sábado, 30 de março de 2013

O DISCURSO DE WRATH – LOVER AT LAST - SPOILERS


Não podia de deixar de traduzir uma das melhores partes deste livro (minha opinião pessoalíssima). E não, não há sexo. Um destes dias tento uma dessas, mas não me parece que saia coisa que preste. Não pelo sexo… nem pelos intervenientes… Ahhhh!...

Considerem isto as minhas amendoazinhas de Páscoa!


Contextualizando: Wrath, combinado com Rehv, vai a uma reunião da Glymera. A Irmandade está lá toda de arma em punho e olho atento, auxiliada pelos Sombras que se mantêm sempre invisíveis. Wrath já tinha sido alvo de um atentado e pairavam ameaças de morte. Rehv faz a introdução e apresenta-o:


- … o nosso líder, Wrath, filho de Wrath.”
Enquanto se ouvia um delicado aplauso e os presentes se endireitavam nas cadeiras, Wrath deu um único passo em frente.
Caramba, cego ou não, ele parecia ser sem dúvida uma força da natureza: apesar de não estar vestido de modo especial, o rei era de facto quem mandava, o corpo maciço, o longo cabelo negro e os óculos escuros faziam dele mais uma ameaça do que um rei.
E era essa a ideia.
Liderança, especialmente no que dizia respeito à Glymera, baseava-se em parte na perceção  e ninguém podia negar que Wrath parecia uma representação viva de poder e autoridade.
A voz grave autoritária também ajudava.
- Sei que passou muito tempo desde que vos vi. Os ataques de há quase dois anos dizimaram muitos da vossa família e estou solidário com a vossa dor. Eu também perdi familiares num ataque dos minguantes por isso sei exatamente pelo que estão a passar ao tentar reerguer as vossas vidas.
Um macho mexeu-se na cadeira…
Mas só estava a mudar de posição, não iria sacar nenhuma arma.
Blay regressou à sua posição, como vários outros. Raios, não conseguia ver o fim da reunião e de ter Wrath seguro de volta a casa.
- Muitos de vós conheceram bem o meu pai e recordam-se dos tempos no Velho País. O meu pai era um líder sábio e ponderado, um gentil macho de pensamento lógico e porte real que se ocupava somente com o bem-estar da raça e o seu povo. – Wrath fez uma pausa, aqueles óculos a correr a sala. – Partilho algumas das características do meu pai… mas não todas, não sou ponderado. Não perdoo. Sou um macho de guerra e não de paz.
Neste ponto, Wrath empunha uma das adagas negras, a negra lâmina a brilhar à luz do candeeiro de cristal do teto. À frente do rei, toda aquela gente reagiu com um arrepio coletivo.
- Sinto-me muito bem com o conflito, seja ele do tipo legal ou mortal. O meu pai era um mediador, um construtor de pontes. Eu sou um construtor de sepulturas. O meu pai persuadia. Eu exijo. O meu pai era um rei que podia sentar-se de bom grado às vossas mesas e conversar convosco acerca de minudências. Eu não sou esse tipo de macho.
Pois, uau. Ao concílio, sem dúvida, nunca ninguém se dirigiu nestes modos. Mas Blay não podia discordar da abordagem. A fraqueza não era respeitada. Ainda mais num grupo destes, provavelmente através da lei não se conseguiria manter o trono de Wrath estável. Através do medo? Muitas mais hipóteses.
- No entanto, eu e o meu pai temos algo em comum. – Wrath inclinou a cabeça para baixo, como se fitasse a adaga negra. – O meu pai esteve na origem da morte de oito das vossas relações.
Houve um espanto coletivo. Mas Wrath não deixou que isso o abrandasse.
- Durante o reinado do meu pai, houve oito atentados à sua vida, e independentemente do tempo que levasse, fossem dias, semanas, ou mesmo meses, considerou ser sua função descobrir quem estava por trás de cada um… e perseguiu os indivíduos pessoalmente e matou-os. Podem não ter ouvido as verdadeiras histórias, mas conhecerão as mortes – os responsáveis foram decapitados com as línguas cortadas. Com certeza, se fizerem o esforço, recordarão membros da vossa família que foram enterrados dessa forma. (…) Também recordarão que essas mortes foram atribuídas à Sociedade dos Minguante. Digo-vos agora, Eu sei os nomes e sei onde as sepulturas estão, porque o meu pai certificou-se que eu os memorizava Foi a primeira lição de como ser rei que ele me ensinou. O meu povo é para ser honrado, protegido e servido. Traidores, por seu turno, são uma doença para qualquer sociedade com leis e precisa de ser erradicada” – Wrath sorriu de forma malévola. – Digam o que quiserem acerca de mim, estudei bem aos pés do meu pai. E sejamos claros: o meu pai, não a Irmandade, foi quem originou essas mortes. Sei porque ele decapitou quatro na minha presença. Tal era a importância da lição.
Várias fêmeas encostaram-se ao macho sentado mais próximo. Wrath continuou:
- Não hesitarei em seguir os ensinamentos do meu pai neste aspeto. Reconheço que todos vocês sofreram. Respeito as vossas provações e quero conduzir-vos. Porém, não hesitarei em tratar qualquer insurgência contra mim ou contra os meus como um ato de traição.
O rei baixou o queixo e parecia estar a ver por cima dos óculos ao ponto de Blay sentir um arrepio de adrenalina.
- E se pensam que o que o meu pai fez foi violento, ainda não viram nada. Vou fazer essas mortes parecerem misericordiosas. Juro pela minha linhagem.
(…)
- Para terminar – disse o rei na sua voz de barítono – gostei desta oportunidade de me dirigir a este grupo majestoso.
Neste caso “majestoso” significava claramente “merdoso”. [ponto de vista de Qhinn]
- Tenho outros compromissos. – Nomeadamente permanecer vivo. – Assim, vou-me ausentar. No entanto, se tiverem algo para dizer, dirijam-nos, por favor, a Tohrment, filho de Hharm.
Um piscar de olhos depois, o rei saía do edifício com V e Zsadist.


(tradução livre e caseira de morCeGo - capítulo 51 Lover at Last)


Eu achei isto o máximo! Aliás, cada vez que Wrath abre a boca, tem-me na primeira fila!
E repararam na escolta do Rei?
(Blheglhegg… ai que já me estou a babar outra vez…)
Tinha que ser, não é? Nem eu escolheria melhor!

2 comentários:

Isso foi DEMAIS!!!!!
Meu coração não vai aguentar!

Ai Virgem Santissima do Vápiro!! :o
O Wrath, querido, cuidado com as palavras ou eu atiro-me já a ti e não quero saber da Beth para nada! xD
Muito bem falado!
Beijinhos