quarta-feira, 8 de abril de 2015

THE SHADOWS – EXCERTO - SPOILERS





Afinal voltei hoje…

Quem é linda?

Miiiiiiiim.


Não é um excerto grande, mas é qualquer coisinha… Estive a ver o que podia sair hoje, mas não sei se me aguento muito mais a arranjar coisas giras. É tudo tão triste… Lindo… mas triste e tem de ser lido em contexto para não parecer uma choradeira pegada sem sentido, ou qualquer coisa assim. Apesar de ser muita lágrima… Ui, ui...

Tanquiús (estrangeiro para agradecida) à Viviana e à MissyLi. Digam o que querem ver traduzido, porque eu acho que só trabalho para vocês as duas… Os outros são maus, ruim e reles que não falam comigo. Vou amuar! Pronto. Já está! :D


Até à próxima!


Beijos bons.




SPOILERS






SPOILERS






SPOILERS






É MELHOR PARAR…






SPOILERS






SPOILERS







SPOILERS




[Selena já morreu e acabou de ser cremada. Wrath recebeu o ultimato de guerra da Rainha dos s’Hisbe e não vai entregar Tez como ela pretende]


Lassiter, o anjo caído, estava no corredor à entrada do gabinete de Wrath, mãos nas ancas, o cabelo loiro e preto apertado numa trança.
- É bem que me mostrem algum respeito, ou não digo um caralho sobre o que descobri na minha viagenzinha ao Território.
De lá de dentro saiu todo o tipo de comentários.
- Não, - disse Lassiter, - Quero que peças desculpa, Vishous.
Era tão estranho. Como uma lente que de repente focasse, Trez voltou à realidade, os sentidos a aguçar, uma sombra do que tinha sido antes a regressar.
- Estou à espera. – Pausa. – Está bem. E quero o comando durante a próxima semana – dias e noites.
Um barulho impressionante e alguém atirou qualquer coisa ao fulano que foi aterrar na alcatifa cá fora.
- Bem, se começarem a meter nojo outra vez…
Seguindo um instinto, Trez desmaterializa-se exatamente quando Lassiter deixa de se armar em parvo e lança um olhar astuto na direção em que Trez tinha estado.
Tinham sentido a sua presença.
Mas não ia deixar que voltasse a acontecer.
Em sombra seguiu pela alcatifa, infiltrou-se no gabinete quando Lassiter entrou, fechou as portas e se dirigiu à Irmandade.
- Temos um mapa? – Perguntou o anjo.
Com cuidado para se afastar dos pés para o caso de o tirarem do estado alterado, Trez ficou no canto mais afastado do cão de Wrath. Felizmente, George estava a dormir profundamente aos pés do trono do dono.
A Irmandade reuniu-se à volta da secretária de Wrath assim que Butch desdobrou um quadrado de papel azul e verde de um metro de lado.
- Aqui, - disse o anjo a apontar com o indicador. – Foi aqui que o encontrei. Tem um muro de proteção em volta de toda a área. As casas são aqui e aqui. O palácio… exatamente aqui. A segurança é apertada, e, pelo que consegui ver, estão a reunir forças.
Reunir forças? Pensou Trez.
- Temos de atacar primeiro, - murmurou Wrath. – O primeiro ataque é decisivo. Não queremos que venham para Caldwell.
O que é que se está a passar?
-… não conseguem encontrar a casa. Ninguém consegue encontrar esta casa, - disse V. – Mas, sim, fico para trás. Não é que goste, mas alguém tem de ficar aqui para o que der e vier.
Lassiter olhou para o Irmão do outro lado da mesa e provou que conseguia ficar sério se fosse preciso:
- Eu cubro-te. Eu fico aqui também.
Os machos olharam-se nos olhos por uma fração de segundo.
- Ótimo, - disse V. – Isso é ótimo.
- Onde está o i’Am? – Perguntou Wrath.
- Da última vez que o vi, - respondeu Rhage, - estava a subir para ver o Trez e ir dormir.
- Temos de nos assegurar que ele mantém o Trez debaixo deste teto. Não quero aquele Sombra raptado no meio disto. Estou contente por lutar, - merda, estou morto para que comece – mas não quero que apanhem o coitado. Não me quero ter de preocupar com isso.
O quê?
Isto era por causa dele?
Trez permaneceu no gabinete, com aqueles Irmãos e guerreiros, até saber tudo o que precisava – e depois saiu antes de Rehvenge chegar depois de ter preparado o seu povo a norte na colónia sympath.
O seu velho amigo saberia que ele estava ali.
Quando chegou a hora de sair, não arriscou. Saiu por baixo da porta e continuou pela grande escadaria abaixo, através da entrada de chão em mosaico… e ainda mais além, passando pelas minúsculas brechas das dobradiças da porta de entrada e saiu.
Fora, o sol erguia-se na paisagem de outono, raios dourados e rosa incidiam nas folhas amarelas e laranjas e vermelhas, bem como nas agulhas ásperas dos verdes pinheiros e nos ramos espinhosos dos cedros.
Não regressou à forma até estar bastante distante da casa, apesar das câmaras de segurança terem captado já a sua presença. As boas notícias, se assim se pode dizer, era que os Irmãos estavam todas a discutir a batalha iminente, por isso não andariam atrás dele com merdas. E se algum dos doggen o visse aqui fora? Partiriam do princípio que ele tinha saído para arejar a cabeça.
O frio ajudou-o a acordar.
Apesar de já ter tido uma boa hora para se mentalizar, ainda não conseguia acreditar: a Rainha a declarar guerra a Wrath e à Irmandade. Os comedores de pecados a unir forças com os vampiros.
Não conseguia acreditar haver tantos a prepararem-se para entrar em guerra por sua causa.
- Selena? – Perguntou ele, deixando a cabeça pender para trás de modo a ficar a olhar diretamente para os céus.
Nada de estrelas por ser dia.
Nem nuvens.
Nada para além do azul pálido.
Trez recordou aquela altura em que tentou fugir do palácio e acabou por estraçalhar aqueles guardas todos à frente de s’Ex. Tanto sangue derramado.
Mas naquela altura, eram desconhecidos.
E se achava que aquilo tinha sido mau, a merda seria pior se a Irmandade entrasse no Território. Haveriam de ganhar com os comedores de pecados na retaguarda… mas haveria mortes. Mutilações.
Mais vidas arruinadas.
Voltando-se, olhou para a grande mansão cinzenta.
Por muito dura que parecesse pelo exterior, por dentro estava cheio de vida, amor e família.
Se esta guerra se desse onde ele fazia o seu luto, aquela dor terrível iria cair sobre a casa e as pessoas que nela estavam.
Não desejava ao maior inimigo que passasse por aquilo, que vivesse aquela solidão e dor.
E não poderia sujeitar os que amava a isso.
Não se houvesse forma de parar tudo.
No momento em que se decidiu, um raio de sol atravessou o telhado, aquela luz incrível a derramar-se sobre as filas ordenadas de pedra.
Selena fê-lo jurar que viveria sem ela e ele jurou, mas só porque ela o obrigou.
Não era como se acreditasse no que ela lhe dissera.
No entanto, agora, ao imaginar todas as vidas que podia salvar, como podia proteger aqueles machos e fêmeas e as suas crias?
Isto é o melhor que consigo, minha rainha, - Disse para o céu.


[Trez vai-se entregar. Se o matassem, era indiferente, desde que não houvesse guerra.]



(The Shadows, capítulo 77)


Ai, ai…


6 comentários:

Estou a adorar estes excertos por isso sempre que possas tens de continuar a publicar,e não são apenas só duas pessoas que estão interessadas em ler ,eu também estou muito interessada :))

Morceguinha não amues por favor que eu e a Viv vamos estar sempre aqui para ti.

Gostei muito deste bocadinho!!!

A MissyLi tem razão, posso demorar mais um bocadinho a ler e a comentar, mas vou fazê-lo.

Adorei este excerto, mas tenho medo que quando chegar a essa parte me dê para desatar a chorar. :P

continua morceguinho que eu também leio muitas vezes é de fugida mas sempre que posso deixo um comentarito pra te alegrar o dia. traduz qualquer coisa que nós queremos tudo por isso tas a vontade.

Já existe data para quando vai sair o livro aqui em portugal já traduzido?

Ainda não sabemos, Daniel. Mal saibamos, publicaremos.