terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Lover at Last – Sola e Assail




Bom dia! (Sim, eu sei que não têm culpa por eu ter voltado, mas controlem-se.)

A semana passada foi um caos…

Na sexta-feira passada, quando me olhei ao espelho de manhã, fiquei uma boa meia hora especada. Eu estava um mamífero sexy e esplendoroso, cheguei a pensar que era desperdício ir trabalhar… estava com tão bom aspeto que o mais lógico seria ir bater asas para a rua: beleza assim tinha de ser partilhada com a humanidade!... No mínimo!

A consciência berrou mais alto e lá fui eu, qual estrela de cinema a desfilar na passareca vermelha, trancar-me para ganhar a vida. Pelo caminho, as cabeças voltavam-se à minha passagem – tudo olhares de apreço e bocas abertas de espanto. Ao chegar ao local de escravatura, atiram-me flores e oferecem-me taças com frutos exóticos, o meu chefão propõe-me um aumento e deixa-me ir de férias… Enfim!... Estava tudo como eu merecia…

Entretanto, acordei.

O traidor do espelho, apanha-me de olho desperto e só me mostra pelos arrebitados para todos os lados, mau aspeto e olheiras até aos cotovelos… Uma noja! Desisti de olhar para ele. Só não o parti, porque o morcegão queria aparar a penugem do queixo. É o que dá comprar artigos balatos em lojas chamadas Liong Chiung.

Recuso-me a relatar os pormenores sórdidos desse dia de trabalho com previsões de pioria para a semana seguinte… Foi pornográfico! Entre as dez da manhã e as duas da tarde chegou a roçar a obscenidade… De tão indecente e escabroso que foi, ainda hoje tapo os olhos para não o ver.

O fim de semana foi melhorzito, tive uns (des)encontros con la chica que me pone a hablar cosas raras: mi Micas (por quem me ajoelho em adoração); tentei domar as crias (sem sucesso) e tentei despachar serviço em atraso (em vão). Terminei o domingo a ver uns episódios em atraso de uma série vampírico-babosa (muito por culpa dos lábios do protagonista… até me dá tonturas cada vez que os vejo… Ah… estou a vê-los, estou a vê-los!...)

A senhora que se diz escritora, e cujo estatuto devia ser revogado, não lançou nadinha cá para fora (grrrr para ela). Mas gozou com o pessoal… (outro grrrr)

Na segunda-feira (ontem), a coisa ficou de tal maneira para o meu lado que ainda estou apatarecada. Quando me recompuser, pode ser que vos diga alguma coisa. Até lá, resta-me desejar o do costume:

Boas leituras.
Beijos bons!


MINI SPOILER PARA ALGUNS
Lover at Last



Sola foi contra o fogão enquanto introduzia o homem na sua casa. Depois, ao corrigir a direção, embateu na cadeira onde a avó tinha estado, pelo menos conseguiu disfarçar desta vez, puxando-a e sentando-se nela.
- Também não me disseste o teu nome, - murmurou, apesar de nomes próprios serem a última coisa que tinha na cabeça.
O homem juntou-se a ela do outro lado da pequena mesa. As roupas caras e a desmesurada altura dele, fazia parecer com que tudo parecesse frágil e barato, desde o tampo laminado que os separava, às cadeiras e à cozinha.
À casa toda.
Ele estendeu a mão por cima da mesa. Naquela voz grave com sotaque divino, ele disse:
- Chamo-me Assail.
- Assail? – Estendeu cautelosamente a mão, preparada para encontrar a dele. – Nome estranho…
No momento em que o contacto se fez, um relâmpago percorreu-lhe o braço e aterrou-lhe no coração, acelerando-o e fazendo-a corar.
- Não gostas? – Sussurrou como se estivesse muito bem ciente da reação dela.
Ele estava a falar do nome dele, não era? Sim, era disso.
- É… inesperado.
- Diz-me o teu. – Ordenou sem a largar. – Por favor.
Enquanto ele esperava e lhe segurava a mão, enquanto respiravam juntos, ela apercebeu-se que, às vezes, havia coisas mais íntimas que sexo.
- Marisol. Mas chamam-me Sola.
Ele ronronou. Ronronou.
- Chamar-te-ei Marisol.
E não é que era perfeito? Meu Deus, aquele sotaque… ele transformou o nome que sempre teve num poema.
Sola tirou a mão da dele e colocou-a nas pernas. Mas os olhos permaneceram nele: tinha um ar de arrogância e ela teve a sensação de que era um hábito inconsciente, não tinha nada a ver com ela. O cabelo parecia incrivelmente denso, e penteado obviamente com algum produto – só assim conseguiria manter aquela onda fora da testa. E o perfume? Esqueçam. O que diabo fosse, estava capaz de a pôr ganzada só com aquele aroma incrível.
Com aquela aparência fantástica, aquele corpo e aquela inteligência? Ela estava capaz de apostar a casa em como a vida dele era a passada a praticar o secretismo como desporto.


Leram a parte do ronronar?... E do ganzada?
Credo! Até se me arrepiou o espinhanço…
Tenho tantas expectativas em relação a este Assail…
Costumava ficar assim com o Qhuinn…
Uh… calor!... em pouco segundos, a temperatura trepou 30 graus!...


Vou tomar banho em água benta. Eu já volto!

3 comentários:

Gostei... O início também me fez lembrar alguém, Morceguita XD

Espero que tenhas as tuas férias, toda a gente precisa ^^

Olá morceguito. Agora já estamos as duas em sintonia, acho que o Assail vai ser mais um a fazer soltar muitos suspiros e as temperaturas subirem muito....
Bejos gandes para ti (e vai escrevendo mais, por favor)

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