sexta-feira, 26 de abril de 2013

BLAY / QHUINN 3 - Lover at Last - SPOILERS


Oi, morCeGo em ação!
Não podia deixar o pessoal a seco no fim de semana, pois não?
Imagino o horror de passar dois dias inteiros sem nadinha para ler…

No entanto, antes de lerem o que aqui vai, gostava de chamar a atenção para um pequeno pormenor. Tive que fazer opções enquanto traduzia e, por muito estranho que pareça, esbarrei num “I’m sorry”. E porquê? Porque significa, ao mesmo tempo, lamento, tenho pena e desculpa. E acreditam que, no contexto, tem que significar isso tudo? Bem, traduzi por desculpa, mas é importante que tenham os outros significados em mente.

Ui, o que eu já falei!

Vamos ao que interessa. Bom apetite, digo, boas leituras.




SPOILERS ___ SPOILERS
Lover at Last


[Saxton está fora de perigo.
Blay esteve a falar com ele.
Qhuinn prepara-se para ir dormir depois da confusão toda em que quase matava Saxton.]






Quando ia para abrir o fecho das calças, ele…
A porta por trás dele escancarou-se com tanta força que fez ricochete na parede… só para ser apanhada com força pela mão de um filho da mãe muito chateado.
Blay estava à porta para lá de furioso, o corpo a tremer com tal fúria que até espantou Qhuinn que já tinha visto muito na vida.
- Que caralho se passa contigo? – Ladrou-lhe o macho.
Estás a brincar comigo, pensou Qhuinn. Como é que não reconheceu o cheiro no seu próprio amante?
- Acho que essa pergunta é para ser colocada ao meu primo.
Blay avançou e Qhuinn contornou-o para…
Blay agarrou-o, e com um silvo mostrou-lhe as presas.
- A fugir?
Numa voz calma, Qhuinn disse-lhe:
- Não. Estou a fechar a porcaria da porta para ninguém ouvir.
- Quero lá saber!
Qhuinn pensou em Layla a tentar dormir ao fundo do corredor.
- Mas quero eu.
Qhuinn soltou-se e trancou-os. Antes de se virar, fechou os olhos e fez uma pausa.
- Tu enojas-me, - disse Blay.
Qhuinn deixou cair a cabeça.
- Tens de desaparecer da minha vida. – A amargura naquela voz atingiu-o no coração. – Desaparece-me da frente.
Qhuinn olhou por cima do ombro.
- Tu não te importas que ele tenha estado com outro?
A boca de Blay abriu-se. Fechou-se. Depois semicerrou os olhos.
- O quê?
Ah. Bonito.
No meio da confusão toda, Blay nem se apercebeu de nada.
- Que disseste? – Repetiu Blay.
- Tu ouviste-me.
Como não obteve resposta, nem palavrões, nem murros, nem objetos a serem arremessados, Qhuinn voltou-se.
Um momento depois, Blay cruzou os braços, não no peito, mas sobre o estômago, como se estivesse um pouco enjoado.
- Qhuinn esfregou a cara e falou-lhe numa voz sentida.
- Desculpa. Estou muito arrependido… Eu não queria que isto te acontecesse.
Blay compôs-se.
- O que… - os olhos azuis concentrados. – Foi por isso que o atacaste?
Qhuinn deu um passo.
- Desculpa… Eu só… Ele entrou e eu apanhei o cheiro e parou-me o cérebro. Eu nem pensei.
Blay pestanejou, como se estivesse a ser confrontado com uma ideia estranha.
- Foi por isso que tu… Porque diabos fizeste aquilo?
Qhuinn avançou outro passo e obrigou-se a parar… apesar da necessidade quase vital de se aproximar mais dele. Quando Blay abanou a cabeça como se não estivesse a conseguir perceber aquilo tudo, Qhuinn não fazia tenções de falar. Mas falou.
- Lembraste quando estavas na clínica, há mais de um ano atrás… - e apontou para o chão para o caso do tipo se ter esquecido de onde ficava o centro de treinos. – Antes de tu e o Saxton… - Ok. Era melhor calar-se se queria manter a comida no estômago. – Lembras-te do que te disse?
Como Blay parecia confuso, ajudou-o a lembrar.
- Eu disse-te que se alguém alguma vez te magoasse, eu havia de o apanhar e deixá-lo ao sol? – Até ele ouviu o modo como a voz descia até ao tom de ameaça. – Saxton magoou-te esta noite, por isso fiz o que disse que ia fazer.
Blay esfregou a cara com a mão.
- Jesus…
- Eu disse-te o que ia acontecer. E se ele repetir, não prometo que não acabo o serviço.
- Olha, Qhuinn, tu não podes… tu não podes fazer merdas dessas. Não podes.
- Não queres saber? Ele foi infiel. Isso não está certo.
Blay suspirou, como se estivesse cansado de carregar um peso.
- Não… não voltes a fazer isso.
Agora era Qhuinn quem abanava a cabeça. Ele não percebia. Se ele estivesse numa relação com Blay e Blay o traísse? Nunca haveria de recuperar.
Deus, porque é que ele não se aproveitou da situação? Não devia ter fugido. Devia ter ficado.
Os pés deram outro passo em frente.
- Desculpa…
De repente, dizia a palavra uma e outra vez, a repeti-la a cada passo que o levava para cada vez mais perto de Blay.
- Desculpa… Desculpa… desculpa… - não sabia que merda dizia ou fazia; só tinha a necessidade urgente de se arrepender por todos os seus pecados.
No que dizia respeito àquele honrado macho parado à frente dele, eram tantos.
Por fim, estava a um passo do peito despido de Blay.
A voz de Qhuinn era um murmúrio.
- Desculpa.
No silêncio denso que se seguiu, a boca de Blay entreabru-se… mas não era de surpresa. Era mais como se não conseguisse respirar,
Recordando-se que o mundo-não-gira-à-volta-do-meu-umbigo, Qhuinn regressou ao que se estava a passar entre Blay e Saxton.
- Eu não queria isto te acontecesse. – Disse, os olhos a fitar-lhe o rosto todo. – Já sofreste que chegasse, e eu sei que o amas. Desculpa… Desculpa…
Blay ficou simplesmente quieto, a expressão gelada, os olhos a abarcar tudo como se não percebesse nada. Mas não recuou, não fugiu, nem saiu disparado. Ficou… exatamente onde estava.
- Desculpa. – Qhuinn via à distância como a sua própria mão se estendia e tocava no rosto de Blay, os dedos a percorrer-lhe o queixo. – Desculpa.
Ó, Deus, tocá-lo. Sentir-lhe o calor da pele, respirar o seu odor masculino e limpo.
- Desculpa.
Que caralho estava a fazer? Diabo… era tarde demais para responder… estendia a outra mão e colocava-a no ombro pesado.
- Desculpa.
Ó, Deus, ele estava a seduzir Blay, a puxar aquele corpo para o seu.
- Desculpa.
Deslocou uma das mãos para a nuca de Blay e enterrou-a no cabelo encaracolado.
- Desculpa.
Blay estava hirto, a coluna direita como uma flecha, os braços continuavam cruzados na barriga firme. Mas passados uns instantes, quase como se estivesse confuso pela sua própria reação, o macho começou a ceder, o peso a inclinar-se subtilmente no início, depois mais visível.
Com um movimento rápido, Qhuinn abraçou a pessoa mais importante da sua vida. Não era a Layla, apesar de lhe custar não ser. Não era John, ou o rei. Não eram os Irmãos.
Este macho era tudo para ele.
E apesar do facto de Blay estar apaixonado por outro o matasse, ele ia aproveitar isto. Já não o tocava há muito… e nunca desta forma.
- Desculpa.
A segurar a nuca de Blay, puxou-o para mais perto, encostando-lhe a cara ao seu pescoço.
- Desculpa.
Como Blay permitiu, Qhuinn estremeceu, levando o seu próprio rosto ao pescoço dele, inspirando profundamente, levando todas as sensações para bem fundo do pensamento para se lembrar disto para sempre. E enquanto a mão subia e descia, a reconfortar aquelas costas musculadas, fez o que pôde para o compensar de muito mais do que a infidelidade do primo.
- Desculpa…
Com um movimento súbito, Blay abanou a cabeça. Soltou-se. Afastou-se. Separou-se.
Os ombros de Qhuinn abateram.
- Desculpa.
- Porque é que estás sempre a repetir o mesmo?
- Porque…
Nesse instante, quando os olhos se encontraram, Qhuinn soube que era a altura certa. Tinha dado cabo de tanta coisa com Blay; tinha havido tantos atropelos, tantos desentendimentos deliberados, tantos anos, tanta negação… sempre da sua parte. Acobardou-se durante muito tempo, mas isso acabou.
Ao abrir a boca para se declarar, os olhos de Blay endureceram.
- Eu não preciso da tua ajuda, ouviste? Sei tomar conta de mim.
Pum. Pum. Pum.
O coração batia tão alto que ele pensou que ia explodir.
- Vais ficar com ele, - disse Qhuinn anestesiado. – Tu vais ficar…
- Não voltes a fazer merdas destas ao Saxton… Nunca mais. Jura.
Apesar de o matar, Qhuinn não conseguia negar-lhe nada.
Ok. – Ergueu as mãos. – Não lhe toco.
Blay assentiu e o compromisso foi assumido.
- Eu só te quero ajudar, - disse Qhuinn. – Só isso.
- Não podes. – Contrapôs Blay.
Deus, apesar de estarem outra vez desavindos, ele queria mais contacto… e repentinamente, viu o caminho. Seria uma proposta traiçoeira, mas pelo menos teria lógica.
Os braços ergueram-se, as mãos procuraram, encontraram, agarraram. Os ombros de Blay. O pescoço de Blay.
O apetite sexual aumentou, endureceu-lhe o pénis, tornou-lhe a respiração pesada.
- Mas eu posso ajudar-te.
- Como?
Qhuinn aproximou-se, levou a boca ao ouvido de Blay. Deliberadamente encostou o peito despido contra o de Blay.
- Usa-me.
- O quê?
- Ensina-lhe uma lição. – Qhuinn prendeu-o com mais força e inclinou a cabeça de Blay para trás. – Paga-lhe na mesma moeda. Comigo.
- Para que não restassem dúvidas, Qhuinn percorreu o pescoço de Blay com a língua.


Bom fim de semana! :D

3 comentários:

*morri!*
Parabens! Acabei de ter uma paragem cardiaca e agora vou para o vapiro...
Beijinhos

Mata-me de uma vez. Isso não é coisa que se faça morcego. Louca para ler na íntegra.

Jasus!!!!e isto acaba assim?! quero o resto, por favor!! :)
Isto não se faz!!:D :D
Adoro estes bocadinhos do livro! Continuem, por favor! :D