sábado, 4 de abril de 2015

THE SHADOWS – EXCERTOS – SPOILERS






Olá gente boa!

Eu sei que é de estranhar andar por aqui tantos dias seguidos, mas mim tirou uns dias só para espairecer as asas e estou a aproveitar para me dedicar à causa enquanto posso. Daqui a nada começa a maluqueira do costume chamada vida e trama-se tudo.

Mas eu tenho confiança e fé no resto do pessoal que, não é por acaso, têm feito um excelente serviço até agora. Queria agradecer à Nancy pela sua opinião (foste incrível! E é verdade que este livro não é tão explícito nas cenas de sexo), à Viviana (que está sempre de olho e não perde uma) e à Tamara (é sempre bom saber que agradamos). Para todas um beijo especial.

Aproveitem a leitura, porque vem aí mais uns quantos excertos!

Beijos bons.
















TOCA A PARAR DE LER A PARTIR DAQUI


PORQUE VEM AÍ


SPOILERS


TENS A CERTEZA DE QUERER CONTINUAR?


SPOILERS


MIM ESTÁ A AVISAR.


SPOILERS

ÚLTIMO AVISO!


SPOILERS





No quarto da clínica do cento de treinos, Luchas, filho de Lohstrong, estava deitado de costas na sua cama de hospital com o tronco e a cabeça apoiados em almofadas. O corpo despedaçado estendia-se à sua frente, uma espécie de paisagem destruída por bombas, cicatrizes e partes em falta transformando o que anteriormente funcionava bem num amontoado de dor e disfunção débil.
A perna esquerda era o seu maior problema.
Desde que foi salvo daquele contentor de óleo onde os minguantes o aprisionaram, tem estado em “reabilitação”.
Uma palavra estranha para o que realmente estava a acontecer. A definição oficial, tal como ele viu no tablet, era recuperar alguém ou alguma coisa ao seu estado anterior de normal funcionamento.
No entanto, depois de tantos meses de terapia física e ocupacional, estava seguro ao concluir que em termos mentais e movimentos fisiológicos, quer pequenos quer grandes, não o estavam a deixar parecido ao que era dantes. O que ele sabia com certeza era que: estava com dores; ainda não conseguia andar; e as quatro paredes daquele quarto de hospital, que era tudo o que vira desde que ficou preso naquele estado, estavam a levá-lo à loucura.
E não era a primeira vez, que pensava em como a vida o tinha levado àquilo.
O que era estúpido. Conhecia bem os factos. Na noite dos ataques, os minguantes infiltraram-se na casa da família, como em muitas outras casas. Assassinaram-lhe o pai e a mãe, e fizeram o mesmo à irmã. Quando foram atrás ele, decidiram poupar-lhe a vida para o usarem como rato de laboratório, uma experiência para ver se um vampiro podia ser transformado em minguante. Incapacitaram-no, armazenaram-no num tanque de óleo algures e encheram-no de sangue do Ómega.
Porém, não houve experiência. Perderam o interesse nele, ou esqueceram-se, ou outra coisa qualquer.
Sem se poder libertar, sofreu naquele vazio viscoso e negro, vivo, mas quase morto, à espera do seu fim durante o que pareceu ser uma eternidade.
Não sabia se alguma coisa tinha mudado.
O intelecto, algo de que já se orgulhara pelos estudos e capacidade, ficou atrofiado como o corpo, a revirar-se, os pensamentos dantes claros agora emaranhavam-se em pesadelos negros de paranoia e terror.
E depois o irmão, aquele para quem nunca tivera tempo, aquele que desdenhara, aquele a quem sempre se sentira superior… chegou e tornou-se o seu salvador. Qhuinn, o deficiente do olho azul e do olho verde, a vergonha da família com o seu defeito, aquele que foi expulso de casa e por isso fora de casa quando o ataque se deu, acabou por ser a única razão de estar livre.
Aquele macho também acabou por ser o membro mais forte da sua linhagem, a viver e a trabalhar com a Irmandade da Adaga Negra, a lutar com honra, a defender com distinção a Raça contra o inimigo.
Enquanto Luchas, o ex menino bonito, o herdeiro do que já não existe… era agora o defeituoso.
Karma?
Levantou a sua mão agora encarquilhada, a olhar para os tocos que eram o que restava de quatro dos seus cinco dedos.
Provavelmente.
A batida na porta foi suave, e ao inalar apanhou os aromas do outro lado. Recompondo-se, puxou os lençóis mais para cima do seu peito magro.
A Escolhida Selena não estava sozinha como na noite anterior.
E ele sabia do que se tratava.
- Entra. – Disse numa voz que ainda não reconhecia. Desde o que lhe aconteceu, a voz tinha ficado mais rouca e grave.
Qhuinn entrou primeiro e, por um instante, Luchas encolheu-se. Sempre que vira o irmão, o macho vinha à civil. Esta noite não. Era evidente que vinha do terreno de batalha, cabedal negro a cobrir o corpo poderoso, armas presas na cintura, nas coxas… no peito.
Luchas franziu a testa ao reparar em duas armas em particular: o seu irmão tinha um par de adagas negras no peito, com os punhos virados para baixo.
Estranho, pensou. Pensava que essas lâminas eram reservadas exclusivamente para os membros da Irmandade da Adaga Negra.
Se calhar agora também permitiam os soldados usá-las.
- Ei! – Disse Qhuinn.
Por trás dele, a Escolhida Selena estava silenciosa como um fantasma, as vestes brancas a flutuar à volta do seu corpo elegante, o cabelo negro preso no topo da cabeça no estilo tradicional da ordem sagrada.
- Saudações, senhor, - Disse ela numa vénia elegante.
A olhar para a perna, Luchas queria desesperadamente sair da cama e prestar-lhe o respeito devido. Sem hipótese. O membro estava, como sempre, envolvido fortemente em gaze branca desde o pé até ao joelho, e por baixo desse material esterilizado? Carne que não sarava, o calor da infeção a borbulhar como uma panela de água quente prestes a ferver.
- Então, disseram-me que paraste de te alimentar. – Disse Qhuinn.
Luchas olhou para o outro lado a desejar ter uma janela para fingir estar distraído.
- Então? – Exige Qhuinn. – É verdade?
- Escolhida, - murmura Luchas. – Podia-nos permitir um momento em privado?
- Evidentemente. Aguardarei a sua chamada.
A porta fechou sem ruído. E a Luchas pareceu que o oxigénio todo do quarto saiu com a fêmea.
Qhuinn puxou uma cadeira até à cama e sentou-se, apoiando os cotovelos nos joelhos. Os ombros eram tão largos que o casaco de cabedal que trazia vestido chiou em protesto.
- Que se passa, Luchas? – Perguntou.
- Isto podia esperar. Não devias ter interrompido a luta.
- Não de acordo com os teus sinais vitais.
- A médica chamou-te, não foi?
- Falou comigo, sim.
Luchas fechou os olhos.
- Eu tinha… - clareou a garganta. – Antes disto tudo, eu tinha uma ideia do que estaria a fazer, de como o futuro ia ser, Eu ia..
- Ias ser como o pai.
- Sim. Eu queria… tudo o que me ensinaram que definia uma vida digna de ser vivida.
Abriu os olhos e observou o seu corpo.
- Não era nada disto. Isto… sou como uma cria. As pessoas a tomarem conta de mim e das minhas necessidades, a trazerem-me comida, a lavarem-me, a limparem-me. Sou um cérebro preso num recipiente partido. Não faço nada sozinho…
- Luchas…
- Não. – Atravessa a mão mutilada pelo ar. – Não me tentes acalmar com promessas de uma saúde futura. Passaram-se nove meses, meu irmão. Depois de um cativeiro no Inferno que durou um século. Estou farto de ser prisioneiro. Farto.
- Não te podes matar.
Eu sei. Depois não vou para o Fade. Mas se não comer, e eu não como, isso… - aponta a perna com um dedo – levará a melhor e acabará comigo. Nada de suicídio. Morte por sepsia – não é disso que a Drª Jane está tão preocupada?
Com um movimento brusco, Qhuinn tira o casaco e deixa-o cair ao chão.
- Eu não te quero perder.
Luchas tapa a cara com as mãos.
- Como é que podes dizer isso… depois de toda a crueldade que havia em nossa casa…
- Não foste tu. Foram os pais.
- Eu participei.
- Pediste desculpa.
Pelo menos isso era uma coisa que tinha feito bem.
- Qhuinn, deixa-me morrer. Por favor. Deixa-me só… morrer.
O silêncio prolongou-se tanto tempo que Luchas começou a respirar com mais calma, a pensar que o argumento fora aceite.
- Eu sei o que é não ter esperança. – Disse Qhuinn bruscamente. – Mas o destino pode surpreender-te.
Luchas deixou cair os braços e riu amargamente.
- Lamento, mas não será uma surpresa boa. Não será boa…
- Estás enganado.
- Para.
- Luchas, estou-te a dizer…
- Sou a merda de um deficiente.
- Também eu. – Qhuinn apontou para os olhos. – A vida toda.
Luchas virou-se para o outro lado, a olhar para a parede creme.
- Não há nada que me possas dizer, Qhuinn. Acabou. Estou farto de lutar por uma vida que não quero.
Outro silêncio prolongado. Finalmente, Qhuinn desabafou.
- Só precisas de te alimentar e ganhar força…
- Eu recusarei a veia dela. E a ti mais te vale aceitar agora e não desperdiçares tempo com argumentos que não me convencem. Estou decidido.

(The Shadows, capítulo 5)

- Layla?
Ela tropeçou nos próprios pés a dar a volta. Blay estava no corredor das estátuas com roupa de combate, as calças manchadas e com ar exausto.
- Ah… olá, - Respondeu. – Chegaste do terreno?
- Vais sair? – Blay franziu o sobrolho. – É muito tarde.
- Vou só dar uma volta, - disse baixinho. – Para arejar a cabeça.
- Ainda bem que te apanhei. O Qhuinn não anda bem.
Layla ficou preocupada e foi ter com o guerreiro. O pai da sua cria era uma das pessoas mais importantes da sua vida, tal como Blay. O casal era a sua família.
- Porquê?
- Luchas. – Blay tira a adaga da bainha do peito. – Está a recusar-se alimentar e Qhuinn está de rastos.
- Já passou quase um mês.
- Mais tempo.
Geralmente, um vampiro macho usava a veia de uma Escolhida e podia passar vários meses até se alimentar, dependendo da atividade, stress e saúde geral. No entanto, para alguém como Luchas? Mais do que uma ou duas semanas podia transformar-se rapidamente numa sentença de morte.
- Onde está o Qhuinn agora?
- Lá em baixo nos bilhares. Chamaram-me mais cedo, porque… - Blay abana a cabeça. – Pois, ele não está bem.
Layla fecha os olhos, põe a mão na barriga. Tinha de ir. Tinha de ficar…
- Tenho de tomar um duche. – Blay olha para a porta do quarto que ele e Qhuinn tinham. – Podes ficar com ele até eu descer?
- Sim, claro.
Blay estica o braço e aperta-lhe o ombro.
- Vais ter de me ajudar com ele. Isto está a ficar…
- Eu sei. – Tirou o casaco e nem o foi deixar ao quarto. Atirou-o para a porta. – Vou já lá para baixo.
- Obrigado. Meu Deus, obrigado.
Abraçaram-se por um segundo e ela foi-se, a caminho da escadaria e do macho que lhe dera o mais valioso dos presentes que era a criança que ela levava no ventre.
Não havia nada que ela não fizesse por Qhuinn ou pelo seu hellren.

(The Shadows, capítulo 7)



He he he
E não foi eu que disse…
Porque se o Blay é o hellren…
o Qhuinn é a shellan…
He he he
E mim é tão lésbica, mas tão lésbica!...
Ai que tão lésbica que eu sou!
Qhuiiiiinn… mim lésbica.




Excerto 2 – Paradise / Peyton / Craeg


[A nossa menina Paradise está ao telemóvel com Peyton, filho de Peithone com quem há conversas acerca de futuro acasalamento. A conversa é sobre o Programa de Treinos da Irmandade.]


Em Caldwell, Paradise senta-se na cama, pernas por baixo dela, olhos no céu noturno do outro lado das suas fechadas e trancadas janelas.
- Então, vais? – Perguntou ao telemóvel.
Peyton riu.
- Claro, estás a brincar? Estou morto por sair daqui. Estou trancado desde os ataques e é milagre os meus pais deixarem-me ir ao programa de treinos.
Fixou-se nas trancas do seu quarto que estavam, de facto, na posição fechada.
- Pergunto-me se o meu pai me deixa ir. – Murmurou.
Houve uma pausa. Depois uma gargalhada.
- Ó meu Deus, Paradise. Não. Uh-oh. Nunca.
- Pois, se calhar tens razão. Ele é muito protetor.
- Esse programa não é para fêmeas.
Ela franziu os olhos.
- Desculpa? A carta da Irmandade disse que nós éramos bem-vindas e que podíamos experimentar.
- Está bem. Em primeiro lugar, “experimentar” não significa “ser aceite”. Já alguma vez fizeste flexões?
- Bem, tenho a certeza que consigo se…
- Em segundo lugar, tu não és uma fêmea qualquer. Quer dizer, és um membro da família fundadora. O teu pai é o Primeiro Conselheiro do Rei. Tens de ser preservada para procriar.
Paradise abriu a boca.
- Não acredito que tenhas dito isso.
- O quê? É verdade. Não finjas que as regras são as mesmas para fêmeas como tu. Tipo, se uma civil rafeira, que por acaso até veste saias, quiser experimentar, tudo bem. Perdê-la não significa nada para a espécie. Mas, Parry, já não há muitas como tu. Para machos como eu? Nós só acasalamos com alguém como tu e há, tipo, quatro ou cinco como tu.
- Isso é a perspetiva mais redutora que alguma vez ouvi. Tenho de ir.
- Ó, então? Não sejas assim.
- Vai-te foder. Eu sou mais do que ovários para se pôr um anel.
Desligou e ponderou atirar o telemóvel à parede. Quando controlou o impulso, ficou preocupada porque tudo o que lhe ensinaram e inculcaram lhe dizia que Peyton tinha razão.
Ela era uma flor de estufa, boa para coisa nenhuma, exceto chás e ter crias e…
O telemóvel começou a tocar outra vez, atirou-o para cima da cama e foi para o chão, colocou as mãos esticadas no tapete de croché. Esticou as pernas, fez balanço nas pontas dos pés.
- Muito bem, - disse de dentes cerrados. – Para cima e para baixo. Umas cem vezes.
Fez muito bem a parte para baixo à primeira, os braços mais do que contentes a obedecer. Quando o nariz entrou em contacto com a imagem de uma vaso de flores, ela estava completamente em modo animal, pronta para ir para cima e fazer isto como devia ser.
Para cima foi… só bem.
Outra vez no tapete. Eeeeeeeee para cima.
Tipo isso. Os músculos dos braços começaram a tremer; os cotovelos a abanar; os ombros doíam.
Fez três. Ou dois e meio. Antes de se estatelar no…
- Que estás a fazer?
Com um gritinho, Paradise virou-se ao contrário. O pai estava à porta do quarto, a guardar a chave que usava para abrir coisas… e as sobrancelhas tinham saltado muito para cima da testa, estavam quase na linha do cabelo.
- Flexões. – Disse ofegante.


 (The Shadows, capítulo 22)


[Por causa de Throe estar na casa de Abalone, Paradise muda-se para a casa de Beth e John Mathew e ajuda o pai com as audiências de Wrath, é uma secretária muito competente.]


Ele apareceu na vida dela com um boné dos Syracuse e calças de ganga azuis com buracos.
Paradise estava na sua secretária, a fazer entradas no sistema, a enviar e-mails, a acomodar as pessoas nas cadeiras, quando um ar frio veio da entrada. Por esta altura já estava habituada às correntes de ar geladas – havia uma cada vez que a porta da frente abria e fechava quando chegava alguém.
Por isso, ela nem olhou até sentir uma presença grande à secretária.
Ao levantar os olhos, tinha o seu sorriso profissional posto, mas perdeu-o logo.
À frente dela estava um macho com dois metros de altura, com ombros tão largos como a porta da entrada e um maxilar direitinho como uma seta. Estava com uma espécie de corta-vento, apesar de estar frio para usar um casaco como deve ser, e não tinha luvas.
E depois havia o boné cor de laranja e aquelas calças.
- Posso ajudar? – Perguntou.
A pala daquele boné estava tão baixa que ela não lhe conseguia ver os olhos, mas conseguia sentir o impacto deles.
- Estou aqui por causa do programa de treinos.
A voz era grave e surpreendentemente baixa. Com o tamanho que tinha, ela esperava uma coisa mais forte.
- O programa de treinos?
- Para soldados da Irmandade da Adaga Negra.
- Ah, sim. Eu sei, mas não é – quer dizer, não é aqui. Nesta casa.
Enquanto ele olhava em volta, ela tentou ver-lhe os olhos.
- Eu sei, - disse ele. – O que quero dizer é que preciso de uma ficha de inscrição e pensei que aqui pudesse haver uma.
- Há um e-mail que foi enviado. Quer que o reencaminhe?
- Eu, ah… - Olhou em volta. Enfiou as mãos nos bolsos daqueles jeans. – Não há um papel já impresso?
- Eu posso enviar tudo agora mesmo… qual é o endereço eletrónico?
Como parecia que estava concentrado na parede por trás dela, ela apercebeu-se que o cabelo era escuro. Escuro e muito curto.
- Eu não tenho e-mail, - disse devagar.
Paradise pestaneja.
- O Hotmail é gratuito.
- Não faz mal, - Disse o macho a dar um passo atrás. – Eu arranjo outra maneira de arranjar a ficha.
- Espera. – Ela abre a gaveta. – Toma. Leva a minha – quer dizer, esta.
Ele hesita. Estica um braço comprido. Aceita o que ela tinha resgatado do cesto dos papéis.
- Obrigado. – Olha para ela e franze a testa – pelo menos pareceu-lhe ser isso o que fazia. – Esta já está preenchida aqui em cima?
Ao devolver-lha, ela pragueja.
- Desculpa, eu… eu vou imprimir uma nova.
Carrega no rato, entra no e-mail, vai até ao reenviado de Peyton Parvo, abre o anexo e imprime.
Quando a máquina por trás da secretária acorda e começa a fazer barulho, o macho coloca a ficha na secretária.
- Vais ao programa?
Bonito. Como se precisasse do Sermão vindo de um estranho.
Agarra na papelada.
- As fêmeas também podem ir, sabias? Está no e-mail. Nós podemos ir…
- E acho que deviam. Mesmo que optem por não lutar, acho que as fêmeas devem ser treinadas, nunca se sabe em que circunstâncias podem ser obrigadas a defender-se. É uma questão de lógica.
Paradise ficou especada a olhar para ele.
- Eu… - aclarou a garganta. – Eu por acaso concordo com isso.
A impressora calou-se, ela girou a cadeira e tirou as folhas quentes de cima da HP. Não era preciso nenhum clip, nem agrafo ou juntá-las fosse de que maneira fosse, mas ela deu-se ao trabalho de abrir uma gaveta e procurar lá dentro qualquer coisa.
- Podes trazê-las aqui, - Disse ao entregá-las. – Assim que estiverem preenchidas, eu posso entregá-las aos Irmãos.
Ele dobrou a ficha ao meio e pô-la dentro do corta-vento.
- Obrigado.
De seguida tirou o boné e fez-lhe uma vénia
Ao endireitar-se, ela conseguiu vê-lo melhor e arquivou aquilo no ficheiro Ó Meu Deus.
É melhor no Ó Meu Grande Deus.
 Os olhos eram de um perfeito azul céu, sobrancelhas e pestanas escuras. A cara esculpida, por estar um pouco magro, mas que só realçava a estrutura óssea masculina. E a boca era…
E se ele já lhe tinha chamado à atenção, agora atirou-a ao chão.
Graças a Deus pela cadeira.
- Como te chamas? – Soluçou quando ele se virou para ir embora.
Ele pôs o boné outra vez.
- Craeg.
Ela levanta-se e estende a mão.
- Paradise… bem, já deves saber isso, já leste a coisa que eu preenchi.
Lindo, estava a dizer disparates.
E acrescentou quando viu que ele não se aproximava.
- Muito gosto em conhecer-te, Craeg
 Ele acenou uma vez e saiu, deixando-a de mão pendurada ao vento.
Corada, voltou a sentar-se e apercebeu-se que uuuuuh, cerca de cinco pessoas tinham testemunhado tudo. E agora estavam muito preocupadas a passar o dedo em artigos da People e da Time, a fazer de conta que estavam ocupadas. Um dos machos mais velhos até pegou no jornal todo e pô-lo à frente da cara.
Bem, ela também podia brincar ao faz-de-conta-que– estou-ocupada.
Fez todo o tipo de barulhos no teclado a tentar disfarçar o rubor de corpo inteiro.

 (The Shadows, capítulo 55)


De repente, passou-me o alesbicamento.
Esqueçam o que eu disse.
Se aquilo for tudo hétero…
Ai, que eu sou tão hétera.
Hétera mais hétera que mim não há.
Quais serão as probabilidades de lhe arranjar um pírcingue?
xD


3 comentários:

Adorei todos os spoilers. Detestei o engravatadinho do Peyton, era um par de chapadas nas trombas (vá chapadas é pouco, umas morraças é melhor. xD)
Adoro a Parry e estou com curiosidade pra saber mais do Craeg. :)

Hum... Gostei desta Parry!!!!

Boas escolhas para traduzir....

Beijinhos

Hummm... acho que Hellren que a Layla está falando é o Xcor. Mas dessa maneira fica mais engraçado. Heheheh