quarta-feira, 24 de abril de 2013

A HISTÓRIA DO FILHO - Última Parte



E hoje acaba a dita cuja história. Buuu-huuu-huuu! Acabou!

Mas, para que as amantes fieis deste blogue não esmoreçam, ficam desde já a saber que vão ter Qhuinn / Blay a rodos. Estou a preparar, para já, do capítulo 25 ao 28 de Lover at Last.

 E prometo que não vou fazer grandes cortes... he he he... isto vai tudo sem censura... Mas, claro, terá que ser a prestações.

Já comecei com o telefonema do Blay (que espero que tenham gostado tanto como eu) e... se se portarem bem... logo à tarde já publico o que Qhuinn fazia enquanto Blay se confessava à mahmen.




EPÍLOGO

 Nove anos depois…

— Papá! Vou-te procurar! - Claire olhou através dos jardins da propriedade Leeds iluminados pela lua e observou como a filha mais velha, Gabriella, se punha em modo de caça. O cabelo vermelho e negro comprido até a cintura parecia uma capa na noite, as pernas eram grandes para uma menina de oito anos. Avançou depressa e silenciosamente para o grupo de árvores de fruto do jardim das traseiras, a andar pela relva como o pai com fluidez e graça… como era normal nos vampiros.
 Michael materializou-se por trás da filha e gritou:
— Buu!





 Gabriella deu um salto de quase quatro metros, mas recuperou rapidamente, e aterrou de pé e saiu disparada atrás do pai, a rir. Apanhou-o, e ambos caíram sobre a relva, os pirilampos flutuaram sobre a festa de cócegas como se também estivessem a rir.
— Mamã, acabei — disse uma voz baixa à esquerda.
Claire estendeu a mão e sentiu como a mãozinha do filho deslizava na dela.
— Obrigada por limpares o quarto.
— Desculpa tê-lo desarrumado tanto.
Pegou no Luke ao colo. Aos seis anos, já era notória a parecença com o pai e não só no aspeto. Luke ia crescer para se transformar no que Michael e Gabriella eram. Tinha aversão ao sol; era uma coruja noturna; e a audição e a visão eram anormalmente agudas. Entretanto, o verdadeiro indício eram os caninos grandes como os de um adulto que já tinham rompido. Bom, isso e o facto de que Luke e Michael tinham exatamente o mesmo cheiro, a especiarias.
Claire beijou a testa do filho.
— Eu já te disse hoje que te amo?
Luke escondeu a cara no pescoço dela, fiel à sua natureza.
— Sim, Mamã. Quando estávamos a jantar e também disseste o mesmo ao Papá e à Gabby. 
— E mais?
— Ao almoço. — O riso do filho transparecia na voz, mas estava a tentar dissimulá-lo
— E mais? — Deu-lhe um apertãozinho nas costelas para o desinibir.
Luke contorceu-se no colo e deixou de fingir que não ria.
— Ao pequeno-almoço!
Ambos se puseram a rir e ela abraçou o seu tímido e doce filho enquanto Michael e Gabriella se aproximavam a correr pela relva.
Claire olhou para o marido e sentiu-se invadida uma onda de respeito e amor. Era absolutamente incrível, tão firme e forte na sua maneira sossegada de ser, a cuidar dela e dos filhos com gentileza terna. Também era um amante insaciável e um feroz protetor… como tinha comprovado um frustrado ladrão uns meses atrás.
Amava-o ainda mais do que o amara nessa manhã, mas menos do que o amaria amanhã.
— Olá — disse ele, enquanto Gabriella pegava na mão de Luke e o levava para lhe mostrar os novos botões das rosas chá perto da rotunda.
— Meu amor — murmurou Michael, ao sentar-se na relva perto dela e atraindo-a para os seus braços—. És linda nesta luz.
— Obrigada.
Não pôde deixar de sorrir, ao pensar que se era bonita devia-se a ele. Como também a ele se devia o facto de estar mais jovem do que quando o conheceu, não era só porque tinha deixado de trabalhar dia e noite. Tinham descoberto, ao partilhar um ou outro momento mais malandro, que ele gostava que ela o usasse para beber e que o sangue dele tinha um efeito curioso nela. Parecia ter parado o processo de envelhecimento… ou pelo menos retardou-o a tal ponto que nos últimos nove anos não tinha envelhecido nem um dia. E até tinha rejuvenescido um bocadinho.
Havia muitas perguntas sem resposta. Michael ainda não sabia quem era o pai ou se havia outros vampiros no mundo. Ambos estavam preocupados com o futuro dos filhos, e com o isolamento da propriedade e com o facto de os meninos precisarem de amigos da mesma idade. E o cuidado com a saúde também era um problema, porque como é que iriam levar os filhos a um médico humano?
Entretanto, as coisas no geral eram melhor do que as imaginadas. Claire administrava a enorme fortuna dos Leeds. Michael dava aulas às crianças em casa. Luke e Gabriella cresciam e eram saudáveis.
Era uma boa vida. Uma vida estranha, mas boa.
E havia novidades para partilhar.
— És um pai muito bom, sabias? — Perguntou Claire, a acariciar-lhe o cabelo comprido até aos quadris.
Michael beijou-lhe o pescoço.
— Tu és uma mãe muito boa. E uma esposa perfeita. E uma mulher de negócios brilhante. Não sei como consegues fazer tudo.
— A boa organização do tempo é uma coisa maravilhosa. — Claire pôs a mão do marido sobre a barriga—. E vou ter de organizá-lo um bocadinho melhor.
Michael estacou.
— Claire?
Ela riu-se.
— No mês passado ocupaste-te muito comigo e parece que...
Abraçou-a com força a tremer um pouco. Sabia que havia momentos em que as sequelas do abuso e o encarceramento regressavam, e infelizmente estava habituado a que ocorressem quando recebia boas notícias. Depois de todos estes anos, ainda lutava com o que considerava ser sorte ou milagroso. Dizia que o fazia sentir, como se estivesse em perigo de acordar e descobrir que esta nova vida era apenas um sonho.
— Estás bem? Sentes-te bem? — Perguntou-lhe, afastando-se para a percorrer com os olhos.
— Bem. Como sempre, estou bem. — Os partos em casa não eram fáceis, mas através do Mick, que parecia conhecer sempre alguém que conhecia alguém que fazia qualquer coisa, tinham encontrado uma parteira em quem podiam confiar.
Michael acariciou-lhe a barriga.
— Fazes-me tão feliz. Sinto-me tão orgulhoso.
— Eu digo o mesmo.
Beijou-a como sempre, a demorar-se na boca dela antes de se afastar. Era engraçado, mas mesmo depois deste tempo todo juntos ainda odiava separar os lábios.
— Se for um menino, eu gostava que se chamasse Matthew ou Mark —disse ela.
— E se for menina?
— Michael também pode ser nome de menina. — Riu-se Claire—. E por acaso já te disse como gosto desse nome? Michael é um nome fantástico.
O marido baixou a cabeça. Com os lábios unidos, disse-lhe suavemente:
— Acho que já me tinhas dito qualquer coisa. Sim, se não me engano, é o teu nome preferido.
— Muito preferido.
Claire sorriu, enquanto o vampiro que amava a beijava até a inconsciência. Enquanto abraçava o marido, pensou que sim, que definitivamente deviam ter outro Michael na família.



Fim

4 comentários:

Matthew??? Matthew??
Por momentos a minha cabeça começou a dar voltas de 360º!!! O.O
Não sei se é por ainda não ter ligo todos os livros, mas não vi a relação :S
Mesmo assim adorei!
Beijinhos
p.s do 25 ao 28 cap? Acho bem que não faças paragens bruscas morceguinho! Pela nossa saúde! Senão vai-me dar é a mim uma paragem cardíaca! E eu sou muito nova para essas coisas! Ainda só vou fazer este ano 19 xD

Adorei esta história! Obrigada meninas, pela dedicação...que nos faz a todas tão felizes! :) Beijinhos

Que fofura!!!! *.*

Adorei o capítulo, que coisa fofa ;p

Desculpa não ler as tuas traduções do Quinn e do Blay, mas não gosto muito de ler "spoilers" de capítulos inteiros, uma ou outra informaçãozinha não é problema, mas capítulos prefiro lê-los no livro ;P

Apeteceu-me ler novamente e fiquei a pensar... Será que o Murdher é pai do Michael? :o