segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TOHR E NO’ONE: Primeiros Passos




Boa segunda-feira!

Espero que ande tudo mais feliz por terem aparecido algumas notícias. A J. R. Ward não morreu (ótimo), a série continua (excelente) e nós estamos cá para ler (fantásticas, fresquíssimas e foférrimas).
A Lu anda em alta forma e publicou a entrevista toda. Gostei. Também gostei da campanha para a redução do preço dos livros. Temos de apoiar esta causa, pessoal!
Ora bem, daqueles spoilers todos, o que me fez levantar a orelha (pela segunda vez, porque este nome já tinha saído à cena antes, mas isolado e sem mais nada) é o s’Ex. Porque é que eu acho este nome tão sugestivo? Será por rimar com Kleenex? Deve ser… ai, que até me rio toda por dentro… uuuuuu… s’Ex soa-me tão bem…
O que me preocupa nas sessões de autógrafos, entrevistas e afins é a estupidez e a parvalhice das pessoas que andam sempre a perguntar o mesmo. E fazem perguntas sobre o Havers… Meu Deus… O Havro?... Quem é que quer saber do estresicado? Cruzes! Acordem p’rà vida!... Informem-se… peçam-nos para vos dar as perguntas antes de irem para lá pintar cenas!
Do Qhuinn, NADA! Ninguém quer saber dele! Menos mal que ainda se foram lembrando do Wrath! E da Beth… Estava a ver que não! Assail, Throe, Zypher, Sola, nem uma palavra… Que desilusão.
No ano passado perguntaram pelo Fritz. Se ia ter algum relacionamento… Em que mundo vivemos? Está tudo louco. Ok, pode ser que algures num lar, alguma senhora com 300 anos estivesse com calores por causa do velhote…
Também vos digo, no dia em que me matricular, alistar, ou lá como se diz, num lar está tudo tramado. Hei de pôr a velhada toda a abanar as peles que vai ser um consolo! Até vídeos lhes hei de passar para não morrerem na ignorância. O Fritz?! Tanta coisa para babar e salivar e falam do Fritz e da besta desconchavada do Havers?
Quase que punha um ovo a ver a choquice daquela gente!

Bem, vamos ao plano de leitura: ainda estou nos preliminares. Palavra maravilhosa. Amanhã digo-vos o que aconteceu a seguir. E tem Lassiter.  He he he outra palavra maravilhosa…

Boas leituras.
Beijos bons.







SPOILERS PARA ALGUNS
Lover Reborn



[No’One foi ao Outro Lado e Tohr aparece para pedir desculpas por lhe ter chamado o que chamou: puta]


- Vim para te pedir desculpa.
Ela pousou cuidadosamente a tigela, a ver a superfície agitada da água a acalmar e a subir para os níveis anteriores, enchendo-se por um desconhecido e invisível reservatório.
- Achei melhor esperar até estar um pouco mais sóbrio.
- Estive a ver-te, - disse ela. – Na tigela. Com a tua shellan.
Isso calou-o.
Levantando-se, No’One endireitou as vestes apesar de estarem como sempre estiveram, um tecido direito e sem forma.
- Compreendo porque estás mal-humorado e com pouca paciência. É a natureza do animal ferido atacar inclusivamente uma mão amiga.
Quando levantou os olhos, ele franzia tanto a testa que as sobrancelhas eram uma única linha. Não era propriamente um bom início de conversa. Mas tinha chegado o momento de se entenderem e, tal como quando se abre uma ferida postulenta, é de esperar que doesse.
No entanto, as infeções devem ser tratadas.
- Há quanto tempo faleceu?
- Assassinada, - disse ele após um momento. – Ela foi assassinada.
- Há quanto tempo?
- Quinze meses, vinte e seis dias, sete horas. Preciso de um relógio para saber os minutos.
No’One foi até à janela e olhou para a relva brilhante.
- Como é que soubeste que ta tinham tirado?
- O meu rei. Os meus irmãos. Vieram ter comigo… e disseram-me que ela tinha sido alvejada.
- O que aconteceu a seguir?
- Gritei. Fui não sei para onde, para um sítio qualquer. Chorei durante semanas, sozinho, nos bosques.
- Não fizeste uma cerimónia do Fade?
- Estive ausente durante quase um ano. – Praguejou e esfregou a cara. – Não acredito que me estás a perguntar esta merda e não acredito que te esteja a responder.
Ela encolheu os ombros.
- Porque foste cruel comigo na piscina. Sentes-te culpado e eu sinto como se te devesse alguma coisa. Esta, torna-me corajosa e aquela faz-te falar.
Ele abriu a boca. Fechou-a. Abriu-a outra vez.
- És muito esperta.
- Nem por isso. É óbvio.
- Que viste nas tigelas?
- Tens a certeza que queres que eu to diga?
- Isto tudo anda a dar voltas sem fim na minha cabeça. Não me vais dar novidades, seja lá o que for que me disseres.
- Ela disse-te que estava grávida na cozinha. Caíste à frente dela – ela estava contente, tu não.
Ele empalideceu e ela desejou ter escolhido outra cena.
E, de seguida, surpreendeu-a.
- É esquisito… mas eu sabia que eram más notícias. Demasiada sorte. Ela queria tanto um filho. Discutíamos de dez em dez anos por causa disso quando ela passava pela necessidade. Até que chegou ao ponto de ela me querer deixar se eu não concordasse em deixá-la tentar. Foi como escolher entre uma bala ou uma lâmina – seja como for, eu sabia… eu ia perdê-la de qualquer maneira.
Com a ajuda da muleta, foi até à cadeira, puxou-a e sentou-se. Enquanto manobrava sem jeito o pé lesionado, ela apercebeu-se que tinham outra coisa em comum.
Aproximou-se dele devagar, a coxear, e sentou-se na mesa ao lado dele.
- Lamento muito.
Ele pareceu surpreendido, ela voltou a encolher os ombros.
- Como poderia não apresentar as minhas condolências perante a tua perda? Na verdade, depois de vos ver aos dois juntos, não acredito que seja capaz de esquecer o quanto a amavas.
Depois de um momento, ele murmurou roucamente.
- Já somos dois.
Quando se silenciaram, Tohr olhou para a pequena figura encapuçada tão quieta à sua beira. Estavam separados por um metro de distância, cada um de seu lado da mesa. Mas pareciam mais próximos do que isso.
- Tira o capuz para mim. –No’One hesitou, ele insistiu, - Viste o melhor da minha vida. Eu quero-te ver os olhos.
As mãos pálidas ergueram-se, tremiam ligeiramente e retiraram o que lhe tapava o rosto.
Não olhou para ele. Provavelmente, não conseguia.
Numa concentração desapaixonada, mediu-lhe os ângulos espetaculares das suas linhas.
- Porque é que usas sempre isso?
Ela inspirou fundo, as vestes a subir e a descer de tal forma que o obrigou a recordar que era provável ela ainda estar nua por baixo delas.
- Diz-me. – Pediu.
Endireitou os ombros e ele pensou que quem considerasse aquela fêmea fraca, devia pensar melhor.
- Esta cara – circulou ela com o dedo em redor do seu queixo perfeito e maçãs do rosto rosadas – não é o que eu sou. Se as pessoas a veem, tratam-me com uma deferência desadequada. Até as Escolhidas o fazem. Tapo-a porque se não o fizer, estarei a difundir uma mentira, e mesmo que isso só me prejudique a mim, já é o suficiente.
- Tens uma maneira estranha de ver as coisas.
- A explicação não foi clara?
- Foi. – Ela ia levantar a coisa novamente, ele pôs-lhe a mão no braço. – Se eu prometer esquecer como és, deixa-lo ficar para baixo? Não consigo perceber tão bem o teu estado de espírito quando te escondes e, para o caso de não teres reparado, não estamos propriamente a falar do tempo.
Manteve uma mão no capuz como se não o pudesse deixar. Depois olhou para ele tão fixamente que ele se encolheu.
Apercebeu-se de que era a primeira vez que ela olhava mesmo para ele. A primeira.
Com a mesma candura, ela disse:
- Só para não haver desentendimentos entre nós, eu não estou interessada em nenhum macho. Sexualmente, sinto repulsa por vocês e isso inclui-te.
Ele aclarou a garganta. Puxou a t-shirt. Mudou de posição na cadeira.
De seguida, respirou calmamente de alívio.
No’One prosseguiu:
- Se ofendi…
- Não, de maneira nenhuma. Eu sei que não é nada pessoal.
- É verdade que não.
- Para ser sincero, isso torna tudo… mais fácil. Porque eu sinto o mesmo. – Com isto, ela chegou mesmo a sorrir um pouco. – Que par fazemos.
Calaram-se por uns instantes. Até que repentinamente ele diz:
- Ainda estou apaixonado pela minha shellan.
- E porque não estarias? Ela era linda.
Sentiu-se sorrir pela primeira vez… desde há muito.
- Não era só por ser bonita. Era tudo nela.
- Via-se pela forma como olhavas para ela. Estavas hipnotizado.
Ele pegou numa das penas e verificou-lhe o aparo aguçado.
- Meu Deus… Estava tão nervoso na noite em que acasalei. Queria-a tanto – E não queria acreditar que ela ia ser minha.
- Foi arranjado?
- Sim, pela minha mahmen. O meu pai não queria saber disso – nem de mim. Mas a minha mãe tratou de tudo o melhor que pôde – e ela era esperta. Ela sabia que se arranjasse uma boa fêmea, eu iria assentar para o resto da vida. Pelo menos… era esse o plano.
- A tua mahmen ainda está viva?
- Não, e estou feliz que não esteja. Ela não haveria de ter gostado de… nada disto.
- E o teu pai?
- Também morreu. Ele deserdou-me até quase à morte. Cerca de seis meses antes de morrer, chamou-me – fui por causa da Wellsie. Ela obrigou-me, e ela tinha razão. No leito da morte ele, formalmente, reconheceu-me. Não sei porque é que isso foi tão importante para ele, mas foi o que aconteceu.
- E o Darius? Não o tenho visto por aqui…
- Foi morto pelo inimigo. Antes da Wellsie. – Ela tapou a boca com a mão e ele assentiu com a cabeça. – Tem sido o inferno, a sério.
- Estás sozinho, - disse numa voz sumida.
- Tenho os meus irmãos.
- E deixas que te ajudem?
Com uma gargalhada curta, abanou a cabeça.
- Tu és tramada com a retórica, sabias?
- Desculpa, eu…
- Não, não peças desculpa. – recolocou a pena no sítio. – Gosto de falar contigo.




He he he
Estou a rir com o que vai acontecer a seguir…
“Gosto de falar contigo”, disse ele…
Coitadinho do Tohr…

He he he

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