terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lover Reborn: O Primeiro de muuuuuitos encontros!




Margarida Ladeira, é o teu dia, mulher!


Viva a terça-feira.



Hoje não tenho nada para vos dizer. Exceto que:

Odeio o Qhuinn!

Odeio-o com um ódio que vai para lá do irracional.

Odeio-o tanto, porque vai estar a ler isto e desatar a rir como o anormal que é!

E, por causa disso, odeio-o ainda mais.

Odeio-o, odeio-o, odeio-o!

Para além disso, tenho-lhe muito ódio.

Já falei do ódio? É terrível e visceral!


:D

Ai, que eu sou tão mentirosa... morCeGo mau!...  


Boas leituras!

Beijos bons.



SPOILERS PARA ALGUNS
Lover Reborn



[Lassiter foi-se embora, porque alguém batia à porta do quarto do Tohr]


A porta entreabriu-se e No’One entrou, fechando os dois lá dentro.
Ao ouvir o clic do mecanismo, o corpo desligou-lhe a mente por completo: ia alimentá-la… e, Deus os ajudasse, comê-la se ela o deixasse.
Num breve momento de lucidez, pensou em dizer-lhe para ir embora para os poupar ao desfecho quando o sexo arrefecesse e as cabeças pensassem… e duas pessoas aprendessem que quando os cocktails Molotov que pareciam tão giros, uma ideia engraçada para fazer e atirar, tinham, na realidade, destruído a paisagem.
Só que ele estendeu-lhe a mão.
Pouco depois, ela retirou o capuz. Ao recordar as formas do seu rosto, ele viu que ela não era nada parecida com a sua Wellsie. Era mais pequena e com uma estrutura mais delicada. Cores mais suaves em vez de vibrantes. Educada em vez de frontal.
Gostava dela, apesar disso. E, estranhamente, era melhor que ela fosse tão diferente. Menos hipóteses de substituir a amada do seu coração por esta fêmea: apesar de o corpo estar excitado, este era o elo de ligação menos importante. Machos da sua linhagem, quando saudáveis e bem alimentados, como ele estava agora, costumam ter ereções por sacos de batatas.
E No’One, apesar da opinião que tinha de si própria, era muito mais atraente que vegetais podres…
Cristo, isto é que era ser romântico. Ou não.
Ela aproximou-se devagar, o coxear quase impercetível, e quando atingiu o bordo do colchão, olhou para o peito despido, para os braços, para a barriga… e continuou mais para baixo com os olhos.
- Estou excitado outra vez, - disse numa voz gutural. E, foda-se, era de pensar que estava a dizer isso para a afugentar. A verdade? Ele tinha esperança de voltar a ver aquela expressão, aquela que ela tinha no rosto quando ele se masturbou…
E, quem diria?... Lá estava ela: excitação e curiosidade. Nada de medo.
- Devo tomar-te o pulso daqui? – Perguntou.
- Anda para a cama. – Quase só rosnou.
Ergueu um dos joelhos para cima do colchão alto, e tentou desajeitadamente erguer o outro. Mas a perna estropiada tirou-lhe o equilíbrio e ela atirou-se para a frente.
Tohr amparou-a com facilidade, segurando-lhe os ombros e evitando que caísse de cabeça.
- Apanhei-te.
E não havia aqui duplos sentidos.
Deliberadamente, puxou-a para cima de si próprio, pelo que a pousou sobre os peitorais. Ela não pesava nada. Também, não comia muito.
Ele não era o único a precisar de se alimentar como devia.
Parou a dar-lhe tempo de se acomodar. Ele era um macho grande e estava excitado como o caralho e já a tinha assustado mais do que devia. No que a ele dizia respeito, ela podia demorar todo o tempo do mundo até saber com quem estava…
Subitamente, o cheiro dela mudou, alterando-se para o embriagante espetro de fêmea a acordar. Em resposta, rodou os quadris por baixo dos lençóis e ela espreitou por cima do ombro para ver a reação dele.
Se ele fosse um cavalheiro [literalmente: gentilmacho], ele teria escondido a resposta e certificar-se-ia de que isto era apenas a retribuição pelos serviços prestados. Mas ele estava a sentir-se mais macho do que gentil.
Levando isso em linha de conta, aproximou-a do peito, de modo a que a sua boca embatesse na jugular dele.
Pele.
Pele quente e masculina nos lábios dela.
Quente, limpa, pele de vampiro castanha dourada e não pálida. Que cheirava a especiarias e a força e a… qualquer coisa tão erótica que o corpo dela regressou ao estado vulcânico.
Ao inspirar, o aroma dele – aquele aroma de macho – conduziu a uma reação sem precedentes. Tudo passou a ser instintivo, as presas a descerem do maxilar superior, os lábios a entreabrirem-se, a língua a espreitar como se quisesse provar.
- Bebe, No’One… tu sabes que queres. Toma-me…
Engoliu em seco, ergueu-se de cima dele e fitou os seus olhos ardentes. Havia demasiadas emoções a decifrar neles, na sua voz e na sua expressão. Isto não era fácil para ele, este era o seu quarto conjugal, onde deveria ter estado, sem dúvida, milhares de vezes com a sua companheira.
E, no entanto, ele queria-a. Era evidente na tensão do corpo dele, naquela ereção que mesmo por baixo da roupa de cama se via.
Ela sabia na encruzilhada perigosa em que ele se encontrava, dividido por contradições: ela estava como ele. Ela queria isto, mas se se alimentasse dele agora, as coisas iriam desenvolver-se e ela não sabia se estava preparada para o que aí viria.
Só que ela não iria recusar. E ele também não.
- Não me queres no teu pulso. – Disse numa voz que não era a sua.
- Não.
- Então, onde me queres? – Não era uma pergunta. Querida Virgem Escrivã, ela não sabia quem estava a falar com ele assim – em tom baixo, sedutor e exigente.
- Na minha garganta. – As palavras dele eram ainda mais baixas e gemeu assim que os olhos dela regressaram ao local onde ele a tinha colocado.
Este poderoso guerreiro queria ser usado por ela. Ao encostar-se nas almofadas, o corpo enorme parecia estar naquele estranho transe que ela vira antes, preso por fios invisíveis dos quais ele não conseguiria fugir.
(…)
Tohr veio-se pouco depois do primeiro ataque de No’One. Não havia forma de parar a contração dos testículos ou os choques latejantes que viajavam pelo pénis acima ou a explosão que arrebentou da cabeça do membro quando ejaculou por baixo dos lençóis.
- Fooooda-se… No’One
Como se soubesse o que tinha acabado de acontecer e do que ele estava a pedir permissão para, ela disse que sim com a cabeça. Foi tão longe como chegar a pegar-lhe no pulso e empurrar-lhe a mão para debaixo dos lençóis.
Não foi preciso dizer duas vezes.
Afastando as pernas, ele acariciou o seu comprimento rígido em sintonia com os puxões na veia. E ao vir-se novamente, a ereção no auge, ele foi mais abaixo, agarrou nos testículos e apertou-os com força. Prazer e dor tornaram-se num espelho retorcido, o reflexo de um no outro a amplificar tudo, desde as presas no pescoço às erupções por baixo da cintura.
A sensação de deixar tudo para trás, de pôr de lado a dor com que lutou noite e dia, era um alívio filho da mãe.
(…)
Ele olhou-a nos olhos enquanto se vinha, a morder o lábio inferior, com a cabeça projetada para trás, pelo que ela sabia o que ele estava a fazer.
E foi quando ele soube que… ela queria algo para si própria.
O aroma delicioso disse-lho.
- Deixas-me que te ponha a sentires-te bem? – Perguntou roucamente.
- Eu… Eu não sei o que fazer.
- Isso é um sim?
- Sim… - Respirou ela.
Rolou para o lado e gentilmente empurrou-a contra o colchão.
- Tudo o que tens de fazer é ficar deitada – eu trato de tudo.
O à vontade com que aceitou foi uma lição surpreendente de humildade – e uma dica imediata para, no que à líbido dele dizia respeito, a ter nua, a montar e vir-se outra vez.
Não ia acontecer. Por muitos motivos.
- Eu vou devagar. – Gemeu, pensando para quem estava ele a falar. E depois pensou… foda-se, ele iria devagar. Nem tinha a certeza de se lembrar direito o que fazer a uma fêmea…
(…)
- Tohrment, podemos parar…
- Posso abrir-te o manto? – A voz dele soava-lhe morta aos ouvidos. – Por favor… deixa-me ver-te.
Quando assentiu com a cabeça, ele engoliu em seco e levou uma mão a tremer até ao cinto. A coisa soltou-se com pouca ou nenhuma ajuda da parte dele e as duas metades descobriram-lhe o corpo.
O seu sexo deu sinal à visão do corpo dela que mal se escondia dos seus olhos, das mãos… da boca.
E essa reação disse-lhe que, infelizmente… ou felizmente… ele conseguiria fazer isto. Ele iria fazer isto.
Escorregou as mãos em volta da cintura dela, parou. Wellsie tinha um corpo roliço, todo curvas e força feminina que ele adorava. No’One não era nada disso.
- Tens de comer mais. – Disse asperamente.
As sobrancelhas dela juntaram-se e pareceu retrair-se, ele queria dar um murro na própria cabeça. Nenhuma fêmea precisa de ouvir conselhos numa altura destas.
- És muito bonita, -disse, o olhar a sondar o tecido fino que lhe cobria os seios e as ancas. – Estou preocupado contigo. É só.
Ela relaxou outra vez, ele tomou o seu tempo, acariciando-a através do simples tecido fino que usava, movendo-se devagar sobre a barriga. Aquela imagem dela a flutuar na mão de cristal da água azul da piscina, a boiar de braços abertos, a cabeça para trás, os seios firmes, fizeram-no gemer.
E deu-lhe uma direção específica a tomar.
Levou as pontas dos dedos para cima, passou por baixo de um seio…
A inspiração dela e o súbito arquear disseram-lhe que o toque era mais do que bem-vindo. Mas não havia pressa. Isso foi na despensa; não aconteceria outra vez.
(…)
A sensação da boca húmida colada ao seu seio deu-lhe vontade de chorar e arrancar-lhe o cabelo. E isso foi antes de ele começar a sugá-lo.
À volta do mamilo, ele perguntou:
- Afastas as pernas para mim?
As coxas obedeceram antes dos lábios formarem um consentimento, e a gargalhada que obteve a seguir era um som grave de satisfação. Ele também não perdeu tempo. Voltando a prender a boca no seio dela, a mão escorregou até ao início da coxa e escapou-se para dentro do tecido.
- Levanta as ancas para mim, - pediu antes de voltar a passar a língua no mamilo dela.
Obedeceu imediatamente, tão perdida que estava de antecipação que não chegou a perceber porque é que ele perguntava. Até que um toque suave lhe passou à volta das pernas.
A bainha. Ele estava a levantá-la.
O toque regressou, passando por cima das coxas, a descer… antes de se mover novamente para dentro.
Sem obstáculos. Como se já não estivesse suficientemente bom.
(…)
O primeiro toque não foi mais do que algo passageiro que a fez chorar por mais. O segundo foi uma mudança lenta. O terceiro foi…
Ela lançou a mão para baixo cobrindo a dele, empurrando-a.
O gemido dele foi inesperado, sugerindo que o estar a senti-la provavelmente o levou ao orgasmo – sim, ela podia ver pela forma como o corpo dele tremia que ejaculava, os quadris balançavam por baixo dos cobertores de um modo que a fez pensar em penetração.
Penetrações vigorosas e repetidas.
- Tohrment… - a voz irregular, o cérebro parado, o corpo era o único capaz de compreender tudo.
Demorou até ele lhe responder qualquer coisa em respiração ofegante.
- Estás bem?
- Ajuda-me. Preciso de…
Tocou o seio dela com os lábios e afastou a mão.
- Eu trato disso. Prometo. Só mais um bocadinho.
Ela não sabia quanto mais tempo aguentaria antes do corpo explodir.
Mas ela ponderou que havia níveis maiores de frustração.
Eventualmente, a carícia iniciou como todas as coisas iniciam, devagar, suavemente, uma provocação em vez de boa-fé. Mas graças à grande Virgem escrivã, não permaneceu assim. Subtilmente, aumentou a pressão, ela recordou-se de como ele tinha dado prazer a si próprio na clínica, as mãos a moverem-se, o corpo a criar fricção até que alguma coisa se abria e o prazer estalava.
O orgasmo foi a coisa mais poderosa que ela alguma vez sentira: nem a dor que sentira às mãos do sympath se aproximava do prazer que emanava do seu corpo, reverberava pelo tronco e saía pelos dedos das mãos e dos pés.
Ela conhecia a terra. Ela conhecia o Santuário.
Mas isto… era o céu.



Estão mais contentes as minhas meninas?
Ai, não! Até já começam a saltar e tudo!
O Tohr a aquecer não é coisa para se deitar fora…

Amanhã há Lassiter, Lassi por ser para a Viviana :D






2 comentários:

Morcego linda eu amei!!! Com dedicatória e tudo. Só tu minha linda para me fazeres um bocadinho feliz nestes dias tão maus!!!!Era tudo o que eu precisava. Um beijo grande e...estás "autorizada" a continuar!