quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Lover Reborn: Qhuinn Layla



Gud mórnim!

Hoje vou falar em estrangeiro. Podiam achar que era por ser chique, mas não. Disseram-me que, em estrangeiro, chique significa… galinha? Franga? Ah, já sei: pita! E eu estou muito acima dessas coisas. Em primeiro lugar, porque voo mesmo, em segundo porque sou mais fofa e, em terceiro, porque tenho maminhas. Sim, a vantagem de ser mamífero é ter disso. As crias gostam e os machos agradecem. He he he

Voltando ao assunto. Tenho que arranjar um emprego onde ganhe mais e seja menos explorada. Disseram-me que aumentar o meu curridículo, ou lá como se chama, e que aprender estrangeiro era uma boa opção. Trungas! Não pensei duas vezes e matriculei-me num coiso para aprender disso. Mas não está fácil, embrulham a língua toda para falar, tenho de a dobrar para todos os lados… Não é que o treino da língua não seja uma coisa interessante para pôr em prática em… em… em sítios… interessantes… He he he

Com isto tudo, ponho a língua a mexer na boca, ponho-me a falar e não treinei nada que prestasse. É por isso que vou continuar a ganhar misérias… morcego totó!

Dedico esta publicação pequena

à minha Bea dos olhos lindos, a quem desejo o melhor do mundo
à minha Viviana, fiel comentadeira da palavra amiga

à Alex que segurou as pontas do blogue e para que não fuja de nós
à Nasan sempre alerta que procura o muso inspirador da escrita

à Marta Lourenço
à Gisele Fernandes
à Cristina Neto – o trio que deixou comentários no fiçubuco e que se apanharem o livro traduzido o esfarrapam às dentadas!

Para elas, um beijo muito especial.

Para todos os outros: Beijos grandes e bons. Voltem sempre.


SPOILERS PARA ALGUNS
Lover Reborn



 [Continuação da conversa Layla e Qhuinn em que ela se sente inquieta e de estômago embrulhado]

Achei que queriam saber o que aconteceu a seguir… He he he… acertei?

- Devo deixar-te, - anunciou ela.
- Nã, está-se bem. Acho que também estou de mau humor.
Ele levantou-se do balcão com os pratos, os olhos dela viajaram pelo corpo dele abaixo e abriram-se. Ele estava… excitado.
Exatamente como ela.
Eram claramente resquícios da necessidade de Autumn.
A onda de calor atingiu-a com tal força que mal teve tempo para se agarrar ao granito do balcão para permanecer de pé, e não conseguiu responder quando Qhuinn a chamou aos gritos ao longe.
A necessidade agarrou-lhe o corpo, esmurrou-lhe o ventre, fê-la vergar sob a sua força.
- Ó… querida Virgem Escrivã…
Entre as suas pernas, o sexo abriu-se, o despertar nada tinha a ver com Xcor, nem com Qhuinn nem com nenhuma força exterior.
A excitação vinha de dentro dela.
Da sua necessidade…
Não fora o suficiente. As visitas ao Santuário não tinham sido o suficiente para a proteger de ser apanhada pela necessidade de Autumn…
A onda seguinte de desejo ameaçou pô-la de joelhos, mas Qhuinn estava lá para a amparar antes de bater no chão duro. Enquanto a puxava para os braços, ela soube que não tinha muito tempo para raciocinar. E soube que a solução que de repente lhe surgiu era absolutamente injusta e completamente inegável.
- Serve-me, - disse ela, interrompendo o que quer que seja que ele lhe estivesse a dizer. – Eu sei que não me amas, e eu sei que não ficaremos juntos depois, mas serve-me para que eu possa ter algo de meu. Para que tenhas algo de teu.
À medida que a cor lhe desaparecia do rosto e os olhos desencontrados saiam das órbitas, ela continuou, a falar entre arquejos.
- Nós não temos uma família de verdade. Estamos os dois sozinhos. Serve-me… Serve-me e isso muda tudo. Serve-me para que tenhamos um futuro, pelo menos em parte, nosso… Serve-me, Qhuinn… Eu peço-te… serve-me…
Qhuinn estava quase convencido que estava num universo paralelo. Era impossível que Layla estivesse a passar pelo período de necessidade… e que se virasse para ele para a ultrapassar.
Nã.
Isto era a imagem invertida da realidade… de um mundo onde os biologicamente puros ficavam com outros iguais de modo a criarem gerações biologicamente puras e, por consequência, superior.
- Serve-me e dá-nos algo que seja nosso… - As hormonas elevaram-se a um grau superior, cortando-lhe a voz. Depressa regressou, com as mesmas palavras. – Serve-me…
Ele começou a ficar ofegante, não se sabia se era o sexo no sangue, ou a vertigem criada pela repentina ravina em que se via pendurado.
A resposta era, obviamente, não. Não, absolutamente não, nada de filhos, muito menos com alguém que não amava, muito menos com uma Escolhida virgem.
Não.
Não…
Foda-se, não, merda, não, Meu Deus, não, caralho, não…
Bem, na verdade, isto não era a verdade… a primeira parte, pelo menos. Qualquer macho na casa – ou no planeta – podia tratar disto. E, claro, depois, teriam de responder ao Primale.
Não era uma conversa para a qual ele se iria voluntariar.


Só eu, burrinha como uma porta, voluntariava-me para tanta coisa…
Eu sou muito dada…
Tão dada, que já fui acusada de oferecida…
Calúnias, claro.
Eu sou… como hei de dizer… generosa.
Muito generosa.
Então se eu apanhasse a jeito uns quantos que eu cá sei…
Chegava-me um…
Ahhhh…
:D




2 comentários:

A minha tradutora favorita voltou!

Será que se fosses trabalhar para a editora a traduzir os livros da irmandade não ganharias um pouco mais? (e era da maneira que os livros saiam mais depressa ;P)

Morcego, mamifero lindo...cadê o resto???!!!