sexta-feira, 3 de maio de 2013

BLAY / QHUINN 6 – Lover at Last – SPOILERS


E eis que hoje termina o que há muito começou!

Dedico este final às comentadoras destes capítulos às prestações: denise (que diz que gosta disto e que se baba), Alex Nason (que morreu, foi para o vápiro e ressuscitou), à margarida ladeira (para quem tentei adoçar esta sessão de sexo puro e duro), marg2 (que deve andar histérica com o livro), sandra brito (que não parou ainda de ler), Taize (que diz que a mato), Anónimo (que está a adorar), Vera Neves (que devia levar na cabeça por não ter lido livro nenhum) e à Viviana Pereira (que não lê Blay/Qhuinn para não perder a pica).

 E porque é que não dedico aos outros? Não merecem?

Merecem pois! Têm é que dar mais sinais de vida!

Ah, já me esquecia do pessoal todo que me inundou a caixa de correio! Beijos para todos! Espero que estejam todos agarrados ao livro!

E beijos às dicas de internet! E à conversa da Sara Reis.

BOM FIM DE SEMANA!



SPOILERS___SPOILERS

[e para finalizar…]





Quando Blay se atirou contra as almofadas da cama de Qhuinn, a cabeça quase se soltou da coluna. Estava tudo fora de controlo, mas ele não teria abrandado: os quadris a impulsionar para cima e para baixo, o pénis a empurrar para dentro e a ser sugado para fora da boca de Qhuinn.
Ainda bem que as luzes estavam apagadas.
Já era difícil suportar as sensações… se visse? Não ia conseguir…
O orgasmo saiu disparado, a respiração suspensa, o corpo tenso, o sexo ejaculando com violência. E enquanto se vinha, era sugado por aquela boca…e, diabo, a sucção prolongou a libertação através dele em grandes ondas de prazer a correr do cérebro até aos testículos, o corpo a atingir outra dimensão…
Sem aviso, foi virado por uma mão áspera, o corpo manuseado como se nada pesasse. E um braço apareceu por debaixo da pélvis e colocou-o de joelhos. Durante uma breve pausa, só ouvia uma respiração pesada atrás de si, a respiração a ficar cada vez mais pesada e a acelerar…
Ouviu o orgasmo de Qhuinn e soube exatamente o que ele estava a fazer.
Apesar do corpo ter enfraquecido com a antecipação, soube que tinha que se agarrar bem no instante em que uma mão pesada lhe aterrou no ombro.
A penetração foi um ferro em brasa, brutal e quente, indo diretamente ao seu âmago. E praguejou numa expiração explosiva – não por causa da dor, apesar de doer na melhor das acessões. Nem porque fosse algo que sempre desejara, apesar de o ter desejado.
Não, foi por causa de ter a estranha sensação de estar a ser marcado – e por um qualquer motivo, isso fazia dele…
Um silvo soou-lhe ao ouvido e um par de presas penetrou-lhe o ombro, Qhuinn prendia-o agora pelos quadris, o tronco preso em vários pontos. E começou um martelar intenso, os molares de Blay batiam, os seus braços a suster ambos os corpos, as pernas e o tronco em esforço sob aquele violento ataque.
Tinha a impressão que a cabeceira da cama batia contra a parede... e, por meio segundo, lembrou-se do cadeeiro da sala a baloiçar de um lado para o outro quando Layla foi sujeita ao mesmo.
Blay amaldiçoou a imagem mental. Não podia pensar nisso; não podia. Deus sabia que depois haveria muito tempo para pensar nisso.
Agora? Era demasiado bom para desperdiçar…
As penetrações violentas continuavam, as mãos escorregavam-lhe pelos lençois de fino algodão, e teve de as reposicionar, fazendo força no colchão macio a tentar manter-se no mesmo sítio. Deus, os sons que Qhuinn produzia, os gemidos que reverberavam entre as presas enterradas no ombro, o barulho… sim, era a cabeceira da cama. Sem dúvida.
Com a tensão a aumentar novamente nos testículos, ficou tentado a tocar-se… mas era impossível. Precisava dos dois braços…
Como se Qhuinn lhe tivesse lido os pensamentos, o macho agarrou-o.
Não era preciso mais nada. Blay veio-se com tanta violência que até viu estrelas, e nesse exato instante, Qhuinn ejaculou também, aqueles quadris a projetarem-se e a parar por uma fração de segundo antes de retirar um pouco, enterrando-se outra vez para outra ejaculação explosiva. E sim, uau, a combinação dos dois era demasiado erótica, e tudo era superado outra vez: Não houve tempo para pausas. Qhuinn reiniciou tudo… como se o orgasmo lhe desse força ao desejo.
À medida que o sexo se enfurecia - e apesar de toda a força que tinha no tronco – Blay acabou fora da cama, uma mão na mesinha de cabeceira para não bater na parede…
Crash.
- Merda, - disse. – O candeeiro.
Aparentemente, Qhuinn não estava interessado em mobílias. O macho só virou a cabeça de Blay e começou a beijá-lo, aquela língua com o pírcingue a penetrar-lhe a boca, a lambê-lo e a sugá-lo… como se tudo nunca fosse o suficiente.
Atordoado. Ficou atordoado com aquilo tudo. Em todas as fantasias que teve, imaginava Qhuinn como um amante feroz, mas isto era… outro nível.
Pelo que, foi à distância que se ouviu dizer numa voz gutural,
- Morde-me… outra vez…
Um enorme rugido vindo de cima entrou-lhe pelos ouvidos, e um outro silvo cortou a escuridão, Qhuinn mudou de posição, girou o seu peso massivo de modo a que as presas se enterrassem mais fundo na garganta.
Blay praguejou e varreu o que o quer que fosse que ainda estava na mesa, o corpo a substituir os objetos, a pele coberta em suor chiava na superfície envernizada, o corpo ligeiramente de lado. Esticando a mão, apoiou-se no chão e endireitou-se, mantendo-os estáveis enquanto Qhuinn se alimentava e o fodia espetacularmente… demasiadas vezes para contar, até as almofadas irem parar ao chão, os lençois se rasgarem, outro candeeiro ser derrubado… e não tinha a certeza, mas achava que tinham atirado com o quadro da parede.
Quando a calma finalmente substituiu a violência e o esforço, Blay respirava com dificuldade e continuava a sentir-se como debaixo de água.
Qhuinn estava igual.
A crescente mancha húmida no pescoço de Blay sugeria que as coisas tinham ficado descontroladas e que a veia tomada não tinha sido selada. Ou isso. Ele não queria saber, não conseguia pensar, não se ia preocupar. A sensação fantástica que tinha era gloriosa demais para estragar, o corpo simultaneamente adormecido, hipersensível, quente e calmo, dorido e saciado
Diabo, os lençois iam precisar de ser lavados. E o Fritz ia ter mesmo que arranjar uma supercola para os candeeiros.
Onde é que ele estava?
Pôs a mão de fora, tacteou em volta e deu com a carpete e pregas de tecido… e uma arca de cobertores. Pois… estava a cair aos pés da cama. O que explicava a cabeça pendurada.
Quando Qhuinn saiu finalmente de cima. Blay queria sair, mas o corpo estava mais interessado em permanecer inanimado. Mais como uma bola de trapo, talvez…
Mãos gentis ergueram-no com cuidado, delicadamente, viraram-no de costas. Houve um outro movimento a determinada altura, e sentiu ser-se reposicionado de encontro a almofadas que regressaram ao sítio devido. Finalmente, um leve cobertor cobriu-lhe metade do corpo, como se Qhuinn soubesse que ele estava quente demais para ser mais tapado, mas mesmo assim a sentir-lhe o arrepio da transpiração que começava a secar.
Tiraram-lhe o cabelo da testa e a cabeça foi pousada de lado. Lábios como seda beijavam-lhe a coluna do pescoço e, então, longas e vagarosas lambidelas selaram as perfurações que pediu e que lhe foram dadas.
Quando terminou, permitiu que a cabeça lhe fosse virada para Qhuinn. Apesar de estar tudo escuro, ele sabia exatamente como era a cara que o olhava… corado, pálpebras semicerradas, lábios vermelhos…
O beijo depositado nos lábios era reverente, um contacto tão leve e quente como o ar. Era o verdadeiro beijo de um amante, o tipo de coisa que ele sempre desejou, ainda mais do que o sexo escaldante que acabaram de ter…
O pânico bateu-lhe no peito e espalhou-se pelo corpo todo num piscar de olhos.
As mãos afastaram Qhuinn com vontade própria.
- Não me toques. Não me toques assim… nunca.
Saltou da cama e aterrou só Deus sabe onde no meio daquele quarto. Às voltas, acertou em várias peças da mobília, mas conseguiu orientar-se pela linha de luz por baixo da porta e que mostrava a saída.
Apanhou o robe do chão e não olhou para trás quando saiu.
Não ia conseguir aguentar ver o desfecho.
Ia fazer com que tudo fosse verdade.

A dada altura, Qhuinn acendeu as luzes do quarto. Já não aguentava mais a escuridão.
Quando a luz inundou o espaço, pestanejou com força e teve de pôr um braço a proteger os olhos. Depois de recalibrar a retina, olhou em volta.
O caos. O caos total.
Então aquilo tudo aconteceu mesmo, hã? E era irónico que a confusão que lhe ia na cabeça fazia com que a confusão do quarto parecesse perfeitamente ordenada.
Não me toques assim.
Ah, diabo, pensou enquanto coçava a cara. Não podia culpá-lo.
Primeiro, mostrou-lhe tanta delicadeza como um bulldozer. Bola demolidora. Tanque armado. O problema é que tinha sido coisa a mais para ter paciência: instinto, puro como octanas e igualmente inflamável, a pô-lo a arder… a sessão foi um exemplo de descarregar a merda toda.
Ó, Deus, ele marcou-o.
Foda-se. Não foi exatamente uma coisa inteligente, o Blay estava apaixonado e numa relação… e ia voltar para a cama do amante.
Mas pensando bem, quando um macho estava com quem desejava, especialmente se for a primeira vez, é o que acontece. É o pandemónio…
Escusado será dizer que foi o melhor sexo da sua vida, a primeira vez que acertou em cheio depois de uma vida a errar por muito. Ele queria que Blay soubesse, andou à procura de palavras e a confiar no toque para preparar o caminho para a confissão.
Mas era evidente que o macho não queria tanta proximidade.
O que leva a um segundo e profundo arrependimento.
Sexo por vingança não tinha a ver com atração; tinha a ver com utilidade. E Blay usou-o como ele lhe tinha pedido para usar.
A sensação de vazio voltou dez vezes pior. Cem vezes.
Incapaz de suportar a emoção, levantou-se de um salto e praguejou: a dor que tinha no fundo das costas não estava relacionada com o acidente de avião, tinha a ver com o exercício que na última hora… ou mais… praticou.
Merda.
Entrou na casa de banho, deixou as luzes apagadas, mas havia luz suficiente vinda do quarto quando abriu o chuveiro. Desta vez esperou que a água aquecesse… o corpo não estava pronto para outro choque.
Era tão patético, mas a última coisa que queria era lavar o cheiro de Blay da pele, mas estava a enlouquecer com ele. Deus, isto deve ser o que os Hellren da casa sentem quando ficam todos possessivos: Estava por um triz de descer o corredor, entrar no quarto de Blay e atirar com o Saxton para fora. Aliás, ele ia adorar que o primo assistisse, só para que soubesse…
Para acabar com a linda e saudável linha de pensamento, entrou na banheira e agarrou no sabão.
Blay tinha um relacionamento, disse para si próprio… outra vez.
O sexo que tiveram não tinha a ver com sentimentos.
Assim, neste momento de sensação de vazio, estava a ser arrasado pela sua própria teoria.
Parecia outro caso do destino a dar-lhe o que ele merecia.
Quando se lavou, o sabão não tinha sequer metade da maciez da pele de Blay e o cheiro não lhe chegava aos calcanhares. A água não estava tão quente como o sangue do guerreiro estivera, e o champô não era tão reconfortante. Nada chegava lá perto.
Nada alguma vez chegaria.
Enquanto Qhuinn virava a cara para o chuveiro e abria a boca, deu consigo a rezar para que Saxton fosse ter com outro furioso… apesar de ser uma merda de coisa para se desejar.
O problema é que ele tinha o péssimo pressentimento que só outro caso de infidelidade faria com que Blay fosse ter com ele outra vez.
Fechou os olhos e regressou ao momento final em que beijou Blay… que o beijou verdadeiramente, os lábios a encontrarem-se suavemente na calma que seguiu a tempestade. Na história que agora escrevia, ele não era afastado para lá das fronteiras que ele próprio criara. Não, na sua imaginação, tudo acabava como devia ser, com ele a acariciar a cara de Blay, a acender as luzes para que pudessem olhar um para o outro.
Na sua fantasia, ele beijava o seu melhor amigo outra vez, afastava-se e …
- Eu amo-te, - disse à água do chuveiro. – Eu… amo-te.
Fechou os olhos com a dor e era difícil saber quanta da água que lhe corria pela cara era a do chuveiro e quanta era de uma outra água.



Vou mudar de sexo. Eu quero um Qhuinn…

5 comentários:

Sim ressuscitei!!
A virgem escriba disse que o meu sacrificio era voltar ao mundo mas desta vez como homem...
Ja me queres agora Qhuinn? *o*

Mas agora aserio... O meu corpinho de 18 anos nao aguenta isto! *acho...*
O qhuinn podia sempre vir aqui para ver se aguento ou nao!
Beijinhos

eu devia estar a estudar e aqui estou eu a ler isto xD...OMG! Depois da emoção toda, com eles finalmente a entregarem-se um ao outro, o meu coração ficou bem apertado com o Blay virou costas ao Qhuinn e o deixou a sentir-te um lixo...sei que isto acabou bem no final e tal, mas não consigo deixar de ter pena dos 2 e de ficar de coração partido por eles...ah! e ter o livro traduzido para português e já na minhas mãos seria bastante agradável, seu eu rezar a Virgem Escrivã acontece mais depressa? =\...

sim, fico bastante babada e adoro os textos que andas a deixar aqui, para me atormentares xD, mas é tão viciante que não consigo parar (se calhar devia ir ao psiquiatra zD)

Cristooo! Como já alguém antes disse "morri e fui para o Vápio" só que desta vez fiquei por lá....para
recuperar , se isso for possível (muitos sorrisos!!!). Obrigada por estes pedaços de uma história tão bonita. Beijos, muitos beijos

Eles são simplesmente demais!!!!! Quero um desses pra mim. A mudança de sexo é um caso serio a se pensar...rs.

estou a dar em doida com estes dois. mas quando é que será que assumem um ao outro que se amam a acabam com esta linda palhaçada que me deixa a babar e a chorar por mais?!