quarta-feira, 8 de março de 2017

IMMORTAL: Gostinho 32

Saudações Amantes da Irmandade!

Para variar estou hiper mega atrasada com esta publicação. Mas é tanta coisa que acabo por me esquecer, desculpem!

Mas vamos lá, aqui está mais um docinho enviado pela nossa querida
Nightshade.



Anjos Caídos #6

Immortal

Capítulo 32

Devina andava de um lado para o outro no corredor da sua cave, os saltos-altos a soarem e a ecoarem.
Os seus escravos haviam limpo a maioria da confusão - havia apenas alguns ajustes a serem feitos com a posição da sua colecção, mas a maior parte estava onde devia de estar.
Ela precisava das coisas organizadas mais do que nunca.
Como é que a Sissy sabia?, pensou. Que porra é que tinha chamado a atenção da rapariga?
Maldito inferno, não era como se Devina estivesse a fazer uma imitação de Jim como se ela fosse uma artista de Las Vegas, a um passo de se apresentar num palco. Quando ela assumia a identidade de alguém, ela não era parte Jack Nicholson, parte Al Pacino, nem três quartos de George W. Bush ou Elvis.
Graças ao emblema do Mercedes, ela tinha o ADN de Jim para brincar, e ela literalmente o reproduziu, molécula a molécula.
E no entanto, aquela virgem idiota tinha, de alguma forma, descoberto.
Ou melhor, só idiota, visto que a parte de ser virgem ter sido resolvida, muito obrigada Jim Heron, podes ir para o caralho.
Oh meu, ela só conseguia imaginar Nigel e os seus três frutinhas lá em cima no Céu, todos aliviados por terem outra bandeira.
Como diabo é que ela perdeu esta batalha?
Ela nunca deveria ter feito aquele acordo com Jim. Se ela não tivesse libertado Sissy da sua Parede das Almas? Então, uma das alternativas teria sido o sucesso e passar-lhes a perna, em vez de ter falhado com aquela rapariga.
Colocando as suas mãos nas ancas, ela girou num pequeno círculo e olhou para a cama dela. Ainda tinha fantasias de Jim com ela. Mas, pelo amor de Deus, era fodido. E a pior parte? A única pessoa com que queria partilhar os seus medos e dúvidas era Jim.
Mas ele não estava só com aquela pequena idiota… ele provavelmente usaria as informações contra ela.
- É tão solitário estar no topo. - Murmurou ela para, naturalmente, ninguém.
O Mal não é suposto estar sozinho, pensou ela. O Mal era suposto ser o caos e a destruição, passando por momentos incríveis a foder toda a merda. Mas em vez disso, ali estava ela, sozinha e em luto por um qualquer homem imortal.
- O amor é uma merda - murmurou. - É sim.
Claro, ela poderia convocar alguns escravos e ter uma orgia, mas tal como um brinquedo de Natal, até os melhores se tornavam aborrecidos se se brincasse demasiado com eles. Ou talvez ela saísse, ir até alguns clubes e foder alguns humanos aleatoriamente… talvez pô-los a fazer algumas coisas corruptas só para diversão e risos.
Meu Deus, isso parecia dar muito trabalho.
E, enquanto isso, ela não tinha amigas para chamar, nenhumas raparigas para convidar e comparar «Meu namorado e as Suas Grandes Histórias de Merda».
Jim era o parceiro dela. Ele devia de estar com ela.
Caminhando até à área do quarto dela, ela procura na sua mala o telemóvel. Teclando a sua password, ela obtém o número dele nas chamadas rápidas e… colocou o polegar sobre a linha de números pretos.
Ela só queria ouvir a sua voz. Como, ele poderia atender e dizer olá e depois ela…
O quê? O que ela diria? Algo como: Fodeste com a Sissy quando chegaste a casa? Como se ela quisesse ouvir a resposta a isso.
Foda-se!
Porra, porque é que ele não podia ser o homem que tinha na sua cabeça? Aquele em que era insensatamente obcecado por ela quando estava com ela? Aquele que estava preparado para mergulhar em lutas de dimensões bíblicas seguido de sexo épico? Aquele em que a amava só a ela? E que nunca, nunca estaria com outra.
A não ser, claro, se eles convidassem outra mulher para se juntar a eles. E depois, unidos, a matavam no fim de tudo.
Com isso em mente, a Hallmark falhava por completo na marca dos seus cartões. Pessoas que estavam em relações não convencionais, como as que envolvem um demónio, foram totalmente enganadas. Cabrões.
- Que se foda. - Disse ela, atirando o telemóvel para a colcha.
O seu instinto imediato foi para o agarrar, verificar novamente se ele tinha chamado e ela tivesse perdido… Num nanossegundo, o telemóvel estava no ar.
Fechando os olhos, ela tentou pensar na última edição da revista Comospolitan. Eles tinham dicas para merdas como aquela: «Quando o Teu Homem te Desilude». O que diziam?
Oh, certo.
Com um pestanejar, ela baniu a camisa de seda e a saia de couro que vestiu depois de ter chegado ali até aos seus cabides. Depois, pestanejou mais uma vez e ela vestia um conjunto de pijama de flanela rosa com carneiros a saltarem à volta das pernas dela e um Top onde se podia ler: «Sinto-me sonolenta». De seguida, inclinou-se para a mesa-de-cabeceira, ligou a TV e foi ao menu. Indo até ao Netflix, ela encontrou a parte marcada com «Séries de Televisão», e decidiu….
Não, Frasier não. Ela estava com disposição para outra coisa. O Sexo e a Cidade.
Sim, afinal ela tinha amigas. Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda. Todas elas tinham passado por esta merda… e elas tinham um bom vestuário também, mesmo com a série a ter já… quantos anos?
Do ar, ela conjura uma garrafa de Chardonnay, algumas trufas de chocolate Lindt - nergro, claro - e um balde de gelado de baunilha com uma colher de prata Sterling.
Amanhã seria outro dia. E ela levantar-se-ia para lutar novamente.
Ela teria que o fazer. Graças à vitória dele desta noite?
Jim era a última alma a bordo.


Delicioso, não é?

Feliz dia Internacional da Mulher.

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