. Que gangue! Espero não esticar as patas sem vos conhecer a todas pessoalmente. Já falei ao telefone com a Nasan, ela já sabe que falo como as pessoas… e que não tenho sotaque manhoso… Ela tem, mim não… He he he… Falta-me saber do resto! E dar-vos beijos ao vivo! Mas amanhã vou fazer uma introdução só para a Margarida e para a Bea – para falarmos de Xcor e afins…
No fiçubuco, a Rute e a Marta vão continuando a dizer coisinhas – o que sabe pela vida – E fico muito contente que estejam a gostar.
A Alex é que vai ter de explicar a história das facas. Será vudu?!... Olha que eu levo-te para a gruta também… estás-te a arriscar…

Hoje trago a cerimónia do Fade, uma cerimónia fúnebre. E, claro, é o Tohr a despedir-se da sua Wellsie como deve ser.

Por falar em cerimónias, tenho que vos contar uma das grandes tradições da minha família morcegueira que é o enxovalho de casamento.

A Nasan gosta de tudo o que acabe em alho. Quando soube que eu agora me dedicava ao afufalho (ser fufa), ficou toda excitada, mal ela sabia desta do enxovalho. Nasan: a introdução foi feita a pensar em ti.

Ora, na minha família, a noiva morcego tem que preparar as coisas com antecedência. Vários anos antes de dar o nó, trata do dito enxovalho de casamento. Eu explico: como de santas não temos nada e de gulosas temos muito, andamos a esvoaçar por esse mundo a experimentar o que podemos antes de acasalar com o morcegão. No dia da boda, entre comes e bebes, o pessoal junta-se e trata de pôr as línguas a mexer e a falar mal dos noivos. Se tiveram vidas imaculadas, não há interesse na coisa e vai tudo pendurar-se no galho mais cedo. Mas se os noivos forem dos bons, há enxovalho pela noite dentro.

No meu foi um espetáculo, foi como os senhores humanos ciganos e durou três dias. E sabem porquê? Porque eu gosto da minha família, quero que se divirtam e que sejam felizes, por isso arranjei-lhes material para vários dias. He he he… Tanta asa bati por essas noites fora… Louvada seja a santa padroeira das membranas que nunca me deixou que faltasse nada!...

Voltando à cerimónia do Fade, eles vestem-se de branquinho e é costume oferecerem o seu apoio através de objetos simbólicos. O nosso Tohr tinha acabado de tomar banho, estava de toalhinha à cintura (visão que tento apagar sem sucesso do pensamento) e foi um abre e fecha da porta do quarto.

Boas leituras.
Beijos bons.


SPOILERS PARA ALGUNS
Lover Reborn


Abriu a enorme mão e exibiu um pesado Rolex de ouro, aquele que Mary usava, aquele que o irmão lhe dera quando acasalaram. Era um símbolo do seu amor… e apoio.
Tohr pegou nele, sentindo o calor que permanecia no metal.
- Meu irmão…
- Ouve, nós só queremos que saibas que estamos contigo – pus-lhe alguns elos para que te sirva no pulso. Rhage abriu os braços e deu-lhe o abraço de urso pelo qual era conhecido – o tipo de coisa que estica a espinal medula e te obriga depois a expandir a caixa torácica só para se certificarem que não têm um pulmão perfurado.
- Não tenho palavras, meu irmão, - disse Hollywood.

(…)

- Meu irmão, - disse Phury aproximando-se e abraçando-o. Quando o Primale se afastou, exibiu algo longo e trabalhado. – Para ti.
Na mão estava uma fita branca de cerca de metro e meio com uma prece para dar força bordada cuidadosa e maravilhosamente a fio de ouro.
- As Escolhidas, Cormia e eu estamos contigo.

(…)

- Isto é da minha família para ti, - disse suavemente.
O irmão ofereceu-lhe um pequeno pergaminho, os dedos de Tohr tremiam enquanto o abria.
- Ó… merda….
No centro estava uma pequena marca de uma mão a tinta vermelha. Era de uma cria. Era de Nalla…
Não havia nada mais precioso para um macho do que as suas crias – especialmente se fosse uma fêmea. Aquela impressão da mão era o símbolo de que tudo o que Z tinha e tudo o que era, agora e no futuro era oferecido para apoiar o seu irmão.
- Foda-se, - disse simplesmente Tohr numa respiração ofegante.

(…)

Não disse nada. Nem houve a treta dos abraços, o que também estava bem.
Em vez disso, pôs uma caixa de madeira na cama à beira de Tohr, expirou uma nuvem de fumo e foi em direção à porta como se estivesse ansioso por sair do quarto.
Só que parou antes de sair.
- Estou contigo, meu irmão, - disse da porta.
- Eu sei, V. Estiveste sempre.
Assim que o macho assentiu e saiu, Tohr virou-se para a caixa de mogno. Abrindo o fecho negro e a tampa, praguejou baixinho.
O conjunto de adagas era… de tirar o fôlego. Retirou uma, maravilhou-se com a modo como se adaptavam à mão e reparou que havia símbolos gravados na lâmina.
Mais preces, quatro, uma de cada lado em ambas as armas.
Aquelas adagas não eram mesmo para lutar, eram demasiado preciosas. Cristo, V deve ter trabalhado nelas durante um ano, talvez mais…

(…)

Foi com as mãos atrás do pescoço e fez qualquer coisa. Quando trouxe as mãos à frente, estava a segurar a pesada corrente de ouro e a ainda mais pesada cruz que nunca tirava.
- Eu sei que o meu Deus não é o teu, mas posso pôr-te isto?
Tohr disse que sim com a cabeça. Assim que a impressionante base da fé católica do macho pendeu do pescoço, ele tocou a cruz.
Era incrivelmente pesado, todo aquele ouro. Sabia bem.

(…)

Como num sonho, ele tirou o anel de diamante negro que só tinha sido usado pelo rei.
- A minha shellan e eu estamos contigo. Usa-o durante a cerimónia para que saibas que o meu sangue, o meu corpo, o meu coração são teus. (…)
- Caralho.
Desta vez, foi Tohr quem se agarrou ao irmão, e o abraço foi correspondido rapidamente e de forma poderosa.

(…)

Pegou na mão do Tohr e pôs-lhe… O anel de Darius na mão.
Ele gostaria de estar aqui contigo, - gesticulou John. E o anel é a única coisa que tenho dele. Sei que gostaria que o usasses durante a cerimónia.
Tohr olhou para o brasão gravado no metal precioso e pensou no amigo, no seu mentor, no único pai que teve.
- Isto significa… muito mais do que possas imaginar.
Vou estar ao teu lado, - gesticulou John. O tempo todo.

(…)

No entanto, no meio disto tudo, faltava alguma coisa.
Autumn.
Ele precisava dos seus irmãos. Precisava do seu filho. Mas também precisava dela.

(…)

Lassiter estava de pé num canto do quarto de Tohr, manteve-se invisível. Foi bem pensado. Ver a entrada e saída dos machos foi duro. Como Tohr conseguiu aguentar sem ruir foi um puto de um milagre.
Mas isto estava a compor-se, finalmente, pensou o anjo. Finalmente, depois deste tempo todo, depois desta… bem… francamente, depois desta merda toda, as coisas estavam finalmente a levar um rumo.
Depois de passar a noite e o dia anterior com uma muito calada Autumn, deixou-a ao cair do sol para ela pensar melhor, com fé de que ela revisse a visita de Tohr vezes sem conta na cabeça e descobrisse apenas sinceridade no que lhe tinha dito.
Se ela aparecesse esta noite, ele estaria livre. Tinha conseguido. Bom, ok, está bem… eles tinham conseguido. Na verdade, no meio disto tudo, ele tinha sido um jogador à margem… exceto pelo facto de se ter preocupado com eles. E com Wellsie também.

Amanhã trago a continuação disto, sim?
Foi uma parte de que gostei muito. Achei que foi, sentimentalmente, belíssima…
Em Janeiro, vão poder apreciá-la melhor ;)

Quando li este livro, estava com o período. Resultado: fartei-me de chorar.
Quando estive a preparar as traduções desta semana, estava no mesmo estado e resultou na mesma desgraça…

Há dias em que nem me reconhço…



3 comentários:

fds só com este bocado já chorei...
Mais por favor

Rica cena pra se dizer a um rei, sim senhora! XD
Anyways o Lassi está armado em ninja e é um fofo (quando quer) ;P

O que há para explicar!? Já conheço o Lover at last e ainda assim custa ele tudo o que levou a esse ponto... pá merda... acho que até vou vomitar quando ler a cena da necessidade da Layla... a não ser que nao esteja escrita ao pormenor *esperançada*