segunda-feira, 24 de abril de 2017

Blood Vow - Momento Alto [Nightshide]

Momento Alto 1 de 2 da Irmandade em Blood Vow



Ol√° malta, espero que gostem ūüėÉ


Eis o momento alto 1 de 2. Desta vez os momentos altos são dois. Inicialmente pensei só num, mas depois com a troca de comentários com a Sunshine no blog, ela acabou por indicar outro e realmente tem razão, é um momento alto, que estou a traduzir neste momento.

Portanto, aguardem porque est√° para breve. E aten√ß√£o, os momentos n√£o est√£o por ordem, este que estou agora a enviar-vos passa-se no fim do livro depois de todas as confus√Ķes e sarilhos.

Em Blood Vow estes momentos com a Irmandade estão mais concentrados em Mary, Rhage e Lassiter e não propriamente em todos os Irmãos e fêmeas como no primeiro livro. Mas mesmo assim, espero que gostem do que vão ler.

Okay, aqui vai:



(…)



- Espera, essa é para L.W.!

√Ä medida que Mary se sentava na biblioteca com uma caneca de chocolate quente numa m√£o e um doce em forma de bengala na boca, ela sorriu quando Bitty correu at√© √† Primeira Fam√≠lia com um presente embrulhado. A menina estava vestida com um vestido de tafet√° vermelho que tinha uma faixa verde, e ela pareceu perfeita. Excepto por uma coisa: tragicamente, ela tamb√©m usava o chap√©u de basebol de Lassiter com os chifres de rena. Que quase podia estar bem, excepto, lia-se “The Grinch Can Elf Off”.

Pelo menos, decidiu Mary, n√£o estava ali, exactamente uma bomba F.

A casa inteira tinha-se aglomerado junto √† √Ārvore de Natal… bem, todos excepto o anjo, e s√≥ Deus sabia onde Lassiter poderia estar. Durante a √ļltima hora, presentes tinham sido distribu√≠dos, o feriado humano a ser comemorado na v√©spera de Ano Novo em vez da data correcta porque, ol√°… muita coisa aconteceu.

Rhage inclinou-se, ficando mais perto:

- Ent√£o… podemos brincar ‘√† procura do azevinho’ depois da mi√ļda se ir deitar?

Mary sentiu o corpo a aquecer.

- Absolutamente.

O seu hellren soltou um ronronar.

- E sei exactamente onde o p√īr.

Ela deu-lhe uma cotovelada.

- Shh, p√°ra de pensar dessa maneira. Ainda temos uma festa para celebrar.

- H√° sempre a casa de banho. A despensa. L√° fora ao ar livre…

- Est√° um gelo!

- Eu aqueço-te, fêmea.

Mary atirou a cabeça para trás a rir-se mesmo no momento em que Wrath perguntava:

- O que é?

- Um cami√£o Tonka.

Beth sorriu para Bitty enquanto colocava o brinquedo no colo do seu filho.

- Compraste com o teu próprio dinheiro?

- Comprei - a menina estava muito orgulhosa. - Disseste que ele podia gostar de um como esse.

George, o vê-tudo do Rei, cheirou a coisa e lambeu-a.

- L.W. vai adorar. - Beth riu-se. - Sim, direitinho para a boca dele.

Quando o primog√©nito do Rei come√ßou a mascar os pneus, Bitty regressou √† √Ārvore a dan√ßar e procurou em volta.

- O √ļltimo presente √© para ti, tio.

Ruhn estava a duas poltronas de dist√Ęncia, sentado no seu jeito contido que Mary come√ßou a associar como sendo dele. Ele n√£o era distante - bem pelo contr√°rio, era sempre aberto e caloroso - ele s√≥ parecia um pouco emocionado com todas as pessoas e gritos e as risadas e a intermin√°vel rota√ß√£o de anedotas entre os Irm√£os.

- Obrigado - disse ele calmamente.

Todos ficaram em silêncio quando uma caixa larga e plana foi entregue no seu colo.

- √Č de todos n√≥s! - Exclamou Bitty. - Tamb√©m coloquei um pouco do meu dinheiro nisso.

- J√° foram todos generosos demais. - O macho olhou para a pilha de roupas ao lado da sua cadeira. - N√£o sei como agradecer.

V interrompe.

- Sim, sim, sim. Apenas abre, pode ser?

- Vishous! - Silvou Jane de um canto. - Sinceramente…

- O quê? Vá lá, eu passei, tipo, horas a tentar ajudar Rhage a encontrar o mais acertado.

Butch interveio:

- Totalmente. Quero dizer, foi intenso, os dois…

Rhage encolheu os ombros.

- Mas sabem, este √© um presente importante… queres acertar na cor.

- √Č outra camisola? - Perguntou Ruhn. - J√° tenho duas, agora?

- Devias de abrir a caixa - disse Rhage. - Força, filho.

Era engra√ßado, Ruhn ficou sob a al√ßada de Rhage durante a noite em que tinha vindo para aqui, e os dois eram amorosos, juntos. Ruhn tomou todas as sugest√Ķes de Rhage, aprendendo com ele, passando muito tempo com ele.

Afinal, descobriu-se que Ruhn havia passado pela transição apenas quinze anos antes.

E Rhage, provavelmente não iria admitir, pelo menos nos próximos tempos, que Ruhn se estava a tornar como um filho para ele.

Sim, aquele era o rapaz de Rhage: sempre que Ruhn fazia qualquer coisa, como treinar na sala de pesos com os Irmãos, ou inscrever-se num curso de Inglês-como-segunda-língua para aprender a ler, ou a ver outro dos filmes horríveis de Rhage e Bitty, a cara de Rhage mostrava orgulho.

O universo deu-lhes uma oportunidade, na sua ess√™ncia…

Ruhn abriu a caixa e começou a andar à procura no meio dos tecidos de papel. Depois franziu a testa.

- O que é isto?

Ele agarra numa chave electrónica.

Rhage saltou do seu lugar.

- Anda l√°, filho. Tens de a conhecer!

Bitty guinchou e começou a puxar o braço do tio.

- Ela est√° ali fora… mesmo ali!

- Aqui, carrega no bot√£o que est√° na chave…

- Esperem, o qu√™…

Com Rhage a escancarar as portas francesas, todas as fam√≠lias da casa saltaram dos seus assentos e correram para a sa√≠da…

Para verem a mais bonita camioneta da Ford com bl√°-bl√°-qualquer coisa, ou outra coisa para o motor e cabine dupla bl√°-bl√°-bl√° com oito gazili√Ķes de cavalos debaixo da capota, e etc, etc, etc suspens√£o, caixa de velocidades qualquer coisa…

Todas essas coisas.

Mary voltou para trás e deixou-os a todos, as luzes de segurança a ligarem e a darem-lhe uma boa visão da cara de Ruhn em choque total e depois uma excitação tentadora.

E depois, o macho virou-se para Rhage e n√£o o olhou na cara. No entanto, Rhage sabia o que ele estava a fazer, e abra√ßou Ruhn num grande abra√ßo de urso… enquanto Bitty dan√ßava √† volta deles, como um pirilampo.

Sim, pensou Mary. Este é o melhor Natal que alguma vez tive.

- Mary.

Virando-se para o som suave do nome dela, ela olha para tr√°s, franzindo a testa.

- Lassiter?

- Estou aqui.

- Onde? - Ela olhou em redor. - Porque é que a tua voz faz eco?

- Chaminé.

- O quê?

- Estou entalado na maldita chaminé.

Ela correu até à lareira e colocou as mãos nos joelhos. Olhando para cima para o negrume, ela abana a cabeça.

- Lass? Que raios fazes aí?

A voz dele surgiu algures acima dela.

- Não digas a ninguém, okay?

- O que est√°s…

Um braço desceu. Um braço extremamente cheio de fuligem envolvido com uma manga vermelha que tinha uma guarnição branca. Ou que tinha sido uma guarnição branca, agora estava manchada com cinza.

- Estás entalado! - Ela exclamou. - Graças a Deus que ninguém acendeu esta fogueira.

- A quem o dizes - ele murmurou na sua voz distante. - Tive que soprar o f√≥sforo de Fritz pelo menos umas cem vezes antes de ele desistir. Foda-se, isto soou um bocado ordin√°rio. N√£o interessa, lembra-me s√≥ para n√£o tentar ser o Pai Natal para a tua mi√ļda, okay? N√£o vou voltar a fazer isto, nem por ela.

Mary esticou-se mais um bocado, mas os troncos de madeira impediram-na.

- Lassiter. Porque é que não desmaterializas?

- Estou empalado num gancho que é de aço. Não posso. E podes pegar nisto?

- O quê?

- Isto.

Ele virou a m√£o na direc√ß√£o dela e era… uma caixa? Uma caixa pequena azul-marinho.

- Abre-a. E antes que perguntes, eu j√° falei com o teimoso do teu hellren. N√£o ficou com ci√ļmes nem nada dessas coisas.

Mary recuou e abanou a cabeça.

- Estou mais preocupada contigo…

- Abresóamerdadacaixa.

Tirando a tampa, ela descobre uma caixa mais pequena de veludo.

- O que é?

√Ä medida que ela levanta a tampa, ela… suspira de surpresa.

Era um par de brincos de diamantes. Um par perfeitamente igual, cintilante…

- L√°grimas de m√£e - disse Lassiter com voz suave a ecoar. - T√£o dif√≠cil, t√£o bonito. Eu disse-te que tudo ia correr bem. E esses s√£o para te lembrar o qu√£o forte tu √©s, qu√£o forte √© o teu amor pela tua filha… que, at√© nos momentos mais dif√≠ceis, as coisas t√™m uma forma de acontecer como deve de ser.

Pestanejando as lágrimas, ela pensou nela a chorar no vestíbulo à frente do anjo, a chorar por tudo o que tinha perdido.

- S√£o apenas bonitos - disse ela roucamente.

Tirando um da caixa, ela tirou a pérola do lóbulo da orelha e substituiu pelo diamante. Depois fez o mesmo do outro lado.

- Mary! - Disse Rhage das portas abertas. - Tens de ver…

Ele parou e depois sorriu.

- Ent√£o, ele j√° tos deu.

- Sim. - Ela coloca a caixa de lado. - Mas, Rhage, temos um problema.

- Não é suposto dizeres-lhe! - Ladrou Lassiter.

Rhage franziu o sobrolho.

- Lassiter?

- Vai-te foder - disse a voz abafada.

Mary apontou para a lareira.

- Lassiter está vestido de Pai Natal, entalado na chaminé, empalado nalguma coisa, o que significa que não consegue desmaterializar. Portanto, temos um problema.

Rhage pestanejou uma vez. Depois atirou a cabeça para trás e riu tão alto que até os vidros abanaram.

- Este é o melhor presente de Natal de sempre!

- Vai-te foder, Hollywood! - Lassiter gritou de dentro da chamin√©. - Vai-te foder √† s√©ria…

Irm√£os come√ßaram a entrar e Rhage j√° estava a reportar a situa√ß√£o… quase a molhar as cal√ßas de tanto rir.

Depois Rhage marchou até lá, colocou as mãos nos joelhos e gritou lá para cima.

- Como te sentes ao seres um proctologista, anjo?! Gostas de estar apertadinho? Eu chamava-te outra coisa, mas a minha filha est√° ao alcance da audi√ß√£o. Mas olha, come√ßa com “d” e acaba com “o”.

- Vou matar-te quando sair daqui!!!

- Queres uma boneca da Pequena Sereia para te fazer companhia? Ou, espera, eu envio-te um harp√£o de peluche a√≠ acima…

- Vai à merda!!

Com os dois a trocarem alegrias festivas, e o resto das famílias reunidas a rirem até ficarem roucas, V decidiu que talvez pudessem usar uma corrente agarrada às traseiras da nova camioneta de Ruhn. Mary afastou-se do caminho e apenas observou a sua família.

- M√£e?

Focando-se em Bitty, ela sorri e afaga o cabelo longo e escuro da rapariga.

- Sim, meu amor?

- Feliz Natal, mãe. - A rapariga aproximou-se para um abraço. - Este é o melhor Natal de sempre, não achas? Quero dizer, eu sei que é o meu primeiro, mas eu não acho que possa ser melhor que este.

Mary aconchegou a sua filha para mais perto, olhou para o monte de presentes abertos e os hectares de papel de embrulho amachucado e para o completo caos… e viu-se cheia de alegria, o seu corpo e alma a tornarem-se num bal√£o de felicidade, a esvoa√ßar no ar √† medida que os p√©s dela permaneciam no ch√£o.

- N√£o, Bitty, o Natal n√£o consegue ser melhor do que isto.

Bitty franziu o sobrolho.

- Eles v√£o tir√°-lo dali ou n√£o?

Mary riu-se.

- Sim, mas eles nunca, nunca vão deixar que ele se esqueça disto. Nunca.



(…)



Pronto, malta, para já é só.

Um √† parte, para quem n√£o consegue apanhar o que a Ward quer dizer com Rhage a chamar ao Lassiter que come√ßa com “d” e acaba com “o” e tendo em conta o contexto, a palavra √© “dildo”. Para quem n√£o sabe o que √© um dildo, bem… a internet √© uma ferramenta fabulosa: Google e imagens.

Realmente a vingan√ßa √© um prato que se come frio, Rhage nunca vai perdoar a cena da Pequena Sereia e Lassiter conseguiu mesmo… entalar-se com a situa√ß√£o. LOL



Nightshade

1 coment√°rios:

Oi NightShade!!

N√£o se podia ter entalado mais literalmente do que isto xD

Adorei a tradução, fizeste um excelente trabalho :D

Sunny ;)