quarta-feira, 5 de março de 2014

Cenas Eliminadas




Bom dia!

Bem-vindos à quarta-feira de Cinzas.

Segundo a tradição à volta da minha gruta, hoje o diabo anda à solta!
Pois anda, mim foi trabalhar… He he he

Tinha planos para deixar meio mundo invejoso com as festividades carnavaleiras, contar-vos como dancei e me diverti, mas não. Mim ficou na gruta a aturar crias malvadas com genes peçonhentos direcionados para a tortura de mães lindas e maravilhosas (eu). O morcegão pouco ou nada presta para estas coisas de domar e, como não ajuda, atrapalha e é mais um para a festa do desespero. Como é Carnaval, ninguém leva a mal.

A novela da minha vida continua com os personagens do costume: a vítima (eu), os maus (crias), os cúmplices dos maus (morcegão), a boazona (eu, outra vez), o interesse amoroso (mi Micas), o patrão usurpador e tirano (Nasan), as testemunhas do desastre (vocês todos).

No meio dos gritos e gritas, comecei, mas não concluí, a tradução de mais uma cena eliminada dos livros. Desta vez, Zsadist é protagonista. Falta de ar… falta de ar… Preciso de respiração boca a boca… Se o Z estiver indisponível, chamem o Qhuinn… E, antes que perguntem, não, não fui ver ao livro as diferenças e semelhanças (tinha planos para fazer isso, mas furaram…).

Segundo a Ward, esta cena não é, realmente, uma cena eliminada. É uma cena que foi altamente alterada/editada para poder integrar o livro. Na altura, achou-a demasiado violenta. Considera boa a versão final, mas acha esta melhor (a original).

Amanhã - se não houver mudanças de planos - vou voltar ao livro 'marelo.


Boas leituras.
Beijos bons.


Cena Eliminada
Do Livro de
Zsadist






Bella arrumou as suas coisas em menos de dois minutos. Para começar, não tinha muito e o pouco que tinha já ela tinha tirado do quarto de Z na noite anterior. Fritz estaria a chegar para vir buscar as malas e levá-las até à casa de Havers e Marissa. Daí a uma hora iria desmaterializar-se até lá e Rehvenge encontrar-se-ia com ela lá. Com um exército.
Ao entrar na escura casa de banho, acendeu as luzes por cima do lavatório e verificou novamente a bancada para se certificar que tinha tudo. Antes de sair, viu-se no espelho.
Meu Deus, tinha envelhecido.
Soba luz, levantou o cabelo do pescoço e virou-se de uma lado para o outro, à procura do seu verdadeiro eu. Quando desistiu, depois de só Deus sabe quanto tempo, deixou-o cair e…
Zsadist apareceu nas sombras por trás dela, tomando forma do ar, escurecendo a escuridão com as suas roupas negras, as suas armas e o seu estado de espírito.
Ou, se calhar, tinha lá estado desde sempre e só agora resolveu revelar-se.
Tropeçou ao andar para trás, batendo com a anca numa das paredes de mármore. A praguejar e a esfregar o local magoado, deu a volta ao vocabulário à procura de todas as formas de lhe dizer para ir para o inferno.
Z permaneceu silencioso, mas também não precisava de dizer grande coisa. Ela conseguia sentir-lhe os olhos. Conseguia ver o brilho dourado a sair do canto onde ele estava.
Ela sabia exatamente porque é que ele estava a fitá-la. E não conseguia acreditar.
Bella afastou-se ainda mais para longe, até que embateu na porta do chuveiro.
- Que queres?
Palavras mal escolhidas, pensou ela, enquanto se colocou na luz.
Quando lhe viu o corpo, a boca dela abriu.
- Quero acasalar, - disse ele em voz baixa. E estava mais do que preparado.
- Tu pensas… Meu Deus, tu pensas que me vou deitar contigo? Estás maluco.
Não, sou psicótico. Pelo menos é esse o diagnóstico clínico.
Enquanto tirava a bainha das adagas, a porta fechou-se por trás dele e o trinco fechou-se. Porque ele o desejou.
- Vais ter de me obrigar.
- Não, não vou. – As mãos foram até ao coldre.
Bella olhava para o que estava a repuxar as calças. E queria.
Meu Deus, ela desejou que ele a forçasse e não lhe desse opção. Assim, podia absolver-se do que estava prestes a fazer e odiava-o ainda mais. Ela podia…
Z avançou até estar mesmo à frente dela. No silêncio tenso que havia entre eles, o peito dele erguia-se e descia.
- Desculpa. Sou um sacana. E não te estaria a empurrar para o Phury se não achasse que era o mais correto para vocês os dois.
- Estás a pedir desculpa só porque queres estar comigo agora?
- Sim. De qualquer forma, é a verdade.
- Isso quer dizer que se agora não estivesses excitado, deixavas-me simplesmente ir embora?
- Pensa nisto como uma despedida, Bella. A última vez.
Ela fechou os olhos.


É pouquinho, mas já está tudo aos saltinhos, não é?
Controlem-se! – digo eu.
É o poder desta coisa maravilhosa chamada Z…

Ai, que se me falta o ar outra vez…

2 comentários:

Não te falta só o ar a ti!!!!! Eu fiquei a suspirar até deu vontade de ir buscar o livrinho do Z e ler umas passagens!!!!!

Beijinhos e obrigada por esta preciosidade!!!!