Sobre nós

Seja bem-vindo! Conheça um pouco sobre o blogue.

Legado da Adaga Negra

Leia tudo sobre o novo livro da nova saga da IAN: "Beijo de sangue"

The Fallen Angels

Conheça a série Anjos Caídos.

terça-feira, 19 de março de 2019

O Salvador (The Savior) - sinopse

Olá pessoal!

Vim só trazer uma coisa que estava para traduzir desde que saiu aquele vídeo com uma sinopse do livro O Salvador (The Savior).

Mas primeiro as capas!!!


Original: 

Inglesa:


E agora o motivo de terem vindo aqui. ;)

---V.P.---


O Salvador
17º livro da Irmandade da Adaga Negra

Os destinos dum vampiro e duma cientista estão apaixonadamente interlaçados numa corrida contra o tempo neste romance entusiasmante da série nr 1 da lista de mais vendidos da New York Times “totalmente absorvente e deliciosamente erótica” da Irmandade da Adaga Negra.

Na venerável história da Irmandade da Adaga Negra, apenas um macho foi expulso… mas a insanidade do Murhder não deu alternativa aos Irmãos. Assombrado por visões de uma fêmea que ele não conseguiu salvar, ele mesmo assim retorna a Caldwell numa missão para corrigir o mal que o arruinou. Contudo, ele não estava preparado para aquilo que ele teria que enfrentar na busca de redenção.

A Dra. Sara Watkins, investigadora numa companhia biomédica, está a debater-se com a perda do seu colega cientista e noivo. Quando o FBI começa a perguntar sobre a morte dele, ela começa a questionar-se sobre o que realmente aconteceu e rapidamente descobre uma verdade terrível: a sua companhia está a conduzir experiências inumanas em segredo e o homem que ela pensava conhecer e amava estava envolvido na tortura.

Enquanto o destino do Murhder e da Sara se tornam irrevogavelmente entrelaçados, o desejo inflama entre eles. Mas conseguirão eles forjar um futuro que se estende à divisão que separa das duas raças? À medida que um novo inimigo surge na guerra contra os vampiros, irá o Murhder voltar para os seus Irmãos… ou retomar à sua existência solitária para todo o sempre?

----V.O.----



The Savior



A vampire and a scientist’s fates are passionately entwined in a race against time in this thrilling romance in the #1 New York Times bestselling “utterly absorbing and deliciously erotic” (Angela Knight, New York Times bestselling author) Black Dagger Brotherhood series. 

In the venerable history of the Black Dagger Brotherhood, only one male has ever been expelled—but Murhder’s insanity gave the Brothers no choice. Haunted by visions of a female he could not save, he nonetheless returns to Caldwell on a mission to right the wrong that ruined him. However, he is not prepared for what he must face in his quest for redemption.

Dr. Sarah Watkins, researcher at a biomedical firm, is struggling with the loss of her fellow scientist fiancé. When the FBI starts asking about his death, she questions what really happened and soon learns the terrible truth: Her firm is conducting inhumane experiments in secret and the man she thought she knew and loved was involved in the torture.

As Murhder and Sarah’s destinies become irrevocably entwined, desire ignites between them. But can they forge a future that spans the divide separating the two species? And as a new foe emerges in the war against the vampires, will Murhder return to his Brothers... or resume his lonely existence forevermore?

----

E por hoje é tudo, eu fiquei com a pulga atrás da orelha e vocês?

Fiquem bem,
Sunshine ;)

quarta-feira, 13 de março de 2019

The Caldwell Courier Journal de Março, parte 5

Olá pessoal!!!!

Este é o último artigo deste mês. Neste artigo seleccionaram uma pergunta feita pelos fãs e colocaram um irmão a responder, neste caso foi o Butch... O que será que perguntaram?

Já agora gostaria de voltar a agradecer à nossa Nighty que me ajudou, mais uma vez, a desenvencilhar-me de uma curva complicada. xD

À semelhança aos posts anteriores no fim vai ter o link para as outras partes (que serão actualizadas quando as publicar) e ao jornal original em inglês. (formações de imagens estão melhores lá)

The Caldwell Courier Journal

Volume 1, Fascículo 1                                                                                                            Março 2019

Pergunta a um irmão

Este mês, das centenas de perguntas que mandaram pelo Facebook, por mensagem directa ou por e-mail, os Irmão escolheram a seguinte:



Frankie Porter para o Butch. Bucth, tendo em conta de como entraste para a Irmandade, com a tua experiência anterior com “família” como é que te sentes ao saber que há pessoas lá sempre para ti? Como é que ainda te sentes em relação ao De La Cruz? Alguma vez quiseste entrar em contacto com ele para lhe dizeres que estás bem?

Podes responder, Butch O’Neal, hellren da Marisa.

Butch:

Oh, vá lá. Porque é que teve que ser uma séria? Estava na esperança de poder responder ao “momento mais constrangedor” (Quando caguei calças de couro ao largar-me depois de ter entrado numa competição de comer com o Rhage com sete pratos de burritos. Nota para mim mesmo: chega de concursos de comer com o Hollywood, NUNCA MAIS, especialmente não se eles envolverem feijões refritos… que são deliciosos quando descem, mas que funcionam como um monocarril para resíduos biológicos na saída) ou “quais são os teus passatempos” (canhões de batata, carros de golf, piadas más e um bom Scotch).

Mas não. Temos que ser sérios.

Está bem. Dá-me um minuto para pensar. Ok, isto é o que eu comecei a acreditar. Existem eras diferentes nas vidas das pessoas. Algumas são melhores que as outras, mas todas elas têm inícios, meios e fins. Até agora, este momento é o melhor momento de sempre na minha vida e eu rezo a Deus Todo Poderoso todas as noites para que dure para sempre. A maior parte do que veio antes era m*rda. Jose de la Cruz era a excepção a essa regra. Sinto muitas saudades dele. Já fiquei tentado em contactá-lo algumas vezes, principalmente na altura do natal, porque ele também é católico. Eu odeio a forma como as coisas foram deixadas penduradas. Quando eu era o parceiro dele, o facto de ele se importar comigo era um fardo. Agora que desapareci da vida dele, é um arrependimento fantasmagórico que me assombra. Não sei. Talvez um dia o contacte. Mas ao contrário da minha mãe, é complicado porque ele vive em Caldie e está no seu prefeito juízo.

Não acho que podem ir para a fase seguinte se se continuarem a agarrar à anterior. Eu tive um novo começo, um, a propósito, que não merecia. E estás certa, Frankie. Ter este tipo de protecção familiar e suporte é tudo, e o Jose é provavelmente a única coisa que me arrependo de ter aberto mão da maneira que as coisas estavam. Acho que o problema é, eu não quero, apenas, que ele saiba que eu estou bem. Gostaria de voltar a passar tempo com ele.

Mas sabem que mais? Se Deus me colocou aqui? Quem diz que Ele não poderá fazer com que o Jose e eu não voltaremos a cruzarmos-nos outra vez…. coisas mais estranhas aconteceram.
----

Que acharam da pergunta e da resposta?

Algum de vocês tem alguma questão que gostaria de ver respondida? Achei que podíamos tentar colocar as vossas perguntas a ver se eram escolhidas para serem respondidas. Se se derem bem com o inglês podem vocês mesmas fazer a pergunta na página do facebook da Ward. Se não conseguirem podem sempre falar connosco através da página e eu dou uma mãozinha com o inglês. ;)


Por agora é tudo, até à próxima postagem...

Fiquem bem,
Sunshine ;)

terça-feira, 12 de março de 2019

The Caldwell Courier Journal de Março, parte 4

Olá pessoal!!!

Como estão hoje?

Prontos para mais uma parte do jornal?

Hoje temos uma receita do nosso doggen favorito, que parece ser interessante!

Vamos ver o que vocês acham, ok?

À semelhança aos posts anteriores no fim vai ter o link para as outras partes (que serão actualizadas quando as publicar) e ao jornal original em inglês. (formações de imagens estão melhores lá)

The Caldwell Courier Journal

Volume 1, Fascículo 1                                                                                                            Março 2019

Canto da Cozinha

Pelo Fritz

Bom dia, leitores mais graciosos! Para a minha primeira coluna, com a vossa gentil permissão, eu gostaria de partilhar aqui a receita do mais precioso bolo de cenoura (isto segundo o meu senhor, Rhage). A receita vem do livro de sobremesas “Cake and Ale” escrito por Frank Fury (ilustrado por Mary C. Moore) em benefício de Providence Athenaeum (est. 1753). Este fino volume, publicado em 1981, tem delícias para os dentes mais doces e citações maravilhosas dos volumes da colecção prodigiosa do Athenaeum.

Realmente, costumo fazer este bolo denso e húmido com a sua característica cobertura de creme de queijo com rum par o meu Senhor Rhage a seguir à sua recuperação da aparição da sua besta. Não está apenas cheio de calorias, mas a sua nomenclatura faz-me lembrar um pouco do meu mestre, Rhage, antes da sua Mary ter entrado na vida dele. Citando o Coleridge:

“Os seus olhos a brilhantes, o seu cabelo a flutuar!
Tecei um círculo ao redor dele três vezes
E feche seus olhos com santo pavor,
Para ele que tem em orvalho de mel se alimentado,
e bebeu o leite do paraíso”
- Samuel Taylor Coleridge, Kubla Kahn
………………………………………………………………………………………………………………………

Carrot Cake Kubla Kahn
½ chávena de óleo vegetal
2 chávenas de açúcar
4 ovos
2 chávenas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
1 ½ colher de chá de sal
2 colheres de chá de canela
2 chávenas de cenoura ralada
226,80 g. de ananás esmagado
Uma quantidade de nozes (partidas) e passas ao vosso gosto.

Para a cobertura, por favor combinem e alisem:
113,40 g. de creme de queijo
56,70 g. de manteiga doce
226,80 g. de açúcar de confeiteiro
1 colher de sopa de rum
………………………………………………………………………………………………………………………
Por favor, pré aqueçam o vosso forno a 180 graus Celcius e, por favor, combinem o óleo e o açúcar numa taça grande. Adicione os ovos, um de cada vez, gentil leitor, e bata até ficar fofinho. Depois, se vos agradar, num recipiente diferente de discrição redonda, peneiram a farinha com o fermento em pó, o sal e a canela. Por favor adicionem esta mistura seca em incrementos à mistura dos ovos. Depois, gradualmente adicionem, também, as cenouras, o ananás, as nozes e as passas, por favor. Use a quantidade dos últimos dois referidos que a vossa família prefere. As nozes e as passas deverão ser uma adição alegra para toda a gente, não um fardo dominador.


Depois, por favor, coloque a massa, em proporção igual, em duas formas de aproximadamente 23 cm já untadas. Deixem cozer até que esteja pronto. O tempo de cozedura pode ser inferior ou superior a trinta minutos dependendo se usam a convecção do forno, e de acordo com as variantes do vosso forno e da altitude.

Por favor, deixem arrefecer antes de colocar a cobertura.

Tomei a liberdade de incluir fotografias para ilustração. A receita original, como impressa no “Cake and Ale” utiliza uma forma de 25 cm com buraco (para pudim), mas eu prefiro formas de bolo.

Também, por favor reparem que o produto final que apresento aqui não se encontra propriamente decorado. O Rhage, contudo, apanhando o cheiro daquilo que estava a fazer em vosso nome, inclinou-se sobre o meu ombro e seguiu-me como uma sombra pelo resto da duração do processo. Com todo o respeito pelo meu Senhor, foi tudo o que consegui fazer para prevenir que ele comesse as duas metades antes de elas arrefecerem. Exigir que ele mantivesse o seu apetite em suspenso para um embelezamento decente teria sido, de facto, um esforço cruel.

Até o próximo mês, eu permaneço vosso, sempre fiel,

Fritz Permutter
-----

E então? Que acharam da receita? Eu nunca me lembrei de colocar ananás num bolo de cenoura, mas coloco SEMPRE canela... Não sei se ia achar piada ao ananás com passas num bolo de cenoura, as nozes é que acho que iam ficar a matar. :)


Por agora é tudo, até à próxima postagem...

Fiquem bem,
Sunshine ;)

domingo, 10 de março de 2019

The Caldwell Courier Journal de Março, parte 3

Olá pessoal!

Hoje consegui traduzir mais um bocado!!!

Temos agora uma carta de uma fã com um problema que o V e a Mary vão tentar aconselhar a melhor maneira para o resolver...

O que é que acham que vai sair daqui? :P

À semelhança aos posts anteriores no fim vai ter o link para as outras partes (que serão actualizadas quando as publicar) e ao jornal original em inglês. (formações de imagens estão melhores lá)

The Caldwell Courier Journal

Volume 1, Fascículo 1                                                                                                            Março 2019

"Tia da Agonia" - Coluna de Conselhos

Pelo Vishous (com ajuda da Mary)

Querido Vishous,

Em primeiro lugar, obrigada por fazeres isto. Preciso de outra perspetiva. Sou uma mulher de 27 anos, com quase quinze meses sozinha depois de uma relação de cinco anos. Comecei a sair com um rapaz faz dois meses. Vou-lhe chamar de “Evan”. Encontramo-nos no Match.com. Ambos fazemos exercício. Gostamos de passar um bom bocado nos clubs e nos bares. Somos ambos fãs dos Sox. Ele é engraçado e ele tem cumprido a promessa de manter o contacto enquanto ele viaja frequentemente em trabalho.

O meu problema é este. Ele disse-me que tinha vinte e oito anos. Uma semana atrás, ou assim, quando estávamos a jogar bilhar no nosso bar local, ele disse-me para levar a carteira dele e pagar a próxima rodada no bar. Enquanto eu estava a tirar o dinheiro vi a carta de condução dele. Dizia que ele tinha trinta e seis e a morada lá escrita era uma área da cidade diferente daquela que ele me tinha dito que vivia. Peguei nas bebidas, voltei a colocar a carteira no bolso dele, e tentei não pensar nisso.

Mas não consigo apagar a ideia de que ele mentiu, e está a fazer-me obcecar com ideias que provavelmente não são nada de mais. Como, ele só vem ficar na minha casa. Nunca fui ao apartamento dele, e quando lhe perguntei sobre isso, ele disse-me que tinha dois companheiros de casa que o irritavam e que preferia a pausa que tinha sempre que dormia no meu apartamento. E eu apresentei-lhe aos meus amigos, mas ele nunca se ofereceu para fazer o mesmo. No início, estava entusiasmada porque o meu ex nunca queria estar com eles. Mas agora? Acho que estou inquieta e à procura de sombras por todo o lado.

Não me importo com a idade dele, e eu sei que o pessoal no Match alteram a idade para fazerem com que sejam mais atractivos. E talvez seja apenas uma carta de condução antiga. Não quero arruinar uma coisa boa por parecer que estou a questioná-lo à cerca de coisas que apenas parecem duvidosas e pelas quais há uma explicação razoável.

Por favor, aconselhe-me,

Na Cerca na Boston (Beantown)

#################

Vishous: Aqui está o que precisas de fazer. Vai ao teu Stahp ‘n Shahp* local e compra uns molhos de BBQ Sweet Baby Ray’s. Depois arranja uma boa faca. Depois de cortares os t*mates dele, marina-os e depois frita-as. Serve-as para ele quentes e estaladiças e…


Mary: Okkkkkkk. Vamos respirar fundo.

V: Eu sei, porque o molho de BBQ cheira bem, não é?

Mary: Ah, não.  É porque não devíamos resolver este tipo de conflitos com danos corporais.

V: Como queiras, aquele mentiroso saco de m*rdas com o perfil falso no Match não merece um par de nozes. É tudo o que estou a dizer.

Mary: Acho que ouvimos o teu ponto de vista em alto e bom som. E agora, gostaria de oferecer uma opção mais calma. Na Cerca, está claro que há algumas razões para estar preocupada à cerca desse rapaz. Uma das coisas que digo às pessoas na minha clínica é que devem sempre confiar nos vossos instintos. Por mais que queiras acreditar no melhor…

V: Está bem. Sem molho BBQ, então. Apenas cortar, fatiar e atirá-los para a frigideira. Ele não merece Sweet Baby Ray’s.

Mary: ………………………….

V: O quê. Oh, vá lá, não olhes assim para mim.

Mary: Eu nunca realmente disse isto a ninguém antes, mas porque é que não acendes um cigarro e respiras fundo umas vezes.

V: Pensei que nunca mais ias pedir.

Mary: De volta ao assunto, Na Cerca, a minha sugestão é que tens que ter uma conversa franca, e cara a cara com o “Evan”. Partilha as tuas preocupações calma e sucintamente. Vê quais são as respostas dele. Baseado no que ele responde, deves ser capaz de ver muito. Está ele a ouvir-te e a levar-te a sério? Está ele a oferecer-te que fiques na casa dele? Ou está ele a ser defensivo e a virar tudo contra ti…

V: E o cartão do Sox dele é revogado. Ele tem que torcer pelos Yankees a partir de agora.
Mary:… de uma maneira que te deixa desconfortável? No final do dia, tu mereces estar numa relação com alguém que é tão honesto como tu e que te trata da mesma maneira como o estás a tratar.

V: Eu tenho que concordar com a Mary neste ponto. Mesmo que sejas humana, estar com um mentiroso saco de m*rda é um castigo.

Mary: Lembra-te, a tua segurança física vem primeiro, apanhá-lo depressa é a tua saúde emocional. Por favor, não sacrifiques a tua felicidade apenas porque queres que o “Evan” seja o homem ideal para ti…

V: Eu acho que vais descobrir que ele tem mulher e filhos e ele te está a enganar. O que nos leva de volta à minha solução do problema…

Mary:… e conta-nos como correu, por favor. Muita sorte!

V: Ele que se f*da! Vai arranjar um homem de verdade… e aquela frigideira.


* Stahp ‘n Shahp – alguma loja fictícia (não consegui encontrar nada sobre o termo)

-----

Que acharam dos conselhos dados pelo V e a Mary? E do problema da Sra? Eu ficou com a sensação que o V tem razão e o desgraçado deve ter filhos e mulher noutra casa, o desgraçado!!!

O próximo é uma receita do Fritz, assim que a tiver em português coloco aqui!


Por agora é tudo, até à próxima postagem...

Fiquem bem,
Sunshine ;)

sexta-feira, 8 de março de 2019

The Caldwell Courier Journal de Março, parte 2

Olá pessoal!!!!

Voltei!!! E isso quer dizer que consegui acabar de traduzir mais um bocado do jornal!

E hoje temos o Horóscopo Mensal escrito pelo nosso anjinho de serviço! E eu a pensar que ia ser para avacalhar, mas afinal... xD

Um agradecimento especial à nossa Nighty que me foi ajudando com alguns bloqueios... E aqueles que conseguem ler/escrever/falar mais que uma língua saberão o que é estares a ler, compreenderes e quereres traduzir e não te vem a porra do significado na tua língua materna quando sabes perfeitamente o que a palavra significa... *suspiro profundo* já passou (esta parte, pelo menos) :P

À semelhança ao post anterior no fim vai ter o link para as outras partes (que serão actualizadas quando as publicar) e ao jornal original em inglês. (formações de imagens estão melhores lá)


The Caldwell Courier Journal

Volume 1, Fascículo 1                                                                                                            Março 2019

Horóscopo Mensal

por Lassiter
Anjo Caído das estrelas

Olá a todos! Acho que imagens valem mil palavras. Ou… mais como episódios do The Golden Girls são mais valiosos que eu vos pregar uma quantidade razoável de porcarias hipotéticas. Encontrem o meu conselho especializado a baixo para o mês de Março, e repitam o meu mantra: “É melhor viver através do Lassiter!”



Amo-vos! XXX O vosso anjo caído favorito**

Carneiro (21 Março – 19 Abril)
Oh, Carneiro!  Nós somos líderes. Nós somos espetaculares. Também precisamos de relaxar com as nossas agendas e ouvir os outros em algumas ocasiões. Eu quero que vejam The Sisters (T. II, epi. 12). Sophia e a sua irmã Angela guerrearam por muito tempo, mas foi tudo para nada. Como elas, temos que nos lembrar de não fazer julgamentos rápidos e levar tempo para ouvir o outro lado. Então tudo é melhor quando temos os outros em conta. A não ser que o “outro” seja o Vishous.

Touro (20 Abril – 20 Maio)
Os Touros são persistentes. Alguns diriam “extratores”. Tens que sair da tua zona de conforto de responsabilidade de diligencia entes mês. Eu sugeria “To Catch a Neighbor” (T. II, epi. 24). Primeiro, podem ver um jovem George Clooney… que, da maneira como o intendo, fez o episódio de maneira a assegurar um seguro de saúde antes de ser podre de rico. Mas voltando ao assunto, deixar que os polícias usem a vossa casa de maneira a espiar os vizinhos que podem, ou não, ser ladrões de jóias, é exatamente a alteração que precisas, Touro.

Gémeos (21 Maio – 20 Junho)
Gémeos, vocês são almas curiosas que almejam novas coisas para experimentar. Com a Primavera a caminho, deixa essa parte de ti sair e encontrar expressão! Vejam “The Bloom Is Off the Rose” (T. VI, epi. 13). Quando a Rose decide que ela e o Miles estão a ficar chatos, ela decide que eles precisam de lições de paraquedismo. Eu quero que se foquem nesta parte do episódio (porque francamente, as coisas tornam-se uma m*rda para o Miles depois de saltar… isso não vos vai acontecer!) Saltem de um avião, e planem, planem, planem. Façam-no, Gémeos!

Caranguejo (21 Junho – 22 Julho)
Os Caranguejos são conhecidos por ser os mais fiéis amigos e companheiros. Mas podem ter problemas a saíram da vossa concha, e por vezes podem ficar tristes e solitários por causa disso. Este mês, tenta expressar-te mais e ser mais confiante nos presentes que podes oferecer ao mundo! Vê “Journey to the Center of Attention” (T. VII, epi.19). Mesmo que faça gelatina na Blanche, canta a tua música aos rapazes do Rusty Anchor e aprecia a ribalta, tal como a Dorothy!

Leão (23 Julho – 22 Agosto)
Leão, vocês gostam de ser o centro das atenções! E as pessoas gostam de vos dar essa atenção porque são carismáticos e têm coisas que valem a pena dizer. Este mês, precisam de se perguntar como é que estes traços podem ser usados para enriquecer as vossas vidas. Vejam “Rose Fights Back” (T. V, epi.4).  Quando a pensão do falecido marido da Rose é cortada pela antiga empresa dele, ela precisa de encontrar um emprego mais remunerado. Assediada por descriminação de idades na procura de emprego, ela vai até uma repórter de investigação de uma TV local onde conta a sua história… e consegue um grande emprego como assistente dele! Têm tantos talentos, e neste mês, usem-nos para melhorar áreas da vossa vida das quais estão menos satisfeitos.

Virgem (23 Agosto – 22 Setembro)
As pessoas já me acusaram de ser anti-Virgem porque não me interesso por detalhes e acredito que a ordem está sobrevalorizada. Isto é o oposto do que são. Os Virgens adoram ordem, racionalidade e tudo-no-seu-lugar. O problema é que isso pode ser sufocante e resultar em preocupação desnecessária da vossa parte. Eu quero que vejam “Diamond in the Rough” (T. II, epi. 22). A Blanche está interessada num fornecedor muito atraente, mas o facto de ele não usar garfo e faca prova ser algo que ela não consegue superar. Não estou a dizer que têm que tolerar alguém com más maneiras à mesa, uma casa e um carro desarrumados é como um cesto de papel, mas talvez tentem encontrar um pequeno meio termo, neste mês, entre a vossa necessidade de ordem e o benefício que vem de quando relaxam algumas das restrições que vivem lá dentro.

Balança (23 Setembro – 22 Outubro)
Gostam de harmonia, falando num geral. Confrontos não são convosco. Contudo, às vezes, a vossa noção de fair play e o vosso desagrado por injustiças coloca-vos numa posição em que têm que falar, levantarem-se e fazer uma cena por aquilo que está certo. Vejam “Little Sister” (T. IV, epi.21). A irmã da Rose, a Holly, que encanta toda a gente na casa, também encanta o namorado da Blanche, se é que me intendem. A Rose tenta convencer toda a gente que a miúda significa sarilho, e no final a Rose tem que tomar a decisão difícil de deixar a irmã ir.  O ponto é que, o certo é o certo e vocês, Balanças, podem segurar a linha do que sabem que é verdade e o que é moral, mesmo que vos coloque numa situação difícil. Vocês vão se sentir melhor no futuro, prometo.

Escorpião (23 Outubro – 21 Novembro)
Eu sempre pensei que os Escorpiões eram as adagas dos signos astrológicos. Vocês são rápidos a ser defensivos e vocês não sofrem idiotice… porque é que o V não é Escorpião, já agora? Mesmo assim, como ele, de baixo do exterior estaladiço e intimidante, vocês são leais como ninguém e extremamente protetores, exatamente como qualquer um quereria às suas costas. De todos os signos, eu sinto que os Escorpiões são os mais mal-entendidos e é por isso que quero que sentem os vossos mais queridos e próximos e que os façam ver “Charlie’s Buddy” (T. III, epi. 12) convosco. A Rose é seduzida por um homem que diz ser um antigo companheiro de exército do seu falecido marido, Charlie. A Dorothy e as raparigas, contudo, acham suspeito. Há positivos e negativos para a vossa natureza paranoica, Escorpião, e às vezes o truque é aprender quando partilhar aquilo que vêm… e quando deixar que a natureza siga o seu rumo. (Dica: a Rose sabe como tomar conta de si.)

Sagitário (22 Novembro – 21 Dezembro)
Vocês são aventureiros e desejam liberdade e viagens. Restrição não funciona com vocês, especialmente com a iminência da chegada da primavera. E, contudo, por vezes, o que temos em casa é melhor do que tudo o resto que podemos encontrar lá fora no mundo. Com isto em mente, eu quero que vejam “Rose’s Big Adventure” (T. III, epi. 22). A BF* da Rose reforma-se e decide fazer um cruzeiro à volta do mundo… e ela é suposto ser o seu companheiro. É uma grande aventura, de certo, mas não se esqueçam que todos precisamos de estar “aterrados”, e é chamada de “Casa, doce casa*” por uma razão.

Capricórnio (22 Dezembro – 19 Janeiro)
Os Capricórnios são bestiais. São tão responsáveis e disciplinados… vocês fazem boas escolhas na vida, estabelecem objetivos razoáveis e alcançam-nos, e valorizam imenso a família e tradição. Mas conseguem ser um bocadinho irritáveis com as coisas eu é que sei. Vá lá, admitam, uma vez que vocês são sempre em cima das vossas próprias m*rdas tão bem, conseguem ficar um bocadinho julgadores e condescendentes. Eu acho que deviam ver “Dorothy’s New Friend” (T. III, epi. 15). A Dorothy não se cala com o seu novo BFF, uma escritora(novelista) que pensa que sabe tudo. Os verdadeiros amigos da Dorothy acham que esta mulher é muito nariz empinado e a Dorothy aprende da maneira mais difícil que a Barbara Thorndyke é uma pessoa má. NÃO estou a sugerir que vocês sejam maus ou que têm o problema que a escritora nariguda tem. Apenas têm noção da maneira que transmitem aquilo que são para que os vossos talentos e forças e bondade interior possa ser partilhada com o maior grupo possível.

Aquário (20 Janeiro – 18 Fevereiro)
Vocês são um enigma. Vocês são tão compassivos e importam-se com as outras pessoas. Mas mantêm sempre a vossa distância emocional. Vocês são como os técnicos de laboratório do zodíaco. Eu quero que vejam “Golden Moments” (T. III, epi. 18/19). É um dos seus episódios com flashbacks*, mas é uma boa lembrança dos laços que ligam a Dorothy, a Sophie, a Rose e a Blanche. As conexões que têm umas com as outras. Amizade verdadeira que as fortalece através das suas diferenças. Abram-se Aquários. Encontrem essa conexão profunda com outros e não terão que se mudar para a casa do vosso filho, Phil.

Peixes (19 Fevereiro – 20 Março)
Eu gosto de um bom Peixe. São abertos a tudo e a todos. A parte má é que podem passar dificuldades a se decidirem, e vocês mantêm várias opções em aberto, e podem obter um bloqueio cerebral a escolher o que querem fazer. Vejam “We’re Outta Here” (T. IV, epi. 25/26). Quando um cartaz de venda é colocado acidentalmente no quintal da frente de casa, a Sophia obtém uma oferta séria enquanto as miúdas estão fora a ver uma peça de teatro. Quando a Blanche descobre o quão elevada é a oferta, ela pensa que é capaz de vender a casa. Decisões, decisões. Contudo, lembrem-se sempre, não há outro lugar como a nossa casa, Peixes. Algumas coisas são alicerces e podem confiar na estabilidade que vos dão.

**Embora, realmente, quantos de nós é que conheces? E P.S., isto é só para brincadeira, risadas e entreternimento, blah, blah, blah.

*BF Best Friend em português Melhor Amigo
Casa, doce casa – do Home, Sweet Home
BFFbest friend forever, em português melhor amigo para sempre
flashbacks – lembranças de coisas que já aconteceram

---

O horóscopo acabou, o que acharam? Mais alguém reparou que o Lassiter está a falar de vários episódios da mesma série? Alguém já a viu?

Agora o próximo vai ser a coluna de concelhos pelo o V e a Mary... ainda estou para ver o que vai sair dali... (eu estou a ler à medida que traduzo, por isso não posso dar dicas nenhumas)


Por agora é tudo, até à próxima postagem...

Fiquem bem,
Sunshine ;)

quarta-feira, 6 de março de 2019

The Caldwell Courier Journal de Março, parte 1

Olá pessoal!

Tenho estado demasiado ausente, e peço desculpa, mas o tempo tem sido muito pouco. (Desculpem!!)

Nighty tens feito um óptimo trabalho com os resumos, congrats. ;)

Como esta tradução do jornal ainda deve demorar um bocado (estive dois dias para traduzir a parte da Beth, e ainda falta o resto - já tenho 7 páginas word só com isso) e na sondagem há mais pessoas a pedir separado do que junto, cá vai a primeira parte. No final vou colocar já preparado para a adição dos links para o resto dos artigos do jornal para ficarem interligados, juntamente com o link da publicação original, para quem tiver curiosidade para a ver.

The Caldwell Courier Journal

Volume 1, Fascículo 1                                                                                                            Março 2019

Missiva da Mansão

por Beth Randall

Feliz Março! Não sei quanto a vocês, mas já estou farta do inverno. Para aqueles que estão mais a sul, e convenhamos, uma vez que vivo perto da fronteira do Canada, não há muito mais norte que isto…, eu não vos consigo enfatizar como é ser confinado por temperaturas brutalmente baixas, tempestades de neve que se abatem sobre a nossa montanha, e a perspectiva de pouco ou nenhum alívio, pelo menos para o próximo mês.

Ainda assim é MARÇO. E isso significa que a primavera se aproxima. Estou super entusiasmada para ver os rebentos nas árvores e arbustos, e testemunhar os primeiros açafrões hesitantes à medida que eles começam a espreitar as suas cabeças pelo solo. Uma das coisas que sempre foi bastante entusiasmante para mim é a primeira vez que volto a sentir o cheiro a terra outra vez. Aqui no norte do estado de New York, sair à rua durante o inverno significa ficar com um furador de gelo preso nos seios nasais. Quase não há cheiro nenhum no ar frígido, mesmo para um vampiro. Mas depois a primavera chega e cedo, uma noite (ou durante o dia, se bem que o Wrath passa-se todas as vezes que saio à luz do dia,) eu saio pelas portas da biblioteca, olho para as camas de flores ainda dormentes e o que em Junho serão árvores frutíferas em flor… e eu vou cheirar terra boa e limpa.

Com Fevereiro no retrovisor, pensei em partilhar, na mesma, o que o Wrath e eu fizemos no dia dos namorados. Foi TÃO romântico. Envolveu uma criança que vomitou para cima de mim, um hellren que assassinou a nossa impressora HP, e uma shellan que acabou em lágrimas no duche da nossa casa de banho.

Ah, FpS*. Mas aqui é que está a coisa. Os felizes para sempre na vida real são diferentes dos que aparecem nos livros. Por vezes, os momentos mais confusos, mais desagradáveis e saturados de fluidos corporais são aqueles que te fazem olhar para o teu companheiro e pensar: eu amo-te mais do que tudo no mundo porque não consigo fazer isto sozinha e a única pessoa com que quero fazer isto és tu.

Por isso. Dia dos Namorados. O Wrath e eu planeamos ir para o apartamento privado dele em NYC*. Por mais que nós amemos a mansão, há muitas pessoas aqui e é difícil separares-te de toda a diversão e jogos e palhaçadas. E dos problemas dos outros também. Avançando, desde o nascimento do L.W., o Wrath e eu ainda só lá fomos uma vez… e, a propósito da minha teoria dos FpS na VR*, em vez de termos tido sexo escaldante que tínhamos planeado (durante horas,) e depois adormecer nos braços um do outro? Adormecemos assim que nos deitamos. Ambos. Mas estou a divagar.

Os nossos planos para o dia dos namorados eram os seguintes. Acordar. Alimentar o L.W. enquanto o Wrath tinha uma reunião com a Irmandade, etc. Entregar o L.W. ao Rhage que estava fora de rotação naquela noite, e à Bitty que é a melhor babysitter de sempre. (Ela adora tanto o L.W. e é conscienciosa com ele. É fofo.) O Wrath apanha o cesto de piquenique que o Fritz insistiu a arranjar para nós, eu levo o meu Volvo até à porta de entrada, e nós os dois viajamos de carro até NYC (acompanhados à distancia por sentinelas que EU SABIA que se iam acampar do outro lado da rua durante todo o tempo que estivéssemos no apartamento do Wrath – estou vos a ver, Z e Phury.)

Era um bom plano. Um plano romântico. Uma saída de que ambos estávamos ansiosos para que acontecesse.


E que foi estragada por mirtilos congelados.

O L.W. é uma pequena alma resistente… o que é tanto maravilhoso e, para ser honesta, um pouco triste. Ele é muito sério, mesmo para na sua tenra idade. Ele não ri muito, apesar de que, quando o faz ele tem um bom riso. Ele sorri para as pessoas assim que as vê, mas essa expressão nunca dura. Os olhos dele localizam tudo, e pode ser intimidante quando ele olha fixamente para ti com aquele OLHAR. Então, vá lá, tendo em conta o pai do miúdo? Como se eu esperasse um falador extremamente animado? Ainda assim, pesa no meu coração. É como se ele soubesse que quando ele for mais velho, vai ter muitas responsabilidades…. Excepto, não sei, se calhar estou a ser paranóica à cerca da personalidade dele. Como é que ele poderia perceber, na idade dele, quem é que o pai é? Quem são os tios dele? Como é que esta vida realmente é? Quero que ele seja despreocupado e livre para explorar o mundo pelos próximos sessenta ou setenta anos…

Desculpem, o meu lado maternal apoderou-se.

De volta aos mirtilos. O L.W. adora mirtilos congelados. O Fritz tritura-os e congela-os transformando-os em algo com uma consistência semelhante a um gelado. Ele tem comido colheradas daquilo uma ou duas vezes por semana desde que ele começou a comer comida sólida.
Na noite do dia dos namorados, nós estivemos na cozinha, a trabalhar no plano, e ele estava sempre a pedir mais. E mais. E mais. Ele não queria comer mais nada. Então fiquei do tipo: está bem, está bem. Toma o teu shebert de mirtilo. Os teus dentes estão a nascer e provavelmente vai ajudar a tua boca a sentir-se melhor.

O Rhage e a Bitty entram. Eu acabo com a coisa de mirtilo, entrego o miúdo, e enquanto corro para o andar de cima para tomar um duche estou para lá de entusiasmada. Não é como se eu não fosse sentir a falta do L.W. e não fosse pensar nele, mas ia ser muito bom estar apenas com o Wrath.
Repararam que escrevi “ia ser” em vez de “foi”.

Chego aos nossos quartos privados, abro a porta de rompante… e vejo o Wrath na sua secretária que está colocada no canto a dar uma valente sova na impressora dele. Ele estava a lutar, de mãos nuas, o objecto inanimado, e credo, ele estava a ganhar, pedaços de plástico preto, folhas de papel, parte do cartucho de tinta, a voar como se eles tivessem sido atirados de uma centrífuga.

Não havia razão para perguntar que erro tinha acontecido. Porque as probabilidades eram que deveria ter sido uma coisa pequena: o meu hellren, em algumas ocasiões, é conhecido por descarregar as suas frustrações em objectos inanimados. E se ele estava a dar uma sova naquela impressora, sabia, sem dúvida nenhuma, que a reunião com os Irmão e os guerreiros não tinha corrido bem. Alguma coisa estava mal, ou um dos Irmãos tinha sido ferido, ou o V tinha começado uma discussão com alguém… e o Wrath estava a sentir-se mal por se ausentar por vinte e quarto horas.

O meu coração caiu. A última coisa que queria fazer era adiar… ou pior, cancelar de uma vez. Contudo, antes de eu poder ser a esposa boa e compreensiva e fazer uma oferta do género, o nosso telefone tocou. O L.W. estava a chorar por mim lá em baixo na cozinha.

Deixando o Wrath para retirar os pedaços de impressora dos seus nós dos dedos, corri escadas a baixo para encontrar o meu filho aos prantos. Assim que me viu, estendeu os bracinhos para mim. Assim que peguei nele e o coloquei ao meu ombro, e pensei: Como é que ele sabe que vamos…

Foi aí que ele vomitou nas minhas costas.

Imaginem se a Violet Beauregarde* explodisse depois de comer a chiclet de refeição de três pratos que o Wonka lhe disse para deixar quieto.

Com a ajuda do Fritz, conseguimos secar-me, e na altura que conseguimos terminar a tarefa o L.W. já tinha acalmado bastante. Pensando que o Wrath e eu talvez ainda nos pudéssemos ausentar por umas horas, decidi levar o L.W. lá para cima para ver como é que a minha outra metade estava. (Também faria notar que a minha remoção e a da criança da cozinha parecia especialmente apropriada tendo em conta o Fritz e os seus funcionários estavam a preparar a Primeira Refeição, e quem é que precisa de um acompanhamento de vomitado azul com todos aqueles ovos e salcichas?)

De volta ao nosso quarto, encontrei o Wrath ao fundo da cama com o George sentado entre os joelhos dele. O cão, que se tinha escondido de BAIXO da cama durante todo o drama Nakatomi plaza* encontra a Impressora HP, estava a encostar o nariz as mãos do meu hellren. Ambos pareceram surpresos por nos verem.

Especialmente porque cheirávamos como um novo sabor de Chapstick*.

Como forma de cumprimentar o pai o L.W. voltou a vomitar sobre mim.

Enquanto o Wrath chamava a Jane levei o L.W. para o duche grande. Temos quatro cabeças de chuveiro (porque, convenhamos, retirar o sabão de alguém do tamanho do meu hellren é como lavar à mangueira uma casa estilo Colonial de dois andares) e liguei um jato suave e quente metendo-me lá dentro com o meu filho. O L.W. voltou a vomitar. Chorou. Pareceu miserável. Entretanto, estava a decidir se o tinha matado. Que ele estava a ter uma reação alérgica possivelmente mortal (mesmo que ele não tivesse urticárias ou erupções cutâneas, não estava a ter dificuldade para respirar nem tinha nenhum inchaço na boca.) Que eu era a pior mãe de SEMPRE.

Mas olhem, pelo menos não estava a pensar que o Dia dos Namorados iria acontecer, certo?

E/B*

Resumindo (demasiado tarde) a Jane apareceu, examinou o L.W. e disse-nos que ele estava bem, que ele provavelmente só tinha um vírus, ou que o entusiasmo dele pelo shebert provou ser demasiados mirtilos num estômago vazio. Tínhamos que o vigiar e para a avisar imediatamente se houvesse alguma alteração. Sem leite por 24 horas, e tentar que ele bebesse alguma coisa para não ficar desidratado. Se ele não voltasse a vomitar outra vez nas próximas seis horas, que podíamos tentar dar-lhe papas de aveia feitas com água.

Entretanto, o L.W. que tinha parado de vomitar depois da quarta tentativa, só queria o pai (o que me fez ponderar se ele achava que era alérgico a MIM.) Depois da Jane sair, o Wrath pegou no miúdo, deitou-se na nossa cama e acalmou o L.W. até o nosso filho e o George estarem ambos a dormir profundamente.

Fiquei ao lado do trio de rapazes até ter a certeza que o L.W. estava a descansar profundamente. De seguida fiz uma piada (alguma coisa como o azul deixar de ser a minha cor favorita) e disse ao meu hellren que ia tirar as minhas roupas molhadas.

A choradeira começou quando fiquei sozinha na casa de banho. Enquanto retiravas as camadas molhadas e frias de flanela e gola alta, calças de ganga e meias, todo o que eu podia pensar era em como eu tinha pensado na maneira como as minhas roupas iriam ser tiradas naquela noite: era suposto ter sido as mãos quentes e desesperadas do meu hellren, e algumas coisas iriam ser rasgadas, e depois ambos iríamos estar nus e mais nada teria importância durante um bocado.

Na altura em que eu estava de pé, de baixo do jacto quente do chuveiro, eu já estava a chorar. Agora, ouçam, eu sei que tenho muito sobre o qual estar agradecida (em especial porque parecia que, de momento, de facto NÃO tinha morto o meu filho,) e eu sei que vai haver outras alturas para eu e o Wrath irmos até Manhattan, mas quando és mãe, independentemente de quanto amares o teu filho, algumas vezes queres e precisas de ser TU. Não precisa de ser por muito tempo. Tipo, não precisa de ser mais que um par de horas… porque, mais que isso e ficas tão desesperada para ver o teu bebé; ficas doida para abraçá-los e cheirá-los e vê-los a olhar para cima, para ti, com amor.

Mas a nossa parte mãe, não é a nossa única parte. Há outros ângulos e aspectos para as mulheres e fêmeas, e o que eu não gosto do Dia dos Namorados é que ele coloca esta luz brilhante arbitrária sobre nós. Nessa dura iluminação, devemos ver apenas felicidade perfeita com os nossos companheiros, e uma vida sexual que é inventiva, conectiva e algo saído das 50 Sombras, e uma existência diária (ou todas as noites no nosso caso) que é digna de Instagram. Se não virmos isso, seja lá com quem estivermos? Ou se estivermos solteiras? Ou se tivermos perdido alguém que amamos? Nesses casos magoa muito… e separa-nos de toda a gente (porque assumimos que somos os únicos que não temos a perfeição de postal a acontecer.)

Chorei tudo o que tinha de baixo das quatro cabeças de chuveiro. Depois lavei o cabelo com shampoo, coloquei o condicionador, lavei o corpo com sabão, e depilei-me (sendo mestiça, ainda tenho que depilar a parte de baixo das pernas.)

Quando saí do chuveiro o Wrath estava lá a segurar uma toalha branca. O meu primeiro pensamento (porque sou extremamente razoável) foi que o L.W. estava morto. O meu segundo pensamento foi que se o primeiro fosse verdade, o Wrath não estaria preocupado com tecido felpudo.

Ele não me disse nada. Ele apenas segurou na toalha e depois envolveu-me com ela e abraçou-me. Naturalmente, voltei a chorar outra vez. Entretanto, ele apenas me soltou e ouviu todas as coisas estúpidas que disse: como eu tinha matado o nosso filho. E como nunca mais íamos estar os dois sozinhos outra vez. Nunca. Que não tínhamos qualquer privacidade. Que as nossas vidas estavam fora do controlo. Que o L.W. nunca mais ia ter os seus mirtilos favoritos outra vez e como é que eu ia explicar aquilo ao Fritz sem partir do coração daquele doggen.

A minha lista de desgraças foi tão longa que tivemos que nos sentar no acento da janela. O Wrath tinha tirado os óculos (provavelmente assim que chegou à nossa suite para destruir a impressora. Ele ainda é tão auto consciente sobre os olhos que ele sempre usa aqueles óculos de sol sempre que há alguém por perto. Mas no nosso espaço privado, ele mal pode esperar para os tirar.) e à medida que ele acenava afirmativamente a todas as coisas estúpidas que eu dizia, e olhava fixamente na minha direcção, tudo em que podia pensar era no quão belo ele era.

Os seu pálidos, olhos verdes, o V formado na testa dele pelo cabelo, todo aquele longo cabelo negro.
Por cima do ombro dele eu podia ver a nossa cama. O George estava mesmo ao lado do L.W. que foi apoiado por travesseiros e que estava a dormir profundamente. O cão tinha um olho no menino e o outro em nós.

Tal como devem ter lido, a coisa… bizarra… sobre a suite em que vivemos que está coberta em jóias. SIM, EU SEI, NÃO É? Doido. Há literalmente de safiras, rubis, esmeraldas e diamantes, conjuntos de pinos e pinças, por todas as paredes e por todo o tecto (e eu acho que em, pelo menos, parte do chão, contudo temos tapetes de seda a tapar muito do que está por baixo dos nossos pés.) A cama real está, do mesmo modo, adornada com jóias. Tal como as mesinhas de cabeceira. A secretária onde a impressora morta se encontra. A área de estar.

Pelo menos pouparam o assento da sanita. É tudo o que tenho para dizer.

Como resultado das pedras, tudo brilha com luz colorida. É como ter uma bola disco por cima da cabeça a toda a hora, e eu lembro-me de não conseguir aguentar no início. Era demasiado opressivo. E ainda assim, acontece que a única coisa mais estranha que todo esse valor monetário por todo o lado é a maneira como eu já nem reparo mais nisso. Tornou-se só no meu quarto, sabem? Ainda assim, por alguma razão, nessa noite de Dia dos Namorados, enquanto olhava para o quarto, fiquei consciente de todo aquele brilho e o quanto o seu valor intrínseco era.

E depois foquei-me nas pestanas escuras do L.W. nas suas bochechas. No pelo loiro do George e nas suas patas. E na sensação dos braços pesados e tatuados do meu hellren colocados tão gentilmente sobre o meu ombro.

Nesse momento, soube sem dúvida nenhuma que daria, não apenas todas aquelas pedras preciosas, mas todo o raio da montanha com elas, se isso significasse que não perderia o meu bebé, aquele cão, aquele macho. Olhando para cima para a cara do meu hellren, abri a minha boca para lhe dizer o quanto o amava…

E é aí que o telemóvel do Wrath começa a tocar.

Deixem-me dizer-vos, nada é melhor de que quando estás a ter um colapso ouvires o som de uma campainha à moda antiga a tocar no meio das coisas.

O Wrath começou a jorrar palavrões, mas era o Bat Phone como o chamamos (aquele que apenas os Irmãos usam,) por isso ele teve que atender.

Afastei-me um bocado, respirei fundo e preparei-me para deixar que o Wrath se fosse embora.
Mas antes que ele pudesse ladrar um olá, a voz do Rhage saiu do altifalante pequeno aparelho: - O L.W. está bem? Está a Beth? Que podemos fazer para ajudar? A Jane disse-nos o que aconteceu e nós…

No fundo, o Butch gritou: - Nós estamos a deitar fora todos os mirtilos aqui de casa!

E depois o Phury: - Nunca mais vou comer outro muffin de mirtilo em solidariedade!

Houve todo o tipo de juras, promessas, saudações e desculpem-pelo-vómito (incluindo, e isso deve ter sido o Lassiter a falar, uma jura para banir todos os mirtilos da face da terra.) E enquanto o Wrath olhava para mim com um “desculpa” envergonhado na cara, eu comecei a rir.

Então aqui está a o que decidi sobre o Dia dos Namorados. Amor romântico é óptimo, se o tiveres. Se recebes rosas, aqueles chocolates, aquele convite para jantar, aquela peça de joalharia, mais poder para ti…  e acredito nisso. Mas se talvez não tiveste o Valentim dos postais pelo qual estavas à espera, se acabasses com vómito pelas tuas costas da tua camisola e no rabo das tuas calças de ganga, e se os teus planos forem cancelados… ou até se não tiveres planos… se fores desapontada, abandonada ou descartada? Por favor não permitas que um feriado comercial arbitrário te faça sentir pior. O amor vem em formas diferentes. Às vezes (muitas vezes) é por um animal querido. Um amigo. Um membro da família. Às vezes é o copo de vinho perfeito num apartamento em que estás sozinha e tens uma temporada inteira de Strangers Things para ver. Às vezes é uma peça de joalharia que compras para ti própria, ou algo que faças para outra pessoa, ou mesmo algo que faças para um estranho.

E, às vezes, são as duas dúzias de mais próximos e queridos do teu companheiro que estão preparados para esfaquear frutos inocentes até o seu Criador porque a barriga do teu filho ficou temperamental.
Concluindo, desculpem que me tenha estendido tanto! Eu tinha a intenção de ter isto mais pequeno, mas a história é o que é. Honestamente, nos meses futuros, vou ser mais circunscrita! E relativamente à maneira que a minha noite do Dia dos Namorados acabou? Eu acabei por ter a oportunidade de dizer ao Wrath que o amava, e ele, e o L.W., e o George e eu aconchegamos-mos naquela grande cama. Estávamos todos exaustos depois do drama. Enquanto estava a fechar os meus olhos, acabei por olhar para todas aquelas pedras preciosas nas paredes e no tecto… e a pensar nos Irmãos e nos guerreiros que nos telefonaram.

Não é preciso dizer que decidi que não trocaria nenhuma parte da nossa família, quer sejam guerreiros ou esposas, empregados ou convidados, por todas as riquezas do mundo.

Até o próximo mês, daqui a Beth Randall a despedir-se desde a mansão!

*FpS – Felizes para sempre (HEA (ou Happily Ever After) em inglês
NYC – Cidade de New York
VR – Vida Real
Violet Beauregarde – personagem do filme Charlie e a fábrica de chocolate
Nakatomi Plaza – ao que parece é um jogo de tiros/porrada, algo do género, associado ao Die Hard
Chapstick– marca de batom
E/B – original J/K (Just Kidding) que significa Estou a Brincar

---


Ok, como podem ver, esta parte já está!!!! Não consegui por a mesma formatação de imagens como estava no original, mas coloquei perto. (podem ver a baixo)

Aqui está a versão Original!

Próximos artigos:
E por agora é tudo. Espero que tenham gostado e que não tenha muitos erros. Vou começar a traduzir o horóscopo e ver se consigo colocar ainda esta semana... quinta feira para mim é um dia complicado e esta sexta é dia de viagem que vai ser seguida por uma sessão de cinema. Vou ver a Capitã Marvel, mal posso esperar!!! *dança daqui para fora*

Fiquem bem, até à próxima, *acena de longe*
Sunshine ;)