segunda-feira, 10 de junho de 2013

Father Mine - Epílogo

Dia de Portugal, de Camões, das comunidades portuguesas e do fim da história de Zsadist. *pranto*
Nada de desanimar, nem de ficar triste!
Pensem assim, a segunda-feira começa terça – o que já é bom – e eu amanhã volto com coisas fixes – o que é muito bom – e prometo que nos havemos de divertir à brava – o que é ótimo!
Quanto à Alex, cheira-me que os fins de semana dela são violentíssimos. Pois, correm rumores que anda a fazer vida noturna ao mais alto nível. O Blay mandou-me uma mensagem, preocupadíssimo, porque se consta que ela anda a passar muito tempo com o Zypher. Não sabem quem é? É um daqueles vampiros novos com maus fígados, mas de aspeto salivante que, no mínimo, é da família do Rhage: não há fêmea que lhe escape… não sei porquê…
Querida Alex, deixa o inimigo em paz, sua traidora!
Não me venhas com tretas de que o estás a tentar converter.
E não, passar o dia com ele no quarto sabe-Deus-a-fazer-o-quê não é avaliar o inimigo. É taradice!
Olha, o V diz para ires ao chinês comprar velas e que deixes de rir como uma idiota!

Dedicado a toda a gente que, neste momento, queria estar no lugar da Alex. (mim!mim!)


Epílogo

Seis meses depois…

 
- E o que é que se passa para haver tanto barulho, linda?
Bella entrou no berçário e encontrou Nalla de pé no berço, mãos agarradas à grade, a carinha vermelha e tensa de chorar. Tinha sido tudo atirado ao chão: a almofada, os peluches, o cobertor.
- Parece que o teu mundo está a acabar outra vez. – Disse Bella ao pegar na sua chorosa filha e a olhar para os escombros. – Foi alguma coisa que eles disseram?
A atenção só fazia com que chorasse mais e com mais força.
- Então, então, tenta respirar… dá-te mais volume… ok, acabaste de comer, por isso eu sei que não tens fome. E não estás molhada. – Mais choro. – Acho que sei o que se passa…
Bella olhou para o relógio.
- Olha, vamos tentar, mas não sei se são horas.
Dobrando-se, apanhou a mantinha cor-de-rosa preferida de Nalla, embrulhou-a nela e foi para a porta. Nalla acalmou-se um bocadinho ao sair do berçário e ao descer o corredor das estátuas até à grande escadaria, e a viagem pelo túnel até ao centro de treinos também foi relativamente sossegada… mas quando entraram no escritório e viram que estava vazio, o choro recomeçou.
- Calma, vamos ver se…
Fora, no corredor, um grupo de alunos pré-transição saía do vestuário e seguiam em direção ao parque de estacionamento. Era bom vê-los, e não só porque Nalla ia provavelmente ter o que procurava: depois dos ataques à glymera, as aulas dos futuros soldados tinham parado. No entanto, agora, a Irmandade estava de volta ao trabalho com a geração seguinte – só que desta vez nem todos eram aristocratas.
Bella entrou no ginásio através de uma porta das traseiras e corou com o que viu. Zsadist estava mais à frente, a treinar num saco de areia, os murros poderosos a levar a coisa a recuar até ficar num ângulo apertado. O tronco nu era impressionante debaixo das luzes, os músculos esculpidos na perfeição, os anéis dos mamilos brilhavam, a forma de lutar era perfeita até para olhos destreinados.
De um dos lados, um aluno estava absolutamente especado, uma camisola a pender numa mão pequena. O rosto mostrava uma combinação de medo e de espanto ao ver Zsadist treinar, os olhos do miúdo muito abertos, a boca num pequeno O, o maxilar a cair.
No instante em que o choro de Nalla ecoa no espaço, Z vira-se.
- Desculpa incomodar-te, - disse Bella por cima do choro. – Mas ela quer o papá.
A cara de Z derreteu-se num verdadeiro brilho de amor, a concentração intensa a desaparecer-lhe dos olhos e a ser substituída pelo que Bella chamava a visão-Nalla. Deslocou-se até meio do caminho, por cima dos colchões azuis, deu um beijo nos lábios de Bella e pegou na criança ao colo.
Nalla acalmou logo no colo do pai, a abraçar o pescoço grosso e a encostar-se ao peito enorme.
Z olhou para trás para o aluno do outro lado do ginásio. Numa voz grave disse:
- O autocarro está quase a chegar, filho. É melhor despachares-te.
Quando se voltou novamente, Bella sentiu o braço do seu hellren a abraçar-lhe a cintura, e foi encostada com força a ele. Ao beijá-la outra vez, disse:
- Preciso de um duche. Queres ajudar?
- Oh, sim.
Os três deixaram o ginásio e regressaram à mansão. A meio caminho, Nalla adormeceu, pelo que quando chegaram ao quarto, foram ao berçário, deitaram-na no berço, e aproveitaram o chuveiro que estava muito quente – e não só por causa da temperatura da água.
Quando terminaram, Nalla estava acordada outra vez, mesmo a tempo da hora do conto.
Enquanto Bella secava o cabelo com uma toalha, Z foi ter com ela, pegou na bebé, e pai e filha instalaram-se na grande cama. Bella entrou pouco depois e deixou-se ficar encostada à porta a olhar para os dois. Estavam confortavelmente encostados um ao outro, tão perto que era como se fossem um. Z estava com calças de pijama xadrez Black Watch e camisola preta sem mangas. Nalla num fatinho cor-de-rosa pálido com “Menina do Papá” escrito a branco.
- Oh, os sítios onde irás!” Lia Zsadist com o livro no colo. - De Dr. Seuss.
Z lia, Nalla batia nas páginas com a mão de vez em quando.
Era uma nova rotina. No final de cada dia, quando Z regressava a casa da patrulha ou das aulas, geralmente tomava banho enquanto Bella amamentava Nalla, depois, ele e a filha iam para a cama juntos e ele lia-lhe até ela adormecer.
Então, ele levava-a com cuidado para o berçário… e voltava para a hora do mahmen-e-papa , como ele lhe chamava.
Tanto a leitura como o modo como ficou à vontade a pegar em Nalla eram milagres, e a mão de Mary esteve presente em ambos os casos. Z e a fêmea encontravam-se uma vez por semana na cave à frente da fornalha. Os dois falaram com Bella acerca das sessões e Z, às vezes, falava do que tinham discutido, mas o grosso ficava na cave – embora Bella soubesse que algumas coisas que partilhavam eram horríveis: Ela sabia porque, depois, Mary ia frequentemente direta ao quarto ter com Rhage e só saía passado muito muito tempo. Mas estava a funcionar. Z estava tranquilo mas de maneira diferente, numa nova maneira.
Isso via-se com a Nalla. Quando ela lhe agarrava os pulsos ele já não os afastava, e deixava-a bater-lhes ou beijá-lo nas mãos. Também a deixava trepar pelas costas arruinadas e esfregar a cara nelas. E juntou o nome da filha à pele, gravado amorosamente pelos Irmãos por baixo do de Bella.
Também se via porque os pesadelos desapareceram. De facto, já tinham passado meses desde a última vez que ele se levantou repentinamente da cama cheio de suores frios de medo.
E também se via no sorriso. Que era maior e mais frequente que nunca.
De repente, a visão de ele a pegar na filha fê-la sensibilizar-se, e, como se tivesse pressentido as lágrimas, o olhar de Z virou-se para ela. Continuou a ler mas com cara de preocupação.
Bella atirou-lhe um beijo, em resposta ele fez sinal com a mão no colchão perto dele.
- Então… põe-te a caminho! – Terminou ele assim que Bella se aconchegou perto dele.
Nalla emitiu um som de felicidade e bateu na capa do livro acabado de fechar.
- Estás bem? – Sussurrou ao ouvido de Bella.
Ela pôs-lhe a mão na cara e levou a boca dele à dela.
- Sim. Muito bem.
Beijaram-se e Nalla voltou a bater no livro.
- Tens a certeza de que estás bem? – Perguntou Z.
- Oh, sim.
Nalla agarrou no livro e Z riu-se, retirando-lho com cuidado.
- Ei, que fazes tu, pequenina? Queres mais? Tu és de mais… tu… ó, não… o beicinho não… ó, não – Nalla deu uma gargalhada. – Malandra! Queres mais, e sabes que vais ter o que queres por causa do Beicinho. Jesus, tens o teu pai na palma da mãozinha, não tens?
Nalla chilreou assim que o pai abriu novamente o livro e a história começou a sair novamente da boca de Z, com voz sonora:
- Parabéns! Hoje é o teu dia…
Bella fechou os olhos, encostou a cabeça ao ombro do hellren e ouviu a história.
De todos os lugares onde tinha estado, este era o melhor. Aqui. Com aqueles dois.
E sabia que Z sentia o mesmo. Via-se em todas as horas que passava com Nalla e em todos os dias que procurava Bella através dos lençóis quando estavam sozinhos. Via-se no facto de ter voltado a cantar, e de ter começado a armar confusão com os Irmãos, não para treinar, mas para se divertir. Via-se no novo sorriso, aquele que ela nunca tinha visto e que morria por ver outra vez.
Via-se na luz que tinha nos olhos e no coração.
Ele era… feliz com a vida que tinha. E a ficar cada vez mais feliz.
Como se lhe lesse os pensamentos, Z agarrou-lhe uma mão com a sua enorme e apertou-a.
Sim, ele sentia exatamente o mesmo. Este também era o seu lugar preferido.
Bella ouvia a história e deixava-se embalar, tal como a filha, segura na certeza de que tudo estava como devia estar.
O macho tinha regressado para elas… e tinha vindo para ficar.



Fim

Minhas queridas, espero que tenham gostado.
Para mim foi um prazer revisitar esta história.

E já tenho mais coisas preparadas... he he he...

3 comentários:

TÃO FOFO!!!!!! *.*
E um bocado de dejà vu, uma parte deste epílogo não estava no epílogo do livro do Z?
Adorei!

O Z feliz...sim eu adoro o Z feliz! Mas também sei que gosto dele de qualquer jeito hehehehe! Obrigada por alegrarem o meu dia de trabalho. Fim de semana sem vocês...é sempre mais dificil ( a fazer beicinho como a Nalla)mas...cada um tem o que merece! Beijos e fico a aguardar o que aí vem. E não se esqueçam de dizer á Alex que não se "estique" !

Nunca ouviste dizer "Se não consegues vencer, juntate a eles?" xD
Estou a gozar!
Eu não ando metida com esse!
Acontece que o Qhuinn engravidou-me e eu não me posso stressar...
Alem disso o Trez anda-me a chatear por quer dar-me uma valente "prenda" de anos e eu já não sei como me livrar dele!
O Z é amoroso da cabeça aos pés :o
Mas concordo com a Viviana, eu também gosto da sua outra maneira de ser :p
Beijinhos