segunda-feira, 22 de julho de 2013

SPOILERS LOVER AT LAST


Estou naquela fase da minha vida em que não distingo o fim de semana dos restantes dias.
Algo de muito errado se está a passar.
Julgo chamar-se cansaço.
Encomendei um caixão na sexta-feira e estou prestes a inaugurá-lo: vou dar uma festa com comes e bebes (mais bebes que comes), música e fogo-de-artifício. Ao menos haja diversão no funeral, porque para lamentações basta-nos a existência!
E digo-vos, se me tombar, vou apanhar uma borracheira fenomenal! E está tudo convidado!
Sim, sim, estou meia depressiva. E a delícia de pensar num descanso eterno como a quem sai o euromilhões não abona a meu favor.
Ainda tinha esperanças de ser visitada por um macho que me distraísse, mas a coisa não correu bem e o trabalho agarrou-se a mim como uma lapa. Eu bem que o tentei enxotar, mas aquilo é persistente.
Quanto aos machos… Nadinha. Népias. Zero. Nicles batatóides.
Que desilusão!
Anda um morcego da fruta a pensar que ser vampiro chupa-sangue é o que está a dar, que são muito vivaços e dinâmicos…
Burrinha!
A minha gruta parecia um cemitério abandonado. Nem uma alminha penada veio ter comigo para me convidar a sair. Nem um zombinho com planos de me arrancar à papelada! E eu a sonhar com vampiraços! Nem os mortos quiseram saber de mim, quanto mais os de sangue na guelra…

Ai, ai!
Minha gente, é segunda-feira.
As minhas férias tardam em aparecer (são como os machos jeitosos – precisamos de um e … pois!...)

Espero que gostem do que vos trouxe!

Beijos bons.


SPOILERS__________SPOILERS
Lover at Last






Bum!
Quando no quarto se ouviu o barulho ensurdecedor, o primeiro pensamento de Qhuinn foi o de atirar-se para cima das fêmeas para as escudar.
Mas não era uma bomba. Era o Phury a atirar com a porta para trás.
Os olhos amarelos do Irmão brilhavam, mas não de uma forma agradável, indo de Layla para a Dr Jane para o Qhuinn… e voltando à primeira.
- Que diabo se está a passar? – Exigiu, as narinas dilatadas a apanhar o mesmo aroma de Qhuinn. – Vejo a médica a correr como louca escadas acima. Depois o Qhuinn com a mala dela. E agora… acho bem que alguém comece a falar. Já.
Mas ele já sabia. Porque estava a olhar para o Qhuinn.
Qhuinn enfrentou o Irmão.
- Eu engravidei-a…
Não teve oportunidade de acabar a frase. Na realidade, quase não conseguiu pronunciar a segunda palavra.
O Irmão agarrou-o e atirou-o contra a parede. Enquanto as costas absorviam o impacto, o maxilar explodiu de dor – o que sugeria que o tipo lhe tinha acertado com um murro dos bons. A seguir, umas mãos brutas prenderam-no com os pés a abanar a quinze centímetros do belo tapete oriental – exatamente quando começou a aparecer gente a fazer fila à porta.
Bonito. Assistência.
Phury encostou a cara à de Qhuinn e mostrou-lhe as presas.
- Tu fizeste o quê?
Qhuinn engoliu uma boca cheia de sangue.
- Ela passou pela necessidade e eu servi-a.
- Tu não a mereces.
- Eu sei.
Phury bateu com ele outra vez.
- Ela é melhor do que isto.
- Concordo.
Bang! Outra vez na parede.
- Então porque caralho o fizeste?

[Qhuinn é salvo pela Layla que discute com Phury]

- Foi por isso que o Havers me telefonou ontem à noite?
Layla assentiu.
- Fui lá para me ajudarem.
- Porque é que não vieste ter comigo? – Murmurou o Irmão para si próprio.
– O que é que o Havers disse?
- Não sei, não ouvi o voice mail. Pensei que não tinha motivos para o fazer.
- Ele disse-me que só trataria do caso contigo.
Aí, Phury olhou para Qhuinn, os olhos amarelos a semicerrarem-se.
- Vais acasalar com ela?
- Não.
A expressão de Phury ficou gelada outra vez.
- Que caralho de espécie de macho és tu?
- Ele não está apaixonado por mim, - cortou Layla. – Nem eu por ele.
Enquanto a cabeça do Primal girava, Layla continuou:
- Queríamos uma cria. – Ela sentou-se de frente para a Dr Jane lhe ouvir o coração. – Tudo começou e acabou aí.
Agora o Irmão praguejava.
- Não percebo.
- Nós somos, de várias formas, órfãos, - disse a Escolhida. – Nós estamos… estávamos… à procura de uma família para nós.
Phury suspirou, e foi até à secretária da esquina, sentando-se pesadamente na cadeira.
- Bem. Ah. Parece que isso muda um bocado as coisas. Pensei que…

[Phury telefona a Havers como se fosse o pai da cria.]

- Desculpa, - disse Layla a olhar para cima para o enorme macho. Eu sei que desapontei as Escolhidas e a ti… mas tu disseste-nos para vir para este lado e… viver.
Phury pôs as mãos nos quadris e suspirou, era óbvio que não teria escolhido nada daquilo para ela.
- Pois, eu disse isso. Disse, pois.

[No carro a caminho da clínica]

- Os teus olhos não são o problema, - disse o Irmão.
- Desculpa?
Phury olhou para ele.
- O eu estar irritado contigo não tem a ver com nenhum defeito. A Layla está apaixonada por ti…
- Não, não está.
- Estás a ver?, agora estás-me a irritar.
- Pergunta-lhe.
- Enquanto perde o teu filho? – Atacou o Irmão. – Sim, é mesmo isso o que vou fazer.
Qhuinn estremeceu, Phury continuou:
- Olha, sabes o que se passa contigo? Gostas de viver no limite e ser todo selvagem… francamente, eu acho que isso te ajuda a ultrapassar as merdas por que a tua família te fez passar. Se destruíres tudo? Nada te pode magoar. E, quer acredites quer não, eu não tenho nenhum problema com isso. És o que és e sobrevives às noites e aos dias como podes. Mas assim que destróis o coração de uma inocente, especialmente uma que está ao meu cuidado? Aí é quando tu e eu temos problemas.

[Na clínica, atira-se tudo aos pés de Phury]

- Ele já vem, - disse a enfermeira, a rir-se para Phury e a fazer uma vénia. – Posso trazer-lhe alguma coisa? Café ou chá?
- Só o médico, - respondeu o Primal
- Imediatamente, Vossa Excelência. – Fez outra vénia e saiu apressada.
- Vamos pôr-te aqui em cima, sim? – Disse Phury do outro lado da cama.
Layla abanou a cabeça:
- Tens a certeza que estamos no sítio certo?

[Havers chega e Qhuinn ataca-o – atira com ele, parte-lhe os óculos, encosta-lhe uma faca ao pescoço…]

Layla olha para Phury. O Primal não estava particularmente incomodado: cruzou os braços sobre o peito enorme e encostou-se à parede à beira dela, era óbvio que estava absolutamente à vontade com aquilo. Na cadeira do outro lado, a Dr Jane estava igual, o olhar verde floresta calmo enquanto observava o drama.
- Olha-a nos olhos, - cuspiu Qhuinn, - e pede desculpa.
Quanto o guerreiro abanou o médico como se fosse uma boneca de trapos, saíram-lhe bocados de palavras.
Diabo. Layla achava que devia ser uma dama e que não devia estar a gostar daquilo, mas a vingança trazia satisfação.
Tristeza, também, porque isto não devia ter chegado àquele ponto.
- Aceitas o pedido de desculpa? – Perguntou Qhuinn num tom maldoso. – Ou queres vê-lo a arrastar-se? Ficaria mais do que feliz de o transformar num tapete aos teus pés.
- Já foi suficiente. Obrigada.
- Agora vais-lhe dizer – Qhuinn voltou a abaná-lo, os braços do Havers a baloiçar, o casaco branco a adejar como uma bandeira – e a ela, que caralho se está a passar com o corpo dela.
(…)
- Começa a falar, doutor. E se o Primal, com quem estás tão impressionado, tiver a amabilidade de me dizer se tiras os olhos dela, seria estupendo.
- O prazer será meu, - disse Phury.

[Havers diz a Layla o que se passa e Qhuinn começa a fazer perguntas.]

- É o guardião dela? – Perguntou Havers.
Phury interrompeu.
- É o pai da cria dela. Por isso trate-o com o mesmo respeito com que me trataria a mim.


Gostaram?
Queriam mais?
Vou pensar no vosso caso...



3 comentários:

O Havers é abslutamente detestável, eu pensei que com o tempo iria gostar dele, mas não, continuo a querer matá-lo sempre que aparece...Opá, eu quero tanto este livro :3, o meu mundo vai parar quando o tiver na mão traduzido...Já agora não queres traduzir o livro todo xD?

Vai Qhuinn parte a cara ao Harves que ele merece umas boas XD

tal como a Denise também eu detesto esse médico Havers!!!! "vampirinho" horroroso. Fiquei com raiva dele no livro do Z e Bela e não consigo mudar esse sentimento. Quanto a todo o resto e para não variar a nossa MorCeGo Linda e maravilhosa continua a fazer um trabalho estupendo. Beijos