segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CENAS CORTADAS (Phury)



Eu estou a avisar que vai haver sarilhos neste blogue!

Ai vai, vai.

O mamífero não se impõe e depois os visitantes das bloguices acham-se no direito de fazer exigências…

Como é? (eu já de asas nas ancas, pronta para a peixeirada)

Ai não dizem nada? É com o medo, não é?

Pois, meus amigos… Se depois de hoje me voltarem a chamar de preguiçosa, calaceira e desocupada… para além de terem razão, dizem a verdade, mas não publiquem isso que fica mal…
A chefa Nasan anda a ver se me corre por justa causa (nem sei de que está à espera! Cada vez que aqui publico é causa justa de despedimento!) e eu sou morcego com crias, renda de gruta para pagar… é verdade que não pago luz, mas água, gás e tv cabo tem de ser.
Se podia viver sem isso? Podia, mas prefiro que sejam os outros a passar por esse tipo de necessidades.
Também é verdade que não gasto em roupa nem em calçado e que roubo fruta nas árvores… Com o salário que tenho só podia ser assim! Aliás, com os salários que se pagam neste país, não sei como não anda tudo nu e a recorrer à via do surripiar para sobreviver!...

E então, que trago eu hoje?
O epílogo do livro do Phury que nunca chegou a entrar no dito.

Por razões alheias à minha pessoa, resolveram cortar este bocadinho que aqui trago. Na minha opinião, foi a maior asneira que podiam ter feito, porque é uma passagem muito querida. Sei que a maior parte dos leitores ficou com uma péssima ideia do Phury, eu também. No entanto, a partir do livro do Tohr, a imagem dele vai em rota ascendente. Ao reler o Insider’s Guide a figura dele foi ganhando força e nesta altura é dos meus vampiros de top.

Não, não chega para destronar a minha troika (QVZ)… mas é um vampiro fantástico. É, pois.

Escusado será dizer que tomei algumas liberdades para a coisa fazer sentido em português, que é uma tradução livre feita à pressão e blá, blá, blá…

Beijos bons.



CENA CORTADA

Epílogo do livro de Phury




Cinco anos depois…



- Apanhei-a! – Gritou Phury a Bella, enquanto erguia a sobrinha nos braços.
Nalla riu-se e enterrou a carinha no cabelo dele, algo que adorava fazer, agarrando-se com força.
Bella virou a esquina da Biblioteca da Irmandade a correr e parou rapidamente. O vestido prateado a assentar num belo andejar à volta das pernas. Os diamantes no pescoço brilhavam como fogo, tal como os que tinha nos pulsos e nas orelhas.
- Graças a Deus! – Disse. – Juro que é tão rápida como o pai dela.
- Estás tão espetacular, - comentou Cormia por trás dele.
- Obrigada. – Bella brincou com o vestido. – Não é o meu estilo habitual, mas…
- Mal te faz justiça. – Zsadist entrou na Biblioteca, parecia uma versão malvada do Cary Grant. O smoking caia-lhe perfeitamente em todas as linhas firmes do corpo e quase conseguia esconder a SIG por baixo do braço.
Quando apontou o dedo à filha, fez o seu papel de mau.
- Vais-te portar bem com o tio e a aumahne?
Nalla disse que sim gravemente, como se tivesse concordado em assumir a liderança dos Estados Unidos.
- Sim, papá.
O sorriso de Z iluminou praticamente a galáxia inteira.
- É assim mesmo.
Nalla sorriu e esticou os braços.
- Beijos, papá.
Z pegou nela para um abraço, depois ela esticou os braços para a mãe.
- Ok, - diz Z sério, enquanto passava a filha à shellan. – Vamos estar no MET até às onze. Depois vamos jantar à casa de Wrath. Tenho o pager, o telemóvel, o BlackBerry…
Phury deu uma palmada no ombro do gémeo.
- Respira fundo, meu irmão. Deixa entrar o ar.
Zsadist fez o melhor que pôde.
- Certo. Quer dizer, eu sei que ficam bem com ela. Isto é, vão ficar bem… vocês vão ficar todos bem…
Phury confirmou as horas.
- E vocês vão chegar atrasados. Vão ter sorte se chegarem a tempo do início do intermezzo.
- Estou tão entusiasmada, - disse Bella a entregar Nalla a Phury. – A Cavalleria Rusticana de Mascagni. Vai ser fantástico.
- Partindo do princípio que consegues tirar o papá da menina de casa. – Phury deu um pequeno abanão ao gémeo. – Vai. Sai com a tua shellan. É o vosso aniversário, pelo amor de Deus.
Saíram da Biblioteca cerca de vinte minutos depois. Talvez vinte e cinco. Phury abanou a cabeça.
- Aquele está com sérios problemas relativamente a separações.
- Ah, e tu és melhor?
Phury virou-se. Cormia estava no sofá, o filho adormecido - Ahgony, ou Aggie, como o chamavam – nos braços. A mão gordinha segurava o polegar da mãe como de costume, mesmo quando estava profundamente adormecido.
- Essa boca é foleira.
- História, tio? – Pergunta Nalla. – Por favor?
- Claro, qual é que queres? – Apesar de saber qual.
Quando se sentou ao lado de Cormia, Nalla apontou para o livro de fábulas que ele lhe tinha feito.
- Aquela do guerreiro.
- Que surpresa. – Pisca o olho a Cormia. – Aquela do guerreiro e da donzela?
- Não, tio. A outra.
- O guerreiro e o barco?
Nalla riu-se.
- Não, tio!
Phury acenou com a cabeça com grande seriedade.
- Está bem. O Guerreiro e o jogo da sueca.
Nalla parecia confusa.
- Que cueca?
Cormia riu-se, o seu olhar verde tão mágico que Phury não conseguua deixar de o fitar. Por um instante, tomou mais uma vez consciência de que o seu filho tinha os olhos da mãe, aquele tom incrível de folhas primaveris.
Quando Nalla reclamou, Cormia disse:
- Phury, não a tortures.
Phury acomodou a sobrinha no colo, beijou a sua shellan e acariciou a bochecha macia do filho. De seguida, abriu o livro e começou a ler na Língua Antiga.
- Era uma vez um guerreiro forte de braços e corajoso de coração que se demorou na floresta num dia ventoso…
Os olhos de Aggie abriram-se e emitiu um som que os bebés produzem quando tudo está bem com eles, uma espécie de suspiro de contentamento. Phury reconheceu-o bem, porque já o tinha ouvido muitas vezes vindo de Nalla e agora de Aggie. O som era algo que faziam quando as barriguinhas estavam cheias e os pais estavam com eles e havia uma voz que achavam agradável ao ouvido a embarcar numa história.
Quando Phury perdeu o ritmo das palavras, Cormia esticou-se e apertou-lhe a mão. Ela sabia sempre, pensou. Ela sabia sempre… Ela sabia que ele estava a pensar nos pais e no irmão, no passado e no futuro, nas esperanças, nos sonhos e nos medos. Ela sabia tudo o que se passava na sua cabeça e de tudo o que lhe ia no coração, e nada a assustava. Sabia que ele estava contente pelo filho se parecer com ela, porque ele considerava isso um sinal de que, caso o vício fosse hereditário, ele não teria passado para ele. E ela sabia que ele continuava a debater-se com o sentimento de achar que não estava a fazer o suficiente pelos outros que o rodeavam.
Ela sabia isso tudo e amava-o de qualquer forma.
Ele beijou-lhe o interior do pulso e olhou para a geração seguinte. Esperava que a vida só tivesse coisas boas reservadas para eles, que a noite fosse sempre iluminada pela lua e que o vento fosse sempre uma brisa e que o amor mais profundo dos seus corações fosse correspondido por um par digno.
Mas ele sabia que não ia ser fácil e que iriam enfrentar desafios que ele nem conseguia imaginar.
Na realidade, ele tinha fé no que via naqueles olhos deles. Porque ambos vieram de pais e mães sobreviventes e isso, mais do que lhes garantir uma vida fácil, garantia que haviam de superar tudo.
Phury clareou a garganta.
E continuou a ler para eles.


Ohhhhh… é tão lindo…

Eu gosto do Phury.
Não babo… mas quase! :D


1 comentários:

TÃO FOFO! *gritinho estérico e suspiro*
Foi só na versão tuga que isto foi cortado ou também na versão original? Ai, se foi na tuga, eles vão ouvir da boa! *vai preparar as torchas e as foices*
BTW, obrigada pela tradução, adorei! Há alguma maneira de ter o Insider's Guide? Já que eles não o traduzem...