sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

IMMORTAL - Queremos fãs, queremos o livro

Saudações Amantes da Irmandade! 

Estamos de volta para vos aguçar mais um pouco a curiosidade, e quem sabe, assim conseguir arranjar mais fãs para os nossos preciosos "The Fallen Angels". Esta saga conta com 5 livros já editados em Portugal, intitulados como: Cobiça, Desejo, Inveja, Êxtase e Possessão. Contudo a saga foi cancelada devido a pouca aderência que teve por parte dos leitores. Ficando assim o IMMORTAL por editar. Nós fãs desta saga "Os Anjos Caídos", da escritora J.R.Ward, a autora da nossa fantástica Irmandade da Adaga Negra, queremos aguçar a vossa curiosidade em relação aos livros anteriores, assim como que comprem os mesmos. Quem sabe assim, conseguiremos que a Editora lance este ultimo livro, por nós fãs, tão esperado.

Agradecemos esta tradução, que foi feita pela nossa "Nighshade".

Quero alertar também, que não será publicado aqui no blog a tradução toda deste livro. 
Como referi, pretendemos apenas e UNICAMENTE conquistar mais fãs. Por isso peço-vos, comprem os livros anteriores, e vamos mostrar a nossa estimada Editora Quinta Essência, que temos fãs. Que ansiamos por este ultimo livro. Divulguem o mais que poderem, incentivem amigos e familiares a ler. Apresentem esta saga a todos os conhecidos. E juntos vamos mostrar que há fãs. Que com trabalho, divulgação e dedicação conseguimos mostrar esta fantástica saga aos leitores de Portugal, e juntar ainda mais fãs. 

Anjos Caídos # 6

Immortal  Capítulo 3 Raiva era o combustível que Sissy tinha nas veias enquanto disparava através das ruas suburbanas de Caldwell, guinando a Harley para a esquerda e para a direita, a grande velocidade, passando por postes de iluminação e intersecções, um hospital, algumas lojas, uma escola... Apesar de não registar nada.Não registou o SUV que ela ultrapassou nem a carrinha de entregas em que quase bateu. Não registou os pedestres que saltavam para trás nem o gato preto que pulou para a sua frente.Tudo em que conseguia pensar era em chamas... aquelas que ela tinha começado dias atrás no salão da mansão. Vermelho, laranja, amarelo, a lamber para fora da lareira, alimentadas pelos lençóis empoeirados que ela tinha arrancado das mobílias e atirado para o forno que criara. O calor na sua cara a chamuscar as suas sobrancelhas e pestanas, a picar os seus poros. Os ecos daquela luz bruxuleante a manchar a sua visão. Ela com desejo de mais, mais, mais...Foi Jim que a tinha impedido de continuar antes que as coisas piorassem e ficassem descontroladas.Pelo canto do olho, ela registou um padrão, um que fazia parte do mundo real, e não do que tinha em mente.Era um gradeamento. Um gradeamento de ferro forjado, preto lustroso e com três metros de altura.Atrás do qual estavam sepulturas.O cemitério Pine Grove.Como é que tinha vindo parar nesta parte da cidade? Bem, quando não se tinha um destino, um tanque de gasolina e uma máquina podiam-nos levar para qualquer sítio. No entanto, não significava que se tinha de lá entrar.E ela realmente queria continuar, só que não foi isso que a Harley fez. Os portões estavam abertos porque já passava das oito horas, e à medida que ela os atravessava, o estômago contorcia-se.A paisagem de campas cinzentas, estátuas de anjos branco-pérola e cruzes, fê-la pensar na tatuagem da Ceifeira que Jim tinha nas costas.E isso, naturalmente, fê-la lembrar-se das marcas de unhas no peito dele.Ainda ia a praguejar, a fazer uma curva larga e a subir uma pequena colina... quando encontrou o seu próprio túmulo. A travar, surpreendeu-se por ter conseguido ir ter ao sítio certo. O cemitério era um labirinto em que tudo era o mesmo e ela só lá tinha estado uma vez.Quando os seus restos mortais foram enterrados.Engraçado, ela sempre teve medo de ser enterrada viva, aquelas histórias de Edgar Allan Poe, de pessoas a arranhar as entranhas do caixão, a assustá-la verdadeiramente. Agora? Percebia que não tinha valido a pena preocupar-se. Teria feito mais a seu favor não correr tanto por gelado no Hannaford.Desligando o motor, desmontou a mota e atravessou a estrada. A erva primaveril era de um verde brilhante e fresco, e, açafrões e túlipas despontavam para o sol, os seus rebentos pálidos a procurarem e a encontrarem calor, as flores quase a surgirem e a verem o mundo. Teve cuidado para não as pisar ao caminhar para o túmulo que tinha o seu nome e as datas.Os zeladores tinham feito um péssimo trabalho ao colocarem os rolos de relva por cima da sujidade solta, o comprimento um pouco torto, um deles com a relva mais curta.Ela imaginou a missa do seu funeral na Catedral St. Patrick. A mãe a chorar. A irmã. O pai. Ela viu os seus trabalhos de arte expostas no átrio... e aquele zelador que tinha sido simpático... e todas as pessoas, novos e velhos, que tinham ido prestar homenagem.De repente, foi difícil de respirar.Ninguém merecia o destino dela.E quanto mais ela ficava ao pé da sua sepultura, mais se convencia da desvalorização da virtude. Se ela não fosse uma virgem, nada disto teria acontecido. Em vez disso, estaria naquele momento a preparar-se para os exames finais ou estaria no estúdio da sua professora favorita de arte, a Sra. Douglass. Provavelmente, deveria ter cedido ao Bobby Carne quando estava no secundário, apesar de ele ter uns braços como se fossem tentáculos e uma língua que mais parecia uma esponja...Do nada, outra imagem de Jim apareceu, desta vez quando ela bateu na porta do quarto dele na manhã anterior e ele tinha demorado a abri-la. Com o cabelo despenteado e meio vestido, só com aquelas calças largas penduradas nas curvas pélvicas. E olhado para ela... de uma maneira que nunca tinha feito antes.Se ela não soubesse, teria jurado que tinha sido da maneira como um homem olha para uma mulher...- Okay, precisas de parar - disse em voz alta.Deus, ela não conseguia acreditar que, no meio disto tudo, ele tinha uma namorada. E que se estava a importar com isso.O que ela precisava era de se concentrar em libertar os outros como ela, aqueles que não pertenciam lá em baixo, os pobres coitados que tinham sido sacrificados e reclamados por causa da sua virtude.Nesta bela manhã primaveril, ela precisava de pôr de lado aquela raiva absurda, voltar para aquela casa e sentar-se com aquele livro antigo que Adrian lhe tinha dado. Ela tinha de descobrir uma maneira, um escape, algum espaço de manobra, para puder corrigir o mal que a arruinou, da melhor forma possível para os outros como ela...Era difícil de dizer quanto tempo esteve ali até se aperceber de que não estava sozinha. Tal como o gradeamento de ferro tinha, gradualmente, chegado até ela, também a presença que estava na sombra debaixo das árvores de cedro do lado esquerdo.Uma mulher. Com um longo cabelo castanho e roupas justas. E ela olhava para Sissy de forma directa como se esperasse que fosse notada.A mulher conseguia estar deslocada naquele sítio. Ela era como uma modelo numa sessão fotográfica, e quando ela se aproximou conseguiu, de alguma forma, evitar que os saltos de agulha se enterrassem na terra e a fizessem tropeçar. Na verdade, era como se ela estivesse a flutuar...?O instinto de Sissy começou a rugir, a mente dela a fazer conexões e conclusões que eram horríficas, esta não era uma estranha, e a fêmea, ou lá o que era, não estava, definitivamente, deslocada naquele cemitério.Foge!, uma voz interna gritava. Foge, sai daqui. Agora!Mas não. Ela não ia fugir; ela não ia ceder. Ela iria permanecer de pé firme, sobre o símbolo do porquê que ela precisava de lutar.- Então, tu sabes quem eu sou. - O demónio disse quando chegou perto.- Pareces diferente. Mas sei.O demónio parou do outro lado da sepultura, os olhos pretos a brilhar.- Tu pareces exactamente o mesmo.O tom seco indicou que não era um elogio. Também, não se conseguia ser a maior fonte de maldade no mundo, se se fosse uma miúda porreira.- Eeeeeeee? - Sissy levanta o queixo. - Tens alguma coisa a dizer?- Não piques o que não deves, menina.- O que vais fazer? Matar-me? Já estive lá.O demónio inclinou-se para a frente, a sombra a escurecer o granito da campa.- Como se isso fosse a única coisa que conseguisse fazer.- Ameaças não me assustam. Tu não me assustas. - Disse Sissy com um encolher de ombros.E era verdade, apesar de estar sozinha num cemitério com o espectro do mal. A sua raiva interior era como um tipo de poder, e era só dela.O demónio endireitou-se nos seus saltos-altos e cruzou os braços. Depois sorriu, o que era, de alguma maneira, ainda mais perigoso.- Não queres saber como passei a noite passada?- Não.- Não te censuro. - O demónio flectiu as suas mãos, as suas longas unhas vermelhas a brilharem à luz do sol. - Acho que te iria aborrecer.A imagem do peito de Jim arranhado apareceu na mente de Sissy como se tivesse sido plantada deliberadamente.Oh... Deus. Não...- Jim é um amante incrível. - O demónio alcançou e massajou o pescoço como se estivesse rígido. - Muito agressivo. Sinceramente, acho que não seria assim contigo. Não que tenhas algo com que se possa comparar, obviamente. É preciso ter-se uma certa... pujança... para se acompanhar um homem como ele.Sissy podia sentir o sangue a fugir-lhe da cabeça, o mundo a virar nos seus eixos, o céu a girar à volta dela.- Não acredito em ti.- Não? Pergunta-lhe. E fá-lo sabendo que ele está apaixonado por mim.- Tretas! Ele luta contra ti.- Queres saber como ele ficou com este trabalho? Eu escolhi-o. Eu e o Nigel, aquele arcanjo simplório, unimos as nossas cabeças e fizemos a escolha... e a razão foi porque Jim se enquadrava nos meus parâmetros. Ele tem muito de mim. Ele tem maldade dentro dele, bem enterrada naquela sua superfície. E isso vai prevalecer sobre o que, sem dúvida, estás a fantasiar. No fim de tudo isto, independentemente de como ou quando acabar, ele vai ficar comigo.Num instante, a fúria de Sissy ferveu, forte e feia, mais uma vez, tomando o seu corpo, o coração, a alma. E a visão daquele sorriso malicioso fê-la positivamente violenta.A voz do demónio baixou, tão baixa que pareceu deformar.- É isso mesmo, Sissy. Acertaste... em tudo o que pensas, o ódio que sentes... Jim chamou o meu nome a noite toda, Devina, Deviiiina... e isso deixa-te furiosa. Eu posso dar-lhe coisas que tu não podes, e isso consome-te viva. Vai com a raiva, menina... não sejas a maricas que foste em vida. Na morte - o demónio inclinou-se novamente para a frente - sê forte.Naquele ponto, a audição de Sissy enguiçou, e apesar de as suas orelhas terem parado de trabalhar, de alguma maneira ainda conseguia ouvir o que o demónio dizia, à medida que imagens de sangue a ser derramado piscavam na mente dela.Pela terceira vez, alguma coisa invadia a consciência dela. Um som ritmado, repetitivo, cada vez mais alto.De repente, a cabeça do demónio virou-se.- Oh, por amor de Deus.Sissy olhou e teve de olhar novamente. Era o cão de Jim, e o vira-lata desgrenhado e coxo chegava atravessando a erva, de orelhas em pé, o focinho curto levantado para cima como se estivesse a dar uma lição.O demónio recuou um passo.- Ouve-me bem, rapariga. O Jim não é para ti. - Aquele sorriso voltou. - Consigo sentir a tua raiva daqui, e é uma coisa linda. Melhor que um homem que não podes ter, acredita. Inspira e acolhe, deixa-te levar. Sê forte. Deixa-te levar, rapariga... sê forte e não te deixes vencer.E com isto o demónio foi-se embora, sem puff ou fumo vagaroso no sítio onde esteve, sem uma centelha de luz a extinguir-se do nada, apenas ar como se nunca ali estivesse estado.Mas isso não era verdade, pois não? No fundo dos recantos do cérebro de Sissy, aquelas palavras repetiam-se, a voz do demónio como uma semente plantada em terreno fértil. Deixa-te levar, rapariga... sê forte.Onde estava o cão? Sissy procurou, olhando em redor.No entanto, só restava ela. Ela e a sepultura dela. E aquela raiva.Jim Heron estava a dormir com o inimigo. E não como no filme de Julia Roberts.Sacana.***- Desculpa, mas que merda é que acabaste de dizer?À medida que Adrian colocava os ovos no prato e dizia mais imprecações, Jim acende um Marlboro e inala profundamente.- Desistir.- Deixa ver se percebi. A Devina aparece e diz-te, 'que tal desistir-mos?' - Ad avança para a mesa. - E tu acreditas nela. Isso foi antes ou depois de ela ganhar a batalha?- Só estou a dizer o que ela me disse.- Então vocês os dois no más e depois? Achas que o Criador não vai ter uma opinião?- Acalma-te. Não estou a dizer que acredito.- Óptimo. Porque se não, além de idiota também serias estúpido.- Vou considerar isso um elogio. - Jim exalou uma coluna de fumo. - E ela disse-me outra novidade. Diz que agora o Nigel está morto, espera-me uma promoção.- Desculpa?- É o que eu sei. - Jim recostou-se e olhou para o tecto, que teve todo o tipo de lascas de tinta há cerca de uma semana atrás. Agora? Parecia que tinha sido lixado, alisado e levado com uma pintura nova. - É impressão minha ou esta casa anda, do género... a rejuvenescer sozinha?De início, ele tinha assumido que as coisas pareciam melhorar porque tinham uma rapariga ali e Sissy andava a limpar. Mas nos últimos dois dias, as mudanças que surgiram foram estruturais, nada que se explicasse com uma limpeza de pó.- Espera, espera, como assim, uma promoção?Jim encolheu os ombros.- Com o Nigel morto, é suposto que seja eu a tomar o lugar dele.Ele visualizou o arcanjo sentado com aqueles três elegantes companheiros dele, a beberem um bom chá inglês no Céu. Depois imaginou-se a ele próprio sentado, a passar os scones e o açucareiro com o mindinho esticado e as pernas cruzadas no joelho.Oh sim. Está-se mesmo a ver.Adrian mexeu-se na cadeira, fazendo-a ranger com o seu peso.- Não sabia que isso constava nas regras.- Que bela surpresa. - Jim inalou mais uma vez. - Precisamos de verificar esta informação. Alguma ideia de como começar?- Sim. - Ad voltou a comer. - E ele está morto no sótão.Houve um período de silêncio durante o qual Ad veio a tornar-se membro do Clube Limpa-pratos. Quando acaba, ele afasta-se da mesa, agarra no pescoço com as duas mãos e espreguiça-se.- Talvez... devíamos fazer uma viagem ao Purgatório.- Como é que é? - Perguntou Jim incrédulo.- Essa merda sobre não se ir para o Céu se cometeres suicídio não é treta nenhuma. Acredita.Ao clarear a garganta como se fosse falar demais, Jim pergunta:- Estás a dizer que o Purgatório existe?- Estive lá, comprei a T-shirt. Blá, blá, blá.- Como é que conseguiste sair?- Eddie.Jim endireitou-se na cadeira.- Estás a dizer-me que o Eddie entrou lá e voltou a sair? Contigo?- Espera lá. - O tipo estendeu as mãos em sinal de stop. - Só estava a armar-me. É que nem penses. Tu és o nosso rapaz de ouro, ou lá o que sejas, e o Eddie condenou-se ao fazê-lo. Além disso, e sem ofensa, ainda andas a aprender, e isso é uma viagem arriscada, e ambos sabemos o que acontece quando te distrais.Aquelas declarações teriam feito Jim violento... excepto pelo facto de que ele tinha chegado às mesmas conclusões, e era por isso que ele estava ali e não atrás de Sissy. Por mais que o magoasse, ele precisava de ganhar e precisava, de alguma maneira, manter a posição dele, mesmo com o Nigel morto. Se pudesse prevalecer, e evitar tornar-se num arcanjo, então depois da grande vitória teria a eternidade para ajudar Sissy. Todavia, agora era guerra e estavam em crise.Além disso, as batalhas chegavam cada vez mais depressa. Quarenta e oito horas. Talvez setenta e duas, e poderia concentrar-se só nela.- Tenho de ir até lá e trazê-lo de volta.- Jim, enlouqueceste?!- Que outra opção tenho? - Jim semicerrou os olhos. - E se a Devina estiver certa e eu tiver que suceder ao Nigel? Não posso deixar que isso aconteça. Não confio em mais ninguém para fazer isto. Eu posso ganhar isto, Ad. Eu posso ganhar isto.Tudo o que tinha de fazer, era olhar para trás para ver como tinha passado a noite. Devina tinha uma fraqueza crucial... e era ele. Ela não tinha sugerido que desistissem por medo de perder, mas sim porque não queria perder o contacto com ele. Se não desistisse, aparentemente, teria que substituir Nigel e ela não queria lutar com mais ninguém a não ser com ele. Que se fodam as regras, que se fodam os arcanjos, à merda com o Criador. Devina era um parasita, viciada em posse e ele era o alvo número um.E ela iria levar essa fraqueza com ela para o seu túmulo.Porque ele iria escoltá-la pessoalmente até lá.Adrian percorreu a cara de Jim com a pupila que funcionava, e Jim permaneceu perfeitamente quieto. Estava preparado para qualquer escrutínio, porque sabia, bem dentro da sua alma, o que precisava de fazer... e como iria fazê-lo.- Ad, - murmurou - eu consigo fazer isto.O outro anjo quase conseguiu esconder os tremores que assolaram as suas mãos. Mas o suave tique que se mostrou no seu olho magoado não era uma coisa que se pudesse esconder.- Não, não podes.- Quem te pôs nessa situação, Ad. Como é que superaste. - Não eram perguntas, porque ele sabia a resposta. - Devina entrou dentro de ti, não foi? Ela entrou dentro de ti de alguma forma, e tu não aguentaste. Por isso levaste com uma bala ou cortaste os pulsos ou enforcaste-te...- Atirei-me de um penhasco. - A voz que interrompeu estava tão rouca, que parecia 90% feita de ar. - Eu, ah... Tinha feito um acordo com ela para salvar alguém.Jim esperou que a história continuasse. Quando isso não ocorreu, ele disse:- O que aconteceu?Ad aclarou a garganta e tapou a cara com aquelas mãos a tremer.- Eu fiz um acordo para salvar alguém e entreguei-me àquele demónio. Estive naquela mesa dela durante... pareceram anos. Eddie disse-me mais tarde que tinha sido o equivalente a duas noites terrestres. Quando regressei, após ela libertar-me, nunca mais fui o mesmo.De forma assustadora, as memórias de quando Jim esteve lá, desceram e invadiram-no, enevoando-lhe o cérebro. Ele sabia exactamente do que Ad estava a falar. Também ele tinha estado naquela mesa.Foi assim que o seu caminho se tinha cruzado pela primeira vez com o de Sissy. Depois de ele encontrar o corpo dela.- Pensava que estava bem. - Ad abanou a cabeça. - Não estava. Aguentei, mais ou menos uma semana. Depois disse uma desculpa qualquer ao Eddie à cerca de ir para um lugar qualquer. Eu ia matar-me com uma arma, mas sou um anjo, certo? Quis morrer a voar. Por isso saltei e não fiz nada em relação a isso... o desfiladeiro tinha cerca de 230 metros de profundidade. Bati com força e foi o que bastou. Segundos depois, merda... pensava que tinha sobrevivido. Afinal, acordei no Purgatório, pensava que era cinzento por causa da luz da lua.Por fim, Ad baixa as mãos. Ambos os seus olhos estavam vermelhos das lágrimas que ele não deixou cair.- O Eddie foi até lá por causa de mim, mas foi também a razão de sairmos de lá. O Criador tem uma obsessão em relação ao amor. - Ad olhou para as mãos que ainda tremiam. - Quero dizer, Eddie sacrificou-se por mim, e isso é amor, certo? Não na forma romântica... mas da forma séria. Então sim, quando Nigel foi ter com o Criador e falou por nós, foi isso que usou. Nigel conseguiu um tratado que nos libertou um mês antes de tu chegares. Ficámos livres para te vermos nesta guerra. É a nossa penitência.- Então podes ajudar-me a encontrar o arcanjo e trazê-lo de volta.- Talvez a Devina esteja a aldrabar. É sabido que ela não tem problema nenhum em mentir...- Então podes ajudar-me - repetiu Jim.Ad abana a cabeça de novo.- Jim, é realmente uma má ideia.- Mas podes levar-me até lá, não podes?- Não, isso é contigo.Quando os seus olhos se encontraram, Jim sabia exactamente do que ele estava a falar.- Mas podes ajudar-me a sair de lá.- Não, não posso. Não me ouviste? Não depende de nós, companheiro. - Ad olhou para o tecto. - A tua saída só pode ser providenciada pelo Criador.Jim podia senti-lo a recuar, e isso não podia acontecer.- Ouve, seria uma extracção. Nada mais, nada menos. Achas que não fiz extracções antes? Vou até lá, apanho-o, e trago-o de volta.- Não sabes de que raio estás a falar.- Tem de haver uma maneira. - Jim bateu com o punho na mesa, fazendo saltar o prato e o garfo. - E mesmo que a Devina esteja errada? O Céu será mais forte com Nigel. Colin está completamente passado da cabeça desde que o sacana se foi, e Bert e Ernie...- Queres dizer Albert e Byron.- Sim, como queiras. Chama-os Mozart ou Beethoven, que eu estou-me a cagar. Os dois estão enfiados da Mansão das Almas, fechados lá dentro, enquanto o Colin se está a desintegrar. E não digo isto hipoteticamente. Eu fui até lá depois de regressar a casa ontem à noite. Tudo o que falta é a Devina conquistar o sítio, e depois teremos mais um conjunto de problemas que não precisamos. Diabo, nem o Criador consegue controlá-la, e ela não segue as regras, isso é com toda a certeza. O que achas que vai acontecer?- Mas, e se eu não te conseguir trazer de volta? Então, e depois? Ou ainda não pensaste nisso?- Se for o caso, tu assumes.- Não segundo as regras.- As regras que se lixem. Tu tomarás conta das coisas porque é isso que homens como tu e eu fazemos.- Nessa óptica, tu poderias subir e ser o Nigel, neste momento, e deixar-me tomar conta do próximo que te substituísse. Poupa a viagem ao outro lado e evita o risco de ficares lá preso.- Mas eu sou a razão porque o Nigel morreu. - Disse Jim a apontar o polegar para o seu peito. - Eu fiz isto. A culpa é minha. Se tivesse feito as merdas de forma diferente... mas isso já não interessa. Quero emendar essa morte, e a única maneira de o fazer é ir buscá-lo. Eu pago as minhas dívidas, Ad. Ouviste-me?Adrian esfregou a cara.- Acho que poderá existir uma maneira de te tirar de lá.- Vês, eu sabia que isto ia resultar.- Eu não disse isso.- Como queiras. Eu não sou de desistir. Mesmo que a Devina não mentisse, eu não desistiria disto. Eu avanço com armas e dentes. Primeiro, trazemos o Nigel de volta. Depois vamos caçar a Devina ao seu covil, vamos tirar aquele espelho dela, e vamos vencer estas duas últimas batalhas. Este é o nosso plano. E vamos executá-lo.- E sobre a próxima alma?Jim abriu a boca para responder mas não conseguiu. A porta das traseiras da mansão abriu-se completamente como se tivesse sido aberta por uma forte ventania.- Tu andas a foder com ela?! - Cuspiu Sissy.

8 comentários:

Continuo cruzando os dedos para que a Quinta Essência volte atrás e edite o livro.
Grande banho de água fria, terem esperado pelo último livro da série para "descobrirem" que as vendas estavam baixas.
E todas as boas fãs que nadaram, nadaram, irão morrer na praia?!
O mais provável todas ficarem de pé atrás com a Quinta Essência e logo, logo, irão notar isso com as novidades...

Boa Sorte meninas e estou convosco na luta ;)

Saudações Nídia.

É verdade, foi um choque tremendo. Enquanto isso aqui vamos dando umas bóias de salvação LOL

Infelizmente, já muitas editoras começam a cancelar series devido as poucas vendas. E como varias fãs já me disseram, e vejamos bem, nem precisam de dizer que vejo. Os livros estão cada vez mais caros. São montes de novidades que ansiamos e o dinheiro é pouco.

Contudo espero, e falo no geral, que não se torne habito. Porque é muito mau, a gente iniciar uma saga e não a completar por "cancelamento devido as poucas vendas". Mas acredito que ainda iremos ter o nosso IMMORTAL.

*Nasan

Boa noite!!
Achei estranho o 6º.livro nunca mais sair em Portugal, e agora li esta noticia....e eu que já li os 5 livros, quero ler a continuação!!
Estou triste :(
Não existe mesmo nada que possamos fazer para ser lançado em portugal?
Obrigada pelas informações aqui mencionadas.

Vina

Saudações!

Tudo o que podemos tentar fazer é arranjar mais fãs para estes meninos. E estamos a tentar. Se conseguirmos os fãs e as vendas dos livros anteriores subirem acredito que possa haver a hipótese de se lançar este ultimo livro. Por isso, o máximo que podemos fazer é espalhar a palavra, dar a conhecer esta serie, e juntas conseguirmos mais e mais fãs.

*Nasan

Uma sugestão que deixo é fazer uma petição online e divulgar por blogues de literatura fantástica portugueses. Pode ser que resulte se tivermos um elevado número de assinaturas virtuais.

F^$<%£>. Odeio comprar uma série e que seja cancelada a meio. :(

Muito bons livros...mas estão muitos caros....tenho 2 mais qdo vou comprar os outros e me deparo com o preço acabo dando preferência a outros...

Sou super super super fã das duas sagas e entristece-me muito a ideia de não poder comprar mais livros da saga anjos caídos!!!! Por favor vamos fazer com que editem os livros!!
A ideia da petição parece-me ótima! Contem comigo!!