segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Lover at Last – Beth / Layla



Olá, minha gente!

Lá venho eu, armada em totó. Tenho escritórios de trabalho por fazer e ponho-me a blogar…

Este fim-de-semana, o trabalho foi todo ao teto. Mim fez anos, mim estar velhota e acabadinha. No sábado foi um entra em sai da gruta. Tinha morcegada por todos os lados! Fartei-me de comer porcarias e de beber disparates. Falei como uma condenada que não sabia o que era dar à língua, deitei-me a horas pecaminosas e, no dia seguinte (domingo), estava fresca como uma alface viçosa, mas cheia de preguiça. Atirei-me às leituras: eu linda, de livro lindo, a ignorar as crias buliçosas – o morcegão a correr atrás delas e a dar em louco… he he he… – encostada à minha salamalandra… Ahhh… foi morcegasmo atrás de morcegasmo…

A parte melhor? É que nem me pesava a consciência!

Ainda hoje tenho a certeza que merecia fazer disto todos os dias!

Eu nasci para não fazer nenhum. Devia ter nascido numa gruta de ouro, viver rodeada de criadagem escravizada e eu alapada no sofá ao quentinho. Só me havia de mexer para virar as páginas e encomendar mais livros na nets!

Isto é a idade a falar mais alto.

A partir de determinada altura, tudo nos é permitido.
Eu estou nessa altura.
Só não tenho os euros!...
É por isso que lhe chamam aéreos… voam como o caraças!

Ai, ai.

Boas leituras.
Beijos bons.

PS – Micas minha musa, Nasan minha chefe, Viviana minha fã - pensei em vocês!


SPOILERS PARA ALGUNS
Lover at Last
 


- Pareces mesmo feliz.
Layla voltou os olhos. Parecia-lhe  impensável que a rainha da raça estivesse à beira dela na cama, a ler Us Reading and People e a ver televisão. Pensando bem, com a exceção do enorme saturnino vermelho-sangue que brilhava no dedo, ela era como as outras fêmeas.
- E estou. – Layla pôs de lado o artigo sobre a nova temporada de The Bachelor e colocou a mão na barriga. – Estou extasiada.
Especialmente porque Payne tinha passado por lá e parecia ter regressado ao que era. O desejo que a gravidez continuasse era quase patológico, a ideia de aquela bênção se dever ao sacrifício de outra fêmea não lhe caía bem.
- Gostavas de ter filhos? – Perguntou Layla sem pensar. Depois acrescentou – Se não ofender…
Beth afastou a preocupação com a mão.
- Podes perguntar-me o que quiseres. E sim, meu Deus. Quero muito. É engraçado, antes da mudança? Não me interessava… nada. Eram barulhentos, confusões fora de controlo que, honestamente, não percebia porque é que as pessoas se chateavam a tê-los. Depois conheci o Wrath. – Põe o cabelo negro para trás e riu. – Escusado será dizer que tudo se alterou.
- Por quantos períodos de necessidade já passaste?
- Estou à espera. A rezar. Em contagem decrescente.
Layla enrugou a testa e atarefou-se a abrir outra embalagem de saltines. Era difícil lembrar pormenores daquelas horas alienadas com o Qhuinn – mas foi um desafio de proporções épicas.
Por causa do milagre que descansava dentro dela, tinha valido a pena.
Porém, ela não podia dizer que queria passar outra vez pelo período fértil. Pelo menos sem estar medicada.
- Bem, desejo que venha rápido, então. – Layla trincou outra bolacha, o quadrado a estalar e a derreter na boca. – E nem acredito que estou a dizer isto.
- É assim tão mau como… quer dizer, não consegui falar muito com Wellsie acerca disso antes de ela falecer, e Bella nunca disse nada acerca da dela. – Beth olhou para baixo, para o anel de rainha, como se admirasse a forma como refletia a luz – E não conheço a Autumn assim tão bem… ela é amorosa, mas depois do que ela e Tohr passaram, não me parece que seja um assunto apropriado para falar com ela.
- Na verdade, é maioritariamente uma imagem distorcida.
- Provavelmente, uma bênção, ãhn?
Layla encolheu-se.
- Gostava de poder dizer-te outra coisa… mas sim, acho que é uma bênção.
- Tem de valer a pena.
- Sem dúvida – de facto, estava a pensar na mesma coisa. – Layla sorriu. – Sabes o que dizem acerca das mulheres grávidas, não sabes?
- O quê?
- Se passares algum tempo com elas, elas encorajarão o período de necessidade a vir.
- Juuuuuuura! – Riu-se a rainha. – Então tu podes ser a resposta às minhas preces.
- Não sei se isso será verdade. No Outro Lado, estávamos sempre férteis. Só aqui é que as fêmeas estão sujeitas a flutuações hormonais, mas li acerca dos efeitos na biblioteca.
- Então que dizes a fazermos a nossa própria experiência? – Beth esticou a mão para ela apertar. – Para além disso, gosto de estar aqui. Tu és muito inspiradora.
As sobrancelhas de Layla subiram quando lhe apertou a mão.
- Inspir… não, eu não vejo nada disso.
- Pensa no que já passaste.
- A gravidez acabou por se compor…
- Não é só isso. Tu és uma sobrevivente de um culto. – Layla fez-lhe um olhar de quem não percebe, - Nunca ouviste falar nisso?
- Eu sei o que as palavras significam. Mas não sei se se aplica a mim.
A rainha olhou para outro lado, como se não quisesse criar discórdia.
- Ei, posso estar errada e tu deves saber mais do que eu… para além disso, agora estás feliz e é o que importa.
Layla concentrou-se na televisão. Pelo que sabia, um culto não era uma coisa boa e sobrevivente era um termo geralmente associado a pessoas que passaram por um qualquer trauma.
O Santuário tinha sido um plácido e ameno dia de primavera, as fêmeas estavam todas calmas naquele lugar sagrado e em paz com as importantes obrigações para com a mãe da raça.
Sem coerção. Sem revoltas.
Por um qualquer motivo, a voz de Payne apareceu-lhe no pensamento.
Tu e eu somos irmãs na tirania da minha mãe – baixas do seu grande plano de como as coisas devem ser. Fomos ambas aprisionadas de formas diferentes, tu como Escolhida, eu como a sua filha de sangue.
- Desculpa, - pediu a rainha, tocando no braço de Layla. – Não queria transtornar-te. E, na verdade, nem sei que diabo estou a dizer.
Layla regressou dos seus pensamentos.
- Por favor, não se preocupe, - Segurou na mão da rainha. – Não me ofendi. Mas agora falemos de coisas mais felizes – como o teu hellren. Ele deve estar ansioso por isso também
Beth riu-se nervosamente.
- Não é bem assim que ele está.
- Seguramente ele quererá um herdeiro.
- Acho que ele me dará um. Mas só porque quero muito um filho.
- Oh.
- Oh é a palavra certa. – Beth apertou a mão de Layla com mais força. – Ele preocupa-se muito Eu sou forte e saudável e estou pronta. Se eu conseguisse pôr o meu corpo nos eixos… se tudo corresse bem, ele podia perceber a deixa.
Layla sorriu e esfregou a barriga lisa.
- Ouviste, bebé? Tens de ajudar a nossa rainha. Para a família real, é importante ter uma cria.
- Mas não é para o trono, - disse logo Beth. – Por mim, não é. Só quero ser mamã e quero ter o filho do meu marido. No fundo, é assim tão simples.
Layla ficou calada. Estava tão contente por ter Qhuinn na sua jornada, mas seria maravilhoso ter um macho a sério deitado ao lado dela, a abraçá-la durante o dia, a amá-la e a tomar conta dela e a dizer-lhe que ela era preciosa não só por aquilo que o corpo dela era capaz de fazer, mas também porque lhe inspirava o coração.
Uma imagem do rosto duro de Xcor apareceu-lhe no pensamento.
Abanando a cabeça, pensou: não, ela não devia pensar nisso. Precisava de estar calma e relaxada por causa da cria, porque de certeza que a agitação passaria para ela. Para além disso, ela já fora abençoada com tanto, e se a gravidez fosse até ao fim, e se ela sobrevivesse ao parto?
Ter-lhe-ia sido concedido um verdadeiro milagre.
- Tenho a certeza de que tudo se resolverá com o rei, - disse. O Destino tem formas de nos dar o que precisamos.
- Ámen, irmã. Ámen.


Ai que gente sem juízo…
Se soubessem o que é ter crias…
Têm todas pilhas Duracell. Não têm piedade por ninguém. Não param. Não calam. Não deixam ninguém ter sossego…
São tão lindas!... :D

E o Wrath está tão tramadinho! Ui, ui!
Olá, se está!

:D


1 comentários:

Estas a ver!!! Deixas posts destes e eu revejo me em ti!!!!

"""Atirei-me às leituras: eu linda, de livro lindo, a ignorar as crias buliçosas – o morcegão a correr atrás delas e a dar em louco… he he he… – encostada à minha salamalandra… Ahhh… foi morcegasmo atrás de morcegasmo…

A parte melhor? É que nem me pesava a consciência!

Ainda hoje tenho a certeza que merecia fazer disto todos os dias!

Eu nasci para não fazer nenhum. Devia ter nascido numa gruta de ouro, viver rodeada de criadagem escravizada e eu alapada no sofá ao quentinho. Só me havia de mexer para virar as páginas e encomendar mais livros na nets!""""

Isto é quase a minha vida!!!! Lol